O governo Lula tem atuado em duas frentes principais em relação às criptomoedas: a regulamentação e a tributação. Recentemente, o governo implementou medidas para regulamentar o mercado de criptoativos, atribuindo ao Banco Central a função de supervisionar as prestadoras de serviços de ativos virtuais. Além disso, o governo propôs uma nova Medida Provisória que acaba com a isenção de impostos para criptomoedas até R$ 35 mil e estabelece uma alíquota de 17,5% para ganhos de capital com esses ativos.

Regulamentação:

O decreto presidencial nº 11.563, assinado por Lula, regulamenta a Lei nº 14.478/2022, conhecida como Marco Legal das Criptomoedas.

Essa legislação confere ao Banco Central a responsabilidade de autorizar, regular e supervisionar as empresas que oferecem serviços relacionados a criptoativos.

O Banco Central também poderá estabelecer regras para o funcionamento dessas empresas e realizar a supervisão das mesmas.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) continua com suas competências, assim como o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e os órgãos responsáveis por prevenir crimes relacionados a criptomoedas.

Tributação:

Uma nova Medida Provisória, publicada pelo governo, altera o regime de tributação de investimentos, incluindo as criptomoedas.

A MP acaba com a isenção de imposto para ganhos de até R$ 35 mil mensais com criptomoedas.

Qualquer ganho de capital com criptoativos passará a ser tributado, seguindo a mesma lógica de outros investimentos financeiros.

A alíquota definida na MP é de 17,5% sobre o lucro obtido com a venda de criptomoedas.

A MP também pode afetar o mercado de câmbio, com a possibilidade de enquadrar as operações com criptomoedas nesse mercado.

A falta de diferenciação entre os tipos de ativos digitais pode gerar insegurança jurídica e dificultar a adaptação do mercado.

Especialistas apontam que a tributação pode prejudicar os investimentos e reforçar o ímpeto arrecadatório do governo.#imposto