A visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China entre os dias 13 e 15 de maio terminou com um acordo de "estabilidade estratégica construtiva" e o compromisso de intensificar os canais de comunicação entre Washington e Pequim. $AGT
Embora ambos os líderes tenham adotado um tom positivo durante a primeira visita de um presidente americano em exercício à China em quase uma década, um relatório do BofA Global Research indica que os resultados apontam para avanços incrementais e táticos, sem nenhum avanço significativo.
O encontro concentrou-se principalmente na gestão de riscos e no reforço dos diálogos já existentes.
$NIL As conquistas econômicas da cúpula giraram em torno de "vitórias rápidas" politicamente viáveis, lideradas por compromissos substanciais de compras agrícolas.
A China concordou em adquirir pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas americanos anualmente até 2028, além das 25 milhões de toneladas métricas de soja prometidas em outubro de 2025. A China também renovou as licenças de exportação para mais de 400 frigoríficos americanos de carne bovina e retomou a importação seletiva de aves.
No setor industrial, o presidente Trump destacou possíveis pedidos de até 750 aeronaves e motores da Boeing. Para gerir o comércio futuro em setores não sensíveis, os países vão criar um Conselho de Comércio EUA-China. $UB
As coordenadas de política macroeconômica também sofreram ajustes marginais. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, indicou que ambos os lados estão explorando reduções mútuas de tarifas, começando por cerca de US$ 30 bilhões em comércio de produtos não críticos.
A política de Tecnologia continua sendo um fator determinante para o sentimento mais amplo do mercado. Apesar de relatos anteriores sobre aprovações iniciais para vendas limitadas de chips de inteligência artificial a empresas chinesas, o secretário do Tesouro Bessent observou que não há atualização imediata sobre um acesso mais amplo ao mercado.
Analistas destacaram que a China parece priorizar atualmente o desenvolvimento interno de chips. No entanto, o país irá endereçar as preocupações americanas com a cadeia de suprimentos relacionadas à escassez de minerais críticos e terras raras.
O alinhamento geopolítico em relação ao Oriente Médio se fortaleceu de forma inesperada. Segundo autoridades americanas, ambos os lados concordaram explicitamente que o Irã jamais poderá possuir uma arma nuclear e que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia.
Autoridades chinesas também sinalizaram oposição a qualquer sistema de pedágio na vital rota marítima e manifestaram interesse em aumentar as compras de petróleo americano.
Em contrapartida, Taiwan continua sendo o principal ponto de atrito. O presidente alertou para consequências graves caso a questão seja mal administrada.
O presidente Trump afirmou que a política americana permanece inalterada, embora tenha congelado uma proposta de venda de armamentos a Taiwan no valor de US$ 14 bilhões para utilizá-la como moeda de troca nas negociações.
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