Vamos falar do Estados Unidos, as ações atravessaram um pregão na terça-feira marcado por ajuste. O S&P 500 e o Nasdaq registraram leves quedas, enquanto o Dow Jones voltou a destoar do restante do mercado ao encerrar o dia em novo recorde histórico, sustentado principalmente por ações de perfil mais cíclico, ligadas aos setores industrial e de consumo. Esse desempenho desigual reflete um pano de fundo ainda dividido: de um lado, cresce o debate sobre uma possível formação de bolha em tecnologia, com valuations conflitantes entre instituições que ainda enxergam espaço adicional de valorização e aquelas que alertam para sinais clássicos de excesso, intensificados pelos investimentos em inteligência artificial; de outro, ganha peso a expectativa pelo relatório de empregos de janeiro, considerado um dado-chave após números fracos de vendas no varejo e indícios recentes de arrefecimento do mercado de trabalho. Nesse contexto, os juros de longo prazo recuaram, o dólar permaneceu relativamente estável e começaram a surgir, ainda de forma tímida, apostas em cortes de juros mais à frente, embora o discurso do Federal Reserve siga apontando para uma postura cautelosa no curto prazo. A mudança de liderança em maior será central.