Dados mostram como uma regulamentação clara apoia a adoção responsável e o crescimento do mercado
Principais tópicos do post:De acordo com o recente Global Crypto Adoption Index da Chainalysis, evidências sugerem que as jurisdições que implementam regulamentações de ativos digitais mais claras e proporcionais também estão observando uma adoção popular mais forte.Os Estados Unidos e o Brasil fornecem estudos de caso claros, enquanto a nova lei de proteção ao usuário da Coreia do Sul e o recente impulso político do Reino Unido apontam na mesma direção.A regulamentação equilibrada e baseada em risco traz benefícios a todo o sistema financeiro, desde usuários de varejo até investidores institucionais.Cada vez mais as evidências sugerem que quando os governos articulam regras razoáveis e baseadas em risco para o uso de criptomoedas, as pessoas as utilizam mais. O Global Crypto Adoption Index da Chainalysis torna essa relação visível nos dados. Os países que seguiram o caminho para esclarecer como os ativos digitais se encaixam em sua arquitetura financeira em 2024 e 2025 apresentaram melhora na classificação e esses ganhos vieram da atividade real e não apenas do sentimento.O que o índice medeA Chainalysis cria classificações dos países a partir de sinais dentro e fora da blockchain vinculados à forma como usuários e instituições interagem com as criptomoedas. Quatro índices secundários alimentam a pontuação: valor on-chain recebido por serviços centralizados (ajustado pelo poder de compra), valor de varejo recebido em serviços centralizados, valor on-chain recebido por protocolos DeFi e valor institucional recebido em serviços centralizados. Em outras palavras, a classificação registra onde as criptomoedas são realmente usadas no nível de carteira e plataforma, não apenas onde são tema.Estados Unidos: clareza gera confiançaOs Estados Unidos são o exemplo mais visível de regulamentação e adoção que se reforçam mutuamente. Em 2024, o país ficou em 4° lugar no Índice, pois os fundos negociados em bolsa (ETFs) spot de Bitcoin abriram um canal compatível e com liquidez para a participação geral. Em 2025, os Estados Unidos subiram para o 2° lugar, refletindo uma alocação institucional mais profunda e uma presença do varejo mais abrangente. O cenário político tem sido central: os principais desenvolvimentos incluíram aprovações de ETFs spot de Bitcoin, progresso bipartidário em uma estrutura federal para stablecoin e debate ativo no Congresso sobre uma legislação mais abrangente para a estrutura de mercado.Coletivamente, esses desenvolvimentos reduziram a incerteza jurídica e de conformidade para alocadores institucionais e forneceram aos consumidores canais de acesso mais transparentes e confiáveis para poupar e fazer transações. Os cortes regionais dos dados da Chainalysis se alinham com essa história, mostrando a contribuição expressiva da América do Norte para o crescimento das transações globais durante o período. Quando a política deixa de ser ambígua e se torna um manual prático, o uso se amplia e amadurece.Brasil: regulamentações construtivas e crescimento orgânicoO Brasil aprovou uma lei base para ativos virtuais no final de 2022, colocou-a em vigor em 2023 e passou 2024 promovendo padrões detalhados de licenciamento e supervisão sob o Banco Central e o regulador de valores mobiliários. Essa abordagem construtiva coincidiu com um aumento constante na adoção e o Brasil agora está em 5° lugar no Índice de 2025. O contexto doméstico ajuda: o Pix, sistema nacional de pagamentos instantâneos que integrou o Binance Pay no início deste ano, acostumou consumidores e comerciantes a fluxos rápidos de dinheiro digital. Em 2025, o Pix atendia mais de 165 milhões de pessoas — mais de 75% da população — e processou mais de 63 bilhões de transações somente em 2024. Com regras mais claras para provedores de serviços de ativos virtuais e infraestruturas digitais amplamente difundidas, os brasileiros estão usando criptomoedas para poupar, investir e movimentar valor. Definir o perímetro legal e garantir infraestrutura acessível forneceu suporte para uma participação geral, beneficiando tanto consumidores quanto operadores de mercado.Coreia do Sul: a proteção ao usuário como catalisadorA trajetória da Coreia do Sul reforça um ponto semelhante. A Virtual Asset User Protection Act (Lei de Proteção ao Usuário de Ativos Virtuais), que entrou em vigor este ano, reforçou os padrões de custódia, abuso de mercado, divulgações e seguros, ao mesmo tempo que esclareceu as obrigações dos provedores de serviços.O efeito aparece na classificação: a Coreia saiu da 19ª para a 15ª posição entre 2024 e 2025. A lei ajudou a garantir que a participação permanecesse dentro do país e alinhada às expectativas de supervisão, melhorando a segurança e a sustentabilidade. Instituições e usuários de varejo agora têm uma regulamentação aprimorada e as plataformas de ativos digitais preparadas para atender a esses padrões estão se beneficiando dessa confiança.Contágio globalO impulso regulatório também está se tornando coordenado, em vez de meramente nacional. A Transatlantic Taskforce for Markets of the Future (Força-Tarefa Transatlântica para Mercados do Futuro), anunciada recentemente pelo Reino Unido e Estados Unidos, coloca os ativos digitais no topo de uma pequena lista de prioridades e define um prazo de 180 dias para propostas concretas. Espera-se que o grupo se concentre em stablecoins e tokenização, incluindo um ambiente seguro de supervisão e interoperabilidade internacional, enquanto as regras finais continuam evoluindo. O Reino Unido subiu na classificação de 2025 e, mais importante, agora está avançando rapidamente. Ninguém espera que Westminster ou os reguladores importem o manual de Washington na íntegra, mas o caminho é claro. A coordenação internacional reduz a fragmentação e melhora a interoperabilidade entre os principais mercados de capitais, o que é essencial para a estabilidade e a eficiência.Recentemente, a FCA do Reino Unido destacou sua estratégia para 2025: 30 estratégias com iniciativas em IA e fintech, lançamento de uma consulta sobre a aplicação do seu manual de ativos digitais e redução dos tempos de aprovação para empresas de criptomoedas.O relacionamento que beneficia a todosA adoção popular não é boa apenas para o varejo. Regras claras e previsíveis reduzem o risco de conformidade para instituições e dão aos operadores do setor uma base estável para investimentos em custódia, integridade de mercado e proteção ao consumidor. Além disso, elas oferecem benefícios em nível macroeconômico: pagamentos internacionais mais eficientes, formação de capital mais profunda e uma combinação mais equilibrada de canais para poupar para famílias e pequenas empresas. Para os legisladores isso confirma que a aplicação por si só não cria mercados mais seguros, mas os padrões claros sim. Os países que adotaram regimes de licenciamento, requisitos de relatórios e proteções ao consumidor concretos, são os que estão subindo na classificação.A Binance apoia uma regulamentação equilibrada e baseada em risco porque os dados mostram que ela funciona. Nosso papel é transformar clareza política em participação prática. Fornecemos liquidez global no spot, execução institucional e blocos OTC para reequilíbrio de baixo impacto, liquidação fora da corretora que se adapta aos fluxos de trabalho de tesouraria e estruturas de custódia e conformidade criadas para análise rigorosa. Essa é a base operacional que permite que os usuários do varejo acessem com segurança os ativos digitais, que as instituições aloquem com confiança e que os legisladores vejam suas estruturas produzirem os resultados pretendidos. Quando os países dão vida a regras razoáveis, podemos ajudar a traduzir essas regras em um uso mais aprofundado e seguro.Considerações finaisO Global Crypto Adoption Index da Chainalysis é uma medida de como pessoas e instituições realmente usam as criptomoedas. Ao longo de dois anos consecutivos, permanece o mesmo padrão: quando a regulamentação se torna clara e viável, a adoção se torna mais ampla e resiliente. Os Estados Unidos e o Brasil ilustram isso mais claramente, o novo regime de proteção ao usuário da Coreia do Sul está avançando na mesma direção e a força-tarefa do Reino Unido e dos EUA sugere uma nova fase de coordenação internacional. É assim que o próximo capítulo será escrito: regras claras, usuários reais e uma conexão melhor entre eles. Participantes do setor, como a Binance, têm a responsabilidade de operacionalizar essas estruturas de maneiras que promovam resiliência, transparência e proteção ao usuário. À medida que as regras convergem, surge a oportunidade de construir um uso mais profundo e seguro da infraestrutura de ativos digitais.Leitura complementar"Project Crypto" e o fim da adaptação – uma mudança regulatória para a era digitalCrypto Week dos EUA e as regras dos ativos digitais tomando forma – veja o que isso significa para o setorBinance obtém autorização regulatória no Brasil, sua 21ª em nível global