A Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) intensificou a supervisão sobre as stablecoins, indicando uma mudança clara na forma como esses ativos digitais vão operar nos Estados Unidos.
Em 7 de abril, a FDIC aprovou uma proposta para implementar pontos centrais do GENIUS Act. A regra estabelece parâmetros para emissores de stablecoin sob supervisão do órgão, incluindo exigências relacionadas a reservas, resgates, capital e gestão de riscos.
Today, our Board of Directors approved a proposed rule that would establish requirements under the GENIUS Act for FDIC-supervised stablecoin issuers.https://t.co/VAnMhwyGo5 pic.twitter.com/1A8sqGRlvk
— FDIC (@FDICgov) April 7, 2026
De forma simples, as stablecoins nos EUA estão sendo aproximadas do sistema bancário. Os emissores precisarão manter ativos seguros, como dinheiro ou títulos do Tesouro americano, além de comprovar capacidade de resgatar os tokens de forma confiável, sempre em relação de um para um.
Ao mesmo tempo, a proposta integra formalmente os bancos ao ecossistema das stablecoins. Bancos segurados poderão manter reservas e oferecer serviços de custódia, conectando essas moedas de modo mais direto à infraestrutura financeira tradicional.
A FDIC também abordou o tratamento de depósitos que lastreiam stablecoins. Caso esses recursos atendam à definição legal de depósito, poderão receber as mesmas proteções aplicadas a depósitos bancários tradicionais. Isso tende a aumentar a confiança do público, mas amplia o controle regulatório.
Contudo, a regra ainda não é definitiva. A agência receberá comentários do público por 60 dias antes de eventuais ajustes.
No geral, o direcionamento é claro. Nos Estados Unidos, as stablecoins não são mais tratadas como um produto de cripto separado. Elas passam a operar sob normas semelhantes às aplicadas aos bancos.
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