A Copa do Mundo da FIFA 2026 começa em 11 de junho nos Estados Unidos, Canadá e México. Analistas da BeInCrypto identificaram três ações do setor esportivo para observar, todas com exposição direta ao torneio.

O novo formato com 48 equipes provoca altas de 20% a 30% nas vendas de camisas, movimentação de US$ 3,3 bilhões em apostas esportivas nos EUA e um recorde de 340 horas de transmissão. Cada ação oferece exposição direta a esse fluxo comercial.

Nike (NYSE: NKE)

A Nike lidera a lista de ações esportivas para ficar de olho antes do início da Copa do Mundo da FIFA 2026, em 11 de junho. A empresa é considerada próxima do esporte, mais do que puramente esportiva. A marca patrocina os uniformes de campo de cerca de uma dúzia de seleções classificadas para o torneio.

A lista inclui os anfitriões Estados Unidos e Canadá, além de Brasil, Inglaterra, França e Holanda. A Nike apresentou os uniformes oficiais dos Estados Unidos em 16 de março com tecnologia Aero-FIT para resfriamento, projetada para o verão de 2026. Aneesha Sherman, analista do Bernstein, reiterou em 11 de maio o preço-alvo de US$ 80 para a ação da Nike, o que indica potencial de alta de 73,80%.

O impulso principal advém da demanda por camisas durante o torneio. Torneios da Copa do Mundo elevam historicamente as vendas de uniformes das seleções em 20% a 30% para federações patrocinadas. A Nike vestindo países anfitriões e seleções de destaque da Europa e da América do Sul pode gerar aumento significativo nas receitas.

As ações NKE atingiram o pico de quase US$ 68 no fim de fevereiro e caíram para o patamar mínimo local de US$ 41 em 19 de maio. No fechamento de 21 de maio, o papel encerrou a US$ 44, alta de 4,17% no dia.

O volume negociado atingiu 27,06 milhões de ações, o maior dia desde meados de abril. A Nike também ultrapassou a média móvel exponencial (EMA) de 20 dias, um indicador de tendência, pela primeira vez em semanas. O movimento sugere mudança no viés de curto prazo.

O piso de US$ 41 precisa ser mantido para sustentação do cenário otimista. Uma queda abaixo desse valor elimina a possibilidade de recuperação. O primeiro obstáculo está em US$ 47, correspondente ao nível de 0,236 de Fibonacci, que assinala a faixa com gap ocorrida em 31 de março. Caso supere esse ponto, o papel pode avançar para US$ 58 e, posteriormente, para US$ 62, sendo o topo de US$ 68 em fevereiro a meta mais ambiciosa. A perda de US$ 41 torna o cenário menos favorável.

DraftKings (NASDAQ: DKNG)

A DraftKings se destaca como uma das poucas ações do segmento esportivo direto para acompanhar antes da Copa do Mundo da FIFA 2026. A empresa opera a maior plataforma online de apostas esportivas dos EUA em volume apostado, termo usado para o total movimentado em apostas.

O torneio começa em 11 de junho nos Estados Unidos, Canadá e México. Segundo o Deutsche Bank, a DraftKings pode registrar US$ 1,1 bilhão a mais em manipulação durante o período da Copa. O total em apostas nos EUA pode atingir US$ 3,3 bilhões, já que 135 milhões de americanos hoje têm acesso legal a plataformas online.

As ações DKNG estão cotadas a US$ 25 em 21 de maio, queda de 2,08% no pregão. O gráfico diário mostra padrão de reversão altista com formação de cabeça e ombros invertida desde fevereiro. O fundo da cabeça marca US$ 20, enquanto o ombro direito está em US$ 23 no momento.

A linha do pescoço está em US$ 27. Um fechamento acima desse nível confirma o rompimento. O movimento projetado de cabeça à linha do pescoço indica potencial de alta de 30%, com objetivo próximo de US$ 35.

O Chaikin Money Flow (CMF), indicador ponderado por volume, está em -0,02 e se aproximando do zero após leituras negativas anteriores. A elevação do CMF enquanto o preço se aproxima da linha do pescoço sugere acumulação, não distribuição.

Um fechamento abaixo de US$ 23 enfraquece o padrão. A perda do fundo de US$ 20 invalida toda a configuração altista de cabeça e ombros invertida.

Fox Corporation (NASDAQ: FOXA)

A Fox Corporation encerra a lista de ações esportivas para monitorar antes da Copa do Mundo da FIFA 2026. Classificada como relacionada ao esporte, a Fox News responde por cerca de 40% do faturamento da empresa. O grupo detém direitos exclusivos de transmissão em inglês nos Estados Unidos para todo o torneio.

A Fox Sports transmitirá um recorde de 70 partidas na rede FOX, mais que o dobro do total de 2022. Outras 34 partidas serão exibidas na FS1, totalizando 340 horas de programação. Desde as oitavas de final, incluindo a final de 19 de julho no MetLife Stadium, todos os jogos vão ao ar na FOX.

Os três jogos da fase de grupos da USMNT serão transmitidos pela FOX, começando pelo confronto de estreia em 12 de junho contra o Paraguai. O Tubi, plataforma gratuita da Fox com 100 milhões de usuários mensais, vai exibir simultaneamente a cerimônia de abertura em 4K.

Tubi has launched the new 2026 FIFA World Cup FOX Hub that includes live matches, highlights, and original shows — and fans won’t need a subscription to watch. https://t.co/9A6MUcWqs3

— FOX 13 Tampa Bay (@FOX13News) May 19, 2026

As ações da FOXA estão cotadas próximas de US$ 64 em 21 de maio, queda de 0,65% na sessão. O papel está sendo negociado em um canal paralelo desde o fundo do fim de fevereiro em US$ 53. O recente topo tocou US$ 68 em 18 de maio antes de recuar.

A média móvel exponencial (EMA) de 20 dias, indicador de suavização de tendência, também está em US$ 64 (precisamente em US$ 64,19). O preço oscila pouco acima e abaixo dessa linha, com a EMA fornecendo suporte. Um fechamento acima da EMA de 20 dias confirma a estrutura de canal de alta.

A FOXA precisa se manter acima de US$ 64, onde o nível de Fibonacci de 0,236 encontra a EMA de 20 dias. Um fechamento sólido abre espaço para US$ 68, com US$ 73 no horizonte em caso de superação. Abaixo de US$ 64, o suporte em US$ 62 ganha importância. Perder US$ 62 rompe o canal e pode levar o papel a US$ 60 e US$ 58.

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