O preço do Brent é negociado a US$ 104,70 em 22 de maio, situando-se abaixo de um nível técnico crucial. O pedido do presidente Trump por um acordo rápido com o Irã está reduzindo o prêmio de risco geopolítico do petróleo.
Os fundos de hedge estão reduzindo posições compradas, as proteções por opções de venda aumentam e o gráfico testa o suporte do canal. Esses três indicadores agora convergem para um teste fundamental do Brent.
Conversas de Trump com o Irã pressionam Brent para uma possível quebra de canal
O presidente Trump declarou ao país nesta semana que a guerra com o Irã terminaria “rápido”. Ele afirmou ainda que os preços do petróleo cairiam expressivamente assim que um acordo fosse alcançado.
"We're going to end that war very quickly. They want to make a deal so badly. They're tired of this"
President Trump predicts a deal to end the war with Iran is going to happen "fast" — and that oil prices will plummet when the agreement is reached. pic.twitter.com/Q0t8Bp8RWx
— Fox News (@FoxNews) May 19, 2026
A declaração representa o sinal mais explícito de redução de tensão vindo da Casa Branca neste mês. O risco geopolítico vinha sendo o principal estímulo ao petróleo desde abril.
O Brent está subindo dentro de um canal de alta desde 17 de abril. Essa estrutura caracteriza um cenário altista, com os preços avançando entre duas linhas paralelas inclinadas para cima.
A recente queda levou o Brent ao limite inferior do canal. Uma ruptura clara dessa linha mudaria a tendência de alta para neutra ou baixista, abrindo espaço para recuos pela primeira vez em cinco semanas. Essa tendência negativa já é observada nos dados de posicionamento especulativo.
Especuladores reduzem compras enquanto cresce proteção via opções
O relatório de posições líquidas especulativas do petróleo bruto da CFTC contabiliza posições compradas menos as vendidas, administradas por fundos de hedge e traders não comerciais. O indicador atingiu o pico de 233.600 contratos na semana encerrada em 28 de março.
O último relatório, de 16 de maio, mostra as posições em 169.900, queda de quase 64 mil contratos, redução de 27% em sete semanas.
A mudança sugere que gestores de fundos retiram apostas de alta à medida que o prêmio de risco geopolítico diminui. O mercado de opções confirma esse movimento.
BNO, o United States Brent Oil ETF, é o principal instrumento negociado nos EUA que replica o Brent. Sua relação put-call avalia a atividade de opções de venda em relação a compra, sendo valores abaixo de 1,0 considerados mais altistas.
A razão de volume dobrou de 0,15 em 15 de maio para 0,30 em 21 de maio.
O salto no volume indica entrada de novas proteções via opções de venda. O posicionamento geral permanece altista, mas a convicção direcional enfraquece rapidamente. Três sinais agora coincidem com o catalisador macroeconômico. O gráfico confirma essa dinâmica.
Níveis do Brent dependem de teste nos US$ 100
O preço do Brent está em US$ 104,70 após perder a média móvel de 20 dias em US$ 105,41. O próximo marco é a média de 50 dias em US$ 100,27.
Esse ponto coincide com o nível de retração de Fibonacci 0,5 em US$ 100,83. O Fibonacci mapeia possíveis áreas de suporte e resistência com base nos movimentos anteriores. Essa confluência coloca o patamar de US$ 100 no centro da análise.
Uma queda clara abaixo de US$ 100 confirmará a ruptura do canal. A projeção de recuo aponta para US$ 86,37. Entre o preço atual e esse objetivo, paradas intermediárias incluem US$ 97,42 e US$ 92,56.
A média móvel de 200 dias em US$ 82,43 serve como principal suporte estrutural. Abaixo desse valor, a extensão de 1,618 em US$ 68,49 se aproxima.
Para sustentar a tese de alta, o Brent precisa retomar rapidamente o patamar de US$ 108,47. Um fechamento diário acima de US$ 115,30 invalidaria totalmente o cenário de baixa.
A marca de US$ 100 separa uma possível manutenção do canal de uma queda em direção à projeção de US$ 86.
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