O secretário de Estado dos EUA Marco Rubio afirmou em 28 de maio de 2026 que o governo dos Estados Unidos pretende classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como “Foreign Terrorist Organizations” (Organizações Terroristas Estrangeiras). Segundo Rubio, as duas facções são “algumas das organizações criminosas mais violentas do Brasil” e possuem redes que atuam em toda a América Latina e também alcançam os Estados Unidos.
Rubio declarou ainda que o governo Trump pretende usar “todas as ferramentas disponíveis” para combater o narcotráfico e interromper fluxos financeiros ligados ao que chamou de “narco-terroristas”.
Os principais argumentos utilizados por aliados de Trump e por setores do governo americano para justificar essa classificação são:
• Expansão internacional das facções
• Participação em tráfico internacional de drogas
• Uso de violência extrema e armamento pesado
• Influência sobre rotas do narcotráfico que chegam aos EUA
• Capacidade de corrupção, lavagem de dinheiro e domínio territorial
A estratégia faz parte de uma política mais ampla do governo Trump de tratar grandes cartéis e facções latino-americanas como ameaças terroristas, algo que já ocorreu com grupos ligados ao narcotráfico na Venezuela e na Colômbia.
O governo brasileiro demonstrou preocupação com essa possibilidade. Autoridades brasileiras argumentam que PCC e CV são organizações criminosas, mas não terroristas no sentido jurídico da legislação brasileira, que normalmente associa terrorismo a motivação ideológica, religiosa ou política.
Caso a classificação seja oficialmente implementada, os Estados Unidos podem:
• Aplicar sanções financeiras internacionais
• Congelar bens e ativos ligados às facções
• Punir empresas e bancos que façam transações associadas aos grupos
• Intensificar cooperação de inteligência e operações policiais
• Aumentar pressão diplomática sobre o Brasil
• Facilitar extradições e investigações internacionais
• Ampliar operações de combate ao narcotráfico no continente
Existe também receio político e diplomático no Brasil porque, em outros casos recentes, o governo Trump utilizou classificações semelhantes para justificar operações militares e ações mais agressivas contra grupos considerados “narco-terroristas”.
Até o momento, não existe anúncio oficial de ação militar dos EUA em território brasileiro, mas o tema gerou forte debate diplomático entre Brasília e Washington.

