Recusos naturais e a corrupção.

O Brasil é um país com recursos naturais extraordinários: petróleo, minério, agro e um enorme mercado interno. Ainda assim, riqueza natural não garante prosperidade. A história mostra que, quando recursos substituem estratégia, produtividade e instituições fortes, o resultado costuma ser o oposto do esperado.

Venezuela, Nigéria, Angola e Congo seguiram esse caminho. Todos tinham abundância de petróleo ou minerais, mas foram corroídos por política ineficiente, corrupção estrutural e dependência do Estado. O dinheiro veio fácil, a economia deixou de diversificar e, quando o ciclo virou, ficou claro que não havia base sólida — apenas dependência.

O colapso nunca foi imediato. Ele foi lento, silencioso e progressivo. Enquanto o discurso político dizia que estava tudo sob controle, a população passou a viver pior em países teoricamente ricos.

O Brasil apresenta sinais semelhantes: forte dependência de commodities, pouco valor agregado, má alocação de recursos públicos e corrupção recorrente. Se instituições não forem fortalecidas e a economia não for modernizada, o país corre o risco de repetir padrões já conhecidos — onde abundância vira vulnerabilidade.

Recurso natural é oportunidade.

Sem gestão, vira armadilha.