No caso Banco Master, o STF já começou fazendo aquilo que sempre faz quando a investigação ameaça sair do controle:

apagando as luzes.

Primeiro, Dias Toffoli colocou o caso em sigilo absoluto. Ou seja: o país não pode ver, não pode acompanhar, não pode cobrar. E quando uma investigação vira segredo de Estado dentro do Supremo, isso não é "prudência". É blindagem. É tirar o assunto do debate público enquanto o sistema trabalha em silêncio.

Depois veio o segundo passo, ainda mais claro: o STF passou a asfixiar a PF dentro da própria operação. Toffoli determinou que o material apreendido fosse parar sob controle do Supremo, tirando da Polícia Federal o comando natural da perícia e do avanço técnico do caso. A investigação, que deveria correr como operação policial, vira um processo

"administrado" por gabinete.

É a fórmula perfeita para matar sem parecer que matou.

E aí entra a cereja do bolo: quando o assunto começa a feder, em vez de focar no que foi encontrado, o STF muda a pauta para "vazamento", "sigilo", "ataque às instituições". E Alexandre de Moraes, como sempre, aparece com a caneta pesada para abrir inquéritos, mirar em quem "ousa" expor o bastidor e colocar o tribunal como vítima — não como poder que precisa ser fiscalizado.

E assim a história vai sendo reescrita.

A Lava Jato morreu exatamente assim: primeiro o discurso da

"legalidade", depois as travas, depois as anulações, depois a desmoralização completa. Quando a operação chegou perto demais do andar de cima, o STF fez o que faz de melhor:

transformou uma investigação em ruína jurídica.

Agora, no Master, o país está assistindo o mesmo filme de novo.

Sigilo absoluto. Controle do material. PF encurralada.

Narrativa desviada. E o caso lentamente empurrado para uma gaveta onde nada anda sem autorização.

No Brasil, a corrupção não acaba porque sempre existe um tribunal pronto para "proteger a democracia" justamente no momento em que a investiaacão comeca a funcionar.

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