A arquitetura do protocolo FOGO (referenciado como Fire Protocol) implementa uma variação de Camada 1 (L1) otimizada para baixa latência e alta vazão transacional, fundamentada em um modelo de governança de infraestrutura restrito.

​1. Especificações do Conjunto de Validadores

​Contagem de Nós: Limitada a um intervalo entre 19 e 30 validadores.

​Perfil de Operador: Exclusividade para Provedores de Infraestrutura Profissionais (Tier-1).

​Seleção: Baseada em Excelência Operacional (SLA) e capacidade de hardware, em detrimento da permissividade de entrada.

​2. Métricas de Performance e Consenso

​Tempo de Bloco (Block Time): Alvo constante de 40ms.

​Mecanismo de Propagação: Otimizado para coordenação estreita, reduzindo o hop de rede e a variância de jitter entre nós.

​Finalidade (Finality): Determinística e acelerada pela reduzida complexidade de comunicação N \times N no processo de votação/assinatura.

​3. Análise de Trade-off (Dilema Blockchain)

​O protocolo executa uma escolha deliberada no trilema blockchain:

​Escalabilidade (Vertical): Maximizada via hardware de alta performance e proximidade de rede.

​Segurança: Mantida pela reputação e robustez técnica dos validadores selecionados.

​Descentralização (Geográfica/Numérica): Minimizada para eliminar gargalos de sincronização inerentes a nós de hardware doméstico.

​4. Conclusão Técnica

​Diferente de redes como Ethereum ou Bitcoin, que priorizam a Resistência à Censura através da quantidade massiva de nós, o FOGO prioriza a Qualidade de Execução (QoE). A topologia assemelha-se mais a sistemas de High-Frequency Trading (HFT) e redes de liquidação financeira tradicional do que a modelos puramente permissionless

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