O valor não é abstrato.
Ele é composto de unidades mínimas, verificáveis, circulantes.
Átomos de troca.
Chamamos isso de realidade molecular:
a camada mais básica onde o valor acontece em tempo real.
Cada coisa pode se tornar valor.
Cada unidade, um token.
Um grão de café. Um mililitro de água. Um segundo de energia.
Não como metáfora — como transação.
Jogos, mundos virtuais e realidade cotidiana deixam de ser separados.
O que circula na tela cruza a rua.
O token vira passagem. Vira bebida. Vira acesso.
O virtual encontra o real no ponto exato do consumo.
Com infraestrutura capaz de sustentar a velocidade do mundo.
Com regras claras para o que representa valor concreto.
Com aceitação cultural.
Porque nenhuma moeda existe sem crença.
Nenhum sistema circula sem hábito.
Nenhum valor se sustenta sem confiança coletiva.
A realidade molecular não é uma promessa distante.
É uma transição em curso.
O dinheiro deixa de ser pesado, lento e simbólico demais.
E passa a ser preciso, contínuo e integrado à vida.
Não perguntamos se isso vai acontecer.
Perguntamos quem vai construir — e quem vai ficar preso à antiga escala.
