A Taiko, rede de segunda camada do Ethereum, precisou pausar a geração de novos blocos depois de identificar uma falha no sistema responsável por validar o estado da blockchain. Com o problema, o protocolo informou que todas as bridges da rede passaram a ser consideradas inseguras e recomendou que os usuários retirem seus fundos imediatamente.
Em comunicado no X, a equipe da Taiko afirmou que está atuando junto ao seu Conselho de Segurança e parceiros do ecossistema para conter a situação, suspender sistemas afetados sempre que possível e tomar medidas técnicas e jurídicas. A orientação foi direta: sacar todos os ativos das bridges da rede sem demora.
O projeto também solicitou que exchanges centralizadas interrompam depósitos do token TAIKO até novo aviso. Em seguida, a equipe confirmou que os propositores da rede suspenderam a produção de blocos enquanto a investigação avança.
De acordo com a atualização, o incidente foi controlado por volta das 3h08 (horário de Brasília) desta segunda-feira. As retiradas via L1 Bridge e ERC20Vault foram totalmente paralisadas, e o prejuízo estimado chega a cerca de US$ 1,7 milhão.
Segundo a Taiko, o ataque explorou uma falha na verificação de provas usadas pelas bridges. Isso permitiu que provas falsas fossem aceitas na camada principal do Ethereum, mesmo sem um evento legítimo na rede de origem.
Na prática, mensagens adulteradas passaram como válidas, liberando saques indevidos e permitindo a retirada de fundos da bridge e do cofre de tokens.
A empresa de segurança onchain Blockaid foi a primeira a apontar a possível falha no mecanismo de validação. Depois, a PeckShield confirmou a estimativa de perdas em torno de US$ 1,7 milhão e relatou a movimentação de cerca de 1,99 milhão de tokens TAIKO para um endereço ligado à exchange MEXC.
A Taiko informou ainda que vai publicar um relatório completo do incidente, com análise técnica e medidas adotadas para evitar novos casos.
Classificado como um rollup baseado em Ethereum, o projeto utiliza validadores da própria rede principal para organizar transações e foi lançado na mainnet em maio de 2024, após início de desenvolvimento em 2022.
O caso reforça os riscos ainda presentes em bridges e mecanismos de interoperabilidade no setor cripto, que seguem como um dos pontos mais vulneráveis mesmo em soluções avançadas de segunda camada.
Para os usuários, a recomendação segue sendo evitar qualquer interação com as bridges da Taiko e retirar os fundos enquanto a situação não é totalmente resolvida.
