O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando seriamente opções de ataque militar contra o Irã como parte de uma estratégia para estimular uma nova onda de protestos contra o governo de Teerã e pressionar por mudanças políticas internas, segundo fontes oficiais norte-americanas familiarizadas com as discussões. �
Reuters
A ideia, conforme relatado, passa por realizar ataques dirigidos a líderes e forças de segurança iranianas — particularmente aqueles considerados responsáveis pela repressão de manifestações — com a expectativa de que isso dê coragem à população para desafiar o governo central. �
Reuters
Contexto dos protestos e repressão
No Irã, grandes protestos começaram em dezembro de 2025, impulsionados por uma crise econômica profunda e insatisfação crescente com o regime clerical, alimentando um movimento popular de oposição em várias cidades do país. A resposta das forças de segurança foi severa, com milhares de mortos, feridos e detidos, de acordo com observadores internacionais e grupos de direitos humanos. �
The National
Esse cenário de agitação interna foi um dos fatores que voltou o foco dos EUA para a política iraniana, com Trump e sua equipe afirmando que “todas as opções continuam na mesa” se o Irã prosseguir com o que Washington descreve como violenta repressão. �
Al Jazeera
Possível escalada militar e debates internos
Autoridades americanas explicaram que ainda não houve decisão final sobre realizar ataques, mas que planos e opções estão sendo analisados. Entre elas, estão desde ataques limitados contra forças de segurança até operações mais amplas contra capacidades militares estratégicas, incluindo instalações de mísseis ou nucleares. �
Reuters
Em paralelo, representantes de países como Israel e Arábia Saudita estiveram em Washington para tratar do assunto com autoridades dos EUA, sinalizando uma coordenação e preocupação regionais sobre os possíveis desdobramentos de ações militares contra Teerã. �
The Straits Times
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou ao presidente que as forças armadas estão prontas para qualquer ação que seja ordenada, reforçando a capacidade logística e operacional dos EUA em um eventual confronto. �
Reuters
Reações internacionais e riscos regionais
A escalada de tensões ocorre em um contexto internacional delicado. A União Europeia decidiu listar a Guarda Revolucionária Iraniana como organização terrorista, citando seu papel na repressão aos protestos, algo que pode agravar ainda mais o clima diplomático no Oriente Médio. �
AP News
Analistas e líderes na região alertam para o risco de uma forte retaliação iraniana, que poderia incluir ataques contra aliados dos EUA ou bases americanas no Oriente Médio, caso ações militares sejam efetivadas. A possibilidade de um confronto mais amplo preocupa governos de países vizinhos e organizações internacionais. �
AP News
Possíveis impactos
Especialistas em conflitos internacionais alertam que qualquer ataque, mesmo limitado, pode:
intensificar a instabilidade no Irã, sem necessariamente produzir a derrubada do regime;
estimular um ciclo de retaliação e escalada militar envolvendo grupos aliados ao Irã;
afetar o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio, especialmente em áreas-chave como o Golfo Pérsico.
Autoridades americanas afirmam que a prioridade continua sendo evitar uma guerra de grande escala, mas ressaltam que a administração está disposta a usar a força para atingir objetivos estratégicos, caso o diálogo e a pressão diplomática não surtam efeitos. 