Para quebrar o Bitcoin, um computador quântico precisa usar o algoritmo de Shor para decifrar a criptografia de curva elíptica.

Até pouco tempo, estimava-se que seriam necessários milhões de qubits para esse ataque, mas pesquisas recentes do Google reduziram drasticamente essa estimativa para cerca de 500.000 qubits físicos ou 1.200 qubits lógicos perfeitos. Embora o avanço seja assustador, os computadores quânticos atuais mais potentes ainda operam na casa dos centenas ou poucos milhares de qubits, e muitos deles são RUIDOSOS e INSTÁVEIS.

Mas o Bitcoin tem uma defesa natural interessante. Se você nunca reutilizar um endereço (gerar um novo para cada transação), sua chave pública só fica exposta na rede durante o tempo em que a transação aguarda na mempool para ser minerada, cerca de 10 a 60 minutos. Um computador quântico teria que ser rápido o suficiente para ver sua transação, calcular sua chave privada e enviar uma transação falsa com uma taxa maior para roubar os fundos antes que a original fosse confirmada.

​A rede Bitcoin não é estática. Já existem propostas de melhoria em discussão para implementar assinaturas resistentes a ataques quânticos. O Bitcoin pode ser atualizado para aceitar novos tipos de assinaturas que nem mesmo computadores quânticos conseguem quebrar. No futuro, os usuários simplesmente moveriam seus BTCs de endereços antigos para novos endereços "quantum-resistant".

Dificuldades técnicas para operar um computador quântico:

1- Isolar o processador em câmaras de vácuo extremo e blindagens magnéticas pesadas.

2- Os designs atuais exigem temperaturas de aproximadamente 10 a 15 milikelvin.

Isso é cerca de -273°C (próximo ao zero absoluto), sendo mais frio do que o espaço sideral. Manter essa temperatura exige refrigeradores de diluição maciços e caros. Se o sistema esquenta minimamente, o ruído térmico destrói o processamento.

3- Como não podemos "copiar" dados quânticos, os métodos tradicionais de backup de dados não funcionam. Para cada qubit que faz cálculos reais, precisamos de centenas ou milhares de qubits "físicos" apenas para monitorar e corrigir erros. Isso cria uma necessidade GIGANTESCA de hardware.

4- Imagine tentar conectar um processador com 1 milhão de qubits, se cada um precisar de um cabo coaxial grosso, o calor gerado pelos cabos acabaria derretendo o sistema. Precisamos de formas integradas de controle que funcionem dentro do frio extremo.

5- Uma porta tem 99% de fidelidade, parece bom, mas após 100 operações, o erro acumulado torna o resultado final essencialmente inútil (ruído puro). Precisamos chegar a fidelidades de cinco noves (99,999%) para algoritmos complexos.

Ou seja: Além de estar tecnicamente distante a possibilidade, alguém, por algum motivo desconhecido, iria tomar um prejuízo de bilhões de dólares só para quebrar a criptográfia do Bitcoin...🤣🤣🤣👍 $BTC

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