A comparação do Bitcoin com a "Bolha das Tulipas" (Holanda, século XVII) é um clássico entre economistas tradicionais. Os nomes mais proeminentes que já fizeram essa comparação ou críticas similares são:

Nouriel Roubini: Economista conhecido como "Dr. Doom", que chama o Bitcoin de "a mãe de todas as bolhas".

Jamie Dimon: CEO do JPMorgan, que já comparou o BTC às tulipas diversas vezes (embora o banco dele agora ofereça serviços de cripto).

* Paul Krugman: Nobel de Economia, que frequentemente questiona o valor intrínseco do Bitcoin em comparação com moedas estatais.

Dizer que o Bitcoin é uma "bolha de tulipas" porque depende da crença das pessoas é de uma miopia intelectual gritante. Críticos como Nouriel Roubini adoram apontar o dedo para a volatilidade do BTC, mas esquecem que o Real, o Dólar e o Euro só possuem valor pelo exato mesmo motivo: confiança. A diferença é que a confiança no dinheiro fiduciário é imposta por decreto estatal e diluída pela impressão infinita de governos, enquanto o Bitcoin se baseia em matemática pura e escassez programada. Se a crença no governo acaba, a moeda vira papel de rascunho; se a crença no código vence, o sistema se torna soberano.

A ironia máxima do argumento de nomes como Jamie Dimon é ignorar que o dinheiro fiduciário não tem "lastro" em ouro há décadas. O que sustenta o Real ou o Dolar no seu bolso não é uma barra de metal, mas a fé de que o Banco Central será responsável — uma aposta que, historicamente, o cidadão comum costuma perder para a inflação. Quando dizem que o Bitcoin cai se as pessoas pararem de acreditar, estão apenas descrevendo como qualquer moeda funciona. A pergunta real não é sobre a "crença", mas sobre em quem você prefere acreditar: em políticos que imprimem dinheiro a rodo ou em um protocolo auditável e imutável?

O mito da "tulipa" morre quando entendemos que ninguém usa tulipas para transferir bilhões de dólares através de fronteiras em minutos sem pedir permissão a ninguém. Enquanto críticos como Paul Krugman esperam o "colapso final", o mercado está operando uma transição de confiança. Se a sociedade decidir que o código é mais confiável que a caneta de um governante, o Real não apenas cai, ele se torna obsoleto. O Bitcoin não é uma bolha; é a saída de emergência para um sistema onde o seu suor é desvalorizado por decreto.