Brasil compra a queda do Bitcoin e injeta R$ 64 milhões em fundos de criptomoedas
Mesmo diante de um cenário macroeconômico instável e do pessimismo que dominou Wall Street nas últimas semanas, o Brasil voltou a demonstrar apetite por criptoativos. Segundo dados da CoinShares, investidores brasileiros aportaram US$ 12 milhões (cerca de R$ 64 milhões) em fundos de criptomoedas na semana encerrada em 7 de novembro, contrariando a tendência de saídas líquidas que marcou o período globalmente.
Enquanto o mundo registrou US$ 1,17 bilhão em retiradas líquidas de produtos negociados em bolsa (ETPs) ligados a criptoativos, o movimento brasileiro reforçou uma leitura otimista: o mercado local continua enxergando as quedas recentes como oportunidade de posicionamento estratégico.
Investidores contrariam o pessimismo global
De acordo com a CoinShares, as saídas de capitais foram impulsionadas por incertezas geradas após o anúncio do presidente norte-americano Donald Trump sobre uma nova tarifa de 100% sobre produtos chineses. A medida reavivou temores de uma guerra comercial e provocou volatilidade nos mercados. Ainda assim, o volume global de negociações em ETPs cripto permaneceu elevado, alcançando US$ 43 bilhões na semana.
O breve alívio veio com o “fim do shutdown” do governo norte-americano, mas as negociações orçamentárias travadas entre democratas e republicanos dissiparam rapidamente o otimismo. Nesse ambiente, Brasil, Suíça e Alemanha foram exceções positivas, registrando entradas líquidas de US$ 12 milhões, US$ 49,7 milhões e US$ 41,3 milhões, respectivamente.
Por outro lado, EUA, Hong Kong, Suécia, Canadá e Austrália lideraram as retiradas, com os Estados Unidos respondendo por mais de US$ 1,22 bilhão em saídas.
