Brasil como centro de experimentação
A aposta da OKX reforça o protagonismo do Brasil como hub de inovação cripto na América Latina, especialmente após o avanço de regulamentações do Banco Central e a popularização do Pix como método de pagamento.
Na visão da executiva, o país tem condições únicas de combinar regulação, inclusão financeira e alta adoção digital, o que o torna terreno fértil para a integração entre o sistema tradicional e as finanças descentralizadas.
A exchange já testa modelos híbridos que combinam liquidez global, acesso simplificado e recompensas estáveis, com o objetivo de conectar o varejo brasileiro ao mercado internacional de ativos digitais.
Preocupação com a “bancarização” do setor
Mesmo otimista com a expansão institucional, Hong Fang alertou que a entrada de grandes grupos financeiros, como a BlackRock, pode levar à “bancarização” do mercado de criptomoedas.
Para ela, o risco é que o ecossistema perca sua essência descentralizada e volte a depender de intermediários.
A executiva defende a autocustódia como princípio central do setor, afirmando que as inovações mais autênticas e disruptivas acontecem no ambiente das finanças descentralizadas (DeFi).
“Percebi que o dinheiro não precisa ser apenas aquele impresso por bancos centrais. O Bitcoin mudou minha visão sobre o valor e a liberdade financeira”, disse Fang, que trabalhou por oito anos no Goldman Sachs e estudou na Universidade de Chicago.
Expansão estratégica e engajamento comunitário
A priorização do Brasil pela OKX representa mais do que um movimento de mercado — é uma estratégia de aproximação com a comunidade local, voltada a educação, acessibilidade e confiança.
Com a crescente demanda por stablecoins e ferramentas de pagamento digital, o país desponta como um dos polos globais de inovação cripto.
