👮‍♂️ Autoridades de Guernsey dão bote em dinheiro da OneCoin

Lá em Guernsey, que é um pedaço da Coroa Britânica, os caboclos da lei meteram a mão em quase £ 9 milhões (uns R$ 64 milhões) que estavam ligados ao rolo da OneCoin – aquele trem que foi um dos maiores golpes de criptomoeda já vistos.

O povo da justiça não contou direitinho quais ativos digitais eram esses, só falaram que valiam perto de £ 9 milhões, conforme saiu no jornal Guernsey Press. A decisão veio depois que o Tribunal Real resolveu segurar uma ordem de confisco pedida pelos alemães de Bielefeld, usando as leis de produto do crime que foram mexidas em 2024 pra dar conta dessas situações.

Os recursos estavam guardados numa conta do RBS International, em nome da empresa Aquitaine Group Limited. Fora isso, não disseram se tem mais coisa da OneCoin sendo investigada, nem anunciaram novas acusações.

💸 A queda da OneCoin e o sumiço da “Rainha das Criptos”

A tal da Ruja Ignatova apareceu lá por 2014 como a cara da OneCoin, vendendo a ideia de uma moeda revolucionária. Só que, na prática, não tinha nem blockchain funcionando. Em 2017, quando os promotores começaram a cercar, o esquema desmoronou e ela sumiu no mundo, bem na hora que os EUA abriram processo contra o golpe.

Depois disso, a investigação se espalhou por vários países, pegando sócio, irmão e rastreando dinheiro escondido em paraísos fiscais. Em 2022, o FBI botou Ignatova na lista dos dez mais procurados, e a Europol também colocou ela no radar. Até hoje ninguém sabe se tá viva, se tá escondida ou se já morreu. Mistério danado.

🔍 Golpe desse tamanho hoje seria mais difícil

Segundo Ohad Shperling, chefe da IronBlocks, na época não existia tecnologia boa pra detectar transações suspeitas em tempo real. Se tivesse, o esquema da OneCoin podia ter sido cortado logo no começo.

Mesmo assim, essa apreensão em Guernsey é só uma gotinha: representa 0,2% do prejuízo total. O problema é que recuperar dinheiro de fraude em cripto é complicado demais, porque precisa de chave privada ou pegar fundos em corretora centralizada – e isso só funciona se o suspeito estiver preso.

Pra piorar, os golpistas tão usando cada vez mais moedas de privacidade, que já são quase metade das transações na dark web. Isso deixa a recuperação quase impossível.

Mas Shperling ainda vê esperança: com os avanços no monitoramento on-chain, dá pra pegar sinais de fraude logo no começo, antes de virar um desastre igual ao da OneCoin.