Ô trem, sô… O presidente do Banco Central da Itália, Fabio Panetta, falou que o dinheiro dos bancos comerciais vai acabar virando digital de vez, andando junto com o dinheiro do banco central.

Na fala dele pra turma da associação bancária italiana, Panetta explicou que tanto o dinheiro digital dos bancos quanto o do banco central vão continuar sendo a base do sistema. Já as tais stablecoins, essas moedas privadas, vão ficar só de lado, como complemento.

Ele ainda lembrou que a força dessas stablecoins depende de estarem amarradas às moedas tradicionais, o que deixa elas sem muita independência dentro do sistema financeiro. Esse papo rolou dentro de uma discussão maior sobre pagamentos, estrutura financeira e os perrengues da geopolítica.

Os europeus tão vendo essa digitalização do dinheiro como uma mudança de longo prazo, puxada pelos bancos e instituições centrais, e não por criptomoeda de empresa privada.

Panetta também disse que pagamento virou coisa estratégica pros bancos, porque tecnologia e política tão mexendo com a economia mundial. Segundo ele, hoje em dia até investimento, comércio e juros tão sendo mais decididos na política do que no mercado.

O homem comentou ainda que o peso da economia global tá indo pro lado da tecnologia, mas dessa vez num cenário mais complicado, sem tanta cooperação como nas revoluções industriais antigas. Pra ele, finanças digitais viraram ponto de pressão pros bancos nesse mundo cada vez mais dividido.

E não é só ele, não. A vice-diretora do Banco da Itália, Chiara Scotti, já tinha dado alerta em setembro de 2025: essas stablecoins que são emitidas em vários países com uma marca só podem trazer risco grande pra União Europeia. Ela disse que só deviam ser permitidas em lugares com regras equivalentes e com exigência firme de reserva e resgate.

Mesmo assim, Scotti reconheceu que stablecoins podem ajudar a cortar custo e deixar os pagamentos mais ligeiros.