Resumo do Zoomex X Space com Djibril Cissé e o painel de trading da Copa do Mundo
O ex-jogador de futebol Djibril Cissé acredita que a diferença entre confiança sob pressão e paralisia se resume a uma questão: você realmente quer ser a pessoa que decide o resultado? Em meio a adversidades, momentos decisivos de carreira e oportunidades perdidas, a filosofia de Cissé permaneceu a mesma: pare de focar no que não aconteceu e trabalhe com aquilo que ocorreu. Essas ideias definiram o tom para o episódio inaugural da edição Copa do Mundo do Zoomex X Space, que reuniu Cissé ao lado dos traders de cripto Dieguito Charts, Bitsofwealth, Mega e 5.0 Trading para debater tomada de decisão, gestão de riscos e desempenho sob pressão. Com mediação de Fernando Aranda, a sessão explorou paralelos entre o esporte de elite e o mercado, além de lançar o Zoomex World Cup Impact Pledge — uma iniciativa em cinco etapas que une conversas com especialistas e doações beneficentes. Dentro do programa, a Zoomex irá doar 1 mil USDT para uma instituição escolhida por cada jogador convidado. Se o palpite do convidado para a Copa do Mundo estiver correto, a doação aumenta em mais 5 mil USDT. Cissé escolheu a França como favorita ao título e indicou Maël et C’est Thérapie, uma causa que apoia pessoalmente. Antes do pênalti. Antes do clique. Aranda abriu o debate questionando o que ocorre nos instantes que antecedem uma decisão crucial — seja ao bater um pênalti em uma final de Champions League ou ao assumir uma grande posição no mercado. “Como atacante, eu gosto da pressão”, disse Cissé. “Gosto da emoção de ser quem vai trazer a vitória para o time.” Ao relembrar a final da UEFA Champions League de 2005 entre Liverpool e AC Milan, Cissé descreveu o momento de cobrar o pênalti diante de 70 mil torcedores como algo natural, e não opressor. Para os traders, a confiança vinha da preparação, não do instinto. Dieguito Charts ressaltou que o estresse diminui quando o risco está definido previamente. “Quando você entra, já sabe quanto vai perder se errar e quanto pode ganhar se acertar.” Bitsofwealth acrescentou que o trading se torna mais simples quando deixa de ser encarado como jogo de azar e passa a seguir um sistema estruturado. 5.0 Trading resumiu o conceito de forma direta: “Se você está ficando estressado no trading, está fazendo algo errado. Ou está exagerando no tamanho, na alavancagem ou no risco.” O timing é o diferencial O painel concordou em grande parte que o timing vale mais do que a velocidade. No entanto, 5.0 Trading apontou que o timing depende do horizonte de cada investidor. Para quem opera no curto prazo, velocidade de execução e timing costumam andar juntos. Para aqueles que pensam no longo prazo, identificar o momento certo é mais importante do que entrar no exato segundo. Cissé fez um paralelo semelhante ao falar sobre futebol. Ele apontou a velocidade como seu maior trunfo, mas destacou que o desempenho é mensurado, ao fim, pelos resultados obtidos. “Estatísticas são muito relevantes no futebol moderno. É preciso ser decisivo.” As ferramentas utilizadas importam menos do que aquilo que produzem. Superando reveses A conversa abordou a virada histórica do Liverpool na final da Champions League de 2005 após sair perdendo do AC Milan por 3 a 0 no intervalo. Para Cissé, o vestiário não foi marcado pelo desespero. “Voltamos com outras intenções e um clima diferente. Vamos tentar, e veremos o que acontece.” O Liverpool empatou e venceu nos pênaltis, com Cissé convertendo uma das cobranças. Segundo ele, a lição é clara: contratempos são inevitáveis, mas a resposta a eles é uma escolha. Essa filosofia também direcionou sua recuperação após duas fraturas graves na perna ao longo da carreira. “Não vou chorar. Vou focar, fazer tudo direito e voltar.” Os traders endossaram a mesma lógica. Lucros consistentes não surgem de evitar erros, mas sim de analisá-los e não repeti-los. Foque no que aconteceu Ao ser questionado se a França teria vencido a Copa de 2006 caso estivesse em condições, Cissé preferiu não especular. “Eu não estava lá. Não aconteceu. Jamais saberemos.” Seu ponto de vista ecoou para além do futebol. Ficar preso a oportunidades perdidas raramente gera valor. Seja nos esportes ou no mercado, o avanço parte do trabalho com a realidade, não de hipóteses alternativas. Quem observar Cissé citou Michael Olise e Rayan Cherki entre os talentos em ascensão no torneio, destacando também a regularidade de Harry Kane e a longevidade de Lionel Messi. O ex-atacante ressaltou ainda a importância das seleções menores participando do cenário global. “Gosto de histórias assim. Gosto de boas trajetórias.” Qual seleção é o Bitcoin? O encerramento foi leve, comparando criptomoedas a equipes nacionais de futebol. O Bitcoin foi comparado a Brasil e França, por sua longevidade, reconhecimento mundial e posição consolidada como referência do mercado. O Ethereum gerou debate entre traders, que o compararam à Inglaterra, Alemanha e Itália devido a visões divergentes sobre expectativas, adaptabilidade e desempenho recente. A Solana foi associada à França, Holanda e Estados Unidos por conta de sua velocidade e trajetória de crescimento. O panorama geral A discussão evidenciou um ponto em comum entre esportes de alto nível e o trading: o desempenho em cenários incertos depende menos de evitar a pressão e mais de como se preparar para ela. Para Cissé, a pressão representava algo a ser valorizado. Já para os traders, ela se tornou controlável a partir do momento em que os parâmetros de risco estavam previamente definidos. Em ambas as áreas, a mensagem central permaneceu igual: concentre-se no que ocorreu, extraia lições e siga em frente. O compromisso Zoomex World Cup Impact segue em mais quatro episódios, cada um com um novo convidado do futebol, uma nova iniciativa beneficente e opiniões inéditas sobre desempenho, competição e tomada de decisão. Saiba mais sobre a iniciativa e os próximos episódios pelos canais oficiais da Zoomex. O artigo Resumo do Zoomex X Space com Djibril Cissé e o painel de trading da Copa do Mundo foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ripple obtém licença preliminar MiCA em Luxemburgo
A Ripple recebeu aprovação preliminar para uma licença de Provedora de Serviços de Ativos Cripto (CASP) em Luxemburgo. O aval representa um passo importante rumo à plena conformidade com as normas do Markets in Crypto Assets (MiCA) da União Europeia. A autorização veio por meio de uma “Carta de Sinal Verde” da Commission de Surveillance du Secteur Financier (CSSF) de Luxemburgo. O processo ainda depende do cumprimento de condições finais. No entanto, a licença abrange toda a Área Econômica Europeia (AEE), formada por 30 países. Isto permite, pela primeira vez, que o Ripple Payments realize uma expansão regional completa. Ripple busca plena conformidade com o MiCA A licença CASP opera em conjunto com a autorização já existente como Instituição de Dinheiro Eletrônico (EMI) da UE. Estas liberações ampliam o acesso de bancos, empresas de tecnologia financeira e corporações europeias à infraestrutura completa de pagamentos em criptoativos e stablecoins do Ripple. Clientes conseguem acessar todo o sistema por meio de uma única integração. More licensing momentum! Ripple has secured its preliminary Crypto Asset Service Provider (CASP) license in Luxembourg, paving the way for the full rollout of Ripple Payments across the EEA and full MiCA compliance: https://t.co/APQcYnCy9c The next wave of regulated digital… — Ripple (@Ripple) June 23, 2026 Com o aval definitivo da CSSF, a companhia cumprirá integralmente as exigências do MiCA. As permissões combinadas eliminam uma barreira relevante para instituições financeiras que buscam ativos digitais regulados na Europa. Cassie Craddock, diretora-geral do Reino Unido e Europa na Ripple, destacou o aumento da demanda institucional. “… O MiCA abriu caminho para uma nova onda de adoção institucional de ativos digitais, e percebemos essa demanda crescer em toda a região… bancos e fintechs estão estruturando as capacidades necessárias em ativos digitais para manter a competitividade.” Analistas também analisaram o potencial do XRP como proteção contra inflação, evidenciando maior interesse de alocadores institucionais com foco de longo prazo. A Europa já se destaca como um dos principais mercados para a Ripple, fato reforçado durante o Swell 2026. A base de clientes da empresa inclui algumas das maiores instituições financeiras do continente. Paralelamente, volumes de stablecoins em euro sob o MiCA alcançaram marcas históricas. Atuação regulatória supera 75 licenças Este movimento amplia a atuação após a conquista da licença de EMI e o registro de criptoativos junto à FCA em janeiro de 2026. A empresa já soma mais de 75 licenças regulatórias por todo o mundo. Matthew Osborne, responsável por políticas públicas no Reino Unido e Europa na Ripple, destacou a abordagem regulatória de Luxemburgo ao longo do processo. Ele ressaltou que a CSSF oferece “profunda expertise em supervisão” e um “marco claro e proporcional” para ativos digitais. Segundo o executivo, Luxemburgo se consolida como “o lar natural regulatório” das operações europeias da Ripple. O Ripple Payments atua em mais de 60 mercados e já movimentou mais de US$ 100 bilhões em volume. A plataforma faz toda a intermediação de transações internacionais para os clientes. De forma independente, a Ripple projeta que o volume global de stablecoins deve saltar para US$ 33 trilhões em 2026. O XRP (XRP) é negociado a US$ 1,11, com queda de 1,72% nas últimas 24 horas. Especialistas que acompanham os níveis de suporte do XRP alertam que o ativo enfrenta uma faixa decisiva. A moeda apresenta um valor de mercado de US$ 69 bilhões, ocupando a sexta posição globalmente. A aprovação final pela CSSF ainda depende do cumprimento das condições restantes. A expansão total da Ripple na Europa agora está atrelada à agilidade para superar essas etapas. O artigo Ripple obtém licença preliminar MiCA em Luxemburgo foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
MetaMask nega mensagem on-chain contra MEV King: o que aconteceu?
A MetaMask negou o envio de uma mensagem on-chain amplamente compartilhada que parecia zombar de Jaredfromsubway, o operador de MEV na rede Ethereum que recentemente perdeu US$ 15 milhões em um golpe de honeypot. A fornecedora de carteira esclareceu que a mensagem foi enviada por um nome similar ao seu no Ethereum Name Service (ENS), e não de nenhum endereço oficial. O equívoco expôs uma falha de design na forma como nomes ENS são exibidos na maioria das plataformas. Imitação no ENS explica confusão envolvendo nome da MetaMask A maior parte das plataformas converte nomes ENS para letras minúsculas antes de exibi-los. Essa convenção mascara uma diferença fundamental. “MetaMask.eth”, com iniciais maiúsculas, e o autêntico “metamask.eth” parecem idênticos para a maioria dos usuários. No entanto, ambos direcionam para endereços completamente distintos na blockchain. O nome falso descartou a ameaça jurídica de Jaredfromsubway, afirmando que um eventual processo não teria fundamento nas cortes. A MetaMask confirmou no X que não teve qualquer envolvimento com a mensagem. MetaMask esclarece seu papel após exploit em Jaredfromsubway Jaredfromsubway chegou a propor ao invasor um acordo de white hat, com devolução de 50% do valor e prazo de 48 horas. Caso o dinheiro não fosse devolvido, prometia acionar a Justiça. O caso do roubo do bot de MEV do Ethereum teve grande repercussão na comunidade DeFi, tornando-se um alvo expressivo para tentativas de falsificação de identidade. MetaMask. Fonte: X O invasor não demonstrou interesse em aceitar a proposta. Dados on-chain apontam que US$ 5,1 milhões dos US$ 7,5 milhões roubados já foram enviados para o Tornado Cash. Os recursos foram divididos em 2 mil ETH repassados em 20 operações de 100 ETH cada. O atacante também converteu 1.422 ETH restantes em US$ 2,44 milhões em DAI, de acordo com um analista de blockchain. It looks like the attacker has no intention of returning any funds to jaredfromsubway. The attacker has now deposited $5.1M of the $7.5M stolen from jaredfromsubway into Tornado Cash. A few hours ago, the attacker deposited 2,000 ETH into Tornado Cash in 20 X 100 ETH each, and… https://t.co/wRd0hrkgvV pic.twitter.com/qDzTIBVYgS — Specter (@SpecterAnalyst) June 23, 2026 O exploit no bot de MEV reacendeu o debate sobre os riscos enfrentados por operadores de MEV em ambientes altamente competitivos. Contudo, a tentativa de falsificação envolvendo a MetaMask é um problema à parte, relacionado a vulnerabilidades do sistema de nomes, algo que pode afetar qualquer usuário do Ethereum. Falha no ENS deixa usuários do Ethereum em risco Os nomes ENS seguem uma padronização que converte todas as letras maiúsculas em minúsculas. Embora isso torne os nomes indiferentes a maiúsculas durante a exibição, o sistema de cadastro ainda permite a diferenciação entre variações de caixa. Assim, quem registrar “MetaMask.eth” possui, tecnicamente, um ENS válido e um direito legítimo sobre ele. O ENS não impede registros de nomes que possuem apenas diferenças de capitalização em relação a nomes já existentes. Criminosos podem garantir nomes semelhantes e ativá-los em momentos de alta exposição. O aumento de ataques de junho no setor cripto já indicou padrões parecidos de engenharia social vinculados a casos públicos. Padrão mais amplo em segurança DeFi Enquanto isso, iniciativas de segurança no setor cripto em nível executivo concentram-se principalmente em padrões criptográficos. Vulnerabilidades ligadas à camada de exibição de nomes geralmente não estão contempladas por regulamentação, exigindo atenção direta de desenvolvedores e provedores de carteiras. O incidente envolvendo a MetaMask evidencia um padrão que se repete na DeFi. Golpistas aproveitam o descompasso entre aquilo que interfaces exibem e o que os protocolos de fato executam. Perdas em protocolos de empréstimo DeFi refletem a mesma dinâmica numa perspectiva estrutural. Enquanto a indústria não solucionar essas lacunas, imitações na camada de exibição continuarão sendo uma opção de ataque barata e potencialmente lucrativa. O artigo MetaMask nega mensagem on-chain contra MEV King: o que aconteceu? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Grayscale projeta Aave a US$ 175 com modelo de banco tradicional
A gestora Grayscale projetou que a Aave pode chegar a US$ 175 em um cenário base de um ano. A estimativa aparece em um novo relatório da Grayscale Research. O documento aplica modelos tradicionais de avaliação financeira a tokens de finanças descentralizadas (DeFi), setor que oferece serviços financeiros sem intermediários como bancos. A gestora calcula que a Aave pode gerar cerca de US$ 60 milhões em lucro líquido em 2026. Também estimou o valor justo atual do token entre US$ 80 e US$ 100. A análise usou fluxo de caixa descontado, múltiplos de lucro e comparações com bancos e fintechs. O fluxo de caixa descontado é um método que estima o valor de um ativo a partir dos ganhos futuros que ele deve gerar. A Aave era negociada a US$ 75 na quinta-feira (18), segundo o CoinGecko. Por que a Grayscale compara a Aave a um banco? Para a gestora, a receita da Aave cresceu mais de seis vezes entre 2023 e 2025. O protocolo opera com margem estimada em 50%. A empresa apontou três motores para o crescimento dos lucros: a atividade de empréstimo, a stablecoin GHO e os produtos voltados a instituições. Stablecoins são criptomoedas atreladas a um ativo estável, em geral o dólar. A Aave é um dos maiores protocolos de empréstimo do setor DeFi. A plataforma permite que usuários emprestem e tomem cripto emprestada sem um banco no meio da operação. A receita sozinha não define o valor do token A própria Grayscale fez uma ressalva. A receita do protocolo não garante o valor do token. As taxas podem ir para provedores de liquidez, cobrir custos operacionais ou ficar retidas por uma organização autônoma descentralizada (DAO). Uma DAO é uma estrutura de governança na qual as decisões são tomadas por votação dos detentores de tokens. Além disso, quem detém o token em geral não tem os mesmos direitos legais de um acionista. A análise aplica métodos usados para ações, bancos e fintechs a um protocolo de cripto. A lógica da gestora é que parte da cripto já gera receita e lucro mensuráveis o bastante para caber em modelos financeiros tradicionais. CoinShares mira HYPE e Ethereum com avaliação de longo prazo A CoinShares adotou abordagem parecida. A gestora avaliou o token HYPE, da Hyperliquid, e o Ethereum (ETH). O cálculo usou taxas de protocolo, recompras e outros fatores econômicos para montar estruturas de avaliação de longo prazo. No cenário base para 2031, a CoinShares avalia o HYPE em US$ 147 e o Ethereum em US$ 4.935. A maior parte do valor projetado para o Ethereum vem da função do ativo como garantia e moeda, e não de fluxo de caixa. A gestora descreveu a Hyperliquid como um caso mais direto de captura de valor pelo token. Segundo a CoinShares, 99% das taxas do protocolo são usadas para recomprar HYPE por meio de um fundo próprio. Recompra é quando o projeto usa parte da receita para comprar o próprio token no mercado. Para o Ethereum, a gestora somou fluxos de caixa projetados a um prêmio maior de garantia e moeda. O que está por trás do interesse institucional em DeFi? Os estudos surgem em um momento de previsões otimistas para o setor. O banco Standard Chartered projeta que ativos tokenizados podem elevar o mercado DeFi a US$ 2,7 trilhões até 2030. Tokenização é o processo de transformar direitos sobre um ativo real em um registro digital na blockchain. O banco afirmou que a Uniswap está posicionada para virar uma plataforma importante de mercados tokenizados. Parcerias com instituições financeiras tradicionais podem ajudar a Uniswap a atrair mais atividade. O artigo Grayscale projeta Aave a US$ 175 com modelo de banco tradicional foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
O famoso gráfico de arco-íris do Bitcoin pode estar se rompendo em tempo real
O Bitcoin (BTC) caiu abaixo da faixa mais baixa do gráfico arco-íris, zona que o modelo original rotulou de forma direta como “O Bitcoin está morto.” O ativo agora é negociado próximo de US$ 62.500, aproximadamente metade do recorde alcançado em outubro. O estatístico George Box escreveu certa vez: “Todos os modelos estão errados, mas alguns são úteis.” O stock-to-flow já deixou de ser útil e passou a ser considerado falho. A dúvida agora é se o gráfico arco-íris segue o mesmo caminho. Compreendendo o gráfico arco-íris do Bitcoin O gráfico arco-íris compara a cotação do Bitcoin a uma banda de regressão logarítmica. Cada faixa colorida representa uma zona de sentimento. O topo, marcado em vermelho, indica euforia, enquanto a base indica valor profundo. A versão original conta com dez faixas. Na parte inferior, uma faixa roxa traz o alerta “O Bitcoin está morto.” A entrada nesse nível sempre sinalizou pessimismo extremo. O gráfico arco-íris original do Bitcoin. Fonte: Blockchaincenter Um usuário do Reddit idealizou o gráfico em 2014. Depois, um colaborador do Bitcointalk associou-o à regressão logarítmica, dando ao modelo sua aparência conhecida. Durante a maior parte da trajetória do Bitcoin, essa metodologia funcionou. Os picos ocorreram nas faixas vermelhas superiores, enquanto os fundos aconteceram nas zonas azuis e roxas inferiores. Uma versão atualizada da Coinglass reduz o modelo para nove faixas. O piso roxo foi retirado, ficando “Liquidação total!” como a zona inferior. Nosso explicativo sobre o modelo das faixas do gráfico arco-íris detalha como essas zonas são construídas. Atualmente, o Bitcoin está abaixo até mesmo desse novo piso. Seu preço de mercado em tempo real de cerca de US$ 62.500 caiu além da faixa “Liquidação total!”, fora do intervalo previsto pelo modelo. Esse cenário ocorreu apenas uma vez antes, próximo ao fundo do mercado de baixa em 2022. Segundo uma leitura, essa violação pode indicar uma rara oportunidade de entrada por valor expressivo. Indicador do gráfico de preços arco-íris do Bitcoin. Fonte: Coinglass Stock-to-flow já perdeu validade Enxergar valor profundo pressupõe que o modelo ainda é funcional. O exemplo do stock-to-flow mostra por que essa suposição envolve riscos expressivos. O analista pseudônimo PlanB apresentou o modelo stock-to-flow de escassez em 2019. Ele relacionou o valor do Bitcoin à sua oferta decrescente, que é reduzida pela metade após cada halving. Por vários anos, esse ajuste pareceu convincente. O preço oscilava em torno da linha do modelo nos ciclos de 2013, 2017 e 2021, conferindo certa credibilidade à proposta. Depois, a projeção se mostrou equivocada. Após o halving de 2024, o modelo projetava cerca de US$ 500 mil. O Bitcoin, porém, atingiu no máximo US$ 126 mil em outubro de 2025, resultado cerca de 75% inferior ao previsto. Gráfico stock-to-flow do BTC. Fonte: Glassnode PlanB elevou ainda mais as projeções. O analista já indicou que o Bitcoin pode se aproximar de US$ 5 milhões com o halving de 2028, estimativa que o preço atual dificulta sustentar. Críticos destacam uma falha mais profunda. O modelo considera apenas a oferta, mas ignora a demanda, que é o fator fundamental na formação de preços durante períodos de tensão de mercado. O gráfico de deflexão stock-to-flow mostra o valor do preço dividido pela projeção do modelo. Durante anos, essa razão convergia para um. Atualmente, ela está caindo em direção a zero. Gráfico de deflexão do stock-to-flow. Fonte: Glassnode Uma proporção se aproximando de zero indica que o erro deixou de ser corrigido. O modelo agora prevê um número sistematicamente ignorado pela realidade, ciclo após ciclo. George Box antecipou esse resultado. Um modelo pode descrever com precisão o passado, mas mesmo assim falhar ao prever o futuro. O stock-to-flow tornou-se, definitivamente, um exemplo desse fracasso. O gráfico arco-íris do Bitcoin terá o mesmo destino? O gráfico arco-íris mostra os primeiros sinais do mesmo problema. Sua fragilidade já aparece nos dois extremos, não apenas na base. Os máximos de 2013, 2017 e 2021 alcançaram as faixas vermelhas superiores de “venda”. O ápice do ciclo atual chegou somente à zona verde de “acumulando”, bem abaixo dos níveis registrados anteriormente. Assim, o valor continua ficando abaixo das faixas superiores, ao mesmo tempo que rompe agora a mínima. A estrutura de bandas que antes delimitava o Bitcoin já não o contém em nenhum dos lados. Ambos os modelos dependem de um crescimento exponencial contínuo. No entanto, o Bitcoin já é um ativo de US$ 1,25 trilhão, e valores muito expressivos passam a se multiplicar de modo mais lento com o passar do tempo. Essa curva de crescimento em amadurecimento é justamente o que um modelo exponencial envelhecido não consegue captar. O gráfico parte do princípio de que o futuro será semelhante aos primeiros anos, o que pode não se concretizar. Esse movimento é conhecido entre analistas. Muitos atualmente preferem uma análise baseada em lei de potência, na qual o Bitcoin segue em valorização, porém em ritmo gradualmente menor. Uma recuperação consistente traria o preço de volta ao interior das faixas e reduziria as incertezas. Já uma trajetória prolongada abaixo delas indicaria que o modelo está se desatualizando diante dos fatos. Negociado próximo de US$ 62.500, recuando cerca de 3% no dia e 50% abaixo do recorde, o Bitcoin está longe de acabar. O modelo que nomeava essa faixa talvez esteja chegando ao fim. Resta saber se o gráfico arco-íris seguirá o Stock-to-Flow na aposentadoria ou se sua previsão de preço para o longo prazo continuará válida, essa é a resposta que o próximo ciclo trará. O artigo O famoso gráfico de arco-íris do Bitcoin pode estar se rompendo em tempo real foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Fusões e aquisições globais devem chegar a US$ 4 trilhões em 2026
Fusões e aquisições (M&A) globais devem atingir US$ 4 trilhões em 2026, o maior volume desde 2021, impulsionadas por megatransações bilionárias ligadas à inteligência artificial (IA), de acordo com a PwC. Porém, o número de operações está caindo, com o valor concentrado em megadeals enquanto o restante do mercado recua. Megadeals impulsionam M&A enquanto atividade geral diminui A PwC projeta que o valor das transações vai subir cerca de 13% em relação a 2025, o segundo maior patamar fora do pico provocado pela pandemia em 2021. No entanto, a quantidade de acordos caminha na direção oposta, com previsão de cerca de 42 mil operações para o ano, queda de 13%. Tendências globais de M&A ao longo dos anos. Fonte: PwC As megatransações estão sustentando o setor. Operações acima de US$ 5 bilhões representaram 48% do valor total, avanço de 39% sobre 2025 e de 26% frente a 2024. No entanto, sem essas operações, o valor total das fusões e aquisições teria queda de 4%. A PwC prevê que apenas as megadeals podem registrar alta de 40% ano a ano, caso o ritmo se mantenha. A Inteligência artificial está por trás de parte expressiva dessas movimentações, embora os compradores estejam mais seletivos. A IA aparece em 17% dos cem maiores acordos do início de 2026, contra cerca de um terço em 2025. Exemplos recentes demonstram a escala desses negócios. A SpaceX fechou acordo para adquirir a startup de programação Cursor por US$ 60 bilhões em ações, enquanto a Salesforce está comprando a empresa de atendimento ao cliente Fin por US$ 3,6 bilhões. “2026 é o ano em que as M&A ficaram gigantes. A IA está intensificando o formato K ao impulsionar megatransações, redirecionar o capital e transformar vencedores e perdedores setoriais. Também está levando os negociadores a repensar de maneira radical a condução dos acordos”, afirmou Brian Levy, líder global de setores de Deals da PwC US. M&A em cripto permanece próximo de recorde Enquanto isso, a Architect Partners apontou que a atividade de M&A do setor segue próxima de máximas históricas, apesar do valor total das operações ter caído em relação aos patamares recordes do segundo e terceiro trimestres de 2025. O segmento de cripto e ativos digitais registrou o segundo maior número de operações da história no primeiro trimestre, com 89 negócios anunciados. Tendências em M&A de cripto. Fonte: Architect Partners O valor anunciado totalizou US$ 3,2 bilhões, sendo o terceiro maior registro da história sem considerar operações envolvendo SPAC. O setor de pagamentos liderou os principais títulos, puxado pela aquisição da plataforma de stablecoin BVNK pela Mastercard por US$ 1,8 bilhão. A Architect Partners espera que a atividade de negócios em cripto ganhe ainda mais força em 2026. O artigo Fusões e aquisições globais devem chegar a US$ 4 trilhões em 2026 foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Elon Musk apoia NVIDIA após crítica ambiental à IA perder força
Elon Musk apoiou a afirmação da NVIDIA de que o uso de água por centros de dados é bem menor do que sugerem as críticas. Os centros de dados vêm enfrentando um aumento nas críticas sobre o volume de água e energia consumidos. A NVIDIA afirma que suas soluções de resfriamento mais recentes quase eliminam as perdas de água por evaporação em instalações antigas. O que a NVIDIA afirma sobre o uso de água em centros de dados? Uma publicação da NVIDIA citou uma estimativa do Manhattan Institute de março de 2026 indicando que centros de dados utilizam cerca de 0,2% da água doce dos Estados Unidos, a maior parte de forma indireta, por meio da geração de energia elétrica. Water usage has been a hot topic in the AI data center world, but the numbers may surprise you. According to the Manhattan Institute, data centers use 0.2 percent of daily water usage in the U.S. and that number has dramatically decreased in the past few years due to a new… pic.twitter.com/QnlGrLR5ks — NVIDIA (@nvidia) June 22, 2026 A empresa informou que seu sistema de resfriamento líquido a 45 graus Celsius possibilita que complexos de IA em regiões frias funcionem com resfriadores secos em vez de torres evaporativas. Essa mudança pode reduzir o consumo de água para resfriamento das instalações de cerca de 2,6 milhões de galões por megawatt ao ano para quase zero. A NVIDIA apresentou argumento semelhante em 2025, ao afirmar que suas soluções Blackwell tinham eficiência de água 300 vezes superior em relação ao resfriamento por ar. Como a refrigeração representa até 40% do consumo energético de um centro de dados, esse projeto também corta gastos com eletricidade. Decisões parecidas estão influenciando a disputa mundial pelo setor de IA. Por que o apoio de Elon Musk importa? Musk, que opera grandes clusters com tecnologia NVIDIA por meio da xAI, já elogiou os chips mais avançados da NVIDIA como base para seus projetos de Inteligência Artificial. Seu apoio fortalece a posição da NVIDIA contra o argumento de que o crescimento da IA esgota recursos hídricos locais. A companhia define seu sistema como um circuito fechado, que recircula o líquido de resfriamento em vez de consumir água potável. “… O projeto de referência NVIDIA DSX para fábricas de IA apresenta consumo zero de água … eliminamos grandes volumes de uso de energia e praticamente todo o uso de água”, disse Ali Heydari, diretor de resfriamento e infraestrutura de centros de dados da NVIDIA O alerta sobre o uso de água O número nacional esconde detalhes importantes. O índice próximo de zero divulgado pela NVIDIA diz respeito apenas ao resfriamento direto, que representa a menor parcela do total. Segundo relatório do Berkeley Lab, centros de dados dos EUA consumiram diretamente cerca de 17,4 bilhões de galões de água em 2023, além de outros 211 bilhões de forma indireta pela energia elétrica utilizada. Esse volume indireto tende a crescer conforme a escala da IA aumenta, enquanto o uso direto sozinho pode alcançar de 38 a 73 bilhões de galões até 2028. Além disso, resfriadores secos dependem do clima, funcionando melhor em regiões frias e com menos eficiência em estados quentes e áridos. O impacto já é visível na xAI, empresa de Musk. A unidade Memphis Colossus chegou a retirar aproximadamente 1,3 milhão de galões de água potável por dia do aquífero local e operou dezenas de turbinas a gás sem licença, levando a uma ação judicial ambiental e contestações da comunidade. A reação de agências reguladoras e regiões sob pressão hídrica pode definir se a eficiência conseguirá acompanhar a expansão do setor e a intensificação da disputa mundial por capital em IA. O artigo Elon Musk apoia NVIDIA após crítica ambiental à IA perder força foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Standard Chartered prevê que tokenização levará DeFi a US$ 2,7 trilhões até 2030
O banco britânico Standard Chartered estima que o valor total bloqueado (TVL, indicador que mede os ativos depositados em protocolos) nas finanças descentralizadas (DeFi) alcançará US$ 2,7 trilhões até 2030. A projeção representa um crescimento de 37 vezes em relação aos níveis atuais. Segundo o Standard Chartered, a expansão será impulsionada pela tokenização de ativos do mundo real (RWAs) e pelo aumento da atividade de ativos nativos do mercado cripto em protocolos on-chain. A estimativa foi apresentada por Geoff Kendrick, chefe de pesquisa de ativos digitais do banco. “Acredito que a próxima oportunidade para a criação de riqueza intergeracional em ativos digitais virá por meio dos protocolos DeFi”, afirmou. Atualmente, apenas 3% das stablecoins e cerca de 10% dos ativos tokenizados são utilizados em protocolos DeFi. Kendrick projeta que essa participação chegará a 30% até o final da década. Segundo Standard Chartered, tokenização pode ampliar fluxo de capital para DeFi A previsão reforça a expectativa crescente entre investidores institucionais de que a tokenização poderá direcionar mais capital para o setor. Para que o mercado alcance US$ 2,7 trilhões em ativos bloqueados, será necessário não apenas o crescimento dos ativos on-chain, mas também um aumento significativo da participação dos ativos tokenizados dentro dos protocolos DeFi. O Standard Chartered já havia estimado anteriormente que o mercado de ativos tokenizados, excluindo stablecoins, poderá atingir US$ 2 trilhões até o final de 2028. Fundos de mercado monetário tokenizados e ações dos Estados Unidos devem representar a maior parte desse crescimento. Apesar do otimismo, especialistas apontam desafios para o setor. Chris Kim, CEO da Axis, alertou que a emissão do mesmo ativo em diferentes blockchains pode fragmentar a liquidez, gerar diferenças de preços e aumentar custos operacionais. Já Oya Celiktemur, diretora de vendas da Ondo Finance para Europa, Oriente Médio e África, destacou durante a Paris Blockchain Week que a tokenização não transforma automaticamente um ativo ilíquido em um ativo líquido. Uniswap pode se beneficiar da expansão dos ativos tokenizados Kendrick também destacou a Uniswap como uma das plataformas mais bem posicionadas para capturar o crescimento dos mercados tokenizados. Segundo ele, a exchange descentralizada reúne características valorizadas por instituições financeiras tradicionais, como escala, reconhecimento de marca e histórico de operação em diferentes ciclos do mercado. O executivo acredita que, caso a Uniswap consiga ampliar parcerias com empresas do setor financeiro tradicional, seu valor de mercado poderá crescer de forma mais acelerada. Nesse cenário, a plataforma teria potencial para reduzir a diferença em relação à Coinbase, uma das maiores exchanges centralizadas do mercado. O artigo Standard Chartered prevê que tokenização levará DeFi a US$ 2,7 trilhões até 2030 foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Meta vai investir US$ 900 milhões na CRED após CEO assumir cargo na Meta
A Meta vai liderar uma rodada Série H de US$ 900 milhões (₹8.550 crore) na fintech indiana CRED, avaliando a companhia em US$ 4,5 bilhões (₹43.239 crore) pós-aporte. A transação envolve aquisições primárias e secundárias de ações. Além disso, o fundador Kunal Shah deixará o cargo de CEO para integrar a equipe global de liderança da Meta. Segundo comunicado à imprensa, a Meta entra para a cap table da CRED como investidora minoritária e não terá acesso aos dados dos clientes. A companhia informou que o aporte da Série H vai apoiar iniciativas de crescimento, fortalecer capacidades institucionais e consolidar sua posição de liderança em diferentes segmentos. Kunal Shah manterá sua participação pessoal na CRED, mesmo após deixar a função executiva. Na Meta, assumirá o comando do WhatsApp, sucedendo Will Cathcart, que liderou o aplicativo de mensagens por sete anos antes de migrar para outro posto. … Kunal construiu a CRED como uma das empresas de tecnologia mais relevantes da Índia e tem a mentalidade de construtor e visão global necessária para liderar o maior app de mensagens do mundo, afirmou Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em publicação. Some personal news. After nearly 7 years leading WhatsApp, I'm excited to share who will take over the responsibility of delivering simple, reliable, and private messaging for the world. WhatsApp is in the strongest position it's ever been — and that felt like the right moment to… — Will Cathcart (@wcathcart) June 22, 2026 Miten Sampat, responsável por estratégia e finanças desde 2020, assume interinamente como CEO. O conselho trabalha em uma estrutura de liderança voltada para um futuro IPO. Por que a Meta aposta no setor fintech indiano? O investimento amplia a estratégia da Meta na Índia além das redes sociais. A gigante de tecnologia expandiu a atuação no país nos últimos meses. Em junho, a Meta assinou um contrato para alugar seu primeiro data center de IA no país, junto à Reliance Industries. O espaço de 168 MW em Jamnagar reforça a parceria iniciada com o investimento de US$ 5,7 bilhões na Jio Platforms em 2020. Agora, a rodada recente coloca a Meta como acionista minoritária de uma das principais plataformas fintech indianas. A CRED atende 17 milhões (1,7 crore) de usuários mensais com soluções em pagamentos, crédito, seguros e produtos de investimento. A fintech responde por mais de 40% dos pagamentos de faturas de cartão de crédito no país. Seu braço de crédito gerencia US$ 2,5 bilhões (₹24 mil crore) em ativos para grandes instituições financeiras. O artigo Meta vai investir US$ 900 milhões na CRED após CEO assumir cargo na Meta foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Oferta de títulos da SpaceX faz SPCX cair 16% e registra pior dia até agora
As ações da SpaceX (SPCX) registraram queda de cerca de 16% ontem (22), após a companhia confirmar sua primeira oferta de títulos. A desvalorização representou o pior desempenho em um único pregão desde a estreia em 12 de junho e prolongou a sequência negativa para três sessões consecutivas. Os papéis encerraram cotados a US$ 154,60, apenas 14% acima do valor de IPO fixado em US$ 135 e cerca de 31% abaixo da máxima histórica de US$ 225,64. Por que as ações da SPCX estão caindo? A SpaceX protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos uma oferta de notas seniores sem garantia para investidores institucionais qualificados. Não houve divulgação dos preços, mas a Bloomberg informou que a operação tem como alvo pelo menos US$ 20 bilhões. O preço das ações da SpaceX está em queda desde 17 de junho. Fonte: Trading View A SpaceX pretende utilizar os recursos captados para quitar um empréstimo-ponte contratado no início deste ano, quando adquiriu a startup xAI, de Elon Musk, em fevereiro. Bank of America, Citigroup, JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley realizaram aquele financiamento e serão responsáveis pela nova emissão, conforme informou a Reuters. Jose Torres, economista-sênior da Interactive Brokers, afirmou a clientes que “investidores estão cautelosos diante do montante elevado de recursos necessários para financiar as ambições tecnológicas”. A queda após o IPO em contexto A estreia histórica da SpaceX na Nasdaq movimentou US$ 75 bilhões a um preço de US$ 135 por ação. Após iniciar negociada a US$ 150 e atingir US$ 225,64 até 16 de junho, a companhia chegou a figurar entre as cinco maiores do mundo em valor de mercado, superando Amazon e Microsoft. No entanto, a retração posterior eliminou grande parte desses avanços. Diversos fatores pressionam o desempenho. A aquisição da Cursor por US$ 60 bilhões intensificou a diluição dos acionistas. Segundo projeção da S&P Global, o fluxo de caixa livre permanecerá negativo até 2029, devido às necessidades contínuas de capital para o Starship e iniciativas de IA. O fim dos períodos de lockup representa mais um risco. Jeff Jacobson, estrategista da 22V Research, estima que até 44% das ações em circulação possam ser vendidas por insiders até o início de setembro, ampliando o free float disponível atualmente em aproximadamente 900%. A SpaceX também revelou possuir US$ 100,8 bilhões em caixa até 19 de junho. As agências Fitch e Moody’s atribuíram avaliações de grau de investimento aos títulos propostos, citando a receita recorrente do Starlink e a posição dominante da SpaceX em lançamentos espaciais. Se esses pontos positivos serão suficientes para restaurar a confiança dependerá do primeiro balanço público da empresa, previsto para 6 de agosto. O artigo Oferta de títulos da SpaceX faz SPCX cair 16% e registra pior dia até agora foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ações da SpaceX caem abaixo do preço do IPO e avaliação recua para menos de US$ 2 trilhões
As ações da SpaceX (SPCX) caíram abaixo do preço de IPO de US$ 150, reduzindo o valor de mercado para menos de US$ 2 trilhões pela primeira vez desde sua estreia no mercado público. O artigo Ações da SpaceX caem abaixo do preço do IPO e avaliação recua para menos de US$ 2 trilhões foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Fundação Ethereum reduz equipe em 20% em reestruturação enxuta
A Ethereum Foundation anunciou hoje uma reorganização que reduz sua equipe em 54 profissionais, cerca de 20% do total de colaboradores. As mudanças encerram um processo interno que durou meses, realizado para alinhar as operações aos documentos estratégicos já divulgados pela organização. Escala dos cortes A diretoria da EF confirmou a redução em uma publicação oficial no blog da entidade nesta sexta-feira. As saídas correspondem a aproximadamente um quinto da equipe, deixando o grupo mais enxuto e alinhado com as prioridades de longo prazo. Today, the EF is changing shape, concluding a months-long process of reorganization as part of the implementation of the Mandate and the Treasury Management Policy. We come out of this process with the structure, activities, and people necessary for execution on the critical… — Ethereum Foundation (@ethereumfndn) June 23, 2026 Siga-nos no X para acompanhar as últimas notícias em tempo real Mudanças impulsionadas por diretrizes e política do tesouro As alterações implementam o Mandato da EF divulgado em 13 de março de 2026 e a Política de Gestão do Tesouro aprovada em 4 de junho de 2025. Essa política estabelece limite para despesas operacionais anuais em até 15% das reservas do tesouro atualmente, com redução projetada para 5% como meta de longo prazo. “Concluímos este processo com a estrutura, as atividades e os profissionais necessários para realizar as tarefas essenciais que virão”, afirmou a fundação. A EF adotou uma estrutura dividida em sete grupos, promovendo maior responsabilidade em áreas centrais, com ênfase na segurança do protocolo, resistência à censura e autonomia dos usuários. Os colaboradores impactados receberão indenização equivalente a um mês de salário por ano de trabalho (ou o mínimo local, caso seja maior), além de assistência na transição e apoio para realocação no ecossistema. Com a fundação central mais enxuta, a expectativa é que equipes independentes e empresas do setor assumam funções mais relevantes. Investidores devem acompanhar os próximos relatórios do tesouro e etapas do protocolo para avaliar a continuidade da execução sob o novo mandato. O artigo Fundação Ethereum reduz equipe em 20% em reestruturação enxuta foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
OpenAI testa anúncios em Cannes e mira IPO de US$ 1 trilhão
A OpenAI estreou no Cannes Lions esta semana, apresentando anúncios do ChatGPT para os principais profissionais de marketing do mundo. A recepção foi discreta. A Anthropic ironizou a iniciativa em um anúncio do Super Bowl no início do ano, retratando a publicidade em chatbots como algo incômodo e intrusivo. Mesmo assim, a OpenAI seguiu adiante, já de olho em um IPO planejado. Anúncios no ChatGPT: aposta alta e público cético David Dugan, diretor global de publicidade da OpenAI e ex-vice-presidente da Meta, afirmou a jornalistas que a empresa está “totalmente dedicada” a transformar a publicidade em uma importante fonte de receita. Segundo ele, cerca de 20% das buscas no ChatGPT têm intenção comercial direta, com destaque para viagens, varejo, saúde, beleza e serviços financeiros. A OpenAI informou a investidores que pode expandir o setor de publicidade para um negócio de US$ 100 bilhões até 2030. Esse número representa quase metade da receita anual de anúncios da Meta atualmente. No entanto, executivos seniores de publicidade em Cannes criticaram a estimativa. Alguns disseram ao Financial Times que a OpenAI precisa de ferramentas mais robustas de segmentação e mensuração antes de desafiar de fato o domínio do Google no mercado de buscas publicitárias. Usuários e equipe resistiram primeiro A resistência vista em Cannes reflete uma reação ainda mais intensa ocorrida quando a OpenAI lançou anúncios em fevereiro. Muitos consumidores se opuseram desde o início, e a empresa enfrentou uma reação negativa no fim do ano passado ao testar sugestões de aplicativos semelhantes a promoções indesejadas. Assinantes pagos mostraram forte insatisfação, argumentando que a cobrança mensal deveria garantir uma experiência sem anúncios. A pesquisadora da OpenAI, Zoë Hitzig, pediu demissão quando os testes de anúncios começaram, alegando sérias preocupações. Ela apontou que a empresa detém “o registro mais detalhado do pensamento privado humano já reunido” e alertou que publicidade baseada nesse material pode manipular usuários de uma forma que as ferramentas atuais não conseguem prever ou impedir. A Anthropic agiu rapidamente para explorar a polêmica. A empresa veiculou anúncios no Super Bowl ironizando a publicidade pouco assertiva dos chatbots e apresentou Claude como alternativa mais ética. Sam Altman, CEO da OpenAI, respondeu dizendo que Claude é um “produto caro” voltado para “pessoas ricas”. A OpenAI gastou US$ 34 bilhões no ano passado e ainda não registra lucro. O registro para IPO da companhia mira um valor de mercado superior a US$ 1 trilhão. Se Cannes irá atrair anunciantes ou tranquilizar investidores do IPO pode depender de a OpenAI desenvolver as ferramentas de mensuração que o setor ainda considera insuficientes. O artigo OpenAI testa anúncios em Cannes e mira IPO de US$ 1 trilhão foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Sakana AI afirma que o Fugu alcança os mesmos objetivos do Fable 5 da Anthropic
A Sakana AI lançou o Fugu, um sistema de orquestração multiagente, com seu modelo principal Fugu Ultra afirmando igualar o desempenho dos modelos Fable e Mythos, da Anthropic, atualmente restritos à exportação. A startup com sede em Tóquio apresenta o Fugu como uma proteção contra o aprisionamento de fornecedores, defendendo que a orquestração de um conjunto de modelos intercambiáveis permite aos usuários contornar as restrições que recentemente tiraram Fable e Mythos do ar. Como funciona o Sakana Fugu e por que isso importa? O Fugu é um modelo de linguagem grande (LLM) que aciona outros modelos em um conjunto de agentes. Ele pode até invocar a si mesmo de maneira recursiva. Usuários enviam uma solicitação, e o sistema realiza seleção, delegação e síntese internamente. O produto é oferecido em dois níveis, utilizando uma API compatível com a OpenAI. O Fugu é direcionado para tarefas do dia a dia, com menor latência. O modelo principal, Fugu Ultra, gerencia um conjunto maior de agentes para missões mais complexas, como pesquisa em Inteligência artificial e análise de cibersegurança. O lançamento ocorre após a suspensão do acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5 pela Anthropic, anunciada em 12 de junho. Uma diretriz de controle de exportação dos Estados Unidos, citando segurança nacional, proibiu o acesso para estrangeiros. A proposta da Sakana enfatiza o debate sobre IA soberana, a ideia de que nações querem ter domínio sobre os modelos dos quais dependem. A equipe afirmou que qualquer governo ou empresa que dependa de IA de um único fornecedor para sistemas essenciais “está diante de uma vulnerabilidade concreta”. Segundo a Sakana, essa ameaça deixou de ser apenas teórica e já está em curso. “… Como observamos recentemente com as restrições de exportação impostas a modelos como Fable e Mythos, o acesso pode desaparecer de um dia para o outro. Inteligência coletiva é a proteção prática contra essa concentração de poder. Como o Fugu orquestra um conjunto subjacente de agentes trocáveis, ele simplesmente ignora restrições de fornecedores. Ao coordenar os principais modelos do mundo, entregamos o projeto resiliente necessário para a verdadeira soberania em IA”, disse a equipe. Fugu stands shoulder-to-shoulder with leading models like Fable and Mythos across the industry's most rigorous engineering, scientific, and reasoning benchmarks. Read the full blog: https://t.co/JqPwOUToGQ Beyond Bigger Models: Why are Orchestration Models the Next Frontier… pic.twitter.com/OzG7VLjpV1 — Sakana AI (@SakanaAILabs) June 22, 2026 Enquanto isso, outros países também avançam. A Sarvam AI, da Índia, atingiu recentemente valor de mercado de US$ 1,5 bilhão. Como o Fugu Ultra se compara a Fable, Mythos e outras concorrentes de ponta A Sakana realizou uma avaliação comparativa do Fugu frente aos modelos Fable 5, Mythos Preview, Gemini 3.1 Pro, GPT 5,5 e Opus 4,8. Os resultados mostram uma disputa acirrada, sem predominância total. O Fugu Ultra liderou quatro de oito testes, incluindo LiveCodeBench com 93,2 e GPQA-D com 95,5. Desempenho do Fugu Ultra em relação aos principais modelos de IA. Fonte: Sakana AI O Fable 5 ficou no topo em três avaliações. Alcançou 80,0 no SWEBench Pro, resultado bem acima dos 73,7 do Fugu Ultra. O Fable 5 também liderou nos testes SciCode e Humanity’s Last Exam, enquanto o Opus 4,8 foi superior no CTI-REALM. Na comparação direta com o Mythos Preview, o Fugu Ultra venceu em todos os testes comuns, mas com diferença inferior a um ponto. Além dos gráficos, a Sakana realizou ainda demonstrações de tarefas. No teste de machine learning autônoma, o Fugu Ultra executou mais de 100 experimentos durante 14 horas em uma única GPU H100. “… O Fugu Ultra (vermelho em destaque) apresentou o melhor desempenho médio (0,9774). O Fugu Ultra também obteve o melhor resultado individual de toda a experiência (0,9748), superando todas as linhas de base”, destacou a equipe. As demais demonstrações envolveram atividades como trading, xadrez e design. Em síntese, o Fugu integra um movimento crescente de países e empresas para construir alternativas diante do acesso mais restrito a modelos de ponta. O artigo Sakana AI afirma que o Fugu alcança os mesmos objetivos do Fable 5 da Anthropic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
OranjeBTC compra 18 Bitcoin e eleva reservas a 3.822 BTC
A OranjeBTC (B3: OBTC3) comprou 18 Bitcoin entre segunda-feira (15) e domingo (21) e elevou suas reservas para 3.822 BTC. Os dados constam de comunicado ao mercado divulgado pela companhia no domingo (21). A empresa desembolsou R$ 5,94 milhões na aquisição (R$ 5.937.302,46), a um preço médio de R$ 329.850,14 por unidade. Em dólar, o gasto foi de US$ 1,15 milhão, com câmbio médio de R$ 5,1442. OranjeBTC mantém ritmo de compras com Bitcoin estável A companhia afirmou que manteve a disciplina de alocação de capital, com foco na expansão das reservas. Segundo o comunicado, a compra ocorreu em um cenário de preço relativamente estável para o Bitcoin. Não houve recompra nem venda de ações próprias no período. A OranjeBTC tem hoje 150.708.100 ações ordinárias emitidas fora da tesouraria. 🇧🇷 Nesta semana, mantivemos nossa disciplina de alocação de capital focada na expansão contínua das nossas reservas. Em um ambiente de preço relativamente estável para o Bitcoin a OranjeBTC adquiriu 18,0 BTC por aproximadamente US$ 1.15 milhão, a um preço médio de ~US$ 64.121 por… pic.twitter.com/pUHuULD0WW — OranjeBTC (@ORANJEBTC) June 22, 2026 A OranjeBTC se define como uma Bitcoin Treasury Company, ou empresa de tesouraria em Bitcoin. O modelo consiste em manter a criptomoeda como principal ativo de caixa, no lugar de reservas apenas em moeda tradicional. A lógica é acumular Bitcoin no longo prazo e ampliar a quantidade da moeda que cada ação representa. Como a OranjeBTC financiou a compra? O dinheiro veio do caixa formado por empréstimos ponte ligados à terceira emissão de debêntures da companhia. Debêntures são títulos de dívida que empresas emitem para captar recursos com investidores. Já o empréstimo ponte é um crédito de curto prazo, usado para cobrir o intervalo até uma captação definitiva. O que é o BTC Yield da OranjeBTC? O BTC Yield é a métrica que a empresa usa para medir o crescimento da quantidade de Bitcoin por ação ao longo do tempo. Quanto maior o índice, mais Bitcoin cada acionista passa a representar. No período, o BTC Yield Bruto avançou 0,47% ante 14 de junho. No segundo trimestre de 2026, o indicador acumula 10,49%. No ano, soma 10,70%. Desde o início da estratégia, o número acumulado chega a 13,35%. Outra métrica do comunicado mostra quantos satoshis cada ação representa. Satoshi é a menor fração do Bitcoin: uma unidade da moeda equivale a 100 milhões de satoshis. Cada ação da OranjeBTC corresponde hoje a 2.536 satoshis. Na conta inversa, são necessárias 39.432 ações para somar um Bitcoin. BitCopa: cada gol do Brasil vira Bitcoin na tesouraria Parte das compras da semana está ligada à BitCopa, iniciativa em que a companhia adquire Bitcoin a cada gol da Seleção Brasileira no torneio. Na sexta-feira (19), o Brasil venceu por 3 a 0. Com os três gols, a OranjeBTC comprou 3 Bitcoin, volume já incluído no total da semana. A campanha também envolve ações de relacionamento, como uma camisa de edição limitada batizada de BitGoool. OranjeBTC e a corrida das tesourarias de Bitcoin A OranjeBTC estreou na B3 em outubro de 2025, por meio de um IPO reverso, e se apresenta como a maior empresa de tesouraria de Bitcoin da América Latina. A estratégia se inspira na americana Strategy (antiga MicroStrategy), de Michael Saylor, pioneira no modelo. No Brasil, o Méliuz também adota o Bitcoin como ativo de reserva. O comunicado foi assinado por Guilherme Amado Cerqueira Gomes, diretor presidente e de relações com investidores da OranjeBTC. O artigo OranjeBTC compra 18 Bitcoin e eleva reservas a 3.822 BTC foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Mercado Bitcoin chega a R$ 47 milhões em crédito com garantia em cripto
O Mercado Bitcoin (MB) informou que já concedeu R$ 47 milhões por meio do CriptoCrédito, sua linha de empréstimo que usa criptomoedas como garantia. O valor equivale a quase metade da meta de R$ 100 milhões que a empresa projetou para 2026. Junto com o resultado, a plataforma ampliou os ativos aceitos como garantia. Agora a lista inclui Solana e o dólar digital, nome comercial das stablecoins atreladas ao dólar, como USDT e USDC. Stablecoin é uma cripto cujo preço fica preso a uma moeda tradicional, em geral o dólar. Por isso ela quase não oscila, ao contrário de ativos como o Bitcoin. Como funciona o crédito com garantia em cripto? No CriptoCrédito, o cliente não vende suas moedas. Ele as deixa travadas como garantia e recebe reais na conta. A garantia, ou colateral, é o ativo que fica retido para assegurar o pagamento. Se a dívida for quitada, o cliente recupera as moedas. A ideia é acessar dinheiro sem desmontar uma posição de longo prazo. Para o VP de Negócios Cripto do MB, Fabrício Tota, o produto reflete um amadurecimento do investidor. Segundo ele, o investidor deixou de olhar para Bitcoin, Ethereum ou dólar digital apenas como ativos para comprar e vender. Agora os trata como parte de uma estratégia patrimonial mais ampla. “Bitcoin não é só um ativo para comprar e guardar. Ele começa a virar colateral. E quando um ativo passa a ser aceito como colateral, ele entra em outra prateleira do mercado financeiro”, afirmou Tota. Quem tomou crédito com garantia em cripto? O perfil dos tomadores é concentrado. Mais de 60% têm de 30 a 49 anos. A maioria está na região Sudeste. O ticket médio das operações é de R$ 33 mil. O Bitcoin segue como o ativo preferido para colateral e aparece em cerca de 69% dos contratos. Os números somam o período de testes e os primeiros meses após o lançamento oficial, em março de 2026. Por que Solana e dólar digital entraram como garantia? A ampliação acompanha o peso das stablecoins no mercado brasileiro. Segundo a Receita Federal, esses ativos representam aproximadamente 90% do volume transacionado em cripto no país. A inclusão atende a clientes que mantêm parte do patrimônio em dólar digital e querem reais sem desfazer a posição em moeda forte, de acordo com o MB. No lançamento, em março, o CriptoCrédito aceitava apenas Bitcoin e Ethereum. Crédito colateralizado por cripto cresce no mundo O avanço local segue uma tendência global. Dados da empresa de análise Galaxy Research apontam que o mercado de crédito colateralizado por criptomoedas atingiu US$ 73,59 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O volume superou o recorde anterior, de 2021. O movimento mostra investidores usando ativos digitais não só como reserva de valor, mas como instrumento para obter liquidez. No Brasil, em um cenário de juros altos, a modalidade ganha espaço entre quem busca alternativas ao crédito tradicional. Condições da Super Cashback O crescimento da linha ocorreu às vésperas da Super Cashback do Mercado Bitcoin. A campanha promocional acontece de terça-feira (23) a sexta-feira (26) e reúne ofertas em diferentes produtos da plataforma. Pela primeira vez, o CriptoCrédito entra na ação. Durante os quatro dias, novos contratos terão taxa promocional de 1,59% ao mês, uma redução de quase 16% frente à taxa padrão do produto. O artigo Mercado Bitcoin chega a R$ 47 milhões em crédito com garantia em cripto foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Licença de petróleo do Irã faz preço do petróleo cair: inflação seguirá?
O Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma licença de petróleo para o Irã, permitindo a produção, venda e entrega de petróleo iraniano por 60 dias. O preço do petróleo caiu enquanto operadores ajustaram os valores para a chegada de novos barris e um prêmio de guerra menos intenso. O petróleo iraniano poderá voltar a ter compradores tradicionais pela primeira vez desde que Washington restabeleceu sanções em 2018. A medida encerra quatro meses de conflito que restringiram o Estreito de Ormuz e elevaram expressivamente os preços da commodity. Para os mercados, a principal questão passa a ser qual impacto da energia mais barata sobre a inflação e a economia global. Petróleo recua após efeito da licença dos EUA ao Irã A licença autoriza as vendas de petróleo, petroquímicos e derivados até 21 de agosto. Uma autorização anterior, em março, cobria apenas cargas já embarcadas, tornando esta a maior flexibilização em anos. O mercado reagiu rapidamente. O Brent caiu mais de 3% para cerca de US$ 77 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) recuou para próximo de US$ 74. O movimento amplia a queda de um mês do petróleo diante da redução das tensões. Desempenho do preço do petróleo. Fonte: Tradingview A oferta envolvida é significativa. Antes do bloqueio naval norte-americano em abril, o Irã exportava mais de 1,5 milhão de barris diários. Esse número caiu para cerca de 260 mil em maio. A maior parte segue para refinarias chinesas, e o fim do bloqueio permite o retorno dessas exportações. O aumento será gradual. Logística, seguros e confiança dos compradores precisam ser restabelecidos. Ainda assim, a liberação reverte o pico do primeiro trimestre, que levou o Brent a US$ 118 e intensificou temores de escassez de oferta. Alívio para a economia global O petróleo mais acessível funciona como uma redução de impostos para países importadores. Pelo Estreito de Ormuz passa cerca de um quinto da produção global, com destino majoritário para a Ásia. China, Índia, Japão e Coreia do Sul passam a gastar menos com combustível, liberando orçamento tanto das famílias quanto das empresas. Com preços menores nos postos e para aquecimento, há estímulo ao consumo. Importadores emergentes também ganham folga nas contas de energia e nas moedas locais. Para os exportadores, o efeito é o oposto. Produtores do Golfo e a Rússia arrecadam menos por barril, enquanto o Irã recupera uma fonte vital de recursos. A OPEP+ pode discutir cortes para defender preços. O principal canal de transmissão é a inflação. Os preços ao consumidor dos EUA subiram 4,2% em maio, maior valor em três anos, com energia avançando 23,5%. O Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% em 17 de junho. As projeções da autoridade monetária apontam para alta, não corte, ainda este ano. Por isso, a licença para o petróleo ganha importância. O setor de energia puxou os preços, então o petróleo mais barato é o mecanismo mais rápido para conter o avanço inflacionário de maio. Agora, investidores monitoram as chances de redução dos juros e as expectativas de inflação à espera de menores taxas. Probabilidades de juros para reunião de 29 de julho. Fonte: CME FedWatch Tool Ações mudam de direção com queda nas apostas inflacionárias A redução de tensões foi vista como positiva para o risco. As bolsas dos EUA avançaram até novos patamares em junho, com o S&P 500 superando pontualmente os 7.500 pontos e o Dow ultrapassando 51 mil. Desempenho do S&P 500 (SPX) e Dow Jones (DJI). Fonte: TradingView Nos bastidores, a liderança do mercado mudou. Empresas de energia ficaram para trás, acompanhando a retração das gigantes do setor com a queda do petróleo. Companhias aéreas, de navegação e do setor de consumo tiveram desempenho positivo com o combustível mais barato. Empresas cíclicas e o índice Dow avançaram, enquanto o setor de tecnologia, sensível aos juros, oscilou diante da postura rígida do Federal Reserve. O que isso significa para o Bitcoin e ativos de risco? O setor de cripto está em um ponto decisivo. O preço do Bitcoin (BTC) era negociado próximo de US$ 64.499, após superar brevemente os US$ 65 mil embalado pela animação em torno de JD Vance e da Strategy na segunda-feira. Porém, caiu de US$ 67 mil desde a reunião do Fed com viés de manutenção dos juros elevados. A queda no preço do petróleo estimula o apetite ao risco, enquanto os juros elevados por mais tempo pressionam o cenário. O alívio pode ser temporário. A licença expira em 21 de agosto e um acordo fracassado rapidamente restabeleceria o prêmio de risco de guerra. BREAKING: The US has issued Iran a general oil-related license allowing the production, delivery, and sale of Iranian-origin oil, petrochemical, and petroleum products through August 21st. Iranian oil is officially returning to global markets for the first time since 2018. — The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) June 22, 2026 O volume real de exportações e as decisões da OPEP+ indicarão se a tendência persiste. Por ora, o petróleo mais barato suaviza o cenário macroeconômico, mesmo com a manutenção da postura rígida do Fed. O artigo Licença de petróleo do Irã faz preço do petróleo cair: inflação seguirá? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ação da Micron sobe 5% após acordo de IA com a Anthropic
As ações da Micron Technology (MU) subiram quase 5% nesta segunda-feira (22) após a fabricante de memórias anunciar um acordo estratégico com a Anthropic, envolvendo design de chips, fornecimento de longo prazo e investimento acionário na empresa de IA. O anúncio ocorreu dois dias antes da divulgação dos resultados do terceiro trimestre fiscal da Micron, direcionando a atenção dos investidores para como a demanda por memória para IA influencia o crescimento da companhia. Desempenho das ações da Micron (MU). Fonte: Google Finance Dentro do acordo entre Micron e Anthropic A parceria foi anunciada nesta segunda-feira. O objetivo é criar uma ponte entre os modelos avançados de IA e o design do hardware de memória. As duas empresas vão desenvolver em conjunto subsistemas de memória e armazenamento otimizados para treinamento e execução de IA. Today, we're proud to announce a strategic agreement with @AnthropicAI that spans memory and storage AI architecture design, supply and demand, enterprise adoption of Claude across Micron and a strategic investment in Anthropic’s Series H funding round. https://t.co/WkAzl0YXxK pic.twitter.com/Eowz2Q8eGF — Micron Technology (@MicronTech) June 22, 2026 O acordo também garante um fornecimento plurianual para o portfólio de data centers da Micron, abrangendo memórias de alta largura de banda, DRAM e unidades de estado sólido. Assim, a Anthropic assegura componentes necessários enquanto o uso do Claude continua a crescer. A garantia de fornecimento é relevante diante da escala alcançada pela Anthropic. A receita anualizada da empresa ultrapassou US$ 47 bilhões em maio, e sua mais recente captação avaliou o laboratório em US$ 965 bilhões. A compra antecipada de memórias serve como proteção em um mercado com chips de IA escassos. A Micron também adquiriu uma participação estratégica na rodada série H da Anthropic, juntando-se à Samsung e à SK hynix, outros grandes fornecedores mundiais de memória, como apoiadoras de infraestrutura da Anthropic. Internamente, a Micron utiliza o Claude para agilizar trabalhos de engenharia e programação. “Nossa estratégia de computação depende de excelência em cada camada da pilha, e memória e armazenamento são essenciais para treinar e operar o Claude com eficiência… À medida que a demanda pelo Claude cresce, é assim que ampliamos nosso poder computacional no longo prazo”, afirma um trecho do comunicado, citando Tom Brown, cofundador e diretor de computação da Anthropic. Ações da MU sobem antes do balanço Os papéis MU da Micron tiveram alta de quase 5% durante o pregão, sustentando a valorização diante da expressiva procura por memória para IA. Desempenho das ações da Micron (MU). Fonte: TradingView A Micron atingiu máxima histórica acima de US$ 1.130 em 18 de junho, e o papel mais que triplicou em 2026. Atualmente, negocia-se acima deste patamar, a US$ 1.192, às vésperas do balanço de quarta-feira, em meio a uma semana intensa de resultados. O momento é importante porque os preços de memória vêm subindo rapidamente. Melissa Weathers, do Deutsche Bank, elevou seu preço-alvo para US$ 1.500 ante US$ 1 mil em 17 de junho. Krish Sankar, do TD Cowen, igualou a projeção, citando estimativa de lucro por ação de cerca de US$ 150 em 2027. ⚡️Micron $MU price target raised to $1,500 from $660 at TD Cowen TD Cowen raised the firm's price target on Micron to $1,500 from $660 and keeps a Buy rating on the shares. The firm said higher DRAM content per 1GW, even after SOCAMM de-specing, along with $150 CY27E EPS,… pic.twitter.com/scJw38b9St — TipRanks (@TipRanks) June 15, 2026 Ambos os analistas projetam que a escassez de memória deve persistir até pelo menos 2028. Ainda assim, alguns estrategistas de Wall Street preferem Nvidia à Micron, apontando exposição mais estável aos investimentos em infraestrutura de IA. O relatório de quarta-feira vai mostrar se o acordo com a Anthropic indica uma demanda consistente ou apenas repercussão momentânea. Com a oferta restrita de memória e preços ascendentes, as projeções da Micron podem trazer mais pistas sobre o cenário em 2027 do que sobre o trimestre encerrado. O artigo Ação da Micron sobe 5% após acordo de IA com a Anthropic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Franklin Templeton amplia aposta em cripto após grande aquisição
A Franklin Templeton concluiu a aquisição da 250 Digital em 22 de junho de 2026, lançando oficialmente a Franklin Crypto como sua divisão exclusiva de gestão ativa de ativos digitais. A gestora de ativos, que administra US$ 1,78 trilhão, está integrando estratégias ativas voltadas para o setor cripto à sua infraestrutura institucional para atender à crescente demanda de grandes investidores. O artigo Franklin Templeton amplia aposta em cripto após grande aquisição foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Solana quebra recorde em tokenização: por que o preço da SOL não reage?
A Solana (SOL) representou quase 99% de todas as negociações de ações tokenizadas em exchanges descentralizadas à vista no dia 20 de junho, atingindo um recorde diário superior a US$ 200 milhões, mesmo com seu preço próximo das mínimas dos últimos anos. Enquanto lidera as negociações de tokenização, o Índice de Força Relativa (RSI) mensal da Solana registra sua mínima histórica, e a SOL é negociada a US$ 73,86, com uma queda de 45% em um ano. O cenário revela uma disparidade entre adoção e preço. Solana domina tokenização e registra novos recordes O volume de ações tokenizadas em exchanges descentralizadas à vista disparou para cerca de US$ 220 milhões em 20 de junho. A Solana respondeu por quase todo o volume negociado. Esse número supera facilmente o intervalo de US$ 20 milhões a US$ 60 milhões em volume diário registrado durante a maior parte do ano. Ethereum, Base e BNB Chain juntas participaram de uma fração desse total. Volume de ações tokenizadas da SOL em exchanges descentralizadas à vista. Fonte: Blockworks O aumento reflete uma demanda crescente por negociações de ações tokenizadas na Solana, que se promove como uma das redes mais rápidas. O avanço da tokenização pode ampliar a liquidez e atrair mais emissores. Endereços ativos apontam cenário mais cauteloso O recorde de volume contrasta com a queda na base de usuários da Solana. O número de endereços ativos diários recua de forma constante desde o fim de janeiro. O indicador alcançou o pico próximo a 5,5 milhões no início de fevereiro, segundo dados da Santiment. Desde então, caiu pela metade, chegando a cerca de 2,55 milhões. Endereços ativos da SOL. Fonte: Santiment Essa queda sugere que o pico reflete atividade concentrada, e não crescimento da rede. Menos participantes transacionam na blockchain mesmo com o volume total em alta. Resta saber se a SOL está realmente sobrevendido, a depender do sinal priorizado pelos investidores. RSI mensal atinge nível mais baixo já registrado No gráfico mensal, o RSI da SOL caiu para 41,84, o menor valor da história do ativo. O indicador nunca apresentou nível tão baixo em base mensal, nem mesmo durante a queda de 2022. A SOL também volta a testar a faixa de preço de dezembro de 2023, próxima dos US$ 74. Um patamar tão baixo reflete um enfraquecimento expressivo do momentum, e não necessariamente um sinal clássico de sobrevenda. Gráfico mensal do SOL / Fonte: Tradingview O suporte de longo prazo está em torno de US$ 50, enquanto o nível de US$ 100 funciona como resistência psicológica. Modelos de previsão para períodos mais longos ainda divergem sobre a sustentação desse suporte, conforme já apontado em análise anterior. Previsão para o preço da SOL depende do teste dos US$ 80 No gráfico diário, a SOL permaneceu em um canal paralelo ascendente durante a maior parte de 2026, até romper a estrutura no começo de junho. A queda levou o preço à meta projetada, logo acima de US$ 60. Desde então, a cotação se recuperou para US$ 73,86, cerca de 1% acima no dia e com alta de 3,6% na semana. O próximo desafio é a região dos US$ 80. A faixa dos US$ 80 coincide com um reteste de baixa da parte inferior do canal rompido. Caso ocorra rejeição, a tendência diária permanece descendente, direcionando o ativo novamente para a zona de suporte em US$ 60, cenário também citado em análises anteriores da SOL. Gráfico diário do SOL. Fonte: Tradingview Uma reconquista clara dos US$ 80 enfraqueceria o viés de baixa e abriria espaço para o patamar de US$ 100. A demanda contínua por tokenização pode impulsionar esse cenário, enquanto a atividade enfraquecida na blockchain recomenda cautela. Por ora, a SOL está entre um recorde de adoção e seu menor momentum mensal já visto. O teste dos US$ 80 deve ser decisivo sobre qual tendência irá prevalecer. O artigo Solana quebra recorde em tokenização: por que o preço da SOL não reage? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.