Como surgiu o hantavĂ­rus

O vĂ­rus circula naturalmente entre roedores selvagens hĂĄ milhares de anos. O nome “HantavĂ­rus” surgiu apĂłs surtos registrados durante a Guerra da Coreia, prĂłximos ao rio Hantan. Depois disso, diferentes variantes foram identificadas em vĂĄrios continentes. Nas AmĂ©ricas, uma das variantes mais conhecidas Ă© o vĂ­rus Andes, encontrado principalmente na Argentina e Chile.

No Brasil, os primeiros casos reconhecidos ocorreram na década de 1990. Desde então, mais de 2 mil casos foram registrados no país entre 1993 e 2022.

Como ocorre o contĂĄgio

A transmissĂŁo mais comum ocorre quando a pessoa:

‱ Inala partículas contaminadas por urina, fezes ou saliva de roedores infectados

‱ Limpa locais fechados contaminados sem proteção

‱ Tem contato com poeira contaminada em ĂĄreas rurais, galpĂ”es, plantaçÔes ou casas abandonadas.

O vírus normalmente se espalha facilmente entre humanos. Porém, a variante Andes, presente na América do Sul, jå demonstrou transmissão råpida entre pessoas em alguns surtos.

Sintomas principais

Os sintomas iniciais podem parecer uma gripe forte:

‱ Febre

‱ Dor muscular

‱ Dor de cabeça

‱ Cansaço

‱ Náuseas

Nos casos graves, surgem:

‱ Falta de ar

‱ Tosse

‱ AcĂșmulo de lĂ­quido nos pulmĂ”es

‱ InsuficiĂȘncia respiratĂłria

A doença pode evoluir rapidamente e exige atendimento médico urgente.

Mortalidade e riscos

O hantavírus é considerado raro, mas perigoso. Nas Américas, a taxa de mortalidade pode chegar perto de 40% a 50% nos casos pulmonares graves.

Atualmente não existe vacina amplamente disponível para a população nem tratamento antiviral específico aprovado mundialmente. O tratamento é de suporte hospitalar intensivo.

Casos e mortes no Brasil

Segundo informaçÔes divulgadas em maio de 2026:

O Brasil registrou 7 casos de hantavĂ­rus em 2026;

Houve 1 morte confirmada em Minas Gerais;

Casos recentes também foram investigados no Paranå.

Historicamente, os casos brasileiros costumam ocorrer em ĂĄreas rurais e agrĂ­colas.

Situação mundial atual

Nas Ășltimas semanas, o mundo acompanha um surto incomum envolvendo o navio de cruzeiro MV Hondius. A OMS confirmou casos relacionados ao vĂ­rus Andes em passageiros de vĂĄrios paĂ­ses.

Os dados mais recentes indicam:

‱ Entre 7 e 9 casos identificados

‱ 3 mortes confirmadas

Casos distribuídos em vårios países após evacuação do navio.

A OMS, CDC e autoridades europeias estĂŁo monitorando os passageiros e realizando rastreamento internacional.

Existe risco de pandemia global?

Até o momento, OMS e especialistas afirmam que o risco de pandemia global é considerado mediano.

Os principais motivos sĂŁo:

O hantavírus não possui transmissão aérea eficiente entre humanos como a COVID-19

A maioria das variantes depende do contato com roedores

A transmissĂŁo entre pessoas Ă© rara e limitada

Os surtos geralmente sĂŁo localizados.

Mesmo assim, autoridades acompanham o atual surto porque o vĂ­rus Andes possui capacidade limitada de transmissĂŁo humana, algo incomum entre hantavĂ­rus.

Novas variantes do hantavírus podem ocasionar mutação entre o vírus ocasionando contågio mais abrangente e com mais dificuldade de controle.

Como se proteger

As principais medidas preventivas incluem:

‱ Evitar contato com roedores silvestres

‱ Não varrer fezes secas de ratos

‱ Ventilar locais fechados antes da limpeza

‱ Usar máscara e luvas em áreas contaminadas

‱ Manter alimentos armazenados corretamente

‱ Eliminar lixo e entulho próximos às casas