Uai, o estado de Nova York entrou com duas ações na Justiça na terça-feira contra a Coinbase e a Gemini, dizendo que essas empresas de cripto passaram dos limites e descumpriram as leis de jogo do estado ao oferecer esses tais mercados de previsão.
Esses processos, que foram apresentados lá em Manhattan, não tão mirando só nas apostas esportivas não, viu — também pegam esses mercados ligados a entretenimento e política que as duas empresas andam oferecendo.
A procuradora-geral, Letitia James, ainda levantou outra questão: tanto a Coinbase quanto a Gemini deixam gente de 18 anos apostar nesses mercados, sendo que a idade mínima pra jogo por lá é 21.
Ela falou mais ou menos assim: mudar o nome não muda a essência, jogo continua sendo jogo e tem que seguir as regras do estado. E completou dizendo que esses mercados de previsão nada mais são do que apostas ilegais, que ainda por cima acabam expondo os mais novos a plataformas viciantes, sem proteção suficiente.
Na ação, Nova York tá pedindo uma indenização pesada: pelo menos 2,2 bilhões de dólares da Coinbase e mais de 1,2 bilhão da Gemini.
E olha, Nova York não é o primeiro a fazer isso não. Outros estados também já foram pra cima dessas plataformas pelo mesmo motivo. Enquanto isso, as empresas, que dizem ter apoio do governo Trump, alegam que não tão oferecendo apostas comuns, mas sim contratos de eventos — que, segundo elas, são regulados em nível federal por um órgão chamado CFTC.

Uai, mas olha só: por causa do peso que Nova York tem no mundo da regulação financeira — e também pelo tanto de recurso que o estado tem — essa entrada na briga chama atenção demais da conta. E tem outro detalhe importante: as leis de lá permitem que o estado cobre dinheiro de empresas consideradas ilegais não só pelo que ganharam em Nova York, mas no país inteiro.
Depois que o estado abriu processo contra a Coinbase e a Gemini na terça-feira, o chefe do jurídico da Coinbase, Paul Grewal, falou que a empresa vai continuar batendo na tecla de que esses mercados de previsão têm que ser supervisionados em nível federal, do jeito que o Congresso teria planejado. Quando foram perguntar mais, a Coinbase só apontou pra uma publicação dele lá no X.
Enquanto isso, o procurador-geral de Nova York já tá enrolado em outra briga judicial, dessa vez com a Kalshi, que é a maior plataforma desse tipo de mercado no país. No ano passado, a empresa correu pra Justiça federal em Nova York pedindo pra barrarem o estado de processar ela por causa das leis de jogo. Até agora, nada foi decidido. Se esse pedido for negado, pode apostar que Nova York deve ir pra cima da Kalshi também, até porque já tinha mandado uma ordem pra empresa parar com as atividades lá em outubro.
Tem especialista achando que essa disputa toda — sobre quem é que manda na regulação desses mercados de previsão — ainda vai acabar sendo resolvida lá na Suprema Corte dos Estados Unidos.
Já a Gemini ficou quietinha, não respondeu quando foi procurada pra comentar. E o pessoal do gabinete do procurador-geral só mandou os jornalistas darem uma olhada na declaração da Letitia James e nos documentos do processo mesmo.$BTC ,$XAUT .$COIN
