Fusões e aquisições globais devem chegar a US$ 4 trilhões em 2026
Fusões e aquisições (M&A) globais devem atingir US$ 4 trilhões em 2026, o maior volume desde 2021, impulsionadas por megatransações bilionárias ligadas à inteligência artificial (IA), de acordo com a PwC. Porém, o número de operações está caindo, com o valor concentrado em megadeals enquanto o restante do mercado recua. Megadeals impulsionam M&A enquanto atividade geral diminui A PwC projeta que o valor das transações vai subir cerca de 13% em relação a 2025, o segundo maior patamar fora do pico provocado pela pandemia em 2021. No entanto, a quantidade de acordos caminha na direção oposta, com previsão de cerca de 42 mil operações para o ano, queda de 13%. Tendências globais de M&A ao longo dos anos. Fonte: PwC As megatransações estão sustentando o setor. Operações acima de US$ 5 bilhões representaram 48% do valor total, avanço de 39% sobre 2025 e de 26% frente a 2024. No entanto, sem essas operações, o valor total das fusões e aquisições teria queda de 4%. A PwC prevê que apenas as megadeals podem registrar alta de 40% ano a ano, caso o ritmo se mantenha. A Inteligência artificial está por trás de parte expressiva dessas movimentações, embora os compradores estejam mais seletivos. A IA aparece em 17% dos cem maiores acordos do início de 2026, contra cerca de um terço em 2025. Exemplos recentes demonstram a escala desses negócios. A SpaceX fechou acordo para adquirir a startup de programação Cursor por US$ 60 bilhões em ações, enquanto a Salesforce está comprando a empresa de atendimento ao cliente Fin por US$ 3,6 bilhões. “2026 é o ano em que as M&A ficaram gigantes. A IA está intensificando o formato K ao impulsionar megatransações, redirecionar o capital e transformar vencedores e perdedores setoriais. Também está levando os negociadores a repensar de maneira radical a condução dos acordos”, afirmou Brian Levy, líder global de setores de Deals da PwC US. M&A em cripto permanece próximo de recorde Enquanto isso, a Architect Partners apontou que a atividade de M&A do setor segue próxima de máximas históricas, apesar do valor total das operações ter caído em relação aos patamares recordes do segundo e terceiro trimestres de 2025. O segmento de cripto e ativos digitais registrou o segundo maior número de operações da história no primeiro trimestre, com 89 negócios anunciados. Tendências em M&A de cripto. Fonte: Architect Partners O valor anunciado totalizou US$ 3,2 bilhões, sendo o terceiro maior registro da história sem considerar operações envolvendo SPAC. O setor de pagamentos liderou os principais títulos, puxado pela aquisição da plataforma de stablecoin BVNK pela Mastercard por US$ 1,8 bilhão. A Architect Partners espera que a atividade de negócios em cripto ganhe ainda mais força em 2026. O artigo Fusões e aquisições globais devem chegar a US$ 4 trilhões em 2026 foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Elon Musk apoia NVIDIA após crítica ambiental à IA perder força
Elon Musk apoiou a afirmação da NVIDIA de que o uso de água por centros de dados é bem menor do que sugerem as críticas. Os centros de dados vêm enfrentando um aumento nas críticas sobre o volume de água e energia consumidos. A NVIDIA afirma que suas soluções de resfriamento mais recentes quase eliminam as perdas de água por evaporação em instalações antigas. O que a NVIDIA afirma sobre o uso de água em centros de dados? Uma publicação da NVIDIA citou uma estimativa do Manhattan Institute de março de 2026 indicando que centros de dados utilizam cerca de 0,2% da água doce dos Estados Unidos, a maior parte de forma indireta, por meio da geração de energia elétrica. Water usage has been a hot topic in the AI data center world, but the numbers may surprise you. According to the Manhattan Institute, data centers use 0.2 percent of daily water usage in the U.S. and that number has dramatically decreased in the past few years due to a new… pic.twitter.com/QnlGrLR5ks — NVIDIA (@nvidia) June 22, 2026 A empresa informou que seu sistema de resfriamento líquido a 45 graus Celsius possibilita que complexos de IA em regiões frias funcionem com resfriadores secos em vez de torres evaporativas. Essa mudança pode reduzir o consumo de água para resfriamento das instalações de cerca de 2,6 milhões de galões por megawatt ao ano para quase zero. A NVIDIA apresentou argumento semelhante em 2025, ao afirmar que suas soluções Blackwell tinham eficiência de água 300 vezes superior em relação ao resfriamento por ar. Como a refrigeração representa até 40% do consumo energético de um centro de dados, esse projeto também corta gastos com eletricidade. Decisões parecidas estão influenciando a disputa mundial pelo setor de IA. Por que o apoio de Elon Musk importa? Musk, que opera grandes clusters com tecnologia NVIDIA por meio da xAI, já elogiou os chips mais avançados da NVIDIA como base para seus projetos de Inteligência Artificial. Seu apoio fortalece a posição da NVIDIA contra o argumento de que o crescimento da IA esgota recursos hídricos locais. A companhia define seu sistema como um circuito fechado, que recircula o líquido de resfriamento em vez de consumir água potável. “… O projeto de referência NVIDIA DSX para fábricas de IA apresenta consumo zero de água … eliminamos grandes volumes de uso de energia e praticamente todo o uso de água”, disse Ali Heydari, diretor de resfriamento e infraestrutura de centros de dados da NVIDIA O alerta sobre o uso de água O número nacional esconde detalhes importantes. O índice próximo de zero divulgado pela NVIDIA diz respeito apenas ao resfriamento direto, que representa a menor parcela do total. Segundo relatório do Berkeley Lab, centros de dados dos EUA consumiram diretamente cerca de 17,4 bilhões de galões de água em 2023, além de outros 211 bilhões de forma indireta pela energia elétrica utilizada. Esse volume indireto tende a crescer conforme a escala da IA aumenta, enquanto o uso direto sozinho pode alcançar de 38 a 73 bilhões de galões até 2028. Além disso, resfriadores secos dependem do clima, funcionando melhor em regiões frias e com menos eficiência em estados quentes e áridos. O impacto já é visível na xAI, empresa de Musk. A unidade Memphis Colossus chegou a retirar aproximadamente 1,3 milhão de galões de água potável por dia do aquífero local e operou dezenas de turbinas a gás sem licença, levando a uma ação judicial ambiental e contestações da comunidade. A reação de agências reguladoras e regiões sob pressão hídrica pode definir se a eficiência conseguirá acompanhar a expansão do setor e a intensificação da disputa mundial por capital em IA. O artigo Elon Musk apoia NVIDIA após crítica ambiental à IA perder força foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Standard Chartered prevê que tokenização levará DeFi a US$ 2,7 trilhões até 2030
O banco britânico Standard Chartered estima que o valor total bloqueado (TVL, indicador que mede os ativos depositados em protocolos) nas finanças descentralizadas (DeFi) alcançará US$ 2,7 trilhões até 2030. A projeção representa um crescimento de 37 vezes em relação aos níveis atuais. Segundo o Standard Chartered, a expansão será impulsionada pela tokenização de ativos do mundo real (RWAs) e pelo aumento da atividade de ativos nativos do mercado cripto em protocolos on-chain. A estimativa foi apresentada por Geoff Kendrick, chefe de pesquisa de ativos digitais do banco. “Acredito que a próxima oportunidade para a criação de riqueza intergeracional em ativos digitais virá por meio dos protocolos DeFi”, afirmou. Atualmente, apenas 3% das stablecoins e cerca de 10% dos ativos tokenizados são utilizados em protocolos DeFi. Kendrick projeta que essa participação chegará a 30% até o final da década. Segundo Standard Chartered, tokenização pode ampliar fluxo de capital para DeFi A previsão reforça a expectativa crescente entre investidores institucionais de que a tokenização poderá direcionar mais capital para o setor. Para que o mercado alcance US$ 2,7 trilhões em ativos bloqueados, será necessário não apenas o crescimento dos ativos on-chain, mas também um aumento significativo da participação dos ativos tokenizados dentro dos protocolos DeFi. O Standard Chartered já havia estimado anteriormente que o mercado de ativos tokenizados, excluindo stablecoins, poderá atingir US$ 2 trilhões até o final de 2028. Fundos de mercado monetário tokenizados e ações dos Estados Unidos devem representar a maior parte desse crescimento. Apesar do otimismo, especialistas apontam desafios para o setor. Chris Kim, CEO da Axis, alertou que a emissão do mesmo ativo em diferentes blockchains pode fragmentar a liquidez, gerar diferenças de preços e aumentar custos operacionais. Já Oya Celiktemur, diretora de vendas da Ondo Finance para Europa, Oriente Médio e África, destacou durante a Paris Blockchain Week que a tokenização não transforma automaticamente um ativo ilíquido em um ativo líquido. Uniswap pode se beneficiar da expansão dos ativos tokenizados Kendrick também destacou a Uniswap como uma das plataformas mais bem posicionadas para capturar o crescimento dos mercados tokenizados. Segundo ele, a exchange descentralizada reúne características valorizadas por instituições financeiras tradicionais, como escala, reconhecimento de marca e histórico de operação em diferentes ciclos do mercado. O executivo acredita que, caso a Uniswap consiga ampliar parcerias com empresas do setor financeiro tradicional, seu valor de mercado poderá crescer de forma mais acelerada. Nesse cenário, a plataforma teria potencial para reduzir a diferença em relação à Coinbase, uma das maiores exchanges centralizadas do mercado. O artigo Standard Chartered prevê que tokenização levará DeFi a US$ 2,7 trilhões até 2030 foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Meta vai investir US$ 900 milhões na CRED após CEO assumir cargo na Meta
A Meta vai liderar uma rodada Série H de US$ 900 milhões (₹8.550 crore) na fintech indiana CRED, avaliando a companhia em US$ 4,5 bilhões (₹43.239 crore) pós-aporte. A transação envolve aquisições primárias e secundárias de ações. Além disso, o fundador Kunal Shah deixará o cargo de CEO para integrar a equipe global de liderança da Meta. Segundo comunicado à imprensa, a Meta entra para a cap table da CRED como investidora minoritária e não terá acesso aos dados dos clientes. A companhia informou que o aporte da Série H vai apoiar iniciativas de crescimento, fortalecer capacidades institucionais e consolidar sua posição de liderança em diferentes segmentos. Kunal Shah manterá sua participação pessoal na CRED, mesmo após deixar a função executiva. Na Meta, assumirá o comando do WhatsApp, sucedendo Will Cathcart, que liderou o aplicativo de mensagens por sete anos antes de migrar para outro posto. … Kunal construiu a CRED como uma das empresas de tecnologia mais relevantes da Índia e tem a mentalidade de construtor e visão global necessária para liderar o maior app de mensagens do mundo, afirmou Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em publicação. Some personal news. After nearly 7 years leading WhatsApp, I'm excited to share who will take over the responsibility of delivering simple, reliable, and private messaging for the world. WhatsApp is in the strongest position it's ever been — and that felt like the right moment to… — Will Cathcart (@wcathcart) June 22, 2026 Miten Sampat, responsável por estratégia e finanças desde 2020, assume interinamente como CEO. O conselho trabalha em uma estrutura de liderança voltada para um futuro IPO. Por que a Meta aposta no setor fintech indiano? O investimento amplia a estratégia da Meta na Índia além das redes sociais. A gigante de tecnologia expandiu a atuação no país nos últimos meses. Em junho, a Meta assinou um contrato para alugar seu primeiro data center de IA no país, junto à Reliance Industries. O espaço de 168 MW em Jamnagar reforça a parceria iniciada com o investimento de US$ 5,7 bilhões na Jio Platforms em 2020. Agora, a rodada recente coloca a Meta como acionista minoritária de uma das principais plataformas fintech indianas. A CRED atende 17 milhões (1,7 crore) de usuários mensais com soluções em pagamentos, crédito, seguros e produtos de investimento. A fintech responde por mais de 40% dos pagamentos de faturas de cartão de crédito no país. Seu braço de crédito gerencia US$ 2,5 bilhões (₹24 mil crore) em ativos para grandes instituições financeiras. O artigo Meta vai investir US$ 900 milhões na CRED após CEO assumir cargo na Meta foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Oferta de títulos da SpaceX faz SPCX cair 16% e registra pior dia até agora
As ações da SpaceX (SPCX) registraram queda de cerca de 16% ontem (22), após a companhia confirmar sua primeira oferta de títulos. A desvalorização representou o pior desempenho em um único pregão desde a estreia em 12 de junho e prolongou a sequência negativa para três sessões consecutivas. Os papéis encerraram cotados a US$ 154,60, apenas 14% acima do valor de IPO fixado em US$ 135 e cerca de 31% abaixo da máxima histórica de US$ 225,64. Por que as ações da SPCX estão caindo? A SpaceX protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos uma oferta de notas seniores sem garantia para investidores institucionais qualificados. Não houve divulgação dos preços, mas a Bloomberg informou que a operação tem como alvo pelo menos US$ 20 bilhões. O preço das ações da SpaceX está em queda desde 17 de junho. Fonte: Trading View A SpaceX pretende utilizar os recursos captados para quitar um empréstimo-ponte contratado no início deste ano, quando adquiriu a startup xAI, de Elon Musk, em fevereiro. Bank of America, Citigroup, JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley realizaram aquele financiamento e serão responsáveis pela nova emissão, conforme informou a Reuters. Jose Torres, economista-sênior da Interactive Brokers, afirmou a clientes que “investidores estão cautelosos diante do montante elevado de recursos necessários para financiar as ambições tecnológicas”. A queda após o IPO em contexto A estreia histórica da SpaceX na Nasdaq movimentou US$ 75 bilhões a um preço de US$ 135 por ação. Após iniciar negociada a US$ 150 e atingir US$ 225,64 até 16 de junho, a companhia chegou a figurar entre as cinco maiores do mundo em valor de mercado, superando Amazon e Microsoft. No entanto, a retração posterior eliminou grande parte desses avanços. Diversos fatores pressionam o desempenho. A aquisição da Cursor por US$ 60 bilhões intensificou a diluição dos acionistas. Segundo projeção da S&P Global, o fluxo de caixa livre permanecerá negativo até 2029, devido às necessidades contínuas de capital para o Starship e iniciativas de IA. O fim dos períodos de lockup representa mais um risco. Jeff Jacobson, estrategista da 22V Research, estima que até 44% das ações em circulação possam ser vendidas por insiders até o início de setembro, ampliando o free float disponível atualmente em aproximadamente 900%. A SpaceX também revelou possuir US$ 100,8 bilhões em caixa até 19 de junho. As agências Fitch e Moody’s atribuíram avaliações de grau de investimento aos títulos propostos, citando a receita recorrente do Starlink e a posição dominante da SpaceX em lançamentos espaciais. Se esses pontos positivos serão suficientes para restaurar a confiança dependerá do primeiro balanço público da empresa, previsto para 6 de agosto. O artigo Oferta de títulos da SpaceX faz SPCX cair 16% e registra pior dia até agora foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ações da SpaceX caem abaixo do preço do IPO e avaliação recua para menos de US$ 2 trilhões
As ações da SpaceX (SPCX) caíram abaixo do preço de IPO de US$ 150, reduzindo o valor de mercado para menos de US$ 2 trilhões pela primeira vez desde sua estreia no mercado público. O artigo Ações da SpaceX caem abaixo do preço do IPO e avaliação recua para menos de US$ 2 trilhões foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Fundação Ethereum reduz equipe em 20% em reestruturação enxuta
A Ethereum Foundation anunciou hoje uma reorganização que reduz sua equipe em 54 profissionais, cerca de 20% do total de colaboradores. As mudanças encerram um processo interno que durou meses, realizado para alinhar as operações aos documentos estratégicos já divulgados pela organização. Escala dos cortes A diretoria da EF confirmou a redução em uma publicação oficial no blog da entidade nesta sexta-feira. As saídas correspondem a aproximadamente um quinto da equipe, deixando o grupo mais enxuto e alinhado com as prioridades de longo prazo. Today, the EF is changing shape, concluding a months-long process of reorganization as part of the implementation of the Mandate and the Treasury Management Policy. We come out of this process with the structure, activities, and people necessary for execution on the critical… — Ethereum Foundation (@ethereumfndn) June 23, 2026 Siga-nos no X para acompanhar as últimas notícias em tempo real Mudanças impulsionadas por diretrizes e política do tesouro As alterações implementam o Mandato da EF divulgado em 13 de março de 2026 e a Política de Gestão do Tesouro aprovada em 4 de junho de 2025. Essa política estabelece limite para despesas operacionais anuais em até 15% das reservas do tesouro atualmente, com redução projetada para 5% como meta de longo prazo. “Concluímos este processo com a estrutura, as atividades e os profissionais necessários para realizar as tarefas essenciais que virão”, afirmou a fundação. A EF adotou uma estrutura dividida em sete grupos, promovendo maior responsabilidade em áreas centrais, com ênfase na segurança do protocolo, resistência à censura e autonomia dos usuários. Os colaboradores impactados receberão indenização equivalente a um mês de salário por ano de trabalho (ou o mínimo local, caso seja maior), além de assistência na transição e apoio para realocação no ecossistema. Com a fundação central mais enxuta, a expectativa é que equipes independentes e empresas do setor assumam funções mais relevantes. Investidores devem acompanhar os próximos relatórios do tesouro e etapas do protocolo para avaliar a continuidade da execução sob o novo mandato. O artigo Fundação Ethereum reduz equipe em 20% em reestruturação enxuta foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
OpenAI testa anúncios em Cannes e mira IPO de US$ 1 trilhão
A OpenAI estreou no Cannes Lions esta semana, apresentando anúncios do ChatGPT para os principais profissionais de marketing do mundo. A recepção foi discreta. A Anthropic ironizou a iniciativa em um anúncio do Super Bowl no início do ano, retratando a publicidade em chatbots como algo incômodo e intrusivo. Mesmo assim, a OpenAI seguiu adiante, já de olho em um IPO planejado. Anúncios no ChatGPT: aposta alta e público cético David Dugan, diretor global de publicidade da OpenAI e ex-vice-presidente da Meta, afirmou a jornalistas que a empresa está “totalmente dedicada” a transformar a publicidade em uma importante fonte de receita. Segundo ele, cerca de 20% das buscas no ChatGPT têm intenção comercial direta, com destaque para viagens, varejo, saúde, beleza e serviços financeiros. A OpenAI informou a investidores que pode expandir o setor de publicidade para um negócio de US$ 100 bilhões até 2030. Esse número representa quase metade da receita anual de anúncios da Meta atualmente. No entanto, executivos seniores de publicidade em Cannes criticaram a estimativa. Alguns disseram ao Financial Times que a OpenAI precisa de ferramentas mais robustas de segmentação e mensuração antes de desafiar de fato o domínio do Google no mercado de buscas publicitárias. Usuários e equipe resistiram primeiro A resistência vista em Cannes reflete uma reação ainda mais intensa ocorrida quando a OpenAI lançou anúncios em fevereiro. Muitos consumidores se opuseram desde o início, e a empresa enfrentou uma reação negativa no fim do ano passado ao testar sugestões de aplicativos semelhantes a promoções indesejadas. Assinantes pagos mostraram forte insatisfação, argumentando que a cobrança mensal deveria garantir uma experiência sem anúncios. A pesquisadora da OpenAI, Zoë Hitzig, pediu demissão quando os testes de anúncios começaram, alegando sérias preocupações. Ela apontou que a empresa detém “o registro mais detalhado do pensamento privado humano já reunido” e alertou que publicidade baseada nesse material pode manipular usuários de uma forma que as ferramentas atuais não conseguem prever ou impedir. A Anthropic agiu rapidamente para explorar a polêmica. A empresa veiculou anúncios no Super Bowl ironizando a publicidade pouco assertiva dos chatbots e apresentou Claude como alternativa mais ética. Sam Altman, CEO da OpenAI, respondeu dizendo que Claude é um “produto caro” voltado para “pessoas ricas”. A OpenAI gastou US$ 34 bilhões no ano passado e ainda não registra lucro. O registro para IPO da companhia mira um valor de mercado superior a US$ 1 trilhão. Se Cannes irá atrair anunciantes ou tranquilizar investidores do IPO pode depender de a OpenAI desenvolver as ferramentas de mensuração que o setor ainda considera insuficientes. O artigo OpenAI testa anúncios em Cannes e mira IPO de US$ 1 trilhão foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Sakana AI afirma que o Fugu alcança os mesmos objetivos do Fable 5 da Anthropic
A Sakana AI lançou o Fugu, um sistema de orquestração multiagente, com seu modelo principal Fugu Ultra afirmando igualar o desempenho dos modelos Fable e Mythos, da Anthropic, atualmente restritos à exportação. A startup com sede em Tóquio apresenta o Fugu como uma proteção contra o aprisionamento de fornecedores, defendendo que a orquestração de um conjunto de modelos intercambiáveis permite aos usuários contornar as restrições que recentemente tiraram Fable e Mythos do ar. Como funciona o Sakana Fugu e por que isso importa? O Fugu é um modelo de linguagem grande (LLM) que aciona outros modelos em um conjunto de agentes. Ele pode até invocar a si mesmo de maneira recursiva. Usuários enviam uma solicitação, e o sistema realiza seleção, delegação e síntese internamente. O produto é oferecido em dois níveis, utilizando uma API compatível com a OpenAI. O Fugu é direcionado para tarefas do dia a dia, com menor latência. O modelo principal, Fugu Ultra, gerencia um conjunto maior de agentes para missões mais complexas, como pesquisa em Inteligência artificial e análise de cibersegurança. O lançamento ocorre após a suspensão do acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5 pela Anthropic, anunciada em 12 de junho. Uma diretriz de controle de exportação dos Estados Unidos, citando segurança nacional, proibiu o acesso para estrangeiros. A proposta da Sakana enfatiza o debate sobre IA soberana, a ideia de que nações querem ter domínio sobre os modelos dos quais dependem. A equipe afirmou que qualquer governo ou empresa que dependa de IA de um único fornecedor para sistemas essenciais “está diante de uma vulnerabilidade concreta”. Segundo a Sakana, essa ameaça deixou de ser apenas teórica e já está em curso. “… Como observamos recentemente com as restrições de exportação impostas a modelos como Fable e Mythos, o acesso pode desaparecer de um dia para o outro. Inteligência coletiva é a proteção prática contra essa concentração de poder. Como o Fugu orquestra um conjunto subjacente de agentes trocáveis, ele simplesmente ignora restrições de fornecedores. Ao coordenar os principais modelos do mundo, entregamos o projeto resiliente necessário para a verdadeira soberania em IA”, disse a equipe. Fugu stands shoulder-to-shoulder with leading models like Fable and Mythos across the industry's most rigorous engineering, scientific, and reasoning benchmarks. Read the full blog: https://t.co/JqPwOUToGQ Beyond Bigger Models: Why are Orchestration Models the Next Frontier… pic.twitter.com/OzG7VLjpV1 — Sakana AI (@SakanaAILabs) June 22, 2026 Enquanto isso, outros países também avançam. A Sarvam AI, da Índia, atingiu recentemente valor de mercado de US$ 1,5 bilhão. Como o Fugu Ultra se compara a Fable, Mythos e outras concorrentes de ponta A Sakana realizou uma avaliação comparativa do Fugu frente aos modelos Fable 5, Mythos Preview, Gemini 3.1 Pro, GPT 5,5 e Opus 4,8. Os resultados mostram uma disputa acirrada, sem predominância total. O Fugu Ultra liderou quatro de oito testes, incluindo LiveCodeBench com 93,2 e GPQA-D com 95,5. Desempenho do Fugu Ultra em relação aos principais modelos de IA. Fonte: Sakana AI O Fable 5 ficou no topo em três avaliações. Alcançou 80,0 no SWEBench Pro, resultado bem acima dos 73,7 do Fugu Ultra. O Fable 5 também liderou nos testes SciCode e Humanity’s Last Exam, enquanto o Opus 4,8 foi superior no CTI-REALM. Na comparação direta com o Mythos Preview, o Fugu Ultra venceu em todos os testes comuns, mas com diferença inferior a um ponto. Além dos gráficos, a Sakana realizou ainda demonstrações de tarefas. No teste de machine learning autônoma, o Fugu Ultra executou mais de 100 experimentos durante 14 horas em uma única GPU H100. “… O Fugu Ultra (vermelho em destaque) apresentou o melhor desempenho médio (0,9774). O Fugu Ultra também obteve o melhor resultado individual de toda a experiência (0,9748), superando todas as linhas de base”, destacou a equipe. As demais demonstrações envolveram atividades como trading, xadrez e design. Em síntese, o Fugu integra um movimento crescente de países e empresas para construir alternativas diante do acesso mais restrito a modelos de ponta. O artigo Sakana AI afirma que o Fugu alcança os mesmos objetivos do Fable 5 da Anthropic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
OranjeBTC compra 18 Bitcoin e eleva reservas a 3.822 BTC
A OranjeBTC (B3: OBTC3) comprou 18 Bitcoin entre segunda-feira (15) e domingo (21) e elevou suas reservas para 3.822 BTC. Os dados constam de comunicado ao mercado divulgado pela companhia no domingo (21). A empresa desembolsou R$ 5,94 milhões na aquisição (R$ 5.937.302,46), a um preço médio de R$ 329.850,14 por unidade. Em dólar, o gasto foi de US$ 1,15 milhão, com câmbio médio de R$ 5,1442. OranjeBTC mantém ritmo de compras com Bitcoin estável A companhia afirmou que manteve a disciplina de alocação de capital, com foco na expansão das reservas. Segundo o comunicado, a compra ocorreu em um cenário de preço relativamente estável para o Bitcoin. Não houve recompra nem venda de ações próprias no período. A OranjeBTC tem hoje 150.708.100 ações ordinárias emitidas fora da tesouraria. 🇧🇷 Nesta semana, mantivemos nossa disciplina de alocação de capital focada na expansão contínua das nossas reservas. Em um ambiente de preço relativamente estável para o Bitcoin a OranjeBTC adquiriu 18,0 BTC por aproximadamente US$ 1.15 milhão, a um preço médio de ~US$ 64.121 por… pic.twitter.com/pUHuULD0WW — OranjeBTC (@ORANJEBTC) June 22, 2026 A OranjeBTC se define como uma Bitcoin Treasury Company, ou empresa de tesouraria em Bitcoin. O modelo consiste em manter a criptomoeda como principal ativo de caixa, no lugar de reservas apenas em moeda tradicional. A lógica é acumular Bitcoin no longo prazo e ampliar a quantidade da moeda que cada ação representa. Como a OranjeBTC financiou a compra? O dinheiro veio do caixa formado por empréstimos ponte ligados à terceira emissão de debêntures da companhia. Debêntures são títulos de dívida que empresas emitem para captar recursos com investidores. Já o empréstimo ponte é um crédito de curto prazo, usado para cobrir o intervalo até uma captação definitiva. O que é o BTC Yield da OranjeBTC? O BTC Yield é a métrica que a empresa usa para medir o crescimento da quantidade de Bitcoin por ação ao longo do tempo. Quanto maior o índice, mais Bitcoin cada acionista passa a representar. No período, o BTC Yield Bruto avançou 0,47% ante 14 de junho. No segundo trimestre de 2026, o indicador acumula 10,49%. No ano, soma 10,70%. Desde o início da estratégia, o número acumulado chega a 13,35%. Outra métrica do comunicado mostra quantos satoshis cada ação representa. Satoshi é a menor fração do Bitcoin: uma unidade da moeda equivale a 100 milhões de satoshis. Cada ação da OranjeBTC corresponde hoje a 2.536 satoshis. Na conta inversa, são necessárias 39.432 ações para somar um Bitcoin. BitCopa: cada gol do Brasil vira Bitcoin na tesouraria Parte das compras da semana está ligada à BitCopa, iniciativa em que a companhia adquire Bitcoin a cada gol da Seleção Brasileira no torneio. Na sexta-feira (19), o Brasil venceu por 3 a 0. Com os três gols, a OranjeBTC comprou 3 Bitcoin, volume já incluído no total da semana. A campanha também envolve ações de relacionamento, como uma camisa de edição limitada batizada de BitGoool. OranjeBTC e a corrida das tesourarias de Bitcoin A OranjeBTC estreou na B3 em outubro de 2025, por meio de um IPO reverso, e se apresenta como a maior empresa de tesouraria de Bitcoin da América Latina. A estratégia se inspira na americana Strategy (antiga MicroStrategy), de Michael Saylor, pioneira no modelo. No Brasil, o Méliuz também adota o Bitcoin como ativo de reserva. O comunicado foi assinado por Guilherme Amado Cerqueira Gomes, diretor presidente e de relações com investidores da OranjeBTC. O artigo OranjeBTC compra 18 Bitcoin e eleva reservas a 3.822 BTC foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Mercado Bitcoin chega a R$ 47 milhões em crédito com garantia em cripto
O Mercado Bitcoin (MB) informou que já concedeu R$ 47 milhões por meio do CriptoCrédito, sua linha de empréstimo que usa criptomoedas como garantia. O valor equivale a quase metade da meta de R$ 100 milhões que a empresa projetou para 2026. Junto com o resultado, a plataforma ampliou os ativos aceitos como garantia. Agora a lista inclui Solana e o dólar digital, nome comercial das stablecoins atreladas ao dólar, como USDT e USDC. Stablecoin é uma cripto cujo preço fica preso a uma moeda tradicional, em geral o dólar. Por isso ela quase não oscila, ao contrário de ativos como o Bitcoin. Como funciona o crédito com garantia em cripto? No CriptoCrédito, o cliente não vende suas moedas. Ele as deixa travadas como garantia e recebe reais na conta. A garantia, ou colateral, é o ativo que fica retido para assegurar o pagamento. Se a dívida for quitada, o cliente recupera as moedas. A ideia é acessar dinheiro sem desmontar uma posição de longo prazo. Para o VP de Negócios Cripto do MB, Fabrício Tota, o produto reflete um amadurecimento do investidor. Segundo ele, o investidor deixou de olhar para Bitcoin, Ethereum ou dólar digital apenas como ativos para comprar e vender. Agora os trata como parte de uma estratégia patrimonial mais ampla. “Bitcoin não é só um ativo para comprar e guardar. Ele começa a virar colateral. E quando um ativo passa a ser aceito como colateral, ele entra em outra prateleira do mercado financeiro”, afirmou Tota. Quem tomou crédito com garantia em cripto? O perfil dos tomadores é concentrado. Mais de 60% têm de 30 a 49 anos. A maioria está na região Sudeste. O ticket médio das operações é de R$ 33 mil. O Bitcoin segue como o ativo preferido para colateral e aparece em cerca de 69% dos contratos. Os números somam o período de testes e os primeiros meses após o lançamento oficial, em março de 2026. Por que Solana e dólar digital entraram como garantia? A ampliação acompanha o peso das stablecoins no mercado brasileiro. Segundo a Receita Federal, esses ativos representam aproximadamente 90% do volume transacionado em cripto no país. A inclusão atende a clientes que mantêm parte do patrimônio em dólar digital e querem reais sem desfazer a posição em moeda forte, de acordo com o MB. No lançamento, em março, o CriptoCrédito aceitava apenas Bitcoin e Ethereum. Crédito colateralizado por cripto cresce no mundo O avanço local segue uma tendência global. Dados da empresa de análise Galaxy Research apontam que o mercado de crédito colateralizado por criptomoedas atingiu US$ 73,59 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O volume superou o recorde anterior, de 2021. O movimento mostra investidores usando ativos digitais não só como reserva de valor, mas como instrumento para obter liquidez. No Brasil, em um cenário de juros altos, a modalidade ganha espaço entre quem busca alternativas ao crédito tradicional. Condições da Super Cashback O crescimento da linha ocorreu às vésperas da Super Cashback do Mercado Bitcoin. A campanha promocional acontece de terça-feira (23) a sexta-feira (26) e reúne ofertas em diferentes produtos da plataforma. Pela primeira vez, o CriptoCrédito entra na ação. Durante os quatro dias, novos contratos terão taxa promocional de 1,59% ao mês, uma redução de quase 16% frente à taxa padrão do produto. O artigo Mercado Bitcoin chega a R$ 47 milhões em crédito com garantia em cripto foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Licença de petróleo do Irã faz preço do petróleo cair: inflação seguirá?
O Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma licença de petróleo para o Irã, permitindo a produção, venda e entrega de petróleo iraniano por 60 dias. O preço do petróleo caiu enquanto operadores ajustaram os valores para a chegada de novos barris e um prêmio de guerra menos intenso. O petróleo iraniano poderá voltar a ter compradores tradicionais pela primeira vez desde que Washington restabeleceu sanções em 2018. A medida encerra quatro meses de conflito que restringiram o Estreito de Ormuz e elevaram expressivamente os preços da commodity. Para os mercados, a principal questão passa a ser qual impacto da energia mais barata sobre a inflação e a economia global. Petróleo recua após efeito da licença dos EUA ao Irã A licença autoriza as vendas de petróleo, petroquímicos e derivados até 21 de agosto. Uma autorização anterior, em março, cobria apenas cargas já embarcadas, tornando esta a maior flexibilização em anos. O mercado reagiu rapidamente. O Brent caiu mais de 3% para cerca de US$ 77 o barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) recuou para próximo de US$ 74. O movimento amplia a queda de um mês do petróleo diante da redução das tensões. Desempenho do preço do petróleo. Fonte: Tradingview A oferta envolvida é significativa. Antes do bloqueio naval norte-americano em abril, o Irã exportava mais de 1,5 milhão de barris diários. Esse número caiu para cerca de 260 mil em maio. A maior parte segue para refinarias chinesas, e o fim do bloqueio permite o retorno dessas exportações. O aumento será gradual. Logística, seguros e confiança dos compradores precisam ser restabelecidos. Ainda assim, a liberação reverte o pico do primeiro trimestre, que levou o Brent a US$ 118 e intensificou temores de escassez de oferta. Alívio para a economia global O petróleo mais acessível funciona como uma redução de impostos para países importadores. Pelo Estreito de Ormuz passa cerca de um quinto da produção global, com destino majoritário para a Ásia. China, Índia, Japão e Coreia do Sul passam a gastar menos com combustível, liberando orçamento tanto das famílias quanto das empresas. Com preços menores nos postos e para aquecimento, há estímulo ao consumo. Importadores emergentes também ganham folga nas contas de energia e nas moedas locais. Para os exportadores, o efeito é o oposto. Produtores do Golfo e a Rússia arrecadam menos por barril, enquanto o Irã recupera uma fonte vital de recursos. A OPEP+ pode discutir cortes para defender preços. O principal canal de transmissão é a inflação. Os preços ao consumidor dos EUA subiram 4,2% em maio, maior valor em três anos, com energia avançando 23,5%. O Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% em 17 de junho. As projeções da autoridade monetária apontam para alta, não corte, ainda este ano. Por isso, a licença para o petróleo ganha importância. O setor de energia puxou os preços, então o petróleo mais barato é o mecanismo mais rápido para conter o avanço inflacionário de maio. Agora, investidores monitoram as chances de redução dos juros e as expectativas de inflação à espera de menores taxas. Probabilidades de juros para reunião de 29 de julho. Fonte: CME FedWatch Tool Ações mudam de direção com queda nas apostas inflacionárias A redução de tensões foi vista como positiva para o risco. As bolsas dos EUA avançaram até novos patamares em junho, com o S&P 500 superando pontualmente os 7.500 pontos e o Dow ultrapassando 51 mil. Desempenho do S&P 500 (SPX) e Dow Jones (DJI). Fonte: TradingView Nos bastidores, a liderança do mercado mudou. Empresas de energia ficaram para trás, acompanhando a retração das gigantes do setor com a queda do petróleo. Companhias aéreas, de navegação e do setor de consumo tiveram desempenho positivo com o combustível mais barato. Empresas cíclicas e o índice Dow avançaram, enquanto o setor de tecnologia, sensível aos juros, oscilou diante da postura rígida do Federal Reserve. O que isso significa para o Bitcoin e ativos de risco? O setor de cripto está em um ponto decisivo. O preço do Bitcoin (BTC) era negociado próximo de US$ 64.499, após superar brevemente os US$ 65 mil embalado pela animação em torno de JD Vance e da Strategy na segunda-feira. Porém, caiu de US$ 67 mil desde a reunião do Fed com viés de manutenção dos juros elevados. A queda no preço do petróleo estimula o apetite ao risco, enquanto os juros elevados por mais tempo pressionam o cenário. O alívio pode ser temporário. A licença expira em 21 de agosto e um acordo fracassado rapidamente restabeleceria o prêmio de risco de guerra. BREAKING: The US has issued Iran a general oil-related license allowing the production, delivery, and sale of Iranian-origin oil, petrochemical, and petroleum products through August 21st. Iranian oil is officially returning to global markets for the first time since 2018. — The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) June 22, 2026 O volume real de exportações e as decisões da OPEP+ indicarão se a tendência persiste. Por ora, o petróleo mais barato suaviza o cenário macroeconômico, mesmo com a manutenção da postura rígida do Fed. O artigo Licença de petróleo do Irã faz preço do petróleo cair: inflação seguirá? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ação da Micron sobe 5% após acordo de IA com a Anthropic
As ações da Micron Technology (MU) subiram quase 5% nesta segunda-feira (22) após a fabricante de memórias anunciar um acordo estratégico com a Anthropic, envolvendo design de chips, fornecimento de longo prazo e investimento acionário na empresa de IA. O anúncio ocorreu dois dias antes da divulgação dos resultados do terceiro trimestre fiscal da Micron, direcionando a atenção dos investidores para como a demanda por memória para IA influencia o crescimento da companhia. Desempenho das ações da Micron (MU). Fonte: Google Finance Dentro do acordo entre Micron e Anthropic A parceria foi anunciada nesta segunda-feira. O objetivo é criar uma ponte entre os modelos avançados de IA e o design do hardware de memória. As duas empresas vão desenvolver em conjunto subsistemas de memória e armazenamento otimizados para treinamento e execução de IA. Today, we're proud to announce a strategic agreement with @AnthropicAI that spans memory and storage AI architecture design, supply and demand, enterprise adoption of Claude across Micron and a strategic investment in Anthropic’s Series H funding round. https://t.co/WkAzl0YXxK pic.twitter.com/Eowz2Q8eGF — Micron Technology (@MicronTech) June 22, 2026 O acordo também garante um fornecimento plurianual para o portfólio de data centers da Micron, abrangendo memórias de alta largura de banda, DRAM e unidades de estado sólido. Assim, a Anthropic assegura componentes necessários enquanto o uso do Claude continua a crescer. A garantia de fornecimento é relevante diante da escala alcançada pela Anthropic. A receita anualizada da empresa ultrapassou US$ 47 bilhões em maio, e sua mais recente captação avaliou o laboratório em US$ 965 bilhões. A compra antecipada de memórias serve como proteção em um mercado com chips de IA escassos. A Micron também adquiriu uma participação estratégica na rodada série H da Anthropic, juntando-se à Samsung e à SK hynix, outros grandes fornecedores mundiais de memória, como apoiadoras de infraestrutura da Anthropic. Internamente, a Micron utiliza o Claude para agilizar trabalhos de engenharia e programação. “Nossa estratégia de computação depende de excelência em cada camada da pilha, e memória e armazenamento são essenciais para treinar e operar o Claude com eficiência… À medida que a demanda pelo Claude cresce, é assim que ampliamos nosso poder computacional no longo prazo”, afirma um trecho do comunicado, citando Tom Brown, cofundador e diretor de computação da Anthropic. Ações da MU sobem antes do balanço Os papéis MU da Micron tiveram alta de quase 5% durante o pregão, sustentando a valorização diante da expressiva procura por memória para IA. Desempenho das ações da Micron (MU). Fonte: TradingView A Micron atingiu máxima histórica acima de US$ 1.130 em 18 de junho, e o papel mais que triplicou em 2026. Atualmente, negocia-se acima deste patamar, a US$ 1.192, às vésperas do balanço de quarta-feira, em meio a uma semana intensa de resultados. O momento é importante porque os preços de memória vêm subindo rapidamente. Melissa Weathers, do Deutsche Bank, elevou seu preço-alvo para US$ 1.500 ante US$ 1 mil em 17 de junho. Krish Sankar, do TD Cowen, igualou a projeção, citando estimativa de lucro por ação de cerca de US$ 150 em 2027. ⚡️Micron $MU price target raised to $1,500 from $660 at TD Cowen TD Cowen raised the firm's price target on Micron to $1,500 from $660 and keeps a Buy rating on the shares. The firm said higher DRAM content per 1GW, even after SOCAMM de-specing, along with $150 CY27E EPS,… pic.twitter.com/scJw38b9St — TipRanks (@TipRanks) June 15, 2026 Ambos os analistas projetam que a escassez de memória deve persistir até pelo menos 2028. Ainda assim, alguns estrategistas de Wall Street preferem Nvidia à Micron, apontando exposição mais estável aos investimentos em infraestrutura de IA. O relatório de quarta-feira vai mostrar se o acordo com a Anthropic indica uma demanda consistente ou apenas repercussão momentânea. Com a oferta restrita de memória e preços ascendentes, as projeções da Micron podem trazer mais pistas sobre o cenário em 2027 do que sobre o trimestre encerrado. O artigo Ação da Micron sobe 5% após acordo de IA com a Anthropic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Franklin Templeton amplia aposta em cripto após grande aquisição
A Franklin Templeton concluiu a aquisição da 250 Digital em 22 de junho de 2026, lançando oficialmente a Franklin Crypto como sua divisão exclusiva de gestão ativa de ativos digitais. A gestora de ativos, que administra US$ 1,78 trilhão, está integrando estratégias ativas voltadas para o setor cripto à sua infraestrutura institucional para atender à crescente demanda de grandes investidores. O artigo Franklin Templeton amplia aposta em cripto após grande aquisição foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Solana quebra recorde em tokenização: por que o preço da SOL não reage?
A Solana (SOL) representou quase 99% de todas as negociações de ações tokenizadas em exchanges descentralizadas à vista no dia 20 de junho, atingindo um recorde diário superior a US$ 200 milhões, mesmo com seu preço próximo das mínimas dos últimos anos. Enquanto lidera as negociações de tokenização, o Índice de Força Relativa (RSI) mensal da Solana registra sua mínima histórica, e a SOL é negociada a US$ 73,86, com uma queda de 45% em um ano. O cenário revela uma disparidade entre adoção e preço. Solana domina tokenização e registra novos recordes O volume de ações tokenizadas em exchanges descentralizadas à vista disparou para cerca de US$ 220 milhões em 20 de junho. A Solana respondeu por quase todo o volume negociado. Esse número supera facilmente o intervalo de US$ 20 milhões a US$ 60 milhões em volume diário registrado durante a maior parte do ano. Ethereum, Base e BNB Chain juntas participaram de uma fração desse total. Volume de ações tokenizadas da SOL em exchanges descentralizadas à vista. Fonte: Blockworks O aumento reflete uma demanda crescente por negociações de ações tokenizadas na Solana, que se promove como uma das redes mais rápidas. O avanço da tokenização pode ampliar a liquidez e atrair mais emissores. Endereços ativos apontam cenário mais cauteloso O recorde de volume contrasta com a queda na base de usuários da Solana. O número de endereços ativos diários recua de forma constante desde o fim de janeiro. O indicador alcançou o pico próximo a 5,5 milhões no início de fevereiro, segundo dados da Santiment. Desde então, caiu pela metade, chegando a cerca de 2,55 milhões. Endereços ativos da SOL. Fonte: Santiment Essa queda sugere que o pico reflete atividade concentrada, e não crescimento da rede. Menos participantes transacionam na blockchain mesmo com o volume total em alta. Resta saber se a SOL está realmente sobrevendido, a depender do sinal priorizado pelos investidores. RSI mensal atinge nível mais baixo já registrado No gráfico mensal, o RSI da SOL caiu para 41,84, o menor valor da história do ativo. O indicador nunca apresentou nível tão baixo em base mensal, nem mesmo durante a queda de 2022. A SOL também volta a testar a faixa de preço de dezembro de 2023, próxima dos US$ 74. Um patamar tão baixo reflete um enfraquecimento expressivo do momentum, e não necessariamente um sinal clássico de sobrevenda. Gráfico mensal do SOL / Fonte: Tradingview O suporte de longo prazo está em torno de US$ 50, enquanto o nível de US$ 100 funciona como resistência psicológica. Modelos de previsão para períodos mais longos ainda divergem sobre a sustentação desse suporte, conforme já apontado em análise anterior. Previsão para o preço da SOL depende do teste dos US$ 80 No gráfico diário, a SOL permaneceu em um canal paralelo ascendente durante a maior parte de 2026, até romper a estrutura no começo de junho. A queda levou o preço à meta projetada, logo acima de US$ 60. Desde então, a cotação se recuperou para US$ 73,86, cerca de 1% acima no dia e com alta de 3,6% na semana. O próximo desafio é a região dos US$ 80. A faixa dos US$ 80 coincide com um reteste de baixa da parte inferior do canal rompido. Caso ocorra rejeição, a tendência diária permanece descendente, direcionando o ativo novamente para a zona de suporte em US$ 60, cenário também citado em análises anteriores da SOL. Gráfico diário do SOL. Fonte: Tradingview Uma reconquista clara dos US$ 80 enfraqueceria o viés de baixa e abriria espaço para o patamar de US$ 100. A demanda contínua por tokenização pode impulsionar esse cenário, enquanto a atividade enfraquecida na blockchain recomenda cautela. Por ora, a SOL está entre um recorde de adoção e seu menor momentum mensal já visto. O teste dos US$ 80 deve ser decisivo sobre qual tendência irá prevalecer. O artigo Solana quebra recorde em tokenização: por que o preço da SOL não reage? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
3 altcoins para acompanhar na quarta semana de junho
Três altcoins iniciam a quarta semana de junho de 2026 com configurações de gráfico entre altistas e neutras. Todas estão entre os maiores ganhos da semana anterior. Cada token está agora próximo a níveis cruciais de Fibonacci ou de canal. Seus gráficos diários revelam como momento, volume e suporte podem determinar o próximo movimento direcional. LAB defende o nível 0,618 de Fibonacci próximo a US$ 13 A LAB é negociada em torno de US$ 14,97, alta de cerca de 1,7% no dia, com capitalização de mercado perto de US$ 4,7 bilhões. O token apresenta topos e fundos ascendentes desde o início de maio. O preço testou recentemente a resistência no nível 0,382 de Fibonacci em torno de US$ 19. Também confirmou suporte no nível 0,618 próximo de US$ 13. Antes, a antiga resistência de US$ 7 foi convertida em suporte duas vezes (círculos azuis), no início de junho e novamente em 11 de junho. Gráfico diário da LAB / Fonte: Tradingview O movimento veio após uma queda brusca que retirou bilhões do valor de mercado no início de junho. O RSI está próximo de 60 e sobe lentamente, mas ainda não entrou na zona altista. Um fechamento diário acima de US$ 19 abriria espaço para avanços em novas bandas de Fibonacci. Uniswap (UNI) reage no 0,382 de Fibonacci em torno de US$ 3 A Uniswap (UNI) é negociada perto de US$ 3,01, alta de aproximadamente 0,6% nesta terça-feira. O token acumulou quase 16% na semana passada, um dos maiores avanços entre as de grande capitalização. O gráfico diário tenta uma reação e busca confirmar o suporte no nível 0,382 de Fibonacci em US$ 3. Caso esse nível seja mantido, as resistências se situam no 0,5 de Fibonacci em US$ 3,30 e no 0,618 em US$ 3,50. Gráfico diário da UNI / Fonte: Tradingview O volume teve forte alta em meados de junho (elipse azul), sinalizando renovação de momento. No entanto, o candle de 17 de junho evidenciou pressão vendedora intensa. O RSI tentou acessar a faixa altista, foi rejeitado e agora marca um neutro 53. Uma recente projeção de US$ 100 para 2030 feita pelo Standard Chartered mantém os holofotes sobre o token. NEW: Standard Chartered initiates coverage of Uniswap. The bank forecasts UNI will rise from roughly $2.50 today to $100 by 2030 — a 40x increase. The thesis: tokenized assets active in DeFi grow 37x this decade, and Uniswap becomes a core piece of trading infrastructure for… pic.twitter.com/LWEc3XBXxA — Frank Chaparro (@fintechfrank) June 15, 2026 Stellar (XLM) testa suporte em US$ 0,20 após rompimento de canal A Stellar (XLM) é negociada a cerca de US$ 0,21, recuo de 0,8% em 24 horas, mas ainda acumula alta próxima de 12% na semana. Em grande parte de 2026, a XLM permaneceu em canal horizontal. A faixa superior rejeitou o preço quatro vezes antes do rompimento (setas vermelhas). O token rompeu em 28 de maio com forte aumento de volume, reconquistando sua estrutura de canal de longo prazo. O volume caiu desde então, sugerindo fase de compressão. Gráfico diário da XLM / Fonte: Tradingview A antiga resistência do canal virou suporte entre 10 e 15 de junho (círculo azul). O preço subiu em direção à resistência em US$ 0,23. Agora tenta sustentar US$ 0,20 como suporte e estender a alta. O RSI marca um neutro 54. Centrifuge adicionou ativos do mundo real à Stellar em 20 de junho, introduzindo um novo catalisador. Altcoins para acompanhar na próxima semana As três altcoins apresentam cenário semelhante. O momento melhorou, mas nenhuma leitura de RSI confirma tendência consolidada. A LAB parece mais esticada após o forte repique, a UNI mostra maior reação ao redor do pivô de Fibonacci e a XLM exibe configuração mais clara após o rompimento do canal. A sustentação dos níveis de suporte pode ser decisiva para a continuidade das altas ou para uma pausa no início da nova semana. Investidores acompanham também o cenário mais amplo do mercado, já que os movimentos das altcoins costumam refletir os de o Bitcoin em fases de mudança brusca de tendência. O artigo 3 altcoins para acompanhar na quarta semana de junho foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Novo presidente da Colômbia pode impulsionar o setor cripto?
Abelardo de la Espriella superou ontem Iván Cepeda no segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia. O presidente eleito chega com uma proposta que promete levar a tecnologia blockchain para as contratações públicas. Essa mudança política levanta questões importantes sobre o futuro do ecossistema cripto colombiano e sua regulação. Resultados do segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia. Fonte: Registraduría Nacional Quem é Abelardo de la Espriella e o que representa sua vitória para a Colômbia e a América Latina? Abelardo de la Espriella é advogado criminalista, empresário e figura da mídia. Ele construiu sua candidatura fora dos partidos tradicionais, embora tenha contado com apoio de setores conservadores. Seu movimento, Defensores de la Patria, conduziu a campanha sob o conceito de “Patria Milagro”. Ha triunfado la dignidad nacional, ha triunfado la esperanza. Hoy es una noche maravillosa en que brilló la democracia y Colombia demostró su grandeza. Esta es la noche en la que marcamos un nuevo orden: la Patria Milagro. Firme por la Patria. 🫡 (A.D.L.E) 🇨🇴🐅 pic.twitter.com/aaaWi0ZM8p — Abelardo De La Espriella (@ABDELAESPRIELLA) June 22, 2026 A vitória representa uma guinada política à direita após o governo de Gustavo Petro. O programa de De la Espriella une restauração institucional, fortalecimento do Estado, postura rígida em segurança, redução da máquina pública e defesa aberta de valores conservadores. O resultado colombiano faz parte de uma tendência regional clara. A América do Sul vive um movimento à direita depois de anos de governos progressistas. Javier Milei na Argentina, Daniel Noboa no Equador e Santiago Peña no Paraguai abriram caminho com vitórias decisivas em seus países. A onda pode avançar. A Bolívia elegeu seu novo presidente em outubro de 2025 e encerrou os governos do partido Movimiento al Socialismo. Um mês depois, o Chile aderiu ao grupo de governos de centro-direita após a vitória de José Antonio Kast. A postura internacional de De la Espriella rompe com a administração anterior. O novo presidente eleito aproxima-se de Donald Trump e apoia os modelos de Nayib Bukele em El Salvador e Daniel Noboa no Equador. Em relação à Venezuela, ele mantém posição crítica em relação ao governo. Donald Trump comemora a vitória de Abelardo de la Espriella. Fonte: Truth Social O próprio Noboa celebrou o resultado nas redes sociais. Após o primeiro turno em 31 de maio, o presidente equatoriano escreveu no X: “Parabéns a @ABDELAESPRIELLA por esta vitória!” O apoio reflete a afinidade regional entre os novos líderes da direita latino-americana. A aproximação de Trump e Bukele é decisiva para o setor cripto. Bukele tornou o Bitcoin moeda de curso legal em El Salvador, enquanto Trump impulsiona uma agenda pro-cripto histórica a partir de Washington durante seu segundo mandato presidencial. A proposta blockchain de De la Espriella e o que pode mudar para a indústria cripto? O cerne da proposta tecnológica não é o Bitcoin como ativo monetário, mas o blockchain enquanto infraestrutura para transparência governamental. O programa “Blockchain 2030” sugere registrar as contratações públicas em sistemas rastreáveis e auditáveis em todo o território nacional. A proposta combina blockchain com inteligência artificial no sistema de identificação da DIAN, segurança pública, tributos e uma redução geral da máquina estatal colombiana. A mudança pode ser expressiva para o setor local. Uma agenda com menor carga tributária, maior abertura ao capital privado e digitalização dos serviços públicos pode criar um ambiente mais favorável para empresas de blockchain, fintechs, tokenização, identidade digital e auditorias descentralizadas na Colômbia. Colombia's Bukele? Abelardo De La Espriella Surges Ahead A presidential candidate in Colombia just got 10.3M votes – the highest first-round total in the country's history. @ABDELAESPRIELLA platform includes putting 100% of public contracts on blockchain by 2030. This is… pic.twitter.com/gm9rhB7Ji6 — Andres Meneses (@andreswifitv) June 2, 2026 As stablecoins também devem ganhar espaço. Segundo dados fornecidos pela Valora Analitik, mais da metade das compras de cripto feitas por colombianos termina em stablecoins. O movimento revela uma “dolarização digital” silenciosa, porém significativa. O mercado de remessas reforça esse potencial. A Colômbia recebeu US$ 13,09 bilhões em remessas em 2025, um crescimento de 10,6% em relação a 2024. Muitos usuários agora utilizam stablecoins para transferir esses valores, pois elas são mais rápidas e econômicas que o sistema bancário tradicional. Ainda assim, a vitória não implica a adoção oficial do Bitcoin como moeda de curso legal, tampouco contempla a formação de uma reserva estatal em BTC. “… Este não é o experimento com Bitcoin de El Salvador. Não se trata de adotar uma moeda como curso legal. A proposta é usar blockchain como infraestrutura para transparência governamental. Contratos inteligentes para licitações públicas. Gastos auditáveis por cidadãos. Registros imutáveis”, ressaltou o analista Andrés Meneses no X. A Colômbia possui uma taxa de adoção de criptomoedas de 20,2%. Fonte: rankingslatam Como isso se compara à postura de Gustavo Petro? Gustavo Petro manteve uma postura tímida em relação ao setor de cripto durante seu mandato. O governo avançou no projeto do peso digital do Banco Central, porém nunca apresentou regulações específicas para as criptomoedas, mantendo o setor em uma área cinzenta. O contraste com De la Espriella é expressivo. Enquanto o governo Petro priorizou uma moeda digital sob comando estatal, o novo presidente aposta em blockchain descentralizado para ampliar a transparência no setor público e busca maior abertura ao mercado privado no país. A diferença ideológica também traz efeitos internacionais. Petro construiu parcerias com governos de esquerda, incluindo o de Maduro na Venezuela. De la Espriella se alinha com Trump, Bukele e Noboa, o que pode reorganizar rapidamente a geopolítica das criptos na região. Por outro lado, o novo governo precisará enfrentar o desafio de proteger usuários contra esquemas de pirâmide sem sufocar a inovação tecnológica. Com De la Espriella confirmado como presidente eleito, a Colômbia pode se tornar um novo polo regional para blockchain estatal, stablecoins e serviços de fintech. Essa mudança acompanha a onda pró-cripto que já marca boa parte da América Latina neste ciclo político. 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Twitter liderado por Elon Musk (X) sofre instabilidade temporária
Na tarde de 22 de junho de 2026, pelo horário de Brasília, o X está apresentando falhas intermitentes para diversos usuários ao redor do mundo. Embora grandes sites de monitoramento como Downdetector não registrem uma indisponibilidade massiva neste momento, notificações de usuários ultrapassaram níveis considerados normais na última hora. X enfrenta instabilidade temporária Entre as reclamações mais comuns estão falhas para carregar feeds e publicações (mensagens de erro “as postagens estão carregando”), dificuldades para curtir ou interagir com conteúdos, travamentos do aplicativo e lentidão tanto na versão web quanto móvel. Relatos em tempo real no próprio X demonstram a insatisfação: usuários informam mensagens como “Algo deu errado” ao tentar curtir publicações, linhas do tempo travadas em telas de carregamento e erros esporádicos de “inacessível” em diversos países, incluindo Estados Unidos, Japão, Filipinas e Suécia. My full time job is down keh 💔😂 — Chuqu_Mah (@Chuqu_Mah) June 22, 2026 Siga nosso perfil no X para receber as últimas notícias em tempo real Alguns usuários sugerem que o motivo possa ser ataques DDoS ou apenas mais um problema rotineiro na infraestrutura do X. A situação segue um padrão recente de instabilidade. Ontem, 21 de junho, o X teve uma queda confirmada que durou cerca de uma hora, e a empresa já enfrentou diferentes interrupções ao longo de 2026. As causas raramente são oficialmente informadas pelo X, mas em episódios anteriores, houve associação com volumes elevados de acessos, manutenção de servidores ou supostos ataques externos. A equipe de Elon Musk costuma solucionar rapidamente os incidentes, em alguns casos, em poucos minutos até uma hora. O artigo Twitter liderado por Elon Musk (X) sofre instabilidade temporária foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ativos tokenizados podem chegar a US$ 6,78 trilhões, diz Binance Research
O mercado de ativos do mundo real tokenizados superou US$ 10 bilhões em capitalização em junho de 2026. E pode ir muito além. A projeção mais otimista aponta para US$ 6,78 trilhões nos próximos anos, valor 645 vezes maior que o patamar atual. Os números estão no relatório “Mercados acionários que não dormem”, divulgado hoje (22) pela Binance Research. O braço de pesquisa pertence à maior corretora de criptomoedas do mundo. O que são ativos tokenizados? Ativos do mundo real tokenizados são conhecidos pela sigla RWA, do inglês “real world assets”. O termo descreve ativos tradicionais que ganham uma versão digital registrada em blockchain. Blockchain é a rede que registra e valida as operações de forma pública e distribuída. Ações, títulos e commodities entram nesse formato e passam a ser negociados como tokens. A tecnologia permite oferecer esses ativos para investidores no mundo todo. Também viabiliza aportes menores, já que o investidor compra apenas uma fração do ativo. Ativos tokenizados crescem dez vezes desde 2024 A capitalização dos ativos tokenizados era de cerca de US$ 1 bilhão no início de 2024. Desde então, o setor cresceu dez vezes. Para a Binance Research, o avanço sinaliza uma mudança estrutural. Muda a forma como ativos tradicionais são emitidos, acessados e negociados. A adoção acelerou no quarto trimestre de 2025. O principal motor foi a valorização das commodities, que levou um volume expressivo de negócios para a blockchain. No auge desse movimento, o volume semanal de ativos tokenizados chegou perto de US$ 20 bilhões. O número mostra a capacidade dessa classe de ativos de absorver fluxos em escala institucional. O volume se normalizou depois disso. Em 2026, a média semanal negociada ficou em US$ 735 milhões. A tendência geral, porém, segue de alta. Quem investe em ações tokenizadas? O perfil de quem compra ações tokenizadas chama atenção. Cerca de 80% desses investidores estão em países emergentes, segundo dados da Binance. Outro ponto: cerca de 93% deles compram frações. O valor médio investido é de US$ 18,81, ou R$ 96,94. Os números refletem uma mudança no mercado global de ações. Pequenos investidores de economias emergentes passam a ter acesso a ativos antes restritos. Por que os ativos tokenizados ainda estão no começo? Mesmo acima de US$ 10 bilhões, o setor mal arranhou seu potencial. A taxa de penetração é inferior a 0,01%. Na prática, menos de 0,01% do mercado tradicional que poderia ser tokenizado virou ativo digital em blockchain. O dado indica que o setor está em estágio inicial em todo o mundo. Quatro cenários para os ativos tokenizados A Binance Research montou quatro cenários para o futuro do setor. Cada um considera ritmos diferentes de adoção institucional, avanço regulatório e evolução da infraestrutura. No cenário conservador, a capitalização chega a US$ 203 bilhões, alta de 18 vezes. A penetração de mercado fica em 0,12%. Reflete adoção institucional gradual e mais clareza nas regras. No cenário base, o valor sobe para US$ 661 bilhões, alta de 62 vezes. A penetração atinge 0,4%, com mais plataformas envolvidas e infraestrutura amadurecendo. No cenário otimista, o mercado alcança US$ 1,6 trilhão, alta de 156 vezes. A penetração chegaria a 1%. O patamar é possível se produtos tokenizados virarem padrão nas grandes plataformas financeiras. No caso excepcional, a capitalização atinge US$ 6,78 trilhões, alta de 645 vezes, com penetração de 4%. O cenário pressupõe alta liquidez, interoperabilidade entre blockchains em larga escala e regras que acomodem a propriedade de ativos onchain. Para a Binance Research, a tokenização pode transformar a infraestrutura dos mercados globais. A condição é seguir uma trajetória parecida com a de outras inovações financeiras, conectando ativos tradicionais à economia digital. O artigo Ativos tokenizados podem chegar a US$ 6,78 trilhões, diz Binance Research foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Strategy compra 520 Bitcoin enquanto acumula reserva de US$ 1,4 bilhão em caixa
A Strategy adquiriu 520 Bitcoin por aproximadamente US$ 35 milhões no período de análise mais recente e elevou sua reserva dedicada em dólar em US$ 300 milhões, chegando a US$ 1,4 bilhão. A atualização, divulgada pelos canais oficiais e painel corporativo, demonstra uma abordagem cautelosa nas operações de tesouraria em Bitcoin, priorizando liquidez para suportar compromissos recorrentes provenientes da emissão de ações preferenciais. Liquidez ganha destaque na estratégia da Strategy A Strategy (rebatizada de MicroStrategy) adota o Bitcoin como principal ativo de tesouraria desde 2020, sob a liderança do Chairman Michael Saylor e do presidente e CEO Phong Le. A empresa capta recursos principalmente por meio de vendas de ações ordinárias no mercado e ações preferenciais perpétuas (como a série STRC) para financiar aquisições, acompanhando métricas internas como Bitcoin por ação e rendimento de BTC para avaliar o ganho aos acionistas. Segundo os dados mais recentes, a Strategy possui 847.363 BTC, avaliados em cerca de US$ 54 bilhões com o preço próximo de US$ 64.200 por unidade. Posição em Bitcoin da Strategy. Fonte: Strategy O custo agregado das aquisições gira em torno de US$ 64 bilhões. A abordagem posicionou a empresa como maior investidora corporativa de Bitcoin, utilizando instrumentos de crédito e participação acionária para ampliar a exposição enquanto administra os compromissos financeiros associados. No período coberto pela mais recente divulgação, a Strategy comprou 520 BTC por US$ 35 milhões. Strategy has increased its USD Reserve by $300 million to $1.4 billion and plans to continue replenishing it to support the credit quality of its Digital Credit securities. We also acquired 520 BTC for $35 million, increasing our $BTC Reserve to ₿847,363. $MSTR $STRC.… — Strategy (@Strategy) June 22, 2026 Esse volume representa uma queda em relação à semana anterior, quando adquiriu 1.587 BTC por US$ 100 milhões. Paralelamente, destinou recursos ao fortalecimento da reserva em dólar, atingindo US$ 1,4 bilhão. De acordo com o comunicado da empresa, a elevação da reserva reforça a qualidade de crédito de seus títulos Digital Credit e contribui para o cumprimento das obrigações de pagamento vinculadas. Esses instrumentos preferenciais são parte relevante da estrutura de financiamento da Strategy, apresentando exigências de dividendos que demandam gestão prudente de caixa, junto com a acumulação contínua de Bitcoin. O painel revela um preço médio de aquisição de US$ 67.068 na compra dos 520 BTC e mostra os novos números de rendimento de BTC (QTD 8,7%, YTD 11,8% no registro analisado). A estratégia está alinhada à prática de monitorar a exposição por ação ao Bitcoin após considerar as emissões de novos papéis. Impactos para o balanço e execução da Strategy Ao moderar o ritmo das aquisições de Bitcoin e reforçar as reservas em caixa, a Strategy demonstra disciplina operacional dentro do modelo já consolidado. A reserva de US$ 1,4 bilhão atua como amortecedor para dividendos prioritários e pagamentos de dívidas, reduzindo dependência de venda de ativos ou novas captações em momentos de pressão nos mercados. Isso reflete o histórico da empresa de alocação dinâmica de capital, captando recursos quando as condições de mercado são favoráveis e alocando-os em Bitcoin, ao mesmo tempo em que gerencia custos fixos de sua estrutura de capital. A atualização destaca o equilíbrio entre o objetivo de acumulação e a gestão de liquidez. As posições em Bitcoin da Strategy continuam aumentando, reforçando a liderança, enquanto a ampliação das reservas indica foco em sustentabilidade e métricas de crédito relacionadas ao programa de ações preferenciais. Novas divulgações semanais indicarão se o ritmo moderado de compras será mantido ou ajustado de acordo com o acesso ao mercado de capitais e metas de reserva. Os relatórios contínuos e as atualizações do painel da empresa devem ampliar a transparência sobre como equilibra o crescimento do indicador de Bitcoin por ação e a resiliência do balanço. O artigo Strategy compra 520 Bitcoin enquanto acumula reserva de US$ 1,4 bilhão em caixa foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.