Regulação cripto avança no Brasil e impõe novo desafio às exchanges e áreas de compliance
O avanço da regulação do mercado de cripto no Brasil está colocando empresas do setor diante de um novo ciclo de adaptação. Embora esperado há anos, o ritmo acelerado das novas normas tem surpreendido parte dos players e exigido mudanças estruturais nas operações.
No palco Digital Assets do Smart Summit, nesta quinta-feira (16), executivos do setor destacam que o momento atual representa um período de transição complexa, especialmente para áreas de compliance, que precisarão adaptar processos enquanto as empresas continuam operando normalmente.
Renata Mancini, responsável por compliance da Ripio; Thiago Sarandy, chefe de Assuntos Regulatórios e Jurídicos da Binance no Brasil e El Salvador; Daniel de Paiva, advogado especialista em cripto; e Renan Ramos, head de vendas institucionais da Kraken, conversaram sobre a temática.
Velocidade da regulação desafia o mercado
Thiago Sarandy, Chefe de Assuntos Regulatórios e Jurídicos da Binance no Brasil e em El Salvador, lembrou que representantes das exchanges participaram das discussões regulatórias e o setor já antecipava parte das mudanças. A Ripio, associada à ABCripto, por exemplo, participou também ativamente de debates com o Banco Central do Brasil e com o Congresso Nacional ao longo dos últimos anos.
Mesmo assim, o volume recente de normas e consultas públicas tem chamado a atenção pela velocidade. Segundo Renata, as novas diretrizes vêm sendo publicadas em sequência nas últimas semanas, o que aumenta a pressão sobre times regulatórios e jurídicos.
O desafio não se limita apenas ao cumprimento de novas normas. O compliance no mercado cripto envolve múltiplas camadas regulatórias, que incluem tanto regras tradicionais do sistema financeiro quanto novos marcos específicos para ativos digitais.
Para as empresas que já operam no país, o cenário exige um esforço adicional de adaptação. Mancini disse que, por mais que esteja acostumada com a regulação, afirmou que será muito difícil.
E acredito que a palavra agora é desafiadora, disse no palco do Digital Assets. As empresas que já estão funcionando vão precisar trocar o pneu com o carro andando.
Daniel de Paiva, advogado e um dos maiores especialistas em regulamentação cripto no Brasil, complementou.
Eu acho que quando a gente pensa em compliance cripto, são múltiplas camadas. Então, da mesma forma como a gente tem múltiplas blockchains interoperáveis, você tem que, como o chefe de compliance, saber interoperar o número tradicional de uma resolução 3978, que não está sendo atualizada para cripto, mas vai ser atacada por arrastamento.
Na prática, profissionais da área precisam lidar simultaneamente com:
regulações históricas do sistema financeiro;
novas normas voltadas ao mercado de cripto;
regimes regulatórios ainda em fase de implementação;
integração entre infraestrutura financeira tradicional e tecnologias baseadas em blockchain;
Executivos do setor descrevem esse cenário como um ambiente regulatório “interoperável”, no qual diferentes conjuntos de regras convivem simultaneamente — de forma semelhante à interoperabilidade entre blockchains. Assim, a regulação passa a funcionar como o principal eixo organizador do mercado, influenciando diretamente o desenvolvimento de produtos e serviços.
Derivativos cripto seguem como oportunidade não explorada
Entre os produtos ainda considerados prioritários pelo setor está o mercado de derivativos de cripto no Brasil.
Paiva destacou que o tema já chegou a ser discutido no âmbito legislativo durante debates sobre medidas provisórias, quando houve tentativas de criar um ambiente regulatório mais claro para esses instrumentos.
As iniciativas, no entanto, não avançaram. Para parte do mercado, ainda falta uma abordagem mais estratégica na formulação de políticas públicas voltadas ao setor.
A avaliação é que o debate regulatório frequentemente se concentra em temas tributários, como possíveis incidências de impostos, enquanto oportunidades de inovação financeira acabam ficando em segundo plano.
Segundo Paiva, o derivativo hoje é um dos produtos que a gente mais sonha em ver viabilizado no Brasil. É uma situação que poderia trazer mais receita para o país.
Então, talvez falte um pouco de visão para a confecção de políticas públicas, viabilizando o produto, ao invés de pensar, por exemplo, em IOF sobre stablecoins, só para dar um exemplo gritante, pontou Daniel de Paiva.
Thiago Sarandy, acredita que, conceitualmente, o Banco Central se inspirou, efetivamente, na regulação bancária, que ele já conhecia, para trazer esses players novos, esse setor novo do BC para dentro dessa realidade.
Existem erros, existem acertos, existem coisas que precisam melhorar. Inicialmente, você tem alguns produtos do mercado cripto tradicional que estão sendo facilitados pelas instituições bancárias. Um deles, por exemplo, é o produto macro. Percebemos que esse mercado cripto tem uma breve contextualização.
Mercado cripto cresce em ritmo acelerado no mundo
As discussões regulatórias acontecem em um momento de expansão significativa da indústria cripto no cenário global. A Binance, por exemplo, já ultrapassou 300 milhões de clientes, com a abertura diária de aproximadamente 150 mil a 200 mil novas contas.
É um setor que tem crescido absurdamente mundialmente. É um setor que está batendo 800 milhões de usuários globais, completa Sarandy.
E esses 800 milhões de usuários globais já movimentam mais stablecoins do que cartão de crédito de toda a população global. Então, efetivamente, é um setor grande. O Brasil, quem é o Brasil nisso tudo? O Brasil é o quinto maior em adoção.
Conceitualmente, a gente não pode permitir que uma regulação, seja do Banco Central, seja da Fazenda, seja da CVM, seja de qualquer regulador ou autoridade, estrague esse momento tão positivo do país, que é um protagonista nesse setor, acrescentou o executivo da Binance.
Nesse contexto, especialistas avaliam que o próximo ciclo regulatório será particularmente intenso para profissionais de compliance.
Banco Central adota abordagem inspirada no sistema bancário
Na visão dos participantes da indústria, o modelo regulatório que vem sendo desenvolvido pelo Banco Central do Brasil parte de uma lógica já conhecida: a regulação bancária tradicional.
A estratégia foi trazer os novos players do mercado cripto para um ambiente regulatório semelhante ao aplicado às instituições financeiras.
Segundo os executivos do setor, essa abordagem possui acertos importantes, mas também apresenta desafios, já que a infraestrutura do mercado de ativos digitais é diferente da do sistema financeiro tradicional.
Reconhecimento da natureza global do mercado
Entre os pontos considerados positivos pela indústria está o reconhecimento, por parte do regulador, de que o mercado cripto possui natureza global. Essa visão permitiu avanços importantes no modelo regulatório brasileiro, como:
possibilidade de contratação de custodiantes no exterior
utilização de provedores internacionais de liquidez
manutenção de books globais de negociação
Essas decisões foram consideradas estratégicas para preservar a competitividade das exchanges que operam no Brasil.
Caso essas estruturas fossem obrigadas a se localizar exclusivamente no país, Sarandy e Paiva alertam que poderia haver fragmentação de liquidez e redução da eficiência do mercado.
Disputa regulatória sobre liquidez global
Um dos temas mais sensíveis nas discussões entre o setor e o Banco Central foi justamente o tratamento do chamado book global de liquidez. Parte da indústria temia que o mecanismo fosse enquadrado como operação cambial, o que poderia exigir regras adicionais ou até a localização da liquidez no território brasileiro.
Esse cenário poderia gerar impacto direto no funcionamento das plataformas de negociação. Após debates com o setor, o regulador acabou permitindo a manutenção dessa estrutura global — uma decisão considerada uma vitória para o mercado.
A avaliação do grupo é de que regras bem calibradas podem consolidar o país como um dos principais polos globais do setor, enquanto uma regulação excessivamente restritiva poderia comprometer o momento positivo vivido pelo mercado brasileiro de ativos digitais.
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Por que este mercado de baixa cripto é diferente de 2022?
Esqueça liquidações em pânico e colapsos no estilo FTX. O mercado de baixa das criptos em 2026 mostra-se lento, persistente e estruturalmente diferente de 2022.
Não há explosões em cascata, insolvências em massa ou pânico existencial. Instituições, órgãos reguladores e a adoção prática estão, de forma discreta, estabilizando o setor.
Instituições impulsionam o mercado de cripto
Em ciclos anteriores, operadores de varejo e alavancagem aumentaram as quedas. Hoje, as instituições atuam como força estabilizadora.
ETFs de Bitcoin à vista detinham quase US$ 91 bilhões no momento desta reportagem, segundo dados da Glassnode, enquanto tesourarias corporativas fazem hedge estratégico e investidores de longo prazo seguem comprando.
Saldos de Bitcoin em tesourarias. Fonte: Glassnode
O ponto positivo desta vez, em relação a ciclos anteriores, é que não houve colapsos diretos em cripto. Na verdade, o fundamento está indo muito bem agora”, afirmou Geoff Kendrick, chefe global de Pesquisa de Ativos Digitais do Standard Chartered.
Acúmulo por grandes investidores, baixa nas reservas das exchanges e fluxo de capital disciplinado ajudam o mercado cripto a evitar o caos vivido em 2022.
Em vez de vendas em massa, saídas táticas reposicionam o mercado cripto de forma gradual.
BeInCrypto Expert Council: Geoff Kendrick, Matt Hougan, Michael Walsh
Clareza regulatória e ajuste de avaliação
Diferente do caos sem regulação de 2022, novas regras como a Lei GENIUS para stablecoins e a CLARITY Act para tokens deslocam a avaliação dos ativos: deixa-se o discurso especulativo para priorizar modelos baseados em fluxo de caixa.
“Este é um inverno cripto diferente, pois todos os fundamentos evoluem de forma positiva entre desenvolvedores do setor. Atualmente, não há dúvidas existenciais”, acrescentou Matt Hougan, CIO da Bitwise Asset Management.
Altcoins atravessam um mercado de baixa estrutural desde 2021, com liquidez cada vez mais direcionada aos projetos de maior robustez.
Os projetos frágeis perdem força enquanto as iniciativas sólidas expandem, sinalizando um estágio típico de mercados maduros, sem colapsos provocados por pânico.
Ambiente macroeconômico e dinâmica de liquidez
Em 2026, a liquidez global mostra dinâmica diferente de 2022. Pressões deflacionárias, adoção da IA e políticas mais cautelosas do Fed resultam em ajustes de ativos de forma não sincronizada.
Ativos de crescimento e perfil arrojado apresentam desempenho superior frente ao mercado amplo, em contraste com as quedas simultâneas observadas há quatro anos.
There is nothing similar to the 2022 bear market. Back then, liquidity peaked across all assets, causing everything to decline in unison.
Risk-on and growth assets suffered the worst, dramatically underperforming the broader market.
This time, we're seeing different asset…
— The Great Mattsby (@matthughes13) March 9, 2026
Saídas táticas, e não liquidações forçadas, sustentam a liquidez e estimulam a consolidação do setor.
O fornecimento de stablecoins, TVL em DeFi e a infraestrutura on-chain permanecem resilientes, indicando adoção concreta apesar da superfície volátil.
Fornecimento de stablecoins. Fonte: DefiLlama
Resiliência on-chain e métricas de uso
De fato, mesmo com quedas de preços, o uso da blockchain segue aumentando. Stablecoins cresceram 50%, volumes liquidados aumentaram 18%, operações peer-to-peer avançaram 31% e número de aplicativos subiu 36% em 2025.
Placar das criptos em 2025. Fonte: Jamie Coutts, Chief Crypto Analyst na Real Vision
Plataformas como protocolos de agentic finance, ações tokenizadas e DeFi institucional surgem como impulsionadores iniciais. Essas tendências indicam que o mercado está passando por uma reestruturação, e não entrando em colapso.
“… Não vimos falências generalizadas de empresas. É muito, muito diferente”, afirmou Michael Walsh à BeInCrypto durante o Expert Council.
Walsh preside uma subsidiária do Standard Chartered e uma entidade da Kraken.
Um mercado em dois ritmos
O cenário atual é de uma economia de duas velocidades porque:
A especulação caiu drasticamente, enquanto
a utilidade segue crescendo.
A adoção de IA e a tokenização estão abrindo caminho para uma nova avaliação do mercado, mas os fluxos ainda não convenceram a reorientação das prioridades do setor.
A recuperação, se acontecer, tende a ser gradual, seletiva e direcionada por adoção, evitando movimentos pautados apenas em narrativas.
“… Todos os sinais de um típico mercado de baixa das criptos estão presentes, mas os fundamentos evoluem mesmo com a liquidação de tokens”, destacou Mike Ippolito, ao evidenciar o descompasso entre o comportamento dos participantes e a geração de valor efetiva.
Então, qual é a conclusão?
Embora quedas de 60–70% ainda sejam possíveis, o bear market cripto de 2026 se mostra mais resiliente, com ancoragem institucional e foco em fundamentos.
Desempenho de preço do Bitcoin. Fonte: TradingView
O ciclo atual parece uma reorganização do mercado, não uma falha sistêmica. Instituições, pioneiros e desenvolvedores estruturam silenciosamente as bases para um possível novo movimento de alta, tornando este período diferente do caos enfrentado em 2022.
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TRON agora tem mais USDT que o Ethereum: o que isso representam para a TRX?
Em 2026, a Tron (TRX) reforça sua posição como principal rede de infraestrutura para a stablecoin líder, a Tether (USDT). O valor de mercado da USDT na TRON atingiu um novo recorde, ultrapassando US$ 85,3 bilhões.
Ao mesmo tempo, novos avanços em sistemas de pagamento agentic podem ampliar ainda mais a demanda por TRX.
US$ 160 bilhões em transferências semanais de stablecoins impulsionam demanda por TRX
Recentemente, a Tether emitiu mais 1 bilhão de USDT na rede TRON. Com isso, a oferta circulante total de USDT na TRON passou a US$ 85,3 bilhões, superando a Ethereum. Esse marco reforça a posição dominante da TRON no setor de stablecoins.
Tether minted another 1B $USDT on #Tron 6 hours ago.
The circulating supply of $USDT on #Tron has reached 85.3B, far more than on #Ethereum.https://t.co/2wFo2DEvz3 pic.twitter.com/YPmRZ7nFHM
— Lookonchain (@lookonchain) March 12, 2026
O valor de mercado total de todas as stablecoins na TRON já ultrapassa US$ 86,6 bilhões, o maior nível já registrado.
Dados da Artemis Analytics mostram uma correlação direta entre o volume de transferência de stablecoins e o preço da TRX.
Nos últimos três anos, o volume semanal de transferência de stablecoins cresceu de forma expressiva. O montante saiu de menos de US$ 80 bilhões para US$ 160 bilhões por semana, representando um avanço de 100%.
Preço do Tron vs. Volume de Transferência de Stablecoin. Fonte: Artemis.
O preço da TRX também avançou junto com o aumento do volume de stablecoins. O crescimento ficou ainda mais evidente do fim de 2024 até 2025–2026. Nesse período, a TRON processou trilhões de dólares em transferências de USDT a cada ano. Apenas em 2025, a rede movimentou US$ 7,9 trilhões em volume de transações de stablecoins.
A TRON não utiliza modelo de gás como a Ethereum, mas adota um sistema baseado em banda larga e energia para medir e alocar recursos.
Usuários precisam queimar a TRX para obter mais banda larga e energia. Esses recursos são necessários para realizar transações na rede, incluindo transferências de stablecoin.
Por isso, a demanda por transações de stablecoins impacta diretamente a procura por TRX. Dados da DefiLlama indicam que a receita da TRON, medida pela quantidade de TRX queimados como taxas de transação, lidera o mercado nos períodos de 24 horas, 7 dias e 30 dias. Supera concorrentes como Ethereum, Solana, BNB Chain e Base.
Receita por redes. Fonte: DefiLlama
Além disso, a TRON DAO anunciou recentemente participação na Agentic AI Foundation, um projeto da Linux Foundation, como sócia Gold e representante no conselho. A organização concentra-se em desenvolver infraestrutura aberta para sistemas autônomos de IA, conhecidos também como agentic IA.
“… A IA precisa de liquidação em tempo real. A TRON é onde as stablecoins circulam em grande escala.” — afirmou Justin Sun, fundador da TRON, em publicação na X.
A junção da alta liquidez de stablecoins na TRON e a infraestrutura de IA em desenvolvimento pode impulsionar uma nova onda de aplicações. Esse avanço tende a elevar a demanda pela rede e valorizar a TRX.
Outro destaque importante veio em março. A ação movida pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos contra a Tron Foundation e Justin Sun foi oficialmente encerrada. Um juiz homologou a decisão final e arquivou todas as acusações de forma definitiva.
Essa resolução elimina uma incerteza jurídica que persistia desde 2023. O desfecho pode restaurar a confiança de investidores e atrair capital para a TRX.
Apesar desses fatores favoráveis, investidores mantêm cautela na hora de manter altcoins em carteira. Segundo dados do BeInCrypto, o preço da TRX teve queda de cerca de 20% desde agosto do ano passado. No momento desta reportagem, o ativo é negociado próximo de US$ 0,29.
No entanto, o forte crescimento na atividade de stablecoins, os avanços de infraestrutura em IA e a eliminação de riscos jurídicos podem absorver a pressão vendedora. Tais fatores podem também favorecer uma possível recuperação do preço da TRX.
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Zoomex se une à TGR Haas F1 e Emiliano Martínez no Road to the Championship 2026
Enquanto a equipe TGR Haas F1 apresenta seu novo VF-26 para a temporada de 2026, a Zoomex anuncia sua parceria para o segundo trimestre de 2026. Paralelamente, o goleiro Emiliano Martínez seguirá atuando como Embaixador Global da Marca.
Em 2026, a Zoomex define o ano como seu “Ano das Grandes Decisões”, lançando a iniciativa anual Road to the Championship, aproveitando o duplo impulso da Fórmula 1 e do futebol mundial. Ao unir-se à intensidade dessas duas modalidades, a plataforma convida os usuários a vivenciar a agilidade do controle do ritmo e a determinação de defender a vitória.
TGR Haas F1 apresenta o VF-26 para a nova temporada, com Zoomex como principal parceiro de patrocínio
O recém-lançado VF-26 da TGR Haas F1 apresenta precisão aerodinâmica aprimorada, integração de chassi atualizada e fortalecimento do feedback de dados em tempo real com coordenação de execução na pista. Na Fórmula 1, a vitória é determinada não apenas pela velocidade, mas pela confiabilidade do sistema, fundamentada em eficiência e estabilidade.
Essa filosofia está alinhada com o foco histórico da Zoomex em estabilidade da plataforma, padrões de segurança e força técnica. Nesta parceria, a Zoomex não se posiciona apenas como patrocinadora, mas como parceira de verdadeira ressonância técnica — aprimorando continuamente a infraestrutura central e os mecanismos de controle de riscos para oferecer um ambiente de negociação de alto desempenho, estável e transparente, promovendo uma relação duradoura de confiança na segurança de ativos.
A equipe TGR Haas F1 declarou:
“O VF-26 representa nossa constante evolução em arquitetura de engenharia e execução na pista. Nossas metas para a nova temporada continuam claras: aprimorar constantemente o desempenho geral por meio da estabilidade do sistema e da colaboração da equipe num ambiente de intensa competição.”
A Zoomex acrescentou:
“Na pista ou no mercado de negociação, o que realmente determina o resultado nunca é a velocidade momentânea, mas a estabilidade do sistema e a consistência na execução em momentos decisivos. Nossa colaboração com a TGR Haas F1 Team baseia-se em compreensão mútua sobre desempenho sustentável e resultados controláveis.”
As duas partes afirmaram que a ampliação da parceria simboliza valores comuns de mentalidade de engenharia e estabilidade de sistemas, além de consolidar diretrizes para acordos futuros entre marcas de diferentes setores.
Emiliano Martínez segue como embaixador global da marca, representando disciplina em trading e timing crítico
Com o fortalecimento dos laços estratégicos com a TGR Haas F1 Team, a Zoomex também confirmou que Emiliano “Dibu” Martínez, duas vezes vencedor do Troféu Yashin e Luva de Ouro da Copa do Mundo FIFA de 2022, seguirá como Embaixador Global da Marca.
Reconhecido internacionalmente como um dos principais goleiros do mundo, Martínez teve papel decisivo no título argentino e foi essencial para a recuperação do Aston Villa na Premier League. Seus reflexos, decisões rápidas e capacidade de manter o controle sob forte pressão se alinham à ênfase constante da Zoomex em estabilidade, eficiência e segurança.
Seja no campo ou nos mercados financeiros, os resultados dependem de equilíbrio emocional, disciplina, foco e da habilidade de agir no momento certo, com objetividade e firmeza. Essa parceria simboliza a resiliência mental e o profissionalismo necessários para traders de destaque. O acordo também reflete o respeito da Zoomex pelos padrões profissionais de negociação, com destaque para a importância do pensamento de longo prazo, consciência de risco e autodisciplina. Por meio de mecanismos transparentes, infraestrutura estável e sistemas sólidos de gerenciamento de risco, a plataforma fornece uma base confiável para que traders possam priorizar estratégias e execução em um ambiente seguro e claro.
O caminho para o campeonato começa: série de campanhas da Zoomex já está no ar
A TGR Haas F1 Team representa a busca contínua por excelência em engenharia e parâmetros de desempenho, refletindo os pontos fortes da Zoomex na arquitetura técnica e execuções estáveis. Emiliano Martínez, por sua vez, exemplifica a força psicológica e a disciplina fundamentais ao trading profissional. Juntos, evidenciam o ecossistema construído sobre confiabilidade de infraestrutura e precisão operacional.
Com 2026 definido como o “Ano das Grandes Decisões”, a Zoomex lança a iniciativa temática Road to the Championship, além da campanha Rapid Growth Season de fevereiro, que terá premiação total de até US$ 100 mil. Também já está no ar a competição de pontos de previsão da Premier League, que permite acumular pontos com palpites nos jogos e trocar por prêmios exclusivos, como chuteiras autografadas por Emiliano Martínez.
Para a Zoomex, regras justas e transparentes, aliadas a uma sólida estrutura de gestão de riscos, sustentam a atuação dos traders em cenários voláteis. Inspirada pelo espírito de dois campeões e sob o slogan “Domine a Velocidade, Defenda a Vitória”, a Zoomex conecta as energias da F1 e do futebol ao longo do ano, apoiando operadores na busca por padrões mais elevados e crescimento sustentável.
Sobre a Zoomex Exchange
Fundada em 2021, a Zoomex é uma plataforma global de negociação de criptomoedas com mais de 3 milhões de usuários em mais de 35 países e regiões, oferecendo mais de 700 pares de negociação. Guiada pelos valores centrais de “Simples × Intuitivo × Rápido,” a Zoomex também se compromete com os princípios de equidade, integridade e transparência, proporcionando uma experiência de uso eficiente, acessível e confiável.
Com um motor de correspondência de alta performance e exibição clara de ativos e ordens, a Zoomex assegura execuções consistentes e resultados totalmente rastreáveis. Essa abordagem reduz assimetrias de informação e permite que o usuário compreenda exatamente sua posição e cada operação realizada. Ao priorizar agilidade e eficiência, a plataforma segue aprimorando sua estrutura de produtos e a experiência geral, mantendo uma gestão robusta de riscos.
Como parceira oficial da Haas F1 Team, a Zoomex leva o foco em velocidade, precisão e cumprimento confiável das regras das pistas para o cotidiano das negociações. Além disso, a Zoomex mantém uma parceria global exclusiva com o goleiro Emiliano Martínez. Seu profissionalismo, disciplina e regularidade reforçam ainda mais o compromisso da Zoomex com negociações justas e a confiança de longo prazo dos usuários.
Em segurança e conformidade, a Zoomex detém licenças regulatórias como Canada MSB, U.S. MSB, U.S. NFA e Austrália AUSTRAC. A plataforma passou nas auditorias de segurança conduzidas pela Hacken, empresa de blockchain. Atuando em ambiente regulado, com opções flexíveis de verificação de identidade e sistema aberto de negociação, a Zoomex está construindo uma estrutura mais acessível, transparente, segura e simples para usuários em todos os continentes.
Mais informações: Site | X | Telegram | Discord
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Análise Bitcoin: BTC se prepara para hibernação abaixo de US$ 70 mil
O Bitcoin tenta um movimento de consolidação, recuperando rapidamente o nível de US$ 70 mil após semanas de estabilidade. O avanço ainda parece cauteloso, sem grande convicção.
Métricas fundamentais indicam um cenário cada vez mais negativo, sugerindo que o caminho à frente pode ser prolongado e difícil para investidores de BTC que se preparam para os próximos desdobramentos.
O passado do Bitcoin indica seu futuro
A relação de lucro/prejuízo realizado do Bitcoin caiu abaixo do nível crítico de 1,0, o que representa um marco histórico. A média móvel de 90 dias, refletindo o sentimento macro de grande parte dos participantes, ficou negativa pela primeira vez desde 2023. Em todos os episódios anteriores em que esse indicador entrou em território negativo, houve início de mercado baixista com duração de pelo menos seis meses.
Essa situação incomum traz consequências importantes para a perspectiva do Bitcoin no curto prazo. Na última vez em que esse fenômeno ocorreu, o BTC enfrentou um período prolongado de pressão antes de se recuperar. Com o indicador emitindo o mesmo alerta, o Bitcoin pode entrar em fase de dormência que testará até mesmo investidores mais resilientes.
Relação RPL do Bitcoin. Fonte: Glassnode
Traders se preparam para a queda do BTC
As taxas de financiamento das exchanges ficaram fortemente negativas, com posições vendidas superando as compradas nos dados agregados. Essa mudança demonstra um consenso entre participantes de que o preço do Bitcoin pode sofrer novas quedas. Com taxas negativas, operadores que apostam na baixa pagam um prêmio para manter suas posições.
Em outros períodos, taxas altamente negativas sinalizaram concentração pessimista máxima, sem garantir tendência de continuação. Contudo, ao lado de métricas on-chain em deterioração, esse indicativo ganha ainda mais peso. O atual alinhamento entre taxas negativas e queda na relação de lucro/prejuízo realizado fortalece o cenário adverso que pode dificultar tentativas de recuperação do Bitcoin.
Taxas de financiamento do Bitcoin. Fonte: Santiment
Preço do BTC deve recuar
O Bitcoin é negociado a US$ 70.438, tendo retomado brevemente o patamar de US$ 70 mil. Esse nível segue instável diante do cenário de baixa. Os indicadores citados sugerem que a pressão vendedora pode se intensificar, levando novamente o BTC abaixo desse patamar considerado psicologicamente relevante nas próximas sessões.
Análise de preço do Bitcoin. Fonte: TradingView
A perda do suporte de US$ 65.776 exporia o BTC a quedas adicionais até US$ 62.891. Vendas impulsionadas por picos de preço seguem colocando pressão sobre as cotações. Uma ruptura abaixo de US$ 62.891 aceleraria a descida para US$ 59.973, fortalecendo ainda mais o quadro pessimista.
Prejuízos realizados do Bitcoin. Fonte: Glassnode
É possível contrariar a tendência histórica. Um avanço consistente acima de US$ 71.529 abriria caminho para o preço do Bitcoin buscar US$ 74 mil e, posteriormente, US$ 75.850, o que invalidaria totalmente a tese pessimista e mostraria que fatores macroeconômicos positivos superaram os indicadores negativos on-chain.
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CNV da Argentina interrompe stablecoin ARGt e determina sua suspensão imediata
A stablecoin ARGt tornou-se o centro de um novo debate regulatório na Argentina. A Comissão Nacional de Valores (CNV) determinou a interrupção imediata de sua oferta pública após concluir que o ativo virtual pode ser classificado como valor mobiliário conforme as normas do mercado de capitais.
A decisão foi tomada após análise da divulgação de rendimentos vinculados ao token. Para compreender o alcance desta medida e o impacto no ecossistema de cripto argentino, vale revisar os argumentos do órgão regulador.
Por que a CNV considera a stablecoin ARGt um valor mobiliário negociável?
A stablecoin ARGt foi analisada com critérios semelhantes ao conhecido Teste de Howey. O método avalia se o instrumento envolve aplicação de recursos com expectativa de retorno oriundo de esforços de terceiros.
Segundo a autoridade, a divulgação de ganhos de até 32% atrelada ao ativo virtual pode gerar expectativa econômica para os usuários.
Tus Pesos en @belo_app rienden 32% y sin limite de monto. pic.twitter.com/Mjm2hbNWw7
— Manuel ₿eaudroit – belo/acc (@mbeaudroit) January 8, 2026
Esse fator é decisivo na legislação argentina. Se um instrumento atua como contrato de investimento, poderá ser enquadrado como valor mobiliário. A análise do regulador considerou a estrutura econômica do ativo, não apenas sua caracterização tecnológica.
Embora a ARGt tenha sido apresentada como uma stablecoin atrelada na proporção 1:1 ao peso argentino, a CNV verificou que o modelo conta com mecanismos para geração de rendimento por meio de ativos financeiros gerenciados por terceiros.
Na prática, os usuários aportam recursos esperando ganhos provenientes de gestão externa. Diante disso, o órgão determinou que a oferta do ativo pode configurar uma oferta pública irregular, sem autorização prévia.
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Suspensão imediata de listagem, divulgação e comercialização
Ao final da análise, a CNV determinou a paralisação imediata da listagem, promoção e negociação do ativo virtual ARGt no país. A medida afeta tanto a intermediação quanto atividades de divulgação dirigidas ao público investidor.
O órgão apontou que a stablecoin estava sendo oferecida em plataformas digitais e canais públicos sem autorização para oferta pública.
Nesse contexto, a CNV determinou que a empresa BELO ARGENTINA S.A., registrada como prestadora de serviços de ativos virtuais, suspenda sua oferta no território nacional.
Regulador argentino determina suspensão da stablecoin ARGt. Fonte: CNV
A emissora TWIN FINANCE também recebeu ordem para interromper qualquer promoção ou envolvimento relacionado ao ativo. A autoridade explicou que prestadores de serviço cripto podem oferecer ativos virtuais, mas não valores mobiliários sem a devida autorização.
“Exatamente o oposto do que eu votei, revoguem esse regulamento mal feito”, afirmou Tomás Castro, da Centrifuge, no X.
Além disso, a CNV destacou que não foi encontrada informação societária clara sobre a emissora, nem documentação completa acessível como white paper. Essa ausência de transparência também foi considerada na análise regulatória.
Em resumo
A decisão da CNV sobre a stablecoin ARGt mostra como os reguladores adaptam regras tradicionais do mercado de capitais para ativos digitais.
Quando um token inclui promessa de rendimento, pode ser tratado como instrumento financeiro sujeito à regulação.
O caso demonstra que a análise jurídica independe da classificação tecnológica do ativo envolvido.
As autoridades direcionam o foco principalmente à estrutura econômica e à expectativa de retorno ao investidor.
Tem algo a acrescentar sobre a decisão da CNV da Argentina envolvendo a stablecoin ARGt ou outro tema? Escreva para nossa redação ou participe do debate no canal da BeInCrypto no Telegram e nas nossas Newsletters. Também estamos no Facebook e no X.
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Zoomex usa IA e dupla liquidez para melhorar execução de ordens
Enquanto os mercados de criptomoedas enfrentam mudanças de liquidez e críticas institucionais crescentes no início de 2026, a infraestrutura de negociação passa a ser o principal diferencial competitivo. Se, antes, os ciclos de mercado giravam em torno de listagens de tokens e produtos especulativos, o primeiro trimestre de 2026 indica uma mudança estrutural para a confiabilidade de desempenho, transparência na execução e automação com controle de risco.
Nesse cenário, exchanges que incorporam inteligência artificial em seus sistemas de negociação, especialmente por meio de layers de execução inteligentes e ferramentas de otimização de estratégia, vêm recebendo atenção renovada de usuários individuais e instituições.
Fundada em 2021, a Zoomex se destaca entre as plataformas que apostam em arquitetura de negociação de alta performance aliada a uma interface simplificada. A exchange declara mais de 3 milhões de usuários registrados em mais de 35 países e regiões, ofertando mais de 700 pares de negociação e acima de 590 contratos perpétuos.
Execução aprimorada por IA em um mercado sensível à liquidez
O primeiro trimestre de 2026 evidenciou uma fragmentação crescente da liquidez entre os mercados de ativos digitais, com fluxo de capital transitando rapidamente entre diferentes plataformas e derivativos. Nesse contexto, fatores como latência, precisão no roteamento e profundidade do livro de ofertas passaram a ser determinantes para o desempenho nas operações.
A Zoomex informa que sua interface opera com latência inferior a 10 milissegundos, sustentada por um motor de correspondência desenvolvido para manter a estabilidade em momentos de alto volume. Além da velocidade, a plataforma integra otimização impulsionada por IA diretamente à sua arquitetura de execução.
Em vez de funcionar como uma ferramenta independente, a inteligência artificial age dentro do framework duplo de liquidez da exchange, avaliando a profundidade de mercado em tempo real, padrões de volatilidade e desequilíbrio no livro de ofertas para melhorar o roteamento e reduzir o slippage. O objetivo dessa integração é preservar a integridade dos preços e aprimorar a consistência na execução.
Tecnologias como o COSIGN, que a plataforma classifica como componente analítico com IA, utilizam aprendizado de máquina e reconhecimento de padrões para analisar dados de mercado ininterruptamente. A meta não é fazer previsões especulativas, mas sim otimização estrutural — promovendo transparência, reduzindo assimetrias de informação e fortalecendo a resiliência operacional.
À medida que os padrões institucionais se intensificam em 2026, exchanges que incorporam IA na infraestrutura, e não apenas na camada visual, se alinham mais às demandas crescentes por equidade, estabilidade e desempenho.
Modelo duplo de pool de liquidez
A Zoomex opera com estrutura de duplo pool de liquidez, que reúne liquidez interna e profundidade de mercado agregada de fontes externas para reforçar a resiliência do livro de ofertas. Em 2026, diante do ambiente fragmentado em que a liquidez oscila entre diferentes plataformas, exchanges que dependem de origem única frequentemente enfrentam spreads mais largos e falhas de execução em momentos de volatilidade.
Ao distribuir exposição entre dois fluxos de liquidez, o modelo busca mitigar o risco de concentração e garantir a continuidade de preços. As informações da plataforma indicam que, em situações de estresse extremo, essa estrutura pode assegurar até 30% mais redundância efetiva do livro de ofertas em comparação com plataformas de origem única — proteção relevante para quem opera contratos perpétuos alavancados.
A inteligência artificial sustenta esse framework ao monitorar continuamente a distribuição da liquidez, condições de volatilidade e desequilíbrios no livro de ofertas dos dois pools. O roteamento orientado por IA adapta os caminhos de execução em tempo real para minimizar slippage e estabilizar preços.
Mais que ampliar o acesso à profundidade, o modelo de duplo pool funciona como mecanismo de resiliência que reforça a integridade das execuções em mercados sensíveis à liquidez.
Simplicidade como estratégia de infraestrutura
Embora recursos institucionais tenham ganhado importância, a conquista e retenção de clientes segue diretamente ligada à usabilidade. A Zoomex estrutura sua filosofia de produto em três eixos: simplicidade, facilidade de uso e rapidez.
A interface de negociação prioriza clareza na exibição de ativos, transparência em tempo real dos pedidos e rastreabilidade dos resultados. A visibilidade das ordens é destacada como forma de mitigar assimetria de informações — preocupação recorrente em derivativos.
A verificação de identidade opcional faz parte do mesmo enfoque. Enquanto a regulação segue como prioridade, flexibilizar os caminhos de onboarding reflete o debate contínuo do setor quanto ao equilíbrio entre conformidade e acesso.
Segurança e alinhamento regulatório
O primeiro trimestre de 2026 registrou cautela institucional prolongada após episódios de volatilidade e eventos de liquidez em plataformas centralizadas. Como resposta, exchanges passaram a evidenciar ainda mais credenciais regulatórias e auditorias de terceiros.
A Zoomex é registrada no Canadá (MSB), nos Estados Unidos (MSB e NFA) e na Austrália (AUSTRAC). A plataforma foi auditada pela empresa de segurança blockchain Hacken.
A proteção de ativos opera com estrutura de carteiras frias e quentes multiassinatura, configuração que visa reduzir vulnerabilidades de ponto único. Com o aumento da presença institucional nos derivativos de cripto, salvaguardas do tipo passam a ser exigência básica, não diferenciais.
Posicionamento de marca e visibilidade global
Além da infraestrutura, a Zoomex estabeleceu parcerias estratégicas globais, entre elas como exchange cripto oficial da equipe de Fórmula 1 Haas. A empresa também celebrou acordo exclusivo de embaixador global com o goleiro Emiliano Martínez.
Ainda que patrocínios não se traduzam diretamente em desempenho, alianças do tipo evidenciam esforço para associar a negociação a temas como precisão, velocidade e execução baseada em regras — características cada vez mais presentes em mercados algorítmicos.
Posicionamento da Zoomex no cenário de negociações em 2026
Com a maturidade dos mercados de ativos digitais em 2026, a posição competitiva passa a ser definida mais por transparência, equidade e operacionalidade clara, do que por níveis de alavancagem ou expansão de produtos. Após anos de reavaliação da confiança no setor, exchanges são avaliadas a partir da clareza na exposição de lógica de execução, custódia e liquidação de ativos.
Nesse contexto de reequilíbrio da liquidez e ampliação das exigências de compliance no primeiro trimestre de 2026, a Zoomex alinha sua estratégia de crescimento a três prioridades estruturais:
Execução de negociações com baixa latência e alta performance
Infraestrutura de ordens transparente e rastreável
Alinhamento regulatório e de segurança para atender padrões institucionais
A transparência, nesse cenário, não se resume ao marketing. A plataforma destaca mecanismos como o Transparent Vault, criado para ampliar a visibilidade sobre a custódia e liquidez dos ativos, além de lógica digital para clarificar o fluxo de lucro da execução ao saldo da conta.
Além disso, o framework “Position = Account” simplifica a relação entre o resultado das posições e o patrimônio da conta, reduzindo ambiguidades, especialmente em cenários de alta volatilidade. Essa abordagem busca minimizar erros de interpretação dos fundos disponíveis — problemática frequente em derivativos alavancados.
Em vez de centrar sua identidade em uma única categoria de produto, a Zoomex integra otimização suportada por IA em uma arquitetura mais ampla baseada em mecanismos de justiça, execução rastreável e resiliência estrutural.
À medida que exigências regulatórias se intensificam e usuários priorizam processos verificáveis em detrimento de alegações especulativas, exchanges que destacam transparência, clareza de liquidação e integridade da infraestrutura tendem a manter competitividade no ciclo de negociações em evolução de 2026.
Comece sua jornada de trading inteligente na Zoomex hoje
Sobre a ZOOMEX
Fundada em 2021, a Zoomex é uma plataforma global de negociação de criptomoedas que reúne mais de 3 milhões de usuários em mais de 35 países e regiões, oferecendo mais de 700 pares de negociação. Guiada pelos valores “Simples × Amigável × Rápida”, a Zoomex assume compromisso também com justiça, integridade e transparência, proporcionando uma experiência de trading de alto desempenho, com barreiras reduzidas e confiabilidade.
Com um mecanismo de correspondência de ordens de alta performance e exibição transparente de ativos e ordens, a Zoomex garante execuções consistentes e resultados totalmente rastreáveis. Esse modelo reduz assimetria de informações e permite que usuários acompanhem com clareza a situação dos ativos e cada negociação realizada. Enquanto prioriza agilidade e eficiência, a plataforma segue aprimorando a estrutura dos produtos e a experiência do usuário, sempre com forte gestão de riscos.
Como parceira oficial da equipe Haas F1, a Zoomex traz o foco em agilidade, precisão e execução confiável do automobilismo para o mercado de criptoativos. Além disso, a Zoomex mantém parceria global exclusiva de embaixador de marca com o goleiro de alto nível Emiliano Martínez. Seu profissionalismo, disciplina e constância reforçam ainda mais o compromisso da Zoomex com negociações justas e a confiança de longo prazo dos usuários.
No âmbito de segurança e compliance, a Zoomex possui licenças regulatórias como Canada MSB, U.S. MSB, U.S. NFA e Australia AUSTRAC, e foi aprovada em auditorias conduzidas pela empresa de segurança blockchain Hacken. Operando dentro de um modelo regulatório, com opções flexíveis de verificação de identidade e sistema de negociação aberto, a Zoomex está construindo um ambiente de trading mais simples, transparente, seguro e acessível para investidores em todo o mundo.
Para mais informações: Site | X | Telegram | Discord
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Banco do Brasil e Visa realizam primeira transação com agente de IA no Brasil
O Banco do Brasil concluiu ontem (11) a primeira transação agêntica do país, utilizando a plataforma Visa Intelligent Commerce (VIC). O feito marca uma virada no e-commerce brasileiro, que completa 30 anos, e abre caminho para um novo modelo de consumo digital.
A operação foi realizada em ambiente de produção controlado. Um agente de inteligência artificial executou um pagamento em nome do cliente, por meio do cartão BB Visa. O processo usou tokenização, isto é, substituição dos dados reais do cartão por códigos criptografados, e autenticação integrada, com monitoramento de risco em tempo real pela rede da Visa.
O que é o comércio agêntico?
No comércio agêntico, o consumidor autoriza previamente um agente de IA a realizar etapas da compra dentro de limites definidos por ele mesmo. O agente pode buscar produtos, comparar preços e iniciar pagamentos de forma autônoma, sem que o usuário precise intervir em cada etapa.
O Visa Intelligent Commerce oferece APIs, isto é, interfaces de programação que conectam sistemas diferentes, para que essas transações ocorram com segurança e em conformidade com normas regulatórias.
Segurança no centro do processo
A autenticação, a tokenização e os controles de segurança da operação foram gerenciados pela infraestrutura global da Visa. O modelo permite que emissores como o Banco do Brasil ofereçam transações iniciadas por agentes sem expor os dados sensíveis do portador do cartão.
Pedro Bramont, diretor de Soluções em Meios de Pagamento e Serviços do Banco do Brasil, destacou que a iniciativa amplia a conveniência para os clientes sem abrir mão da segurança e da confiabilidade do banco.
Rodrigo Cury, presidente da Visa do Brasil, afirmou que a transação demonstra, na prática, como o mercado brasileiro está sendo preparado para a próxima geração do comércio digital.
Próximos passos
Com a transação concluída, agentes habilitados e estabelecimentos comerciais poderão operar com o Visa Intelligent Commerce no Brasil. A expectativa é de adoção mais ampla da tecnologia no ecossistema de pagamentos do país.
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Binance conquista segunda vitória em tribunal dos EUA, advogado destaca validação legal
A Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo, conquistou sua segunda vitória expressiva na Justiça federal dos Estados Unidos nas últimas semanas, representando um avanço jurídico importante para a companhia.
Enquanto isso, a exchange está movendo uma ação judicial contra um veículo de mídia tradicional, alegando “declarações falsas e difamatórias”.
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JPMorgan é processado por esquema Ponzi de cripto da Goliath Ventures de US$ 328 milhões
Investidores entraram com uma ação coletiva federal contra o JPMorgan Chase, alegando que o banco processou US$ 253 milhões em transferências suspeitas ligadas ao esquema Ponzi de US$ 328 milhões da Goliath Ventures, empresa sediada na Flórida.
A Goliath Ventures, anteriormente chamada Gen-Z Venture Firm, prometia rendimentos mensais de cerca de 4% (~48% ao ano) a quem aplicasse em supostas pools de liquidez de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e USD Coin (USDC), que não geravam lucros reais.
Por que importa:
O CEO Christopher Alexander Delgado foi preso em 24 de fevereiro de 2026, sob acusações de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Segundo os promotores, o esquema lesou mais de 2 mil investidores entre 2023 e 2026.
As vítimas enfrentam grandes desafios para reaver recursos, já que bens apreendidos foram gastos antes do colapso em imóveis de luxo, carros exóticos e viagens em jato particular
A ação judicial testa se bancos têm responsabilidade civil por falhas em práticas de Anti-Lavagem de Dinheiro (AML) quando fraudes utilizam suas contas
Investidores que transferiram reservas de aposentadoria para contas da Goliath no JPMorgan acreditavam na proteção das políticas Conheça Seu Cliente (KYC) da instituição
Os detalhes:
O processo Steele v. JPMorgan Chase Bank, N.A. (Caso nº 3:26-cv-02067) foi protocolado em 10 de março de 2026, no Distrito Norte da Califórnia
A queixa alega que US$ 253 milhões circularam por contas do Chase sob titularidade da Goliath, em transferências circulares e sem justificativa empresarial legítima
Recursos aplicados pelos investidores foram transferidos de contas do JPMorgan para carteiras Coinbase, financiando pagamentos para participantes anteriores
Delgado pode pegar até 30 anos de prisão se condenado; seus bens estão bloqueados sob a administração de um interventor judicial
Panorama geral:
A denúncia criminal do Departamento de Justiça americano (disponível online) aponta contas do JPMorgan como peça-chave para o esquema, que operou por mais de dois anos sem ser identificado
Casos de fraude cripto de grande porte passam cada vez mais por bancos norte-americanos de grande porte antes de chegarem a exchanges, com obrigações de AML sob rigor de órgãos reguladores
Processos paralelos contra o antigo escritório jurídico da Goliath, Alston & Bird, evidenciam movimento para responsabilizar profissionais envolvidos
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Baleias de Solana podem ter causado short squeeze de US$ 80 milhões
A Solana está formando um padrão de fundo alargado, uma configuração técnica que historicamente indica recuperação à frente. Essa estrutura sugere que há acúmulo em andamento nos atuais patamares de preço.
A atuação das baleias reforça a perspectiva positiva, enquanto operadores de derivativos apostam contra esse movimento, gerando um impasse de alto risco com possíveis liquidações significativas em ambos os lados.
Os pontos positivos e negativos à frente da Solana
Dados de Distribuição Relativa de Oferta mostram que endereços com entre 10 mil e 100 mil SOL vêm acumulando de forma consistente nas últimas duas semanas. A participação desses investidores na oferta total da Solana subiu de 21,9% para 22,2% nesse período. Esse avanço de 0,3% representa cerca de 1,71 milhão de SOL, atualmente avaliados em US$ 144 milhões.
Acúmulo em escala de baleias tem impactos expressivos sobre o preço. Grandes investidores costumam influenciar de forma desproporcional a direção do mercado, em especial quando a liquidez está baixa. O fluxo constante de compras por esses agentes nos atuais níveis mostra confiança em uma recuperação no curto prazo, criando uma base concreta de demanda para o próximo movimento da Solana.
Distribuição da Oferta da Solana. Fonte: Glassnode
O heatmap de liquidações confirma que a SOL está presa em uma faixa entre US$ 83 e US$ 89. Essa zona estreita sinaliza um mercado em equilíbrio, com múltiplas posições alavancadas de ambos os lados. Assim, qualquer rompimento significativo pode desencadear liquidações em cascata, amplificando de modo expressivo a força do movimento de preço.
A assimetria entre as duas regiões de liquidações chama atenção. Os US$ 41 milhões em liquidações de posições longas em US$ 83 são superados pelos US$ 80 milhões em liquidações de shorts acima de US$ 89. Se as compras das baleias coincidirem com um momento favorável do mercado, a SOL pode superar os US$ 89, provocando um short squeeze e acelerando os ganhos para além desse ponto.
Heatmap de Liquidações da Solana. Fonte: Coinglass
Preço da SOL aguarda rompimento
A cotação da Solana está em US$ 85, transitando em um padrão de fundo alargado que projeta uma alta de cerca de 12%. O ponto técnico de rompimento está em US$ 92 e, acima desse patamar, o alvo da formação chega a US$ 100. O preço no momento deixa a SOL em uma posição favorável para que esse cenário se concretize.
Um avanço acima de US$ 88 serviria como gatilho para o short squeeze, forçando o fechamento imediato de posições vendidas alavancadas. Com US$ 80 milhões em shorts vulneráveis acima desse nível, a pressão compradora pode levar a SOL rapidamente a ultrapassar os US$ 92. Salvo por vendas pontuais para realização de lucros, não há grande resistência entre o rompimento e a marca de US$ 100.
Análise de Preço da Solana. Fonte: TradingView
No entanto, o agravamento de condições geopolíticas representa o principal risco de baixa. Uma queda para o suporte em US$ 81 acionaria cerca de US$ 40 milhões em liquidações de posições longas, desencadeando uma onda de pressão vendedora. Assim, esse movimento pode levar a Solana até US$ 77, onde a linha de tendência inferior do padrão funcionaria como novo suporte crítico.
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Ethereum faz novo recorde histórico e reacende risco de queda para US$ 1.800
O preço do Ethereum volta ao centro das atenções após um novo recorde histórico, registrado de forma discreta no mercado de derivativos. À primeira vista, o movimento pode sugerir confiança entre os traders. No entanto, ao analisar a recente estrutura de preços e os sinais de momentum, o cenário se mostra menos otimista.
Diversos indicadores agora apontam para uma configuração enfraquecida, que pode definir se o valor do Ethereum se estabiliza neste patamar ou se volta a abrir espaço para uma queda até US$ 1.800.
Relação recorde de alavancagem indica que a especulação está se intensificando
O preço do Ethereum está atualmente negociado em um dos ambientes de derivativos mais especulativos de sua história recente.
O índice estimado de alavancagem nas exchanges disparou para cerca de 0,78, o maior valor já registrado, segundo dados do CryptoQuant. O índice atingiu níveis próximos no início de março e estabeleceu um novo recorde em 11 de março, confirmando que o posicionamento especulativo segue aumentando.
Recorde do ETH: CryptoQuant
O indicador compara o interesse aberto em derivativos com a quantidade de ETH mantida nas exchanges. Quando o índice sobe, significa que os traders recorrem cada vez mais a capital emprestado para fazer apostas direcionais. Esse indicador para o BTC, porém, já começou a recuar, sinalizando possível migração de interesse do Bitcoin para as altcoins.
Recorde histórico do índice de alavancagem: CryptoQuant
Esse avanço na alavancagem é acompanhado por uma rápida expansão do interesse aberto. O open interest do Ethereum subiu de cerca de US$ 9,4 bilhões em 9 de março para aproximadamente US$ 10,21 bilhões em 12 de março, representando um aumento de 8,6% em apenas três dias.
Quando open interest e alavancagem sobem juntos, normalmente indica entrada de novas posições alavancadas, e não apenas rotação entre operações antigas. Contudo, aqui reside o aspecto negativo: apesar da aparência inicial positiva, o cenário apresenta sinais de pressão vendedora.
As taxas de financiamento fornecem outro indicativo sobre o posicionamento dos traders.
Open Interest: Santiment
No início desta semana, o financiamento do Ethereum caiu para -0,017%, indicando forte predominância de posições vendidas. Entretanto, mesmo com o aumento do interesse aberto, as taxas de financiamento voltaram para -0,004%.
Essa mudança sugere que a pressão de venda começa a diminuir, enquanto novas posições compradas entram no mercado. Com isso, o risco de volatilidade aumenta caso o momentum dos preços não acompanhe esse movimento.
Aumento das posições longas coincide com estrutura de baixa
O posicionamento nos derivativos reflete, diretamente, a estrutura de preços do Ethereum. No gráfico diário, a moeda forma um padrão de cabeça e ombros, com o ombro direito em desenvolvimento.
Um ponto peculiar dessa configuração é a linha do pescoço inclinada para cima. Esse formato normalmente surge após compradores entrarem sucessivamente nas correções, elevando cada suporte em relação ao anterior. O comportamento acompanha os sinais vindos dos derivativos.
Padrão de baixa: TradingView
Com a recuperação das taxas de financiamento e o aumento das posições longas, observa-se uma atuação mais forte dos compradores durante as quedas. Essa pressão compradora contribui para que a linha do pescoço do padrão cabeça e ombros continue subindo, em vez de formar um nível de suporte plano. Entretanto, tal situação cria uma estrutura frágil.
Como a linha do pescoço está em ascensão, o ponto exato de rompimento pode mudar conforme o preço se aproxima da tendência. Isso dificulta a previsão do momento do rompimento, ainda que o padrão mais amplo de baixa permaneça. As posições longas agora aparecem dentro desse contexto vendedor, elevando o risco de pressão de queda adicional.
Divergência indica que o momentum do preço do ETH está enfraquecendo
Os indicadores de momentum também exibem sinais iniciais de alerta.
Entre o ombro esquerdo e o ombro direito do padrão, o preço do Ethereum registrou uma máxima menor, indicando que o rali mais recente não conseguiu igualar a força do topo anterior. Ao mesmo tempo, o Índice de Força Relativa (RSI), utilizado para medir o impulso, atingiu uma máxima superior no mesmo período.
Essa combinação caracteriza uma divergência oculta de baixa, normalmente sinalizando que a tendência geral segue enfraquecida, mesmo diante de recuperações pontuais. A divergência reforça o cenário expresso nos derivativos.
RSI do Ethereum: TradingView
Enquanto a alavancagem e o interesse aberto disparam de forma acentuada, o preço do Ethereum encontra dificuldades para registrar máximas mais robustas. Essa discrepância indica que o mercado talvez esteja mais dependente de apostas especulativas do que de demanda real à vista.
O preço do Ethereum já apresentou uma queda de cerca de 4% nos últimos 30 dias, mostrando que a tendência mais ampla segue pressionada. A divergência do RSI também reforça a fragilidade estrutural e corrobora o risco de uma retração em direção à linha do pescoço.
Níveis de preço do Ethereum indicam como a faixa de US$ 1.800 pode voltar ao foco
A formação de cabeça e ombros agora destaca uma zona de suporte relevante. Por conta da inclinação ascendente da linha do pescoço, o ponto de rompimento se ajusta ao longo do tempo, sem permanecer fixo. No momento, a linha do pescoço está em uma faixa móvel entre US$ 1.970 e US$ 1.940.
Se o preço do Ethereum romper essa região, a configuração de baixa pode ser ativada.
A projeção do movimento baseado no padrão indica uma queda em torno de 15% a partir do nível da linha do pescoço. Embora o alvo total estimado partindo da linha do pescoço aproxime-se de US$ 1.680, a região de US$ 1.800 aparece como o primeiro objetivo expressivo de baixa, caso o suporte não se sustente. No entanto, ainda é possível anular o cenário negativo.
O preço do ETH precisaria superar US$ 2.080, marca que corresponde à resistência do ombro direito, para começar a enfraquecer a configuração.
Análise de Preço do Ethereum: TradingView
Um rompimento mais contundente acima de US$ 2.200 invalidaria totalmente a formação de cabeça e ombros e poderia indicar a retomada do impulso comprador.
Até que isso ocorra, a combinação de máxima alavancagem, crescimento do interesse aberto, divergência oculta de baixa no RSI e o padrão negativo sugere que o preço do Ethereum pode seguir vulnerável a uma correção mais intensa.
O artigo Ethereum faz novo recorde histórico e reacende risco de queda para US$ 1.800 foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
XRP perto de sinal histórico de fundo; veja o nível chave a acompanhar
O XRP está formando um padrão de cunha descendente no gráfico de curto prazo, estrutura que historicamente sinaliza reversões altistas. O desenho sugere uma recuperação próxima, mas o momento exato depende da chegada a um ponto crítico de inflexão.
O XRP segue convergindo para esse nível, tornando a zona atual tecnicamente relevante para investidores pacientes.
Fundo do XRP para acompanhar
O indicador MVRV Z-Score aponta que o token já atingiu um fundo técnico de mercado. A métrica, que compara o valor de mercado com o valor realizado, mostra que o ativo está negociado atualmente abaixo do seu patamar justo. Esse cenário de subvalorização costuma anteceder recuperações expressivas nos principais criptoativos.
No entanto, nem sempre o XRP reagiu a partir do fundo identificado pelo MVRV. Ao longo do tempo, a moeda registrou recuperações mais consistentes seguindo outros gatilhos técnicos. Essa diferença é relevante para os investidores que se baseiam exclusivamente no sinal do MVRV, já que uma confiança antecipada pode resultar em decisões de entrada mal temporizadas.
MVRV Z-Score do XRP. Fonte: Glassnode
O índice de lucro/prejuízo realizado se aproxima do patamar crítico de 1,0, indicando que operações com prejuízo quase igualam as transações lucrativas. Essa métrica acompanha a relação entre moedas movimentadas com lucro e com perda, e o cenário atual demonstra aumento da pressão de capitulação entre os investidores de XRP.
Historicamente, o XRP já permaneceu períodos variados abaixo do limiar de 1,0 antes da recuperação. Uma confirmação abaixo desse dado na média móvel de 90 dias indicaria o fundo do investidor — momento em que as perdas realizadas atingem o ápice. Episódios desse tipo serviram, ao longo do tempo, como base mais confiável para retomadas sustentadas de preço do token.
Lucro/Prejuízo Realizado do XRP. Fonte: Glassnode
Preço do XRP pode romper
O XRP é negociado a US$ 1,36, entre a resistência de US$ 1,39 e o suporte de US$ 1,33 dentro do padrão de cunha descendente. O gráfico aponta para uma possível alta de 11% no caso de rompimento. No entanto, o desempenho do mercado internacional e o comportamento de acumulação vão definir se essa expectativa se confirma no curto prazo.
Melhorias nas condições globais, associadas à acumulação em valores baixos, podem impulsionar o XRP acima de US$ 1,39, buscando US$ 1,43. Um rompimento confirmado desses patamares validaria o padrão técnico e indicaria estrutura altista. A volta da confiança dos investidores nesse cenário de preços reduzidos aceleraria esse movimento.
Análise de Preço do XRP. Fonte: TradingView
A pressão vendedora persistente pode manter o XRP lateralizado entre US$ 1,33 e US$ 1,39, com possível recuo até US$ 1,31. Apesar de invalidar o cenário otimista imediato, uma queda a esse nível acionaria o fundo do investidor em escala macro, historicamente o ponto de partida mais confiável para novas recuperações.
O artigo XRP perto de sinal histórico de fundo; veja o nível chave a acompanhar foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ethereum layer 2 Optimism corta mais de 20% da equipe, segundo relatório
A Optimism está promovendo cortes expressivos, com mais de 20% da equipe sendo afetada, segundo fontes internas com conhecimento do assunto.
Fontes afirmaram ao BeInCrypto que os desligamentos começaram a circular internamente na terça-feira, atingindo funcionários de diversos setores ligados ao desenvolvimento do protocolo e iniciativas do ecossistema. O número exato de colaboradores impactados ainda não foi oficialmente confirmado.
Alguns integrantes já começaram a reconhecer publicamente os cortes em redes sociais.
I was impacted by layoffs at Optimism today
I'm grateful for the 5 months working on protocol scaling across the OP Stack with the Scaling Summit at ETHDenver as my top highlight
I've been building in crypto since 2019 and don't plan on stopping
Open to PM roles and consulting…
— Wil Schmor (@theschmor) March 11, 2026
Token OP teve forte queda no mercado de baixa
Os desligamentos acontecem em um momento difícil para o token do projeto. O OP registrou forte retração nos últimos meses e está cotado atualmente em torno de US$ 0,12, recuando mais de 55% no acumulado do ano, de acordo com dados de mercado.
A Optimism é uma das maiores redes layer 2 do Ethereum, desenvolvida para ampliar o ecossistema da blockchain por meio da tecnologia optimistic rollup.
O projeto também lidera a iniciativa de infraestrutura OP Stack, que dá suporte a diversas redes no ecossistema emergente chamado “Superchain”, incluindo blockchains como a Base.
Gráfico de preço do token Optimism no acumulado do ano. Fonte: CoinGecko
Ainda não está claro se os cortes têm relação com esforços de reestruturação mais amplos, condições de mercado ou mudanças estratégicas internas ligadas ao roteiro da Superchain.
A Optimism ainda não divulgou comunicado oficial sobre as demissões reportadas.
Esta é uma reportagem em andamento. Atualizaremos este conteúdo caso novas informações surjam ou caso a Optimism publique um posicionamento oficial.
O artigo Ethereum layer 2 Optimism corta mais de 20% da equipe, segundo relatório foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Preço do petróleo pode cair 30% mesmo com tensão no Estreito de Hormuz envolvendo o Irã
Os preços do petróleo bruto estão sendo negociados próximos de US$ 92 no momento desta reportagem. Embora ainda estejam bem acima dos níveis anteriores ao conflito, caíram 31% em relação ao pico do ciclo em US$ 119 registrado em 8 de março. Esta análise acompanha os contratos futuros do Brent, pois eles refletem com mais precisão o valor internacional do petróleo em eventos geopolíticos com foco no Oriente Médio.
A alta impulsionada pela guerra levou o petróleo aos patamares mais elevados desde 2022, mas quatro sinais atualmente indicam que o potencial de subida pode estar próximo do limite. Além disso, o Irã divulgou recentemente uma lista de exigências para um cessar-fogo, o que pode reduzir ainda mais o prêmio de risco de guerra.
BREAKING: Iran announces their requirements for a potential ceasefire with the US and Israel.
Requirements include:
1. “Recognizing Iran’s legitimate rights”
2. “Iran receives a payment of reparations”
3. “Firm international guarantees against future aggression”
— The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) March 11, 2026
Liberação recorde de reservas e aumento das exportações do Irã desafiam o pânico de oferta
A Agência Internacional de Energia (IEA) autorizou nesta semana a liberação emergencial de 400 milhões de barris das reservas de petróleo, a maior da história, com o objetivo de estabilizar os preços.
IEA ANNOUNCES 400M-BARREL RELEASE, TIMING UNCLEAR
The International Energy Agency says 400 million barrels could be released, but details on pace and timing are missing. In 2022, the U.S. peaked at about 1 million barrels/day for a month.
This may be the first time the world…
— *Walter Bloomberg (@DeItaone) March 11, 2026
O Japão, que possui cerca de 440 milhões de barris em estoques que cobrem 204 dias de importação, também pode recorrer a essas reservas de forma independente.
BREAKING: Japan's prime minister says could start releasing from strategic oil reserve as soon as 16th of March
— The Spectator Index (@spectatorindex) March 11, 2026
Enquanto isso, as exportações de petróleo do Irã aumentaram em 100 mil barris por dia desde o início da guerra, atingindo 2,1 milhões de barris diários. A China continua absorvendo volumes expressivos.
BREAKING: Iran is exporting more oil through the Strait of Hormuz now than before the war started, per WSJ.
Iran's oil exports have risen by 100,000 barrels per day since the war began, to 2.1 million barrels per day.
China is also buying large amounts of Iranian oil.
— The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) March 11, 2026
O tráfego pelo Estreito de Hormuz está sendo retomado gradualmente, com 13,7 milhões de barris transportados desde o fim de fevereiro, embora grande parte da navegação comercial continue bloqueada em razão de ameaças de mísseis e drones. No entanto, apesar desses riscos de oferta, o próprio comportamento dos preços indica outro cenário.
No gráfico de 8 horas, o Índice de Força Relativa (RSI), indicador de momento, aponta uma divergência de baixa. Os preços do petróleo chegaram a topos mais altos entre 3 e 10 de março, porém o RSI formou um topo mais baixo.
Preço do Brent e Divergência: TradingView
Quando os valores sobem, mas o momento enfraquece, geralmente há indicação de possível reversão adiante. Essa divergência também aparece dentro de uma estrutura maior de baixa formada no gráfico, abordada na parte final deste texto.
Urgência por entrega de petróleo diminui
Esse enfraquecimento do momento é confirmado pela curva futura, que avalia como os meses de entrega estão precificados entre si.
A diferença entre contratos Brent de primeiro e segundo mês (BRN1! menos BRN2!) chegou ao pico de US$ 9,38 em cerca de 8 de março. Quando esse spread está positivo, significa que os compradores pagam mais pela entrega imediata do petróleo em relação ao mês seguinte, situação chamada backwardation, sinalizando pânico na oferta.
Após esse topo, o spread caiu cerca de 76% para US$ 3,09. Ainda há alguma preocupação, mas a queda rápida indica que a busca por barris imediatos vem diminuindo rapidamente.
BRN1! menos BRN2!: TradingView
Contribuindo para esse quadro, o número total de contratos futuros ativos do Brent caiu para cerca de 455 mil em relação a mais de 771 mil no momento desta reportagem.
Alta de preços com redução da participação costuma indicar que o movimento de valorização está sendo alimentado pelo fechamento de posições de venda antigas e não por entrada de novos compradores, padrão que geralmente perde força com rapidez.
Queda no OI: TradingView
Porém, o mercado de opções sinaliza maior cautela. O prêmio pago por apostas bullish no petróleo em relação a operações de venda atingiu o ponto mais alto em quatro anos, superando os níveis verificados durante a crise Rússia-Ucrânia em 2022.
Oil options markets are still pricing in upside risk:
The 1-month call-put skew on WTI Crude oil futures is up to ~30, the highest in at least 4 years.
This means investors are paying a historic premium for bets on higher oil prices over bets on lower prices.
The call-put skew… pic.twitter.com/NmpBAP8kfC
— The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) March 11, 2026
Esse descompasso entre a cautela nas futuras e o aumento das proteções via opções indica que participantes ainda se preparam para um possível fechamento do Hormuz, mesmo com o esfriamento do restante do mercado.
Canal de alta do dólar sustenta preços do petróleo por enquanto, mas traz risco de reversão
A menor convicção futura está diretamente ligada ao cenário macroeconômico, onde o dólar dos EUA adiciona outro elemento de complexidade.
O Índice Dólar dos EUA (DXY), que acompanha a força do dólar em relação a uma cesta de principais moedas, está negociado próximo de 99,23 dentro de um canal de alta. A resistência em US$ 99,68 foi testada e rejeitada duas vezes, em 3 e 8 de março.
Normalmente, um dólar mais forte prejudica o petróleo, pois a commodity é cotada em dólar mundialmente, tornando-se mais cara para outras economias. Contudo, diante de crises de oferta como a atual, o cenário se inverte.
A valorização do petróleo faz com que países importadores tenham que comprar mais dólares para efetuar o pagamento, impulsionando a moeda norte-americana juntamente com o petróleo, ao invés de atuar como fatores opostos.
Canal DXY: TradingView
Essa correlação movida pelo petrodólar só permanece enquanto o prêmio de guerra estiver vigente. Caso a desescalada avance, como Donald Trump já sugeriu, tanto o petróleo quanto o dólar podem corrigir simultaneamente.
BREAKING: The US has asked Israel to stop its strikes on Iranian energy infrastructure, particularly oil assets, per Axios.
Details include:
1. President Trump aims to “cooperate” with Iran's oil sector after the war
2. The request marks the first time the Trump…
— The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) March 10, 2026
Um rompimento do DXY acima de US$ 100 indicaria que o mercado acredita em inflação persistente, puxada pelo petróleo, e menos cortes nas taxas do Federal Reserve em 2024. Esse cenário favorece o petróleo por um curto período, mas depois pressiona a demanda global, tornando-se um obstáculo para o setor.
Padrão de baixa projeta US$ 55 para o preço do petróleo
A perda de força, a redução da backwardation, diminuição no volume de negociações e um dólar prestes a deixar de ser fator de suporte criam, no gráfico de 8 horas, um padrão de cabeça e ombros.
Padrão do preço do petróleo: TradingView
A cabeça está em US$ 119, enquanto o ombro direito se desenvolve na faixa de US$ 93 a US$ 95. A linha do pescoço, suporte entre os mínimos dos ombros, coincide com a região dos US$ 78.
Um rompimento confirmado abaixo de US$ 78 validaria o padrão técnico. Com isso, o caminho do petróleo ficaria aberto para US$ 73 e depois US$ 67, sendo que o objetivo do movimento pode chegar a US$ 55, o que corresponde a uma queda de aproximadamente 31% a partir do suporte.
Análise do preço do petróleo bruto: TradingView
No cenário de alta, um avanço acima de US$ 93 a US$ 95 enfraquece a configuração baixista. Um movimento sustentado acima de US$ 105 anularia completamente o padrão.
No entanto, um novo teste dos US$ 119 é pouco provável, considerando os sinais de desescalada e o enfraquecimento estrutural em backwardation, momento e participação já mencionados. Esse cenário fica ainda mais distante diante das condições de cessar-fogo apresentadas pelo Irã.
Esse avanço só ocorreria se as relações entre EUA e Irã piorassem drasticamente.
A linha de US$ 78 e o topo do ombro direito, em US$ 95, delimitam a faixa de negociação. Um rompimento definido em qualquer direção vai determinar o próximo movimento do preço do petróleo.
O artigo Preço do petróleo pode cair 30% mesmo com tensão no Estreito de Hormuz envolvendo o Irã foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ethereum ainda lidera a corrida pela tokenização; entenda
Os ativos reais tokenizados (RWA) desafiam a tendência de queda do mercado cripto. O valor total dos RWAs distribuídos em blockchain quase quadruplicou no último ano.
Apesar do crescimento da concorrência da Solana (SOL), o Ethereum (ETH) segue líder no segmento, concentrando mais da metade da fatia de mercado.
Crescimento de RWA acelera apesar da queda do mercado
De acordo com dados da RWA.xyz, o valor dos RWAs distribuídos atingiu máxima histórica de US$ 26,7 bilhões em março. No momento desta reportagem, o índice estava ligeiramente menor, em US$ 26,6 bilhões, um avanço de 309% frente aos US$ 6,5 bilhões registrados um ano antes.
Valor distribuído de RWA. Fonte: RWA.xyz
Esse movimento expressivo ocorre mesmo diante do cenário de instabilidade. Recentemente, o mercado de cripto foi marcado por sentimento de medo extremo.
A trajetória de alta dos RWAs tokenizados indica que investidores dedicam mais espaço a esses investimentos.
O número de investidores também aumentou de forma relevante em 2026 nas redes Ethereum, Solana, Arbitrum, BNB Chain, entre outras. Inclusive, um levantamento do BeInCrypto mostrou que a Solana ultrapassou o Ethereum pela primeira vez em quantidade de investidores de RWA.
Dados recentes indicam que a Solana concentra cerca de 157.682 investidores, à frente do Ethereum. Apesar dessa mudança nas dinâmicas de usuários, o Ethereum mantém hegemonia no ecossistema de RWA.
A rede representa atualmente mais de 57% do mercado de RWAs distribuídos e dá suporte a cerca de 675 projetos de tokenização, reforçando sua posição como base para iniciativas institucionais do setor.
O interesse institucional no Ethereum se fortaleceu a partir de projetos de destaque. Em dezembro, por exemplo, o JPMorgan lançou seu primeiro fundo de renda fixa tokenizada na rede.
USDC usage on #Ethereum just hit an all-time high! 📈
Monthly transfer volume surpassed $1.7T in February 2026.
That's +250% year-on-year growth! 👏
Just wait for what happens over the coming years when more and more AI agents move onchain.
The numbers we're seeing right… pic.twitter.com/K30KLp1vAO
— Leon Waidmann (@LeonWaidmann) March 10, 2026
Por que Wall Street ainda escolhe o Ethereum para tokenização?
Por que instituições optam pelo Ethereum? Análises do Conselho de Especialistas da BeInCrypto, composta por executivos do Standard Chartered e da Bitwise, apontam que a escolha recai menos sobre ideologia e mais sobre gestão de risco, familiaridade e proteção institucional.
Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, afirmou que nos próximos anos a maior parte da movimentação de blockchain em finanças tradicionais deve ocorrer via Ethereum.
“Acredito que o Ethereum deve liderar nos próximos anos devido ao interesse das finanças tradicionais. À medida que bancos e instituições desenvolvem iniciativas no universo blockchain, isso deve se concentrar quase totalmente no Ethereum nesse período”, disse Geoff Kendrick, do Standard Chartered.
Segundo ele, a adoção de redes alternativas pode ocorrer posteriormente, em especial em blockchains que apresentam custos mais baixos e maior agilidade, como a Solana.
“Existe um conceito no mercado financeiro tradicional: caso uma decisão sensata resulte em problema, provavelmente o profissional mantém o emprego; mas se a escolha for arriscada e houver erro, a perda da vaga é quase certa”, explicou Geoff Kendrick ao BeInCrypto. “Por isso, vejo nos próximos anos o Ethereum recebendo esse fluxo das finanças tradicionais, inclusive com melhor desempenho no preço do token.”
Embora o domínio do Ethereum entre blockchains públicas esteja consolidado, surge a discussão se blockchains privadas e permissionadas podem desafiar esse protagonismo inicial.
As redes privadas ou permissionadas oferecem maior controle, privacidade, conformidade regulatória, transações mais rápidas e custos previsíveis, o que torna o modelo atraente para grandes instituições.
Essas vantagens, no entanto, vêm acompanhadas da diminuição da descentralização e abertura, características das blockchains públicas. Matt Hougan, CIO da Bitwise, acredita que as empresas devem testar essas infraestruturas mais controladas.
Segundo Hougan, diversas companhias “começam a testar o ambiente.” Ele considera possível que parte dessas redes permissionadas conquiste espaço significativo à medida que a adoção institucional evoluir.
O próximo período será decisivo para avaliar se o Ethereum conseguirá sustentar sua participação de 57% à medida que a concorrência se intensifica. Por ora, a preferência de Wall Street permanece evidente.
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Ripple anuncia recompra de US$ 750 milhões em ações: impacto para o XRP?
De acordo com diversos relatos, a Ripple lançou um programa de recompra de ações no valor de US$ 750 milhões, oferecendo a recompra de participação de investidores iniciais com uma avaliação próxima de US$ 50 bilhões.
A iniciativa permite que acionistas e funcionários de longa data vendam parte de suas participações, enquanto a empresa segue como companhia de capital fechado.
Por que a Ripple está recomprando ações?
A recompra permite que a Ripple adquira ações diretamente dos investidores, em vez de emitir novos papéis. Assim, alguns apoiadores antigos conquistam liquidez após anos mantendo participação privada.
Ao mesmo tempo, a Ripple reduz o número de acionistas externos.
No entanto, a movimentação também envia um sinal sobre a situação financeira da empresa. Recompras desse porte costumam demonstrar que a companhia dispõe de reservas robustas e confia em sua avaliação.
A Ripple ampliou seu balanço nos últimos anos por meio de parcerias institucionais e aquisições em áreas como pagamentos, corretagem e infraestrutura para ativos digitais.
Enquanto isso, a empresa reafirma que não pretende abrir capital. O programa de recompra proporciona opção de saída aos investidores, sem que seja preciso recorrer aos mercados públicos.
Isso importa para o XRP?
Para o mercado cripto, esse desdobramento pode ter implicações indiretas para o XRP. A avaliação de US$ 50 bilhões reforça o posicionamento da Ripple como referência em infraestrutura financeira, e não como uma startup cripto tradicional.
Esse contexto fortalece a narrativa institucional do XRP Ledger, que a Ripple segue desenvolvendo para serviços de pagamento, liquidez e tokenização.
Além disso, a recompra pode minimizar a pressão vendedora de participantes antigos. Investidores com participação tanto na Ripple quanto no XRP podem optar por vender ações à empresa em vez de liquidar ativos digitais.
O preço do XRP manteve alta volatilidade no mês anterior. Fonte: CoinGecko
Por fim, a decisão evidencia a estabilidade financeira da Ripple. Com reservas expressivas, a empresa pode continuar investindo em produtos, parcerias e em infraestrutura dedicada ao ecossistema do XRP.
Embora o programa de recompra não cause impacto direto no suprimento ou na mecânica do XRP, a medida demonstra confiança na estratégia de longo prazo da Ripple e em seu papel na economia de ativos digitais.
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Solana mantém sequência de 21 semanas, mas a SOL pode cair a US$ 65 antes da alta
O movimento de preço da Solana no último mês pareceu tranquilo. A SOL recuou apenas 1,4% nos últimos 30 dias, sugerindo estabilidade. No entanto, uma análise mais ampla mostra o cenário real: a Solana acumula uma queda superior a 30% em 2024, sem conseguir romper topos desde janeiro. O viés predominante segue negativo.
Apesar disso, abaixo da superfície, um sinal nos derivativos retorna e foi visto pela última vez antes de um expressivo rali da SOL. Porém, tanto dados on-chain quanto a estrutura gráfica sugerem que deve haver queda adicional antes desse sinal se confirmar.
Sequência de taxa de financiamento negativa da Solana aumenta, mas falta impulso para short squeeze
A taxa de financiamento semanal reflete o posicionamento do mercado em cada período. Quando o índice permanece negativo por longos intervalos, significa que vendedores a descoberto dominam, pagando posições compradas para manterem suas apostas.
Entre 14 de fevereiro de 2022 e 20 de fevereiro de 2023, a Solana registrou sua sequência mais longa de taxa de financiamento semanal negativa, com cerca de 53 semanas. Durante este período, investidores continuaram abrindo shorts enquanto a SOL despencou até atingir US$ 7 em dezembro de 2022. No final dessa sequência, mesmo com o financiamento negativo, o preço iniciou recuperação discretamente.
O resultado foi um forte rali (impulsionado, possivelmente, por um short squeeze) que levou a Solana de US$ 7 para US$ 209 até março de 2024, um salto de quase 2.500%. Uma segunda sequência negativa, de 20 de março até 16 de outubro de 2023, trouxe mais combustível, já que vendidos descrentes reabriram posições, sendo potencialmente forçados a recomprar.
Gráfico da Taxa de Financiamento da Coinbase: TradingView
Desde o fim de outubro de 2025, uma nova sequência de financiamento negativo se desenvolve, já em torno de 21 semanas. O padrão é semelhante ao registrado em 2022, em que a taxa negativa se intensificava conforme o preço caía.
Mas há uma diferença relevante. O volume total em aberto em contratos futuros de Solana em dólar atingiu o pico de US$ 7,58 bilhões por volta de 17 de setembro de 2025, cerca de duas semanas antes de o Bitcoin atingir sua máxima histórica. Agora, está próximo de US$ 1,9 bilhão, menor nível desde o início de março de 2025.
Preço vs. OI: Santiment
Isso indica que, embora a taxa de financiamento seja negativa, o volume real de operações vendidas é pequeno. Falta capital posicionado suficiente para provocar um squeeze capaz de impulsionar alta consistente. As tentativas de alta perdem força porque falta alavancagem, que foi o combustível do rali anterior. A sequência se mantém, mas sem a pressão que caracterizou o ciclo passado.
Um canal ascendente que pode ser uma armadilha
Enquanto o potencial de short squeeze segue fraco, outros sinais negativos surgem. Muitos deles podem parecer positivos à primeira vista.
No gráfico diário, a trajetória da SOL desde o início de fevereiro mostra um canal ascendente. Isoladamente, este formato lembraria tendência de alta. Contudo, o canal surge após uma expressiva queda vertical de cerca de US$ 148 para US$ 68. A consolidação dura mais do que a queda, descaracterizando padrão de bandeira. Agora, trata-se de uma configuração corretiva que sinaliza possibilidade de mais perda.
Canal ascendente diário da SOL: TradingView
Portanto, trata-se de um canal corretivo avançado dentro de uma tendência de baixa maior. A queda de mais de 30% no ano indica que não há acumulação, mas sim um movimento lento de alta em meio à fragilidade persistente.
Dados on-chain corroboram essa avaliação. O saldo líquido das exchanges indica se tokens estão sendo depositados ou retirados diariamente. No caso da SOL, este indicador permanece verde desde 10 de fevereiro. Nessa data, os ingressos líquidos somavam 245.691 SOL. Em 10 de março, o número saltou para 2.204.783 SOL, alta de cerca de 800% em apenas um mês.
Variação líquida de Solana nas exchanges: Glassnode
A sequência de entradas sugere que investidores seguem movimentando a SOL para exchanges, provavelmente para liquidar posições. Para uma recuperação consistente, seria preciso observar sequência prolongada de saídas, indicando que a pressão vendedora se esgotou e investidores buscam armazenamento a frio. O esgotamento das vendas é fundamental para formação de fundo, e tal sinal ainda não apareceu. Onde estaria o fundo?
Principais níveis de preço da Solana: US$ 65 antes de uma alta?
Uma quebra do canal de alta projeta uma queda superior a 20% a partir dos níveis inferiores da linha de tendência. A base inferior do canal está próxima de US$ 82 e, caso haja um fechamento diário confirmado abaixo desse patamar, abre-se espaço para um movimento até a região dos US$ 65.
Os suportes técnicos apoiam esse cenário. A SOL atualmente é negociada próxima do nível 0,618 em US$ 85. Abaixo desse valor, o retraçamento 0,786 aparece em US$ 82, seguido de outro suporte provável em US$ 79. Já a extensão 1,618, um alvo tradicional para movimentos de continuação, aponta para US$ 70, ligeiramente acima do suporte horizontal em US$ 67. O alvo mais profundo, perto de US$ 65, coincide com a projeção do canal.
Análise de preço da Solana: TradingView
Pelo lado positivo, a SOL precisaria encerrar o dia acima de US$ 94, máxima do canal, para invalidar a estrutura de baixa. Ainda assim, só um avanço para além dos US$ 118 confirmaria uma reversão bullish consistente.
A sequência de 21 semanas de taxas de financiamento indica que, quando esse posicionamento for desfeito, a pressão poderá ser relevante. Contudo, a redução do interesse em aberto e a contínua entrada de SOL nas exchanges mostram que as condições para uma reversão ainda não estão presentes. O movimento de queda deve ser completo primeiro.
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Stellar conquista grande vitória institucional, mas XLM segue em queda
A Stellar tem apresentado uma trajetória de queda, com o movimento de baixa reduzindo de forma contínua seus patamares de preço. O comportamento lateral proporciona pouco alívio, já que a pressão vendedora supera a demanda dos compradores.
A participação dos investidores segue limitada, tornando a XLM mais exposto a oscilações. Um fator externo pode ser o elemento necessário para reverter a atual tendência.
Stellar amplia seu uso
Stellar se destacou como o token mais buscado, alcançando 73% de sentimento positivo entre os investidores. O aumento de interesse ocorreu após o anúncio da Societe Generale-FORGE sobre o lançamento do EUR CoinVertible, uma stablecoin em euro compatível com as normas MiCA, implementada na rede da Stellar. O respaldo institucional gerou expectativa em um mercado de XLM que permanecia pouco movimentado.
A escolha da Stellar pela SG-FORGE é significativa. O uso de uma stablecoin regulada em euro reforça a confiança na infraestrutura e na capacidade de conformidade da rede. Esse movimento posiciona o XLM como forte candidato à adoção institucional em blockchains, podendo atrair um novo perfil de investidor antes ausente no ativo.
XLM Moedas em alta. Fonte: Santiment
Investidores e traders de XLM não estão tão otimistas
Apesar do otimismo recente, o indicador Chaikin Money Flow revela um cenário mais cauteloso. O CMF permanece negativo, sinalizando que as saídas de capital superam as entradas em XLM. O recurso está sendo retirado do ativo mais rápido do que está sendo investido, enfraquecendo a narrativa positiva trazida momentaneamente pela notícia da SG-FORGE.
O índice negativo do CMF reflete a falta de confiança dos investidores da XLM. Eles estão recuando em vez de ampliar suas posições, mesmo diante das novidades favoráveis. Até que um fluxo de capital consiga inverter verdadeiramente esse cenário, o anúncio da stablecoin pode não ser suficiente para sustentar uma recuperação consistente dos preços.
XLM CMF. Fonte: TradingView
Dados do mercado futuro indicam incerteza entre os traders de XLM. As posições compradas e vendidas estão quase equilibradas, com leve tendência para operações vendidas. Esse cenário de quase equilíbrio aponta que nem compradores nem vendedores possuem vantagem clara, mantendo a próxima movimentação dependente das oscilações de preço.
O risco de queda tem um ponto de ativação bem definido. Se a pressão de baixa levar a XLM abaixo de US$ 0,145, cerca de US$ 3,18 milhões em posições compradas poderão ser liquidadas. Essa possível sucessão de vendas forçadas ampliaria a oferta, afetando ainda mais as expectativas de alta e podendo intensificar a desvalorização do ativo.
XLM Mapa de Liquidação. Fonte: Coinglass
Rompimento de preço da XLM é improvável
O preço da Stellar está em US$ 0,156, pouco acima do suporte de US$ 0,155, alinhado ao nível de 38,2% da retração de Fibonacci. Um padrão de cunha descendente se desenha desde o mês passado. Embora esse tipo de padrão possa sinalizar recuperação, os indicadores atuais exigem cautela antes de prever um rompimento para cima.
O cenário de venda persistente pode levar a XLM até US$ 0,147, patamar correspondente ao nível de 23,6% de Fibonacci, reconhecido como suporte do mercado de baixa. A perda deste suporte indicaria um rompimento técnico, abrindo espaço para queda até US$ 0,136. Este movimento confirmaria o enfraquecimento contínuo do ativo e mostraria que, até o momento, o impulsionamento institucional da SG-FORGE não foi o suficiente para mudar o cenário de mercado.
XLM Análise de Preço. Fonte: TradingView
Uma mudança de sentimento entre os investidores pode configurar o cenário alternativo de alta. A XLM pode reagir acima de US$ 0,155, romper a cunha descendente, superar US$ 0,166 e buscar US$ 0,175. Um movimento consistente acima deste nível invalidaria a tese de queda e confirmaria que fatos institucionais começam a ser refletidos no preço da XLM.
O artigo Stellar conquista grande vitória institucional, mas XLM segue em queda foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Análise Whale Research: 3 fatores que impulsionam a Circle
Apesar do crescimento da receita, o resultado da Circle, impulsionado pelas reservas, mantém-se sólido e a escala do USDC mostrou resiliência diante da volatilidade dos preços das criptos. No entanto, surgem novas incertezas em relação ao risco regulatório associado ao compartilhamento de rendimentos das reservas, criando dúvidas sobre a parceria fundamental de distribuição com a Coinbase.
No quarto trimestre de 2025, a Circle registrou receita total e rendimento proveniente das reservas de US$ 770 milhões, encerrando o ano com US$ 75,3 bilhões em USDC em circulação, alta de 72% em relação ao ano anterior. Com resultados acima das expectativas, a reação do mercado foi imediata.
A principal análise de investimento está além do destaque dado ao resultado financeiro.
O modelo de ganhos da Circle pode ser resumido como “taxa + escala do USDC + economia da distribuição”, embora a companhia busque se reposicionar para infraestruturas de pagamentos e receitas de aplicações na camada de software.
Mesmo após uma queda de quase 50% no preço do Bitcoin e diante da fraqueza mais ampla do mercado de cripto, a oferta total de stablecoins permaneceu estável, situação inédita em mercados de baixa anteriores. As stablecoins se desvincularam da volatilidade de preços do mercado, tornando a “escala” um ponto menos crítico no modelo da Circle.
A incerteza atual recai sobre a economia da distribuição. Novas interpretações do OCC, relacionadas ao GENIUS Act, trazem questionamentos sobre estruturas de recompensa de exchange atreladas ao USDC serem consideradas repasse indevido de rendimento. Caso reguladores restrinjam como a renda das reservas pode ser compartilhada com parceiros, a parceria comercial tradicional entre Circle e Coinbase pode ser impactada.
Resumo do 4º trimestre e modelo de receita da Circle
O comunicado de resultados do quarto trimestre de 2025 da Circle apontou USDC em circulação de US$ 75,3 bilhões no final do ano, além de receita total e rendimento das reservas de US$ 770 milhões. A administração reiterou a projeção de manter uma taxa de crescimento anual composta de 40% na circulação de USDC ao longo de vários anos.
Dois pontos sobre o modelo de negócios da Circle se destacam:
Primeiro, a principal fonte de receita da Circle continua sendo o rendimento sobre reservas. A companhia informou rendimento de US$ 733 milhões no quarto trimestre (aumento de 69% ano a ano), e uma “taxa de retorno sobre as reservas” de 3,8% (queda de 68 pontos-base em comparação anual). A expansão do USDC compensou a redução das taxas de juros recebidas sobre essas reservas.
Em segundo lugar, as despesas com distribuição, transações e demais custos somaram US$ 461 milhões no quarto trimestre (alta de 52%), evidenciando que a distribuição do USDC segue fortemente dependente de parcerias, especialmente do acordo com a Coinbase.
O modelo principal de negócios da Circle pode ser sintetizado como “taxa + escala do USDC + economia da distribuição”. As taxas de juros influenciam o rendimento das reservas, a escala do USDC determina a base das reservas e a economia de distribuição define os acordos de divisão de receitas com parceiros.
A companhia amplia seu portfólio para infraestrutura de pagamentos e aplicações blockchain, reduzindo a dependência do rendimento das reservas e das distribuições via exchange. “Outras receitas”, provenientes de fontes não relacionadas às reservas, alcançaram US$ 110 milhões em 2025 (acima da projeção).
Produtos centrais nesse segmento incluem a Circle Payment Network, sistema global de transferências quase instantâneas com stablecoin, licenciada em 55 jurisdições (inclusive licenças de transmissor nos EUA e conformidade com o MiCA europeu); Arc Blockchain, uma blockchain corporativa layer 1 para dinheiro programável e aplicações no mundo real; e ferramentas para desenvolvedores como o Cross-Chain Transfer Protocol (CCTP).
Embora o rendimento das reservas ainda seja predominante nas receitas, o avanço das receitas de infraestrutura reforça a narrativa de transformação do modelo de negócios da Circle.
Stablecoin desvinculada da oscilação de preços do mercado de cripto
Apesar da queda de quase 50% do Bitcoin desde o pico no final de 2025, a oferta total de stablecoins se manteve praticamente estável, sem retração expressiva durante a crise de vendas. Dados da Defillama indicam valor de mercado total das stablecoins em cerca de US$ 310 bilhões, patamar historicamente elevado.
Segundo dados da Visa, o volume de transações com stablecoins atingiu novo recorde histórico em fevereiro de 2026, chegando a US$ 1,73 trilhão, mesmo em um intenso mercado de baixa, com o índice Fear and Greed sinalizando extremo medo.
O cenário é distinto de ciclos anteriores, quando quedas semelhantes eram acompanhadas por resgates significativos de stablecoins, episódios de perda de paridade e saídas de capital visíveis do ecossistema de cripto.
Diversos fatores estruturais ajudam a explicar essa diferença.
Em 2026, as stablecoins ocupam papel mais abrangente nas finanças digitais. Além de servirem como pares de negociação de criptos, passaram a ser usadas em liquidações internacionais, pagamentos on-chain e gestão de tesouraria. Essa ampliação no uso reduz a ligação direta entre apetite por risco especulativo e oferta agregada de stablecoins.
Além disso, a infraestrutura de mercado amadureceu. Maior transparência sobre reservas, fiscalização mais rígida das emissoras e integração com sistemas financeiros tradicionais diminuíram as chances de resgate desorganizado durante períodos de volatilidade.
A principal relação de negócios, neste contexto, é que a estabilidade na oferta e uso de stablecoins assegura uma base de reservas estável, sendo estes ativos o motor da renda obtida pela Circle. Ao se desvincular da volatilidade do mercado, os ganhos da Circle também passaram a seguir movimento independente das oscilações das criptos. Entretanto, o preço das ações da Circle segue apresentando alta correlação com o mercado, atuando mais como instrumento especulativo do que reflexo dos fundamentos da empresa. Com a adoção das stablecoins se aprofundando, esse descompasso pode ser corrigido, levando a uma possível reavaliação das ações da Circle.
Economia de distribuição e risco regulatório
O principal fator de risco para a Circle está relacionado à economia de distribuição, mais especificamente à definição regulatória sobre o compartilhamento de rendimentos.
Um novo impasse regulatório surge em torno de como será feita a divisão da renda de reservas vinculada à stablecoin. O Escritório de Controladoria da Moeda dos Estados Unidos (OCC) sinalizou recentemente uma interpretação restritiva da proibição do GENIUS Act quanto ao pagamento de juros atrelados à stablecoin. Caso seja aprovada nos termos atuais, essa interpretação pode limitar acordos em que a renda de reservas financia, mesmo que de forma indireta, programas de recompensas para usuários. Isso atinge diretamente a relação comercial atual entre a Circle e a Coinbase.
O GENIUS Act proíbe que emissoras de stablecoin realizem pagamentos de juros atrelados à stablecoin. Até então, grande parte do setor operava acreditando que essa proibição se aplicava apenas aos pagamentos realizados diretamente pela emissora. A nova proposta do OCC contesta esse entendimento.
O órgão afirmou que vínculos financeiros próximos entre emissores e plataformas de cripto responsáveis pelos seus tokens “tornariam muito provável” que o rendimento seja repassado a investidores de forma indireta, por meio de intermediários. Na prática, se a emissora divide a renda de reserva com uma parceira de distribuição e essa parceira oferece recompensas atreladas ao saldo de stablecoin, autoridades podem presumir que esse arranjo configura um repasse proibido de rendimento. Atualmente, parte expressiva da receita de reservas da Circle é compartilhada com a Coinbase, conforme previsto no acordo de distribuição, o que incentiva a Coinbase a promover a USDC e recompensar clientes. Essa parceria é relevante para a Circle, pois a circulação da USDC se beneficia da base de investidores pessoa física e institucional da Coinbase.
Pelo novo enquadramento do OCC, arranjos desse tipo podem ficar sob críticas. Caso os reguladores considerem que programas de recompensas das exchanges estejam economicamente ligados à renda de reserva das emissoras, a atual estrutura de distribuição corre o risco de ser contestada.
Da perspectiva do investidor, o efeito recai diretamente sobre a parte de “economia de distribuição” do modelo de ganhos da Circle, que define o quão eficiente é a promoção da USDC pelos canais de exchange. Hoje, as exchanges continuam sendo o principal canal de distribuição, apesar dos esforços da empresa para diversificar sua atuação.
Resumo
A conjuntura de taxas segue cíclica, e a USDC apresentou resiliência estrutural diante do atual cenário de fraqueza do mercado cripto. A principal incerteza para frente recai agora sobre a economia de distribuição.
Até que o OCC defina sua regra e que as negociações legislativas esclareçam o tratamento das recompensas de terceiros, a estrutura de distribuição entre Circle e Coinbase representa o maior fator de risco para o perfil de ganhos de curto e médio prazo da Circle.
Aviso legal: As informações disponibilizadas neste texto não constituem recomendação de investimento, orientação financeira, sugestão de negociação ou qualquer outro tipo de aconselhamento, e não devem ser interpretadas como tal. Todo o conteúdo abaixo tem caráter exclusivamente informativo.
O artigo Análise Whale Research: 3 fatores que impulsionam a Circle foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.