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"A frase “Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei” revela a corrupção sutil do poder, não pela negação da lei, mas por sua seletividade estratégica. Na contemporaneidade, a lei permanece intacta em forma e discursos, mas é manipulada por autoridades que a usam como ferramenta de conveniência, guiadas por interesses, alianças e ressentimentos. Isso inverte a imparcialidade: juízes, em vez de se anularem pela norma, agem como sujeitos afetados por convicções pessoais, corrompendo julgamentos e fragilizando a ideia de justiça.

O mais alarmante é a normalização dessa distorção. A sociedade tolera o rigor seletivo, abdicando da segurança jurídica — a lei que protege hoje pode perseguir amanhã, sob pretextos técnicos ou exceções. Justiça deve ser campo de limites, não arena de intenções. Atribuída a Maquiavel, a máxima denuncia uma tendência humana estrutural: relativizar princípios quando não servem a interesses. Assim, o direito perde universalidade, tornando-se privilégio circunstancial, e a justiça vira horizonte comum fragilizado."

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