Tether bloqueia 131 carteiras TRON ligadas a grupo terrorista ISIS-K
A emissora de stablecoins Tether bloqueou fundos em todas as 131 carteiras TRON sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA em 1º de julho como parte da atualização para a designação do ISIS-Khorasan (ISIS-K). A ação acrescenta 134 endereços de criptomoedas como identificadores do grupo, sendo 131 na rede TRON (TRX) e 3 na rede Monero (XMR), segundo a empresa de análise de blockchain Chainalysis. Carteiras de cripto ligadas ao ISIS-K receberam mais de US$ 1,4 milhão desde 2023 A Chainalysis informou que as carteiras TRON designadas receberam mais de US$ 1,4 milhão desde 2023 e enviaram mais de US$ 880 mil. Alguns desses endereços transferiram recursos para exchanges de cripto baseadas na Síria, enquanto o agrupamento mais amplo apresentou grande exposição a serviços tradicionais do setor. Gráfico Chainalysis Reactor mostra carteiras TRON ligadas ao ISIS-K. Fonte: Chainalysis O ISIS-K atua no Afeganistão, Paquistão e partes da Ásia Central. O OFAC classificou o grupo como Organização Terrorista Especialmente Designada em setembro de 2015. Sua agência de mídia, al-Azaim Media Foundation, já solicitou doações em cripto por meio de sites e plataformas de mensagens. Segundo a Chainalysis, historicamente, as doações individuais foram pequenas, refletindo a limitação financeira dos apoiadores. “A Chainalysis coletou endereços históricos de doação em Tron, Monero e Bitcoin”, informou o relatório. A atualização de 1º de julho segue uma iniciativa em junho do OFAC contra empresas de serviços financeiros da Síria que sacaram fundos para operadores do ISIS. Antes, em 2023, foi designado o operador das Maldivas Ali Shafiu, cuja carteira TRON interagiu com endereços de depósito ligados a exchanges do Irã, segundo a Chainalysis. A resposta da Tether segue a tendência de empresas privadas bloqueando recursos ilícitos em conjunto com autoridades governamentais. O BeInCrypto mostrou, em maio, que a unidade T3 Financial Crime, da companhia, em parceria com TRON e TRM Labs, já congelou mais de US$ 450 milhões em cripto ilícita desde o lançamento em setembro de 2024. As exchanges também participam desses esforços. A Coinbase bloqueou mais de US$ 3 milhões ligados a redes de golpes no Sudeste Asiático durante a Disruption Week do Departamento de Justiça dos EUA. O artigo Tether bloqueia 131 carteiras TRON ligadas a grupo terrorista ISIS-K foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Metaplanet atinge marco de 43 mil BTC e se torna a terceira maior empresa investidora do mundo
A Metaplanet alcançou o marco de 43 mil BTC em 2 de julho. A empresa sediada em Tóquio agora ocupa a terceira posição entre as maiores tesourarias corporativas de Bitcoin do mundo, atrás apenas da Strategy e da Twenty One Capital no ranking global de empresas que mais possuem o ativo. A iniciativa reforça o papel crescente do Japão na corrida corporativa pela acumulação de Bitcoin. O que representa o marco de 43 mil BTC da Metaplanet? Uma tesouraria corporativa de Bitcoin é uma companhia que mantém o Bitcoin como ativo estratégico de reserva em seu balanço. A Metaplanet adicionou 2.823 BTC durante o segundo trimestre de 2026. Dessa forma, a aquisição elevou o total armazenado para exatamente 43 mil BTC hoje (2). O preço médio de aquisição ficou em cerca de 12,71 milhões de ienes (~US$ 80 mil) por Bitcoin. Além disso, o valor efetivo de compra reduziu para aproximadamente 12,09 milhões de ienes (~US$ 77 mil) devido à receita do segmento Bitcoin Generation. Essa operação gerou US$ 10,95 milhões em receita no segundo trimestre. Metaplanet now holds 43,000 BTC ($2.6B), with total debt and prefs at 23% of BTC NAV. The balance sheet is robust, the capital channels are being built, and the asset we exist to accumulate is on sale. Forward. $BTC $MPJPY https://t.co/4kzJXWCIJg — Dylan LeClair (@DylanLeClair) July 2, 2026 O volume já se mostra expressivo. O investimento total da Metaplanet em Bitcoin corresponde a aproximadamente 659,25 bilhões de ienes (~US$ 4,2 bilhões). O portfólio era avaliado em cerca de 409 bilhões de ienes (~2,6 bilhões) em 30 de junho. O custo médio global está em 15,33 milhões de ienes (~US$ 102,5 mil) por BTC. O indicador BTC Yield confirma a tendência. A Metaplanet apresentou um yield robusto de 6,6% em Bitcoin no trimestre. Assim, a companhia segue ampliando seu indicador de Bitcoin por ação, um dos principais parâmetros de performance para estratégias desse tipo no cenário corporativo internacional. No trimestre encerrado em 30 de junho de 2026, a Metaplanet obteve um BTC Yield de 6,6%. Fonte: Metaplanet Metaplanet ocupa o terceiro lugar atrás de Strategy e Twenty One Capital O ranking corporativo de Bitcoin está definido. A Strategy (ex-MicroStrategy) lidera com reservas superiores a 847 mil BTC. A Twenty One Capital aparece em segundo lugar. Atualmente, a Metaplanet é a terceira maior investidora, ultrapassando outros grandes nomes, como a MARA Holdings. “Parabéns à Metaplanet por atingir ₿43 mil e se tornar a terceira maior tesouraria corporativa de Bitcoin do mundo”, escreveu Michael Saylor no X. Ele destacou que a Metaplanet comprova que a estratégia de tesouraria de Bitcoin já é verdadeiramente global. 10 principais companhias de tesouraria pública de Bitcoin. Fonte: BitcoinTreasuries.net A empresa expandiu-se rapidamente desde que adotou essa estratégia em 2024. O CEO Simon Gerovich utilizou ofertas de ações, instrumentos de dívida e estratégias com opções para adquirir BTC. O método contribui para reduzir a diluição dos acionistas geralmente associada a essas grandes compras corporativas. O balanço permanece sólido. Dívidas e ações preferenciais representam apenas cerca de 23% do valor líquido dos ativos em Bitcoin. Com isso, a Metaplanet dispõe de margem para seguir acumulando. O movimento reforça o protagonismo do Japão na crescente adoção corporativa de Bitcoin no mundo. O artigo Metaplanet atinge marco de 43 mil BTC e se torna a terceira maior empresa investidora do mundo foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Petróleo amplia queda após alta nas exportações da Arábia Saudita
A queda do preço do petróleo se aprofundou nesta quinta-feira, com o WTI recuando para menos de US$ 68 pela primeira vez em 125 dias. Enquanto isso, o Bitcoin (BTC) subiu mais de 5% para níveis acima de US$ 61.500, e o ouro ampliou ganhos, superando US$ 4 mil. O restabelecimento dos embarques sauditas pelo Estreito de Ormuz, reaberto, eliminou grande parte do prêmio de guerra do petróleo. Os preços haviam ultrapassado US$ 110 durante o auge do conflito. Desempenho de preços do petróleo, ouro e Bitcoin. Fonte: TradingView Por que a queda do preço do petróleo se intensificou A Arábia Saudita está enviando seu maior volume de petróleo pelo Estreito de Ormuz desde que a trégua entre EUA e Irã reabriu a rota marítima. Quatro petroleiros da estatal Bahri teriam saído do Golfo com cerca de 8 milhões de barris. SAUDI OIL EXPORTS SURGE AFTER HORMUZ REOPENS Saudi Arabia is shipping its most crude through the Strait of Hormuz since the U.S.-Iran truce reopened the waterway. Four Bahri supertankers carrying about 8 million barrels have exited the Gulf, signaling higher exports. The… — *Walter Bloomberg (@DeItaone) July 2, 2026 A retomada é expressiva. As exportações haviam caído para cerca de 4 milhões de barris por dia durante os combates, ante mais de 7 milhões em fevereiro. O ritmo já se aproxima novamente do patamar anterior à guerra, de 6,3 milhões de barris por dia, conforme dados da Argus. Durante o fechamento, Riade manteve aproximadamente metade de suas exportações ao desviar carregamentos para portos no Mar Vermelho. Depois de quase quatro meses parado, a Aramco retomou embarques em Ras Tanura, o maior terminal de petróleo do mundo. A consultoria de análise marítima Kpler estima que o tráfego pelo estreito já voltou a cerca de 40 travessias de navios por dia. Os fluxos da vizinha Emirados Árabes Unidos já atingiram os níveis anteriores ao conflito. O impacto é global. O canal responde por cerca de 20% do comércio marítimo de petróleo, segundo a EIA. Consequentemente, o WTI agora é negociado abaixo do valor registrado quando ataques dos EUA ao Irã começaram no fim de fevereiro. No entanto, o acordo provisório de trégua de 60 dias continua transitório e seguradoras permanecem cautelosas em relação à navegação no Golfo. Bitcoin e ouro seguem direção oposta O Bitcoin subiu mais de 5% nas últimas 24 horas e era negociado próximo de US$ 61.649 até o momento desta reportagem. Energia mais barata e a redução do temor geopolítico estimulam o apetite por ativos de risco. A queda do petróleo também arrefece expectativas inflacionárias, favorecendo movimentos mais arriscados. Desempenho do preço do Bitcoin. Fonte: BeInCrypto O movimento mostra que a pressão vendedora do Bitcoin já vinha diminuindo antes da trégua. O mercado de ações reforça o cenário: quase 60% dos papéis do S&P 500 têm avaliações de compra recordes com o arrefecimento das tensões. As preocupações com a inflação persistem. Mary Daly, presidente do Federal Reserve de São Francisco, afirmou que o choque de investimentos em Inteligência artificial faz o mercado questionar se haverá impacto inflacionário. FED'S DALY: AI INVESTMENT SHOCK HAS PEOPLE WONDERING IF IT WILL BE INFLATIONARY; PRODUCTIVITY GAINS COULD RISE EXPONENTIALLY DUE TO AI — Wall St Engine (@wallstengine) July 2, 2026 Esse contexto explica a resiliência do ouro. O metal era negociado próximo de US$ 4.119, com avanço intradiário até US$ 4.140, mantendo-se bem abaixo do recorde de janeiro, acima de US$ 5.500. Desempenho do preço do ouro (XAU). Fonte: TradingView Ainda assim, a valorização do ouro já supera 22% em doze meses. Investidores seguem aplicando no metal para proteção contra inflação e riscos geopolíticos. A diferença indica que os mercados precificam uma retomada sustentada da oferta, mas ainda mantêm proteção diante da instabilidade da trégua. O artigo Petróleo amplia queda após alta nas exportações da Arábia Saudita foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
HOOD sobe 8% com lançamento da Robinhood Chain e recorde mundial de IA do Guinness
A Robinhood lançou o mainnet público da Robinhood Chain, colocando sua rede layer 2 baseada na Arbitrum em operação durante uma palestra em Londres. As ações da HOOD avançaram mais de 8% após o evento. A empresa também quebrou um recorde mundial do Guinness no palco. Um agente de IA utilizou um Cartão de Crédito Virtual Agentic para realizar a maior quantidade de compras em três minutos. Mainnet da Robinhood Chain é lançada sobre a Arbitrum O lançamento ocorre cerca de cinco meses após a corretora abrir um testnet público, em fevereiro. De acordo com o anúncio oficial, a rede permissionless foca em serviços financeiros e ativos do mundo real tokenizados. A Robinhood Chain utiliza a tecnologia Arbitrum. As transações são processadas fora da blockchain principal e liquidadas no Ethereum, estratégia que, segundo a empresa, reduz as taxas. A chain não tem token próprio. Em vez disso, utiliza o Ethereum (ETH) para o pagamento de taxas de gas e transações. Além disso, a Robinhood informa tempo médio de bloco de aproximadamente 100 milissegundos. Enquanto isso, a Chainlink afirma que agora atua como oracle de dados e cross-chain da rede, dando suporte aos Stock Tokens desde o início. LIVE: @RobinhoodCrypto adopts Chainlink as its official data and cross-chain oracle. Chainlink is now powering Robinhood Stock Tokens and unlocking access to the onchain economy for millions of users. Live on day 1. https://t.co/aXoTJUo1gw pic.twitter.com/z7IOCrLtOU — Chainlink (@chainlink) July 1, 2026 A Robinhood se junta a outras empresas que adotam a Arbitrum. A LG Electronics recentemente lançou uma rede de anúncios baseada em blockchain na mesma infraestrutura. Stock Tokens e DeFi Lending da Robinhood entram em operação Os Stock Tokens são o elemento central desta estreia. Usuários elegíveis em mais de 120 países podem negociar ações tokenizadas 24 horas por dia pela Robinhood Wallet, embora a oferta varie conforme a jurisdição. A Uniswap participa como parceira inicial e disponibiliza um protocolo dedicado de liquidez na chain. Enquanto isso, o Robinhood Earn permite que investidores dos EUA emprestem a stablecoin USDG com rendimento estimado anual de 7%, ampliando a recente iniciativa Crypto Earn baseada na Morpho. Competidores também buscam espaço no segmento. Binance e OKX estão explorando ações dos EUA tokenizadas, o que mantém a disputa intensa neste mercado. Preço das ações da Robinhood. Fonte: Tradingview Recorde de IA impulsiona sentimento em Wall Street A demonstração com o Guinness destacou as ambições da Robinhood em automação. O agente de IA buscou, selecionou e comprou presentes para o público, com um avaliador oficial confirmando o recorde. A companhia pretende expandir as Contas Agentic para negociação de cripto nos EUA, além do segmento de ações e opções. Contudo, os próprios relatórios da Robinhood alertam que agentes de IA podem operar com dados desatualizados, apresentar comportamentos inesperados e ser difíceis de interromper em tempo real. Apesar disso, investidores reagiram rapidamente. As ações da HOOD subiram 8,4%, atingindo cerca de US$ 108. No entanto, esse movimento contrasta com a cautela vista anteriormente. Em fevereiro, especialistas alertaram que uma atividade fraca em cripto poderia pressionar o preço das ações da Robinhood ao longo do ano. O lançamento do mainnet agora direciona o foco para a adoção. O engajamento dos desenvolvedores e o volume dos Stock Tokens nas próximas semanas indicarão se a chain manterá o interesse de Wall Street. O artigo HOOD sobe 8% com lançamento da Robinhood Chain e recorde mundial de IA do Guinness foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Alta do preço do XRP esconde queda de 11% nas compras
O preço do XRP subiu cerca de 2% e passou a ser negociado próximo de US$ 1,05 em 2 de julho, mas o movimento de compra por trás desse avanço já está perdendo força. Investidores de longo prazo estão reduzindo as aquisições, enquanto operadores de futuros cortam exposição e os indicadores de momento alertam para riscos. Esses fatores apontam que o salto de 2% pode encontrar dificuldades para se manter. Preço do XRP avança, mas momentum não confirma O ganho de 2% ocorreu com volume de negociação inferior ao registrado nos dias anteriores, desde 26 de junho. Quando o preço sobe em meio a menor volume, há menos compradores sustentando as altas, o que deixa uma base frágil para o movimento. O RSI do XRP indica o mesmo cenário. O Índice de Força Relativa (RSI), métrica que mede a velocidade das mudanças nos preços, está em 37,97, bem abaixo da linha neutra de 50. Isso mostra que o momentum segue fraco, mesmo com o preço em alta. O alerta é ainda maior. O preço do XRP apresenta topos mais baixos, enquanto o RSI faz topos mais altos: trata-se de uma divergência oculta de baixa em formação, configuração que frequentemente indica retomada de tendência de queda. RSI diário e volume do XRP: TradingView Esse sinal ainda não foi confirmado. Ele só se consolida caso o XRP não recupere o topo recente (próximo de US$ 1,069) e o próximo candle diário indica queda. Por ora, o risco está aumentando, mas ainda não está definido. Os maiores conhecedores do XRP também parecem enxergar esse cenário fragilizado. Investidores de longo prazo reduzem compras em cerca de 11% Os dados on-chain do XRP reforçam essa leitura. O HODLer Net Position Change, métrica da Glassnode que acompanha a variação líquida do fornecimento mantido por investidores de longo prazo, caiu cerca de 11% para 213,6 milhões de XRP em 1 de julho, contra aproximadamente 239,3 milhões de XRP no dia anterior, 30 de junho. Essa redução ocorreu mesmo com o preço em alta. Em resumo, os investidores mais estáveis desaceleraram as compras diante do movimento tímido, em vez de persegui-lo. Variação da posição líquida de HODLers de XRP: Glassnode Os dados sugerem que esses investidores podem prever uma possível pausa. Quando investidores convictos recuam com quedas de dois dígitos, recuperações costumam perder força. Ainda assim, menor demanda não garante queda acentuada, e o mercado de futuros ajuda a explicar o motivo. Apostas em futuros caem 11% e risco de queda acentuada diminui O open interest do XRP, que mede o valor total dos contratos de futuros ativos, recuou cerca de 11%, de US$ 865,52 milhões em 23 de junho para os atuais US$ 766,32 milhões. Menos apostas abertas indicam redução de alavancagem no mercado. O funding rate do XRP, taxa periódica que indica a direção majoritária das apostas, também se mantém negativa. Isso aponta para cautela, e não excesso de posições compradas, reduzindo o risco de liquidações agressivas. Open interest e funding do XRP: Santiment Essa dinâmica, na prática, limita o potencial de queda. Com muita alavancagem já removida, eventuais recuos tendem a gerar menos vendas forçadas. Assim, retrações devem ser mais rasas. Esse equilíbrio entre momentum enfraquecido e cenário relaxado para quedas coloca a decisão nos principais níveis de preço do XRP. Níveis de preço do XRP tornam-se decisivos A primeira resistência para o XRP está em US$ 1,069. Um fechamento diário acima desse patamar invalidaria, por ora, a divergência oculta de baixa e abriria espaço para novas altas. Força real se confirma apenas acima de US$ 1,099, nível de 0,618 de Fibonacci. Recuperar esse ponto devolveria momentum aos compradores e sustentaria uma análise mais otimista para o preço do XRP. Pelo lado negativo, US$ 1,046 é o primeiro suporte. Uma quebra nesse nível abre espaço para a zona psicológica dos US$ 1,00, com novos patamares de apoio próximos de US$ 0,979, caso a pressão vendedora aumente. Análise de preço do XRP: TradingView Diante do recuo de 11% dos investidores e da divergência em formação, o sinal baixista se confirma caso o XRP rejeite a resistência e encerre abaixo desse patamar. O nível em US$ 1,069 separa um avanço até US$ 1,099 de um recuo para a faixa de US$ 1,00. O artigo Alta do preço do XRP esconde queda de 11% nas compras foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
BC e mercado divergem sobre natureza das stablecoins em audiência na Câmara
A disputa sobre como o Brasil deve tratar as stablecoins ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (1º). Em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, o Banco Central defendeu que parte desses ativos seja tratada como instrumento monetário, e não apenas como ativo virtual. Representantes do mercado reagiram. Para eles, a lei já resolveu a questão. Stablecoins são criptomoedas criadas para manter valor estável. Em geral, cada unidade equivale a uma moeda oficial, como o dólar. No Brasil, esses ativos são usados para proteção cambial, remessas internacionais e pagamentos. O debate tratou do PL 4308/24, projeto do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) que disciplina as stablecoins no país. A audiência foi requerida pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), relator da proposta na comissão. BC quer manter comando regulatório sobre stablecoins Fábio Araújo, consultor do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, afirmou durante a audiência que a autarquia não gostaria de correr o risco de perder o comando regulatório sobre instrumentos monetários. Araújo separou as stablecoins do Bitcoin. No caso do Bitcoin, o próprio token é o ativo, com escassez e verificabilidade garantidas pelo código. Já a stablecoin depende de uma referência externa. Se a conexão entre o token e a reserva que o lastreia for rompida, o usuário precisa recorrer ao sistema financeiro tradicional para recuperar valores. Por isso, o BC entende que certas stablecoins se aproximam mais de ativos financeiros tradicionais do que de criptoativos descentralizados. Araújo classificou esses modelos como ativos do mundo real tokenizados, os chamados RWAs, sigla em inglês para real world assets, que designa ativos físicos ou financeiros representados em blockchain. Quando a stablecoin apresenta características compatíveis com meios de pagamento, disse o consultor, deve ser compreendida como uma forma de instrumento monetário. Por que o mercado rejeita o rótulo de moeda eletrônica? O setor privado apresentou frente unida contra a equiparação das stablecoins à moeda eletrônica. Moeda eletrônica é o saldo em reais mantido em conta de pagamento, controlado por uma empresa emissora, como ocorre em carteiras digitais. Rodrigo Marinho, diretor executivo do Instituto Livre Mercado, argumentou que a Lei 14.478, o Marco Legal dos Criptoativos, já pacificou o enquadramento das stablecoins como ativos virtuais. Para ele, qualquer mudança nessa definição precisa passar pelo Congresso, e não por interpretação infralegal do regulador, ou seja, por normas editadas pelo próprio Banco Central sem alteração da lei. Marinho também defendeu a utilidade econômica desses ativos. Segundo ele, o sistema Swift de liquidação interbancária leva em média dois dias, enquanto a stablecoin cresceu justamente porque a liquidação é imediata. O advogado Eduardo Paiva Gomes, especialista em regulação de ativos virtuais, listou diferenças técnicas entre os dois modelos. Na moeda eletrônica, toda transferência passa pela empresa emissora e o circuito é fechado. Nas stablecoins, a movimentação ocorre diretamente na rede, de carteira para carteira, sem participação do emissor em cada transação. Ele comparou a aplicação de regras de moeda eletrônica às stablecoins ao uso das normas dos Correios para regular e-mails. Paiva citou ainda experiências internacionais. Os Estados Unidos criaram categoria específica para stablecoins de pagamento. A Europa seguiu a lógica da moeda eletrônica, gerou exigência de dupla licença e viu stablecoins relevantes saírem de plataformas locais. César Carvalho, diretor de Relações Governamentais da Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABTOKEN), avaliou que o BC já encontrou um caminho equilibrado na Resolução 521, que aplicou a regulação cambial quando stablecoins são usadas em pagamentos internacionais, mas preservou sua natureza jurídica de ativo virtual. A Receita Federal também participou. Cid Carlos Costa de Freitas, chefe do Laboratório de Tecnologias Contra a Lavagem de Dinheiro do órgão, afirmou que o Fisco não atua como regulador do mercado, mas monitora as operações. O que acontece agora com o PL das stablecoins? A audiência ocorreu em momento de tensão regulatória. Um dia antes, o Banco Central abriu consulta pública sobre a retenção de até 24 horas em remessas de stablecoins ao exterior. Após a discussão na Comissão de Desenvolvimento Econômico, o PL 4308/24 ainda precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir ao Plenário. O texto já foi aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação. O artigo BC e mercado divergem sobre natureza das stablecoins em audiência na Câmara foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
A Solana (SOL) é negociada próxima a US$ 77 após uma alta semanal de 16%, mas segue cerca de 74% abaixo da máxima histórica. Enquanto isso, a atividade on-chain se aproxima dos maiores níveis do ano à medida que o preço busca formar um fundo. Esse contraste prepara um mês decisivo para a SOL. Uma configuração de preço ainda negativa em períodos mais longos agora se encontra com alguns dos indicadores de rede mais expressivos que a Solana registrou em 2024. Atividade da rede Solana testa máximas do ano Os dados on-chain mostram um cenário mais favorável do que o preço sugere. O número de endereços ativos segue subindo rapidamente, voltando a testar as máximas do ano pouco abaixo de 7 milhões. Número de endereços ativos de SOL. Fonte: Glassnode As transações por segundo, considerando a média de sete dias, seguem em forte alta, aproximando-se de 1.100. Esse indicador caminha para alcançar um novo recorde de throughput da rede. O movimento gera uma clara divergência. A atividade da rede continua avançando enquanto o preço do token permanece em patamares próximos aos mais baixos dos últimos 12 meses. Número de transações por segundo de SOL. Fonte: Glassnode Grande parte desse avanço recente é impulsionada por launchpads de memecoins e airdrops especulativos na Solana. Uma manutenção do uso acima desses níveis poderia fortalecer os fundamentos para uma recuperação de preços. Gráfico semanal mantém SOL em faixa negativa O gráfico semanal mostra um cenário mais cauteloso. A SOL está aproximadamente 74% abaixo da máxima histórica de US$ 293 e opera no menor patamar desde dezembro de 2023. No momento, o preço busca segurar a retração de Fibonacci de 0,786 de longo prazo, localizada próxima de US$ 73. Esse ponto é o último suporte relevante antes de possíveis novas quedas mais profundas. A primeira resistência significativa aparece no nível Fibonacci de 0,618, em torno de US$ 120. Para voltar a essa faixa, seria preciso uma valorização superior a 55% em relação aos preços atuais. Gráfico semanal de SOL. Fonte: Tradingview O volume semanal segue em queda, sinalizando acúmulo e baixa volatilidade. Mesmo assim, a tendência principal permanece negativa enquanto os compradores não recuperarem patamares superiores. As liquidações recentes de alavancagem no mercado destacam a fragilidade do sentimento global. Previsão de preço da Solana: US$ 80 é linha decisiva O gráfico diário mostra os primeiros sinais de possível fundo. A SOL perdeu um canal ascendente em junho e atingiu seu alvo projetado na faixa de US$ 63. O preço então reagiu com força a esse suporte, voltando a testar a resistência logo abaixo de US$ 80. O Índice de Força Relativa subiu para perto de 60, apontando maior impulso comprador. Um fechamento diário acima de US$ 80 reforçaria a chance de recuperação, abrindo caminho para US$ 100 e, posteriormente, para US$ 120. Se perder o suporte de US$ 73, a zona de demanda em US$ 63 volta ao radar. Gráfico diário de SOL. Fonte: Tradingview O upgrade do consenso Alpenglow, previsto para entrar em vigor no terceiro trimestre, pode servir como catalisador caso a ativação se confirme. A principal ameaça segue vindo do enfraquecimento do mercado, refletida nos recentes saques dos ETFs. O desempenho de julho agora depende se a SOL conseguirá transformar fundamentos sólidos da rede em um rompimento expressivo acima de US$ 80. O artigo O que esperar da Solana (SOL) em julho de 2026? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Mercado de previsões na Solana é lançado: pode competir com Polymarket e Kalshi?
A World foi lançada em 1º de julho como um mercado de previsões onchain na Solana (SOL), disponível na Phantom Wallet e utilizando oráculos da Chainlink para liquidar negociações de forma automática na stablecoin CASH. A estreia insere uma concorrente nativa da Solana em um segmento atualmente liderado por Polymarket e Kalshi, onde os volumes vêm atingindo máximos históricos. millions wondered "what is world xyz?" 🌎 world is the @solana prediction market world is live in @phantom with @chainlink as oracle infra world is how the world trades what happens next world is just getting started https://t.co/Dkis959FTU pic.twitter.com/CtTg8ZaGWL — world (@world_xyz) July 1, 2026 Como funciona a World dentro da Phantom? A World opera como um protocolo não custodiante, diferente de uma exchange tradicional. Ela direciona ordens a provedores de liquidez na Solana, não custodia os fundos dos usuários e não opera os mercados diretamente. Investidores mantêm suas posições em suas próprias carteiras como tokens até decidirem sacar. A liquidação ocorre por meio do Chainlink Data Streams e seu ambiente de execução, que fornecem preços e resolvem resultados com pouca intervenção humana. As posições vencedoras são automaticamente resgatadas em CASH, uma stablecoin da Solana. No lançamento, a World disponibilizou contratos de curto prazo de alta ou baixa do Bitcoin (BTC) e previsões sobre a Copa do Mundo FIFA de 2026. A estreia ocorre enquanto a Solana registra forte desempenho. O token SOL da Solana subiu mais de 5% no dia e cerca de 16% na semana, segundo dados do BeInCrypto. Desempenho de preço da Solana (SOL). Fonte: BeInCrypto A equipe planeja adicionar mercados de esportes, política e macroeconomia ao longo de julho. World substitui a Kalshi na carteira O lançamento marca a revelação pública de uma infraestrutura que estava em operação há semanas. A Phantom oferecia mercados com tecnologia Kalshi por meio da integração DFlow desde dezembro de 2025. Depois, passou a utilizar a World para todas as posições abertas a partir de 1º de junho. Full story — what World Prediction Markets does, how it replaced DFlow/Kalshi, and what the disclosure actually says: https://t.co/hMC39dsIHj — Solana 🧭 Compass (@SolanaCompass) June 30, 2026 Na configuração anterior, investidores resgatavam manualmente as posições vencedoras, enquanto na World a liquidação ocorre automaticamente ao fim do evento. Essa mudança é relevante pois a Phantom alcança cerca de 20 milhões de usuários, permitindo que a World tenha ampla distribuição sem aplicativo próprio. Já a Kalshi segue como forte concorrente e estaria avaliando um valuation de US$ 40 bilhões. Antes do anúncio, o projeto realizou uma campanha secreta centrada em um globo cintilante e o slogan “Trade Everything”. Chegou até a informar seus seguidores de que “não havia produto”. “Os mercados de previsão são uma das aplicações mais potentes que se pode construir em uma blockchain de alta performance. A World foi criada para mostrar o que a Solana viabiliza: mercados em tempo real, liquidação onchain e uma experiência que atinge o usuário onde ele está”, disse Pedro Miranda, Head de Consumer da Solana Foundation, no anúncio do lançamento. World pode enfrentar Polymarket e Kalshi? As concorrentes já estabelecidas têm vantagens que a World ainda não construiu. O Polymarket comprovou o modelo em 2024, quando mais de US$ 3 bilhões foram negociados em seu mercado presidencial dos EUA. Desde então, elas expandiram para a Solana por meio de uma integração com a Jupiter em fevereiro, competindo pelo mesmo espaço agora disputado pela World. For the first time, @Polymarket is coming to Solana. On Jupiter. Integrating Polymarket is primed for making Jupiter the most innovative predictions platform on Solana Trade all the markets you want. On one onchain platform. The best user-experience on Solana 🤝 The biggest… pic.twitter.com/lSpxZ93SaK — Jupiter (@JupiterExchange) February 1, 2026 Os caminhos regulatórios dessas empresas são bastante distintos. A Kalshi é uma exchange regulamentada nos EUA que venceu a CFTC na Justiça em 2024 para listar contratos eleitorais. O Polymarket seguiu rota oposta, pagando multa de US$ 1,4 milhão à CFTC em 2022, o que a obrigou a operar fora dos EUA por anos. A World contorna ambas, funcionando como um protocolo onchain sem restrições, dispensando licença e intermediários. Essa liberdade traz consequências. O modelo não custodiante elimina intermediários, mas abre mão das proteções e da supervisão que balizam plataformas regulamentadas como a Kalshi. A World não divulgou dados de volume ou liquidez, mantendo seu potencial de negociação ainda não comprovado. Mercados de previsão favorecem livros de ofertas robustos, que oferecem spreads mais estreitos e preços consistentes. A distribuição pode atrair usuários rapidamente, mas essa profundidade leva tempo para ser construída. O setor segue em alta, com o open interest dos mercados de previsão atingindo recorde de US$ 1,48 bilhão em junho. Uma memecoin sem relação com a plataforma, usando o nome World, gerou especulação no Pump.fun, mas a equipe já confirmou que não há ligação entre elas. Volume aberto do mercado de previsões. Fonte: X/a16z crypto O argumento do World se baseia na distribuição e liquidação instantânea onchain, e não em uma escala comprovada. A Copa do Mundo será o primeiro grande teste para ver se o acesso integrado ao Phantom resulta em liquidez duradoura. O artigo Mercado de previsões na Solana é lançado: pode competir com Polymarket e Kalshi? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Standard Chartered apoia a Morpho, e depois Robinhood a utiliza
Morpho recebeu dois importantes apoios institucionais no mesmo dia, após o Standard Chartered iniciar a cobertura sobre o protocolo de empréstimo DeFi e a Robinhood anunciar um novo produto Crypto Earn impulsionado pela infraestrutura da Morpho. Essas novidades consecutivas fortalecem a posição da Morpho como uma das plataformas de empréstimos descentralizados que mais crescem, competindo com a Aave. O preço do token MORPHO subiu mais de 12% no dia. Desempenho de preço do MORPHO. Fonte: BeInCrypto Robinhood leva Morpho ao público principal A Robinhood começou a disponibilizar o produto Crypto Earn, um serviço de empréstimo descentralizado apoiado pela Morpho, para usuários elegíveis no aplicativo e na Robinhood Chain. Robinhood Earn is rolling out to eligible US customers. Lend USDG onchain through a self-custody wallet and earn an estimated 7% APY. APY subject to change.https://t.co/klNh8iHFPd pic.twitter.com/fQrEZbuVu9 — Robinhood (@RobinhoodApp) July 1, 2026 Acompanhe-nos no X para receber as notícias em tempo real A primeira pool de empréstimos é coordenada pela Steakhouse Financial e integra a recém-lançada maple syrupUSDG, um produto de crédito institucional apoiado pelo stablecoin Global Dollar (USDG), regulado e emitido pela Paxos para a Global Dollar Network. Segundo a Maple, a empresa originou mais de US$ 22 bilhões em empréstimos institucionais desde 2022. Com a nova integração, investidores da Robinhood terão acesso a estratégias de crédito on-chain desenvolvidas na estrutura aberta da Morpho. “A Morpho fornece a rede de crédito aberta que possibilita que estratégias especializadas de crédito cheguem aos usuários em escala”, disse Paul Frambot, CEO e cofundador da Morpho, no comunicado à imprensa. Standard Chartered reforça a perspectiva positiva O anúncio da Robinhood veio após a decisão do Standard Chartered de iniciar cobertura sobre o MORPHO, classificando o protocolo como um dos melhores investimentos de longo prazo em finanças descentralizadas. O banco destacou a arquitetura Vaults da Morpho como principal diferencial, argumentando que seu design modular a torna adequada para gestores institucionais de ativos, plataformas fintech e ativos tokenizados do mundo real. Analistas também apontaram o rápido crescimento do protocolo e suas integrações em expansão no ecossistema de ativos digitais. O relatório de pesquisa, aliado à integração com a Robinhood, indica aumento da confiança institucional na infraestrutura da Morpho, indo além da valorização do token. O que vem a seguir para Morpho? A Robinhood informou que o acesso ao Crypto Earn será ampliado gradualmente nas próximas semanas, enquanto a Maple planeja estender o syrupUSDG para outros blockchains além do Ethereum e Robinhood Chain. Robinhood Earn, powered by Morpho Millions of eligible @RobinhoodApp users can now earn onchain yield from a Morpho Vault curated by @SteakhouseFi via noncustodial wallets. This is how we bring the benefits of onchain finance to the world. pic.twitter.com/zuyb0V1bN5 — Morpho 🦋 (@Morpho) July 1, 2026 Para os investidores, os anúncios recentes demonstram que a Morpho está evoluindo de um importante protocolo DeFi de empréstimo para infraestrutura financeira essencial para stablecoins regulados, crédito institucional e plataformas fintech, o que pode impulsionar ainda mais sua adoção à medida que as finanças tokenizadas seguem ganhando tração. O artigo Standard Chartered apoia a Morpho, e depois Robinhood a utiliza foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
EUA sancionam brasileiros acusados de lavar dinheiro do PCC com criptomoedas
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros e quatro empresas por suposta ligação com uma rede de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Segundo o Departamento do Tesouro americano, a rede usou criptomoedas para enviar recursos ilícitos dos Estados Unidos de volta ao Brasil. As sanções partiram do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, a OFAC, órgão do Tesouro que administra as listas de bloqueio dos EUA. Os nomes entraram na chamada SDN List. Trata-se da relação de pessoas e empresas com quem cidadãos e companhias americanas ficam proibidos de negociar. A medida também bloqueia qualquer bem dos alvos sob jurisdição dos Estados Unidos. Lavagem de dinheiro é o processo de dar aparência legal a recursos de origem criminosa. O objetivo é dificultar o rastreio pelas autoridades. Segundo o Tesouro, foi exatamente esse o papel da rede sancionada. Como as criptomoedas entraram na rota de lavagem do PCC? De acordo com o comunicado oficial, a rede operava a partir de dois núcleos. Um na Flórida, nos Estados Unidos, e outro em São Paulo. O dinheiro do tráfico gerado em cidades americanas era convertido e enviado de volta ao Brasil. O Tesouro afirma que Victor Henrique de Oliveira Shimada liderava o braço paulista. Ele teria atuado como elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. Segundo as autoridades americanas, Shimada e sua organização lavaram mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos. O órgão diz que a rede recorreu a criptomoedas para mover os valores. As criptomoedas são ativos digitais transferidos diretamente entre carteiras, sem passar por bancos. O comunicado não citou tokens, protocolos ou carteiras específicas. A ação foi coordenada por uma força-tarefa de segurança dos EUA. Participaram o escritório do FBI em Miami e a seção de lavagem de dinheiro e narcóticos do Departamento de Justiça americano. Em janeiro de 2026, o FBI prendeu seis integrantes do grupo baseado na Flórida. Quem são os brasileiros sancionados pelos EUA? Além de Shimada, a OFAC sancionou Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. O Tesouro a descreve como parente e associada próxima do empresário. Segundo o comunicado, ela trabalhou como secretária dele e atuou como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro. As sanções atingiram ainda quatro empresas. Três ficam em São Paulo: Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia; Pixwave Soluções de Pagamentos; e Wave Construções Inteligentes. A quarta é a Avenidas Flutuantes Unipessoal, com sede perto de Lisboa, em Portugal. Segundo a OFAC, as empresas foram sancionadas por serem controladas por Shimada ou por atuarem em nome dele. O órgão afirma que a estrutura de companhias ajudava o empresário a receber os fundos ilícitos e a disfarçar a origem do dinheiro. O elo com o caso VaideBet e o Corinthians No Brasil, Shimada já era investigado antes das sanções. Ele é o único sócio da Victory Trading. O Ministério Público de São Paulo o denunciou por lavagem de dinheiro em julho de 2025, no caso VaideBet. O caso apura o desvio de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas. Em entrevista e documentos citados pelo Estadão, a investigação aponta movimentação intensa entre a Victory Trading e a Wave Intermediações. O Tesouro americano fez a mesma ligação. No comunicado, o órgão afirmou que a Victory Trading foi usada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária. O documento não citou o Corinthians pelo nome. Em janeiro de 2025, Shimada chegou a ficar em prisão domiciliar no Brasil por causa desse caso. O que as sanções da OFAC significam na prática? Com a inclusão na lista, todos os bens dos alvos sob jurisdição dos EUA ficam bloqueados. Empresas em que os sancionados detêm 50% ou mais também são bloqueadas de forma automática. Cidadãos e empresas dos Estados Unidos ficam proibidos de fazer negócios com os alvos. O efeito costuma alcançar corretoras de criptomoedas e emissoras de stablecoins ligadas ao sistema americano. Stablecoin é a criptomoeda atrelada ao valor de uma moeda forte, em geral o dólar. O alcance vai além das fronteiras dos EUA. Bancos estrangeiros que processarem transações relevantes para os sancionados correm risco de sanções secundárias. Na prática, isso pressiona instituições no mundo todo a evitar qualquer contato financeiro com os nomes da lista. Gene Lange, subsecretário em exercício para Terrorismo e Inteligência Financeira do Tesouro, disse que a medida enfrenta a “crescente presença” da geração de receita ilícita do PCC em território americano. Terceira ação dos EUA contra o PCC Esta foi a terceira ação da OFAC contra o PCC. A primeira ocorreu em dezembro de 2021, quando o órgão designou a facção. A segunda foi em março de 2024, contra Diego Macedo Gonçalves do Carmo, apontado como operador financeiro do grupo. O anúncio ocorre semanas depois de os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A designação entrou em vigor em 5 de junho de 2026. O status amplia o poder dos EUA para perseguir as finanças da facção no exterior. As sanções desta quarta-feira (1º) foram aplicadas com base em duas ordens executivas. Uma mira o tráfico de drogas e a outra o financiamento do terrorismo. O Tesouro descreveu o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental. O artigo EUA sancionam brasileiros acusados de lavar dinheiro do PCC com criptomoedas foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Bitcoin volta aos US$ 60 mil após fala do presidente do Fed
O Bitcoin (BTC) recuperou os US$ 60 mil nesta quarta-feira (1) após o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmar que os riscos inflacionários diminuíram e adotar uma postura aberta em relação à inteligência artificial (IA), reacendendo o apetite por ativos de risco e metais preciosos. O chefe do Fed evitou classificar o recente aumento de investimentos em IA como inflacionário e destacou a redução dos riscos de alta de preços, postura considerada menos rigorosa pelos investidores em comparação à estreia dele em junho. O ouro também subiu junto com o Bitcoin. Desempenho do Bitcoin e do ouro. Fonte: TradingView Kevin Warsh minimiza temor de juros altos Warsh discursou no Fórum do BCE sobre Bancos Centrais em Sintra, Portugal, sua primeira participação internacional como presidente do Fed. Com histórico de postura rígida em relação à inflação, ele integrou o board da instituição durante a crise de 2008, tendo renunciado em 2011 em protesto contra um plano de compra de US$ 600 bilhões em títulos. As declarações dele ganharam peso porque a inflação nos EUA está pressionada. Os preços ao consumidor subiram 4,2% até maio, a maior alta desde 2023, impulsionados pelo conflito com o Irã, que elevou o valor do petróleo. Esse movimento levou o banco central norte-americano a manter os juros entre 3,5% e 3,75% em junho e sinalizar uma possível elevação. Os receios retrocederam após a queda do petróleo no fim daquele mês. Durante um painel no evento em Sintra, Warsh destacou a redução das pressões inflacionárias desde o início do mandato. … Os riscos inflacionários diminuíram. No entanto, ele reforçou que a tarefa ainda não está concluída, reafirmando o compromisso do Fed com a estabilidade dos preços. … Todos nós estamos no negócio da estabilidade de preços … observamos ao redor e vimos que os preços estão altos demais. Sobre a IA, Warsh se mostrou otimista, apontando-a como motor de produtividade, mas ressaltando que o efeito nos preços ainda é incerto. Kevin Warsh observes that it's up to the Fed to determine whether the AI boom is going to be inflationary. He is asked whether that's happening. Warsh: “I’m not going to make a judgment now.” — Nick Timiraos (@NickTimiraos) July 1, 2026 Enquanto isso, parte dos dirigentes do Fed tem relacionado preocupações inflacionárias ligadas à IA ao argumento para elevação dos juros. … O que dizem é que a demanda é insaciável, que essas companhias, as hyperscalers, pagarão praticamente qualquer valor por esses insumos, e querem tudo pronto imediatamente, afirmou Beth Hammack, presidente do Federal Reserve de Cleveland, em entrevista recente ao canal CNBC. Bitcoin volta a US$ 60 mil enquanto o ouro avança O Bitcoin operava por volta de US$ 60.088, alta de cerca de 2,8% em 24 horas, enquanto o Ethereum subiu aproximadamente 3,3%, ficando em torno de US$ 1.619. Os avanços devolveram ao ativo a marca dos US$ 60 mil e elevaram seu valor de mercado para mais de US$ 1,2 trilhão. O movimento acontece após um mês de forte queda: o Bitcoin havia recuado de US$ 60 mil para a mínima de 2026, próxima de US$ 58 mil na última semana, após a inflação pressionada em maio provocar liquidações de cerca de US$ 1,26 bilhão. O ativo ainda acumula perda em torno de 16% em relação ao mês anterior. Já o ouro recuperou-se até a máxima intradiária de US$ 4.115 após atingir as mínimas de vários meses esta semana. A prata e outros metais preciosos também subiram, acompanhando o menor receio de uma elevação agressiva de juros. 🚨 Massive reversal in precious metals after Kevin Warsh signals inflation risk is decreasing. Over $1.25 trillion has been added to precious metals in the last 6 hours. Gold is up +3.7%, adding $1.05 trillion in market value. Silver is up +6%, adding $200 billion in market… pic.twitter.com/l0VSuzjWt7 — Bull Theory (@BullTheoryio) July 1, 2026 O mercado de títulos mostrou menos otimismo. Os rendimentos dos Treasuries avançaram, com o título de 10 anos próximo de 4,46%. Essa elevação indica que o mercado projeta taxas de juros elevadas por mais tempo. Rendimento dos Treasuries dos EUA a 10 anos. Fonte: TradingView O movimento ocorre após Warsh enfatizar que os preços estão altos e sinalizar que não haverá corte nos juros, postura considerada conservadora, na contramão do avanço recente do Bitcoin e do ouro. Warsh manteve a posição em relação aos preços e não indicou possibilidade de corte na reunião de julho. Os dados sobre o emprego nos EUA e o próximo encontro do Fed, previstos para daqui a cerca de quatro semanas, devem testar a força dessa recuperação. O artigo Bitcoin volta aos US$ 60 mil após fala do presidente do Fed foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Nova stablecoin pode reduzir os ganhos de quem usa USDC na Aave?
O Open USD (OUSD) foi lançado nesta terça-feira com o apoio de mais de 140 empresas, levantando uma questão relevante para quem obtém rendimento em USD Coin (USDC) via Aave. O novo token permite que empresas realizem emissão e resgate gratuitamente e direciona a receita de reservas para os parceiros. Essa estrutura mira a Circle, mas os efeitos podem atingir os mercados de finanças descentralizadas (DeFi), onde o USDC gera rendimento. Como o USDC gera rendimento no Aave Os credores que fornecem USDC ao Aave não pagam juros para a Circle. Eles recebem dos tomadores que pagam para retirar USDC do pool. O Aave vincula esses índices à utilização, ou seja, à participação do USDC fornecido já captado por tomadores. Quando a utilização supera o ponto considerado ideal, as taxas de fornecimento sobem rapidamente para atrair depósitos. Por isso, a demanda por empréstimos é o fator determinante. Fornecedores de USDC no principal mercado Ethereum do Aave recebem cerca de 3,4%, segundo dados da DefiLlama, embora essa taxa varie conforme a procura. Rendimento médio de 30 dias para fornecedores de USDC no Aave. Fonte: DefiLlama O mesmo mercado pagou rendimentos médios de um dígito e chegou próximo de 18% em 2024. A legislação federal incentiva poupadores a buscarem alternativas onchain. O GENIUS Act, sancionado em julho de 2025, proíbe emissores de stablecoins de remunerarem diretamente os investidores. Esse limite ao rendimento das stablecoins tornou plataformas como o Aave a principal alternativa para quem busca retorno. O Aave também lançou um mercado de empréstimo institucional para ativos tokenizados. Por que o Open USD pode pressionar esses rendimentos O Open USD foca na demanda. Entre seus apoiadores estão Visa, Mastercard, Stripe, Coinbase e BlackRock, empresas que controlam grande parte dos fluxos de pagamentos corporativos internacionais. O formato do token oferece incentivo para migração. Os parceiros ficam com a maior parte dos juros que o Open USD obtém sobre reservas. Essa receita foi responsável por 99% do faturamento da Circle em 2024, conforme documento enviado à SEC. A Coinbase é o caso mais emblemático. Em 2024, a Circle repassou à exchange US$ 908 milhões para a distribuição do USDC. Lá, a exchange também fica integralmente com as receitas obtidas sobre os saldos mantidos. Agora, a Coinbase apoia a nova concorrente, e o acordo com a Circle deve ser renovado em agosto. A Stripe avançou ainda mais e integrou sua plataforma ao novo token. “O Open USD será o stablecoin padrão para empresas que utilizam a Stripe”, afirmou Will Gaybrick, presidente de Tecnologia e Negócios da Stripe, no anúncio oficial. A influência da Stripe é concreta. Zach Abrams, agora à frente da Open Standard, foi cofundador da Bridge, empresa de stablecoin adquirida pela Stripe em início de 2025. Se estas companhias transferirem seus fluxos de liquidação para o Open USD, a demanda antes voltada ao USDC pode diminuir. Menor interesse pelo USDC no Aave reduz a utilização, o que leva à queda das taxas pagas aos fornecedores. A Circle se destacou quando o crescimento de transferências corporativas do USDC superou o da Tether (USDT). Muitos desses mesmos canais agora sustentam a nova concorrente. O fator decisivo será o tempo, já que o Open USD ainda não está totalmente operacional e não consta em mercados do Aave. Principal mercado Ethereum com a maior seleção de ativos e opções de rendimento no Aave. Fonte: Aave Core Market A resposta da Circle e o que investidores DeFi devem observar A Circle defende que sua vantagem é difícil de ser replicada. O CEO Jeremy Allaire afirma que a escala e liquidez conquistadas ao longo do tempo garantem a resiliência do USDC. “Redes de stablecoins são negócios baseados em plataforma e efeitos de rede, estabelecidos ao longo dos anos, tendem a estruturas em que um dominante leva quase todo o mercado e se assemelham a outros mercados utilitários de plataformas da internet”, escreveu Allaire em uma publicação no X. O USDC ainda possui ampla liquidez em exchanges e licenças tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Ele manteve sua posição regulatória europeia mesmo enquanto o USDT recua da região. Seu fornecimento está próximo de US$ 73 bilhões, atrás do USDT, que soma cerca de US$ 184 bilhões. O histórico também oferece à Circle uma vantagem em sua comunicação. Visa, Mastercard e Stripe apoiaram o projeto Libra do Facebook em 2019, mas abandonaram a iniciativa após alguns meses diante da pressão de órgãos reguladores. O efeito negativo imediato mais intenso atingiu as ações da Circle, não o USDC. As ações da Circle Internet Group (CRCL) caíram cerca de 17% nesta terça-feira (30) e acumularam baixa de aproximadamente 40% no último mês. Desempenho das ações da Circle (CRCL). Fonte: TradingView Sua exclusão dos cinco principais índices Russell Growth impulsionou vendas automáticas baseadas em regras no mesmo período. Circle (CRCL) Removed from Multiple Russell Growth Indexes According to Simply Wall St, Circle (NYSE: CRCL) was removed from several major Russell Growth Indexes during the Russell annual reconstitution on June 26, including the Russell 1000 Growth Index, Russell 3000 Growth… pic.twitter.com/WT4sM2gvSa — Wu Blockchain (@WuBlockchain) July 1, 2026 Para quem utiliza DeFi, as ações imediatas são objetivas. É possível monitorar o uso do Aave e suas taxas em painéis atualizados em tempo real. Diversificar depósitos entre diferentes protocolos e redes reduz o risco concentrado em um único ambiente. Novas estratégias de rendimento onchain também podem surgir à medida que o Open USD for implementado. Os próximos meses colocarão uma questão à prova: o Open USD terá demanda suficiente para afetar as taxas do Aave, ou a vantagem inicial da Circle vai se manter? O artigo Nova stablecoin pode reduzir os ganhos de quem usa USDC na Aave? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Agentes de IA começam a lidar com dinheiro e esta blockchain quer construir o banco deles
Por enquanto, a maioria dos agentes de IA ainda opera em ambientes controlados. Eles resumem documentos, escrevem códigos, pesquisam bases de dados e auxiliam equipes de atendimento ao cliente a ganhar agilidade. No setor financeiro, esses agentes já atuam em detecção de fraudes, conformidade, pesquisas e processos administrativos. Segundo a Cambridge Judge Business School, foi constatado este ano que 52% das instituições financeiras estão adotando IA agente, sendo que 23% delas já escalam ou transformam operações em torno dessa tecnologia. A Bond Labs, uma rede de superapps baseada em blockchain, aposta no próximo avanço. A empresa pretende que agentes de IA possam negociar, emprestar, tomar empréstimos, transferir fundos e futuramente realizar pagamentos tanto no universo cripto quanto em meios tradicionais. A empresa lançou operações na 0G, uma rede blockchain nativa de IA, com uma plataforma DeFi desenvolvida para humanos e agentes autônomos de IA. A Bond afirma que sua plataforma reúne Uma exchange descentralizada à vista, Exchange de perpétuos Mercados de empréstimo e crédito, E também uma camada planejada de neobank, com recursos para entrada e saída de moedas fiduciárias, transferências globais, acesso IBAN em blockchain, cartões Visa de débito e contas com rendimento. Agents need a place to trade, earn, and transact. Not a chain built for humans where agents are guests – a chain built for agents from day one. @bond_xyz_ knows. Welcome to the agentic economy. ⚡ https://t.co/9OL9K6KEDF — 0G Labs (Home of Infinite AI) (@0G_labs) May 21, 2026 É uma promessa ampla, lançada em um momento em que o setor financeiro avalia o grau de autonomia seguro para sistemas capazes de raciocinar, planejar e agir. O agente precisa de uma carteira A ideia por trás da Bond é simples. Se agentes de IA vão atuar como participantes econômicos, precisarão de infraestrutura financeira. Um chatbot pode indicar a um usuário formas de rebalancear um portfólio. Já um agente poderia, em teoria, executar essas operações: transferir recursos ociosos para aplicações, tomar empréstimos usando ativos como garantia, buscar proteção para exposições ou movimentar fundos entre blockchains e sistemas de pagamento. Essa mudança exige mais do que uma interface de comandos. São necessários liquidez, ambientes de execução, mercados de crédito, verificação de identidade, acesso a pagamentos e controles de risco. A Bond busca reunir todos esses elementos em um único ecossistema. Your bank moves your money in the dark. Once a month, a statement. A number you’re told to trust. Most people juggle a bank, an exchange, and apps that don’t talk to each other. Bond puts your financial life on one open, on-chain ledger. Built for everyone. pic.twitter.com/Yr2xLZA4lV — Bond Super App (@BondSuperApp_) June 24, 2026 Sua camada DeFi inclui uma DEX à vista baseada na modelagem de mercado automatizada estilo Uniswap V3, uma DEX de perpétuos com livro de ordens centralizado e mercados de empréstimo com taxas de juros dinâmicas. A empresa planeja incluir uma camada de neobank nos próximos três meses, ofertando entrada e saída de moeda fiduciária, transferências internacionais, cartões Visa e contas integradas à 0G Chain. A Bond também pretende criar uma divisão de ativos do mundo real, permitindo acesso e negociação de ativos tokenizados para agentes e usuários investirem ou liquidarem posições. Em resumo, a Bond deseja ser o sistema operacional financeiro dos agentes de IA. O dinheiro acompanha a tese O lançamento tem apoio direto do ecossistema da 0G Labs. A Bond conta com um programa de incentivos de US$ 10 milhões fornecido pela 0G Labs, um aporte direto de US$ 3,5 milhões e a meta de alcançar US$ 50 milhões em TVL. O programa de incentivos terá duração de 12 meses e será monitorado em blockchain. A Bond informa que operações realizadas por agentes de IA vão integrar a estrutura de recompensas. O foco principal é liquidez. Sem ela, uma plataforma financeira para agentes seria apenas uma interface. Com liquidez, agentes podem executar negociações, acessar mercados de crédito e movimentar valores sem intervenção manual constante de humanos. … A visão de agentes de IA gerenciarem finanças pessoais sempre esbarrou em infraestruturas fragmentadas, disse Taweh Beysolow, CEO da Bond Labs. “A Bond oferece a camada de primitives DeFi que faltava e um neobank que permite aos agentes negociar, tomar crédito, gastar e gerar rendimento, tudo em uma plataforma só.” Michael Heinrich, CEO da 0G Labs, enxerga a Bond inserida em uma economia mais ampla de IA. … A 0G está construindo a infraestrutura fundamental para uma economia nativa de IA, e um dos pilares desse conceito é permitir que agentes autônomos transacionem, administrem ativos e acessem serviços financeiros com a mesma facilidade que humanos, afirmou Heinrich. … A Bond é a primeira plataforma a concretizar totalmente essa proposta, combinando DeFi institucional com neobank de usabilidade simples, tudo em um blockchain projetado desde o início para agentes de IA. A infraestrutura por trás da plataforma A Bond também integrou parceiros de infraestrutura e liquidez. A empresa afirma que a Turtle fornecerá liquidez e distribuição de incentivos, a Re7 atuará como curadora de vaults DeFi, a Midas responderá pela infraestrutura de vaults e a Wormhole dará suporte à interoperabilidade entre blockchains. Também foram listados Cicada Capital, Diffuse, GSR e Flow Traders como provedores de liquidez. Re7 Labs is proud to announce a collaboration with @BondSuperApp_ Re7 provides strategy curation and technical support to pre-deposit vaults on Bond – with deposits allocated across Re7's actively managed on-chain strategies (mRe7ETH, mRe7BTC, Re7 Yield) alongside Bond's native… pic.twitter.com/71e81hhszF — Re7 Labs (@Re7Labs) June 10, 2026 Essas parcerias são fundamentais, pois finanças para agentes de IA dependem de mercados profundos. Um agente que administra capital exige qualidade de execução, liquidação confiável e liquidez suficiente para evitar distorções de preços. Essi, CEO da Turtle Club, destacou que a campanha de pré-depósito precisava contemplar diferentes públicos. … A Bond está desenvolvendo um superapp para um público que abrange varejo e institucional. A campanha de pré-depósitos demandou LPs nativos de DeFi capazes de suportar ambos os perfis. Estruturamos o projeto em parceria com o time da Bond até que a economia fechasse sem comprometer as entregas aos usuários. É uma grande satisfação trabalhar lado a lado com eles. O risco já não é mais teórico Um levantamento da Deloitte sobre IA nas empresas para 2026 revelou que 74% das companhias esperam utilizar agentes de Inteligência Artificial ao menos moderadamente até 2027. No setor financeiro, a Universidade de Cambridge identificou que a adoção de IA agentica já está mais avançada entre fintechs do que em instituições tradicionais. Órgãos reguladores também acompanham essa tendência. O Conselho de Estabilidade Financeira alertou que a IA está se disseminando em atividades de combate à lavagem de dinheiro, identificação do cliente, detecção de fraudes, avaliação de risco de crédito, cibersegurança, gestão de portfólios e conformidade. O Banco da Inglaterra foi além, alertando que agentes autônomos futuramente podem operar em nome de consumidores, executar estratégias de negociação e ampliar a volatilidade do mercado caso muitos sistemas reajam de maneira parecida. Isso faz da segurança um aspecto central na proposta da Bond. A companhia afirma adotar uma abordagem com prioridade total na proteção, incluindo auditorias de contratos inteligentes realizadas pela Hashlock. Esse tema ganha relevância já que plataformas DeFi continuam expostas a explorações, falhas de oráculos, riscos em pontes, choques de liquidez e desenho inadequado de incentivos. A questão mais desafiadora envolve a governança. Se um agente de IA realiza uma negociação, aprova um pagamento ou toma empréstimo com garantia, o sistema necessita de regras claras sobre consentimento, limites, responsabilidade e mecanismos de emergência. O lançamento da Bond é um primeiro teste para avaliar se agentes de IA podem evoluir de assistentes para atuantes no setor financeiro. A infraestrutura está começando a surgir. No entanto, o mercado ainda precisa demonstrar que as finanças autônomas podem funcionar sem transformar agilidade em fragilidade. O artigo Agentes de IA começam a lidar com dinheiro e esta blockchain quer construir o banco deles foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Banco prevê alta de 33x para nova altcoin após acertar Ethereum e Aave
O Standard Chartered iniciou a cobertura da Morpho (MORPHO) com preço-alvo de US$ 60 para o final de 2030. A projeção indica potencial de valorização próximo de 30 vezes e amplia a aposta crescente do banco no segmento de finanças descentralizadas (DeFi). A estimativa prevê que a Morpho supere tanto o Bitcoin (BTC) quanto o Ethereum (ETH) até 2030. O ativo soma-se a um portfólio de cobertura do banco que já inclui a Aave (AAVE). Desempenho do preço da MORPHO. Fonte: BeInCrypto Caminho do Standard Chartered para o preço de US$ 60 da MORPHO A Morpho negocia próxima de US$ 2,05, alta de mais de 10% no dia da divulgação do relatório, de acordo com dados do BeInCrypto. O token ocupa a 57ª posição em valor de mercado. O analista Geoff Kendrick, responsável por pesquisas de ativos digitais no Standard Chartered, detalhou uma projeção anual até a meta. Ele projeta a MORPHO em US$ 3,50 em 2026, US$ 11 em 2027, US$ 22 em 2028, US$ 40 em 2029 e US$ 60 em 2030. O levantamento apresentou a possibilidade de um ganho de 33 vezes considerando cotações mais baixas de quando o relatório foi publicado neste mês. Partindo do nível atual, o preço-alvo corresponde a multiplicação próxima de 30 vezes. Standard Chartered inicia cobertura da Morpho com preço-alvo de US$ 60 para o final de 2030. A projeção sucede uma série de previsões de longo prazo, incluindo a decisão do banco de reduzir o preço-alvo do Ethereum no mês passado. O Standard Chartered também apresentou perspectiva de valorização de 50 vezes para a Aave poucas semanas antes. Por que o Standard Chartered aposta na Morpho A Morpho é o segundo maior protocolo de empréstimos DeFi, atrás apenas da Aave. Juntas, controlam 57% dos depósitos e 63% dos empréstimos ativos entre as plataformas do segmento. Principais protocolos DeFi de empréstimo. Fonte: DefiLlama “A Morpho atua como banco on-chain e também infraestrutura para bancos on-chain e gestores de ativos.” O banco divide a Morpho em duas frentes: Morpho Markets opera de forma semelhante à Aave Morpho Vaults servem como infraestrutura para gestores e curadores de ativos on-chain. O Standard Chartered aponta o negócio de vaults como diferencial, apontando o potencial de atrair fundos tradicionais (TradFi) para o ambiente on-chain. A instituição projeta crescimento de 37 vezes nos ativos DeFi até 2030 e aposta que a Morpho deve acompanhar essa expansão. A Morpho possui cerca de US$ 9,8 bilhões em depósitos atualmente. Plataformas de custódia como Fireblocks, Anchorage e Taurus já integram seus vaults aos sistemas próprios. TVL da Morpho. Fonte: DefiLlama O balanço da Morpho reforça as perspectivas. Seu desenvolvedor, o Morpho Labs, concluiu recentemente uma captação de US$ 175 milhões que avaliou o protocolo em US$ 2 bilhões. Ainda assim, a projeção depende da capacidade da Morpho em consolidar relações profundas com entidades de finanças tradicionais, e o Standard Chartered alerta que o crescimento pode ocorrer em etapas. Essa incerteza está no centro de toda projeção de longo prazo para a Morpho. Os próximos trimestres devem testar o ritmo de entrada do capital institucional. O artigo Banco prevê alta de 33x para nova altcoin após acertar Ethereum e Aave foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Prazo bonificado da olimpíada de educação financeira do Tesouro Direto termina nesta quarta-feira
Escolas públicas e privadas têm até esta quarta-feira (1º) para garantir uma vantagem extra na Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira, conhecida pela sigla Olitef. Quem se inscrever até hoje recebe dois números da sorte no sorteio de prêmios da competição. Depois desse prazo, cada escola passa a receber apenas um número. A Olitef é uma iniciativa nacional e gratuita de educação financeira voltada a estudantes do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade destinada a quem não concluiu os estudos na idade recomendada. A competição é promovida pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e pela B3, a bolsa de valores brasileira, com apoio do Ministério da Educação (MEC), do Banco Central, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Como funciona a bonificação nas inscrições da olimpíada? O cronograma da Olitef 2026 prevê números da sorte extras conforme a data de inscrição da escola. Instituições cadastradas até 1º de abril receberam três números. Quem se inscrever até esta quarta-feira (1º de julho) recebe dois números. A partir de amanhã, cada escola inscrita passa a receber apenas um número, até o encerramento definitivo das inscrições, em 1º de setembro. O cadastro é feito exclusivamente pela equipe pedagógica, no site oficial www.olitef.com.br. Diretores, coordenadores ou professores podem realizar a inscrição usando o código da escola no sistema do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Depois de inscrita a escola, os estudantes são cadastrados gratuitamente na plataforma para participar das etapas da competição. Quais são os prêmios da Olitef 2026? Ao todo, 55 escolas serão sorteadas com kits educacionais de R$ 100 mil cada. São 54 escolas públicas, duas por estado, e uma escola privada. Cada instituição sorteada pode escolher o destino do kit, entre laboratório de informática, ciências ou robótica, entre outras opções. O diretor e até quatro professores de cada escola sorteada também são premiados. Ao todo, 55 gestores e 220 professores devem receber R$ 8 mil cada em títulos do Tesouro Direto, plataforma do governo federal para venda de títulos públicos a pessoas físicas. Estudantes com melhor desempenho na prova recebem medalhas e também podem ser contemplados com R$ 400 em títulos públicos do Tesouro Selic, modalidade de título pública indexada à taxa básica de juros. A previsão da organização é distribuir R$ 7,7 milhões em prêmios nesta edição, somando escolas, gestores e professores. Qual foi o desempenho da Olitef em edições anteriores? A Olitef está em sua terceira edição. A primeira, em 2024, reuniu 546.801 estudantes. Em 2025, a segunda edição saltou para 1.755.186 alunos participantes, um crescimento de 220%. O avanço consolidou a Olitef como a maior olimpíada de educação financeira do país. A prova da edição de 2026 será aplicada em setembro. As escolas podem optar pela aplicação presencial ou online, e pelo formato impresso ou digital. O artigo Prazo bonificado da olimpíada de educação financeira do Tesouro Direto termina nesta quarta-feira foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ripple libera 1 bilhão de XRP enquanto pesadelo de queda se aprofunda: o que vem a seguir?
A Ripple realizou o desbloqueio mensal programado de escrow nesta quarta-feira. A empresa liberou exatamente 1 bilhão de XRP em três transações distintas. A medida ocorre após um mês de junho expressivo que levou o ativo ao menor patamar em 19 meses nos mercados globais de cripto. O desbloqueio de julho volta as atenções para as práticas de gestão de oferta adotadas pela Ripple. O que envolve o desbloqueio de escrow do XRP pela Ripple em julho O desbloqueio de escrow refere-se à liberação mensal de XRP pela Ripple a partir de contratos inteligentes criados em 2017 para garantir liquidez previsível. A plataforma de monitoramento on-chain Whale Alert identificou as transferências em 1º de julho. Além disso, as transações ocorreram logo no início do dia em rápida sucessão. A divisão ficou clara. A Ripple liberou 200 milhões de XRP, em seguida 300 milhões e, por fim, outros 500 milhões. Com isso, o desbloqueio atingiu exatamente 1 bilhão de tokens, avaliados em cerca de US$ 1,04 bilhão pelos preços atuais. Ripple libera 1 bilhão de XRP após queda acentuada em junho. Fonte: X/@whale_alert O mecanismo existe desde 2017. Inicialmente, a Ripple colocou 55 bilhões de XRP em escrow para evitar vendas abruptas. Além disso, esse modelo prevê liquidez transparente para despesas operacionais, parcerias e desenvolvimento do ecossistema, sem inundações inesperadas no mercado. A Ripple costuma relocar a maior parte dos tokens liberados em questões de horas ou dias. Normalmente, entre 600 e 800 milhões de XRP retornam ao escrow. Assim, o incremento líquido no fornecimento circulante varia entre 200 e 300 milhões de XRP por mês, considerando todo o ciclo. Por que o desbloqueio de XRP ocorre em um mercado cauteloso? A liberação ocorre enquanto investidores de XRP digerem um mês de junho difícil. O ativo encerrou o mês com perdas próximas de 20%, caindo de US$ 1,26 para o menor patamar em 19 meses, ao redor de US$ 1,01, em 25 de junho. Depois, o XRP recuperou parte das perdas e passou a negociar próximo de US$ 1,04, segundo dados do BeInCrypto. Gráficos técnicos apontaram o XRP em um canal de baixa, com resistências importantes entre US$ 1,18 e US$ 1,22. Caso ultrapasse essas faixas, pode haver sinalização de recuperação, enquanto uma permanência abaixo de US$ 1,00 a US$ 1,02 pode levar a testes de suportes mais baixos. 6/6 From a technical perspective, $XRP ran into resistance at the channel's top. It's now heading down to the channel's mid-range, which aligns with the $0.70 to $0.80 support. Keep an eye on the $1.06 level to see if buyers can force a bounce or not.https://t.co/JiAbk4EAPb — Ali Charts (@alicharts) June 30, 2026 No entanto, os dados on-chain apontam para um cenário mais otimista. Segundo Santiment, houve acúmulo expressivo por parte das baleias em diferentes faixas de investidores. Só em junho, grandes investidores adquiriram cerca de 210 milhões de XRP. Além disso, o fluxo líquido de exchanges tornou-se negativo, revelando a migração de tokens para carteiras privadas com foco no longo prazo. A demanda institucional reforça a tese de acúmulo. Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de XRP à vista nos Estados Unidos mantiveram entradas constantes ao longo de junho. Isso continuou mesmo enquanto os ETFs de Bitcoin e Ethereum registravam saídas, indicando uma preferência dos investidores institucionais por exposição ao XRP em meio à rotação do mercado. O artigo Ripple libera 1 bilhão de XRP enquanto pesadelo de queda se aprofunda: o que vem a seguir? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Investidores do Reino Unido processam Binance por perdas de US$ 200 milhões
Cerca de 1.700 investidores do Reino Unido processaram a Binance e o fundador Changpeng Zhao (CZ) na Alta Corte de Londres, buscando pelo menos £150 milhões (US$ 200 milhões) por derivativos de criptoativos que afirmam ter sido vendidos de forma ilegal. Os autores alegam que a exchange ofereceu produtos alavancados de alto risco a investidores de varejo desde o fim de 2019 sem a devida autorização. Alguns afirmam que perderam dezenas de milhares de libras quando as apostas resultaram em prejuízo. Processo contra Binance no Reino Unido testa quem arca com as perdas O caso vai além de uma única exchange. Ele reacende uma questão antiga no universo cripto: quando uma plataforma não licenciada comercializa produtos de alto risco, quem absorve os prejuízos, a empresa ou o investidor? Essa é uma lacuna que a regulação britânica de criptoativos ainda não solucionou. A Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA) proibiu derivativos de cripto para investidores de varejo em janeiro de 2021, citando extrema volatilidade e elevado risco de perdas repentinas. O órgão regulador estimou que a medida evitaria perdas de cerca de £53 milhões (US$ 70 milhões) ao público de varejo. Os autores da ação afirmam que a Binance continuou a empurrar esses produtos mesmo após a proibição, violando a Lei de Serviços e Mercados Financeiros. Essa norma pode pesar mais do que qualquer alerta de risco, já que transações intermediadas por empresas sem licença podem ser consideradas inexequíveis, permitindo que clientes reivindiquem seu dinheiro e eventuais perdas. O ponto central é saber se a lógica do caveat emptor (“que o comprador fique atento”) resiste quando o vendedor viola as regras. O Reino Unido já obrigou a Binance a se reestruturar em 2023 segundo as normas de promoção financeira locais. Defensores do livre mercado argumentam que adultos optam pela alavancagem mesmo cientes dos riscos. Já críticos defendem que, quando não há autorização do vendedor, não é possível invocar o risco assumido pelos clientes. Binance se prepara para uma longa batalha judicial A Binance já afirmou que irá se defender na Justiça. Um porta-voz declarou à Reuters que a exchange cumpre suas obrigações legais. “A Binance permanece comprometida com seus deveres para com os usuários e com a operação em conformidade com a legislação vigente.” As acusações lembram episódios anteriores. Em 2023, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA acusou a Binance e CZ de operar uma exchange ilegal de derivativos. Reguladores alegaram que a Binance buscou clientes americanos mesmo tendo dito que impediria o acesso. Meses depois, ambos assumiram a culpa e aceitaram um acordo de US$ 4,3 bilhões, o maior já visto no setor de cripto. A ação em Londres inclui as empresas Binance Holdings, registrada nas Ilhas Cayman, Nest Exchange, baseada nos Emirados Árabes Unidos, além de outros operadores não identificados. CZ, perdoado nos EUA no ano passado, também é citado pessoalmente. Ainda assim, essa estrutura pode dificultar a execução de uma decisão judicial britânica. O momento é delicado. O processo ocorre enquanto a Binance deixa o mercado europeu após fracassar em obter licença na União Europeia, mantendo sua principal autorização nos Emirados Árabes Unidos. Caso a Justiça anule esses contratos, a ideia de que o risco cabe ao comprador pode deixar de proteger exchanges que ofereceram produtos sem autorização. O precedente ultrapassaria fronteiras do Reino Unido. Para um setor que nasceu sob o princípio do caveat emptor, esse pode ser o verdadeiro veredito, mesmo que eventuais compensações demorem anos. O artigo Investidores do Reino Unido processam Binance por perdas de US$ 200 milhões foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
As 5 principais altcoins para julho de 2026 enquanto o Bitcoin cai 20%
O Bitcoin (BTC) caiu cerca de 20% no último mês, arrastando a maioria das criptomoedas. Ainda assim, as cinco principais altcoins para julho de 2026 iniciam o mês com catalisadores concretos que podem impulsioná-las diante do cenário negativo. Esta seleção prioriza catalisadores de julho com data marcada em vez de pura movimentação de mercado. Cada escolha está entre as 50 maiores em valor de mercado, apresenta força relativa no gráfico e tem atualização, fork ou lançamento previstos para as próximas semanas. Como selecionamos as altcoins para julho de 2026 O ambiente de mercado é de baixa, então só o momentum atual vale pouco. Cada candidata teve de passar por quatro filtros antes de ser listada. Estar entre as 50 maiores em valor de mercado, garantindo liquidez relevante. Ter catalisador previsto para julho, como atualização, fork ou lançamento. Apresentar força técnica relativa, mesmo com queda das principais moedas. Comportamento recente de preço avaliado em comparação com um mercado de aversão ao risco. Três ativos atendem a todos os critérios com facilidade. A Solana, Hyperliquid e Zcash lideram o grupo. Ondo e TRON entram devido à força dos catalisadores. 1. Solana (SOL) mira retomada de canal Posição: 7º Preço: US$ 73,33 Valor de mercado: US$ 42,6 bilhões A Solana (SOL) inicia julho com diferentes vetores de valorização. A Jito prevê o lançamento de seu terminal de negociação JTX durante o mês. O upgrade Alpenglow está em fase de testes para ativação no terceiro trimestre, enquanto o Firedancer segue avançando entre validadores. Entre fevereiro e maio, a SOL operou em um canal de alta entre aproximadamente US$ 78 como suporte e US$ 100 como resistência. Essa estrutura foi rompida no início de junho. Um grande candle de volume violou o piso, levando a moeda até a mínima próxima de US$ 62. Gráfico diário SOL / Fonte: Tradingview Desde então, a SOL tem oscilado entre US$ 62 e US$ 65, recuperando-se para cerca de US$ 73. O preço agora testa o nível de retração 0,786, próximo dos US$ 73,31, e a base do antigo canal. O Índice de Força Relativa (RSI) subiu da região de sobrevenda, próximo de 30, para a faixa dos 50. Esse movimento aponta para ganho de momentum, não apenas um repique. A atividade no ecossistema Solana também cresceu. Um fechamento diário acima de US$ 78 a US$ 80 recolocaria a SOL dentro do canal, abrindo espaço para atingir a faixa de US$ 88 a US$ 92. Risco principal. Rejeição próxima de US$ 80 com perda dos US$ 62 pode reacender as mínimas de junho. 2. Hyperliquid (HYPE) sustenta tendência de alta Posição: 10º Preço: US$ 64,76 Valor de mercado: US$ 14,4 bilhões A Hyperliquid (HYPE) opera a principal exchange de perpétuos on-chain, com cerca de 70% de participação de mercado. O modelo HIP-3 de mercados permissionless escala rapidamente, e o lançamento do mercado próprio de opções está previsto para o terceiro trimestre. Analistas da Multicoin projetam valorização expressiva no longo prazo para o ativo. A HYPE exibe a estrutura mais sólida do grupo. O ativo segue uma linha de tendência de alta desde a mínima de fevereiro, perto de US$ 21, já há cinco meses. O recorde histórico saiu em junho, próximo de US$ 77, seguido de uma leve correção. Gráfico diário HYPE / Fonte: Tradingview A retração é comportada. HYPE opera na retração de 0,236 em US$ 63,66 e consolida próximo aos US$ 64,76. A resistência aparece na faixa de US$ 73 a US$ 76. O suporte está na banda de 0,382, perto dos US$ 55, depois na linha de tendência em US$ 48. O RSI está próximo de 50, e o volume diminuiu durante o movimento lateral. Esse padrão indica pausa saudável e não distribuição. Rompendo os US$ 76, o ativo entrará novamente em descoberta de preço. Risco principal. Cerca de 10 milhões de HYPE são desbloqueados todo mês no dia 6. Recompras absorvem parte do volume, mas ainda há pressão vendedora. 3. Zcash (ZEC) mantém suporte chave antes do fork Posição: 15º Preço: US$ 399,01 Valor de mercado: US$ 6,7 bilhões A Zcash (ZEC) terá em julho seu principal catalisador do ano. A atualização Ironwood na rede, chamada Network Upgrade 7, será ativada ao fim do mês, prometendo maior capacidade de transações protegidas e novo sistema de auditoria da oferta. A ZEC tem o gráfico mais dividido entre as opções listadas. O token subiu de US$ 184 para o topo de US$ 680 em maio. Esse movimento formou uma configuração de cabeça e ombros, com o ombro direito próximo de US$ 600. Gráfico diário do ZEC / Fonte: Tradingview A linha do pescoço foi rompida no início de junho com forte volume. Desde então, o preço não conseguiu recuperar a faixa entre US$ 520 e US$ 540 em duas tentativas. A ZEC está negociado próximo ao nível de retração 0,382 em US$ 400. Esse patamar coincide com uma estrutura anterior e representa o ponto que compradores precisam defender. Um problema antigo envolvendo o Orchard pool ainda impacta o sentimento. Abaixo desse nível, há suporte em US$ 317 e na base em US$ 240. Se recuperar US$ 466, o padrão de baixa será descartado, reabrindo o caminho para US$ 530. Principal risco. O alvo do padrão cabeça e ombros fica abaixo de US$ 400. Uma queda abaixo desse valor antes da atualização pressionaria ainda mais o preço. 4. Ondo (ONDO) aposta em um catalisador para julho Ranking: #47 Preço: US$ 0,3098 Valor de mercado: US$ 1,5 bilhão A Ondo (ONDO) figura entre as altcoins com maior potencial institucional para julho de 2026. O token está ligado a um projeto de tokenização envolvendo grandes gestoras de ativos. O objetivo é tokenizar ações e títulos do Tesouro. A ONDO traz o gráfico mais fraco do grupo, alinhado à natureza dos seus catalisadores. Após encontrar suporte perto de US$ 0,25 no primeiro trimestre, saltou para US$ 0,49 em maio. Desde então, cada recuperação registrou máximas mais baixas. Gráfico diário do ONDO / Fonte: Tradingview Uma linha de tendência descendente limita ONDO próximo a US$ 0,31. O token está abaixo da retração 0,382 em US$ 0,331 e da zona de oferta em US$ 0,36. Esse ativo integra o movimento mais amplo de RWA. O próximo suporte está no nível 0,236, perto de US$ 0,282, faixa que corresponde ao topo de uma antiga área de acumulação. Um fundo mais alto entre US$ 0,28 e US$ 0,29 seguido do rompimento da linha de tendência pode sinalizar reversão. O evento de julho pode impulsionar esse movimento. Principal risco. O momento segue negativo. Sem o catalisador previsto, a queda em direção a US$ 0,28 é o cenário provável. 5. TRON (TRX) testa sua linha de tendência anual Ranking: #8 Preço: US$ 0,3149 Valor de mercado: US$ 29,9 bilhões A TRON (TRX) apresenta catalisadores estáveis, sem surpresas. Autoridades arquivaram processos contra a fundação, enquanto a Mastercard incluiu a rede em um programa de parceiros. Uma nova mainnet pós-quântica está prevista para o terceiro trimestre, conforme relatório da Messari. A TRX exibe o gráfico mais consistente entre as citadas. O preço acompanha uma linha de tendência de alta a partir da mínima registrada em fevereiro, perto de US$ 0,27, ao longo do ano. O topo foi US$ 0,377 no fim de maio, com recuo em seguida acompanhando o mercado. Gráfico diário do TRX / Fonte: Tradingview Atualmente, a TRX é negociada próximo a US$ 0,315, alinhado à linha de tendência. O ativo está entre a retração 0,5 em US$ 0,323 e 0,618 em US$ 0,310. A região dos US$ 0,31 é suporte essencial, enquanto resistências estão em US$ 0,336 e, depois, nas máximas em US$ 0,352 e US$ 0,377. O RSI por volta de 40 indica fraqueza, mas não crítico. Se US$ 0,31 for preservado, a tendência de alta permanece. Principal risco. Não há um evento de destaque em julho. Uma queda abaixo de US$ 0,31 romperia a linha de tendência, levando o ativo a US$ 0,292. Altcoins para julho de 2026: resumo Em julho de 2026, catalisadores se mostram mais relevantes que o momento do mercado. Solana, Hyperliquid e Zcash combinam gráficos fortes com eventos concretos. Ondo e TRON dependem principalmente de fatores externos e das suas expectativas. CriptomoedaPreçoCatalisador de julhoCenário no gráficoRisco principala Solana (SOL)US$ 73,33Lançamento do Jito JTX, testes do AlpenglowRecuperando o canal perdidoRejeição em US$ 80a Hyperliquid (HYPE)US$ 64,76Crescimento do HIP-3, opções do terceiro trimestreTendência de alta acima de US$ 63Desbloqueios mensais de tokensa Zcash (ZEC)US$ 399,01Fork Ironwood no fim de julhoDefendendo suporte em US$ 400Quebra abaixo de US$ 400a Ondo (ONDO)US$ 0,3098Tokenização vai ao arFraco, abaixo da linha de tendênciaQueda para US$ 0,28a TRON (TRX)US$ 0,3149Adoção institucional consistenteTestando linha de tendência anualFechamento abaixo de US$ 0,31 O artigo As 5 principais altcoins para julho de 2026 enquanto o Bitcoin cai 20% foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
O Ethereum (ETH) inicia julho de 2026 negociado próximo de US$ 1.570, perto dos menores valores em vários meses, após registrar sua primeira sequência histórica de três trimestres consecutivos de queda. Dados on-chain e gráficos de preço apresentam cenários divergentes. O uso da rede segue em baixa, mas grandes investidores aparentam adquirir mais unidades, mantendo indefinida a trajetória de julho. ETH em julho de 2026: endereços ativos caem para novas mínimas Dados da Glassnode sobre endereços ativos indicam menor engajamento. A média móvel de 14 dias atingiu o pico em torno de 795 mil no início de fevereiro de 2026. Desde então, recuou para cerca de 420 mil, representando uma redução de aproximadamente 46%. O comportamento inicial foi atípico. Os endereços avançaram em janeiro enquanto o preço caía, reflexo de rotatividade especulativa mais do que demanda consistente. Ambos os indicadores, depois, passaram a recuar simultaneamente. Durante a primavera, os preços demonstraram mais resiliência em comparação ao uso. Recuperações pontuais nos endereços ativos em março, abril e maio não se mantiveram. O dado de junho é o mais baixo do gráfico, sem indicação clara de fundo na tendência. Para esse cenário se inverter, seria necessária uma recuperação prolongada dos endereços ativos, e não apenas mais um pico temporário. Número de endereços ativos de ETH / Fonte: Glassnode Número de endereços de baleias sobe apesar do cenário fraco A situação dos endereços parece negativa. Contudo, os dados sobre baleias tornam a leitura mais complexa. O levantamento da Glassnode sobre carteiras com 1.000 a 10.000 ETH apresentou alta expressiva nos últimos dias de junho. Esse movimento marcou a maior variação de 30 dias do gráfico, ocorrendo justamente enquanto o preço estava no menor patamar. O acúmulo com preços baixos pode indicar que grandes investidores estão se posicionando antes do mercado. Dados externos reforçam o sinal de incerteza. Relatórios mostram baleias adquirindo dezenas de milhões de US$ em ETH, ao passo que ETFs spot de Ethereum registraram resgates líquidos ao longo de junho. O presidente do Bitmine, Tom Lee, associou parte da recente desvalorização ao comportamento de fundos no fim de trimestre. Vale um alerta: alta semelhante no número de baleias no fim de fevereiro coincidiu com um topo local antes de nova queda no preço. Portanto, o aumento nas contas de baleias não representou sinal claro de compra neste ciclo. Contagem de endereços de baleias ETH / Fonte: Glassnode Três trimestres seguidos em queda levam ETH a cenário inédito O panorama trimestral explica a relevância do contexto técnico. Dados da CoinGlass, apresentados pelo analista Ted Pillows, mostram o ETH fechando o quarto trimestre de 2025 em baixa de 28,28%, o primeiro trimestre de 2026 com recuo de 29,26%, e o segundo trimestre de 2026 com retração de 24,77%. $ETH will close 3 consecutive quarters in red for the first time ever. What went wrong? pic.twitter.com/qQ29FPOgie — Ted (@TedPillows) June 30, 2026 É a primeira vez que a série apresenta três trimestres consecutivos de quedas desde o início do banco de dados, em 2016. Os períodos mais longos até então haviam sido de dois trimestres, em 2018 e depois em 2019. O perfil dessa queda também chama atenção. Ao contrário de uma forte correção pontual, o ETH vem recuando de forma gradual por três trimestres de magnitude semelhante. O mercado como um todo também enfraqueceu no mesmo período. Gráfico mensal testa nível-chave de Fibonacci O gráfico mensal indica o ETH perto de um patamar relevante. O preço gira em torno de US$ 1.570, o que, caso permaneça, representará o fechamento mensal mais baixo desde março de 2023. O nível de retração de Fibonacci 0,786, traçado da mínima de US$ 881 até a máxima de US$ 4.956, está em torno de US$ 1.753. Essa faixa serviu de suporte em quatro ocasiões anteriores e coincide com o maior volume negociado no perfil do ativo. No momento, o preço opera abaixo desse suporte no decorrer do mês. Um fechamento mensal abaixo dele confirmaria a ruptura, deixando caminho aberto para US$ 1.200 e, em seguida, para a mínima de US$ 881. O Índice de Força Relativa mensal permanece perto de 40, indicando que o ativo ainda não está considerado sobrevendido. Gráfico mensal de ETH / Fonte: Tradingview Previsão do preço do ETH depende do patamar de US$ 1.500 O gráfico diário determina a principal incerteza de curto prazo. O ETH perdeu três faixas de suporte, em torno de US$ 2.375, US$ 2.175 e US$ 1.925, e todas elas agora se tornaram resistência. O preço também rompeu um canal descendente e não conseguiu recuperar esse padrão, falhando em dois testes ao longo de junho. O suporte imediato encontra-se logo acima de uma zona de demanda na faixa psicológica dos US$ 1.500. O volume diminuiu durante a queda, e a largura das Bandas de Bollinger está comprimida. Baixa volatilidade costuma anteceder movimentos expressivos, indicando magnitude do próximo movimento, mas não sua direção. O cenário deixa uma divisão clara. Um fechamento diário abaixo de US$ 1.500 pode abrir espaço para a região de US$ 1.200, enquanto a retomada dos US$ 1.753 invalidaria a perspectiva de queda. A análise mensal anterior destacou a mesma zona de disputa. Gráfico diário do ETH / Fonte: Tradingview O que pode definir o ETH em julho de 2026 Os dados apontam para dois caminhos. O movimento, os suportes perdidos e a redução dos endereços ativos indicam cautela. Por outro lado, a acumulação de grandes investidores e a compressão da volatilidade sugerem um possível movimento de recuperação. Dois patamares determinam o mês. A manutenção de US$ 1.500 preserva a chance de recuperação até US$ 1.753, enquanto perder esse nível sugere quedas adicionais. Cerca de US$ 10,63 bilhões em vencimentos de opções de junho já foram liquidados, o que pode aliviar parte da pressão. No momento desta reportagem, os dados indicam um mercado equilibrado e não um movimento definido. Os fechamentos semanais do início de julho, próximos a US$ 1.500 e US$ 1.753, devem apontar qual lado assume o controle. Este artigo tem caráter informativo e não constitui recomendação financeira. O artigo O que esperar do Ethereum (ETH) em julho de 2026? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
EUA suspendem controles de exportação sobre modelos Claude Fable 5 e Mythos 5 da Anthropic
Os Estados Unidos acabam de suspender os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5, modelos da Anthropic. O Departamento de Comércio autorizou ambos em 30 de junho, abrindo caminho para a rápida restauração do acesso global completo a partir de 1º de julho. A decisão encerra quase três semanas de intensas negociações entre a Anthropic e a Casa Branca. We’ve received notice that the Department of Commerce has lifted export controls on Claude Fable 5 and Mythos 5. We'll begin restoring access tomorrow, and will share an update soon. We’re grateful to our users for their patience, and to everyone who worked with us on… — Anthropic (@AnthropicAI) June 30, 2026 O que significa a suspensão dos controles de exportação O controle de exportação é uma norma dos Estados Unidos que limita o acesso à tecnologia sensível, incluindo modelos avançados de IA, por motivos de segurança nacional. O Departamento de Comércio havia imposto essa restrição ao Claude Fable 5 e ao Mythos 5 logo após o lançamento dos modelos. Agora, a medida foi oficialmente revogada. A diretiva original foi emitida em 12 de junho, apenas três dias após os modelos entrarem em operação em 9 de junho. O documento citava preocupações de segurança nacional relacionadas a potenciais violações de segurança dos modelos. Por esse motivo, a Anthropic suspendeu o acesso para estrangeiros em todas as plataformas de seus produtos. A medida provocou dificuldades operacionais imediatas. Segmentar usuários por nacionalidade em tempo real mostrou-se inviável. Com isso, a Anthropic retirou ambos os modelos do ar para clientes no Claude.ai, API, AWS Bedrock e outras plataformas parceiras até que a situação fosse solucionada. A companhia confirmou diretamente a reversão. “Recebemos o comunicado de que o Departamento de Comércio suspendeu os controles de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5. Começaremos a restabelecer o acesso amanhã e em breve divulgaremos uma atualização”, publicou a Anthropic em 30 de junho. Por que Claude Fable 5 e Mythos 5 são tão importantes O Claude Fable 5 é o modelo mais sofisticado da Anthropic amplamente disponível. Ele utiliza a robusta arquitetura Mythos-class mas conta com proteções aprimoradas para uso geral. Além disso, apresenta desempenho elevado em tarefas de raciocínio complexo, automação com múltiplas etapas, engenharia de software e recursos avançados de visão computacional. O Mythos 5 é direcionado para operações mais sensíveis. O modelo possui a mesma base, porém opera sem restrições para aplicações em cibersegurança. Ademais, o acesso foi inicialmente limitado a parceiros de confiança por meio do Project Glasswing, em ambientes governamentais e corporativos críticos. A estratégia de preços mantém ambos competitivos no setor. A Anthropic cobra US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída. Outra característica é a presença de classificadores automáticos, que direcionam consultas de risco para respostas mais seguras, especialmente em tarefas ligadas à cibersegurança e biologia em todas as plataformas. A resolução evidencia uma mudança mais ampla no setor de IA. A Anthropic realizou negociações intensas com o Departamento de Comércio e representantes da Casa Branca durante o impasse. A rápida suspensão indica tanto uma defesa eficiente quanto uma evolução regulatória diante dos sistemas avançados de IA em todo o território dos Estados Unidos. O artigo EUA suspendem controles de exportação sobre modelos Claude Fable 5 e Mythos 5 da Anthropic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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