Bitcoin pode arrastar a Coinbase para uma nova queda
Mesmo após forte queda desde as máximas, avaliação da 10x Research indica que a corretora continua excessivamente dependente do comportamento do mercado cripto A recente correção das ações da Coinbase não convenceu alguns analistas de que o pior já passou. Para a 10x Research, o recuo observado nas últimas semanas pode parecer atraente à primeira vista, mas ainda não representa uma oportunidade clara de compra para investidores de longo prazo. A avaliação foi apresentada nesta quarta-feira por Markus Thielen, fundador da casa de análise, que defende que a Coinbase reage muito mais aos movimentos do Bitcoin do que ao desempenho financeiro da própria empresa. Em vez de enxergar a corretora como uma companhia de tecnologia com receitas e lucros próprios, Thielen vê o papel como uma extensão amplificada das oscilações do mercado de criptomoedas. Essa percepção ajuda a explicar por que a ação continua pressionada mesmo depois de ter perdido uma parcela significativa do valor desde os picos recentes. Dependência do Bitcoin preocupa analistas Segundo Thielen, os números operacionais da Coinbase não justificariam sozinhos as cotações atuais da empresa, que giram em torno de US$ 158 a US$ 163. Na visão dele, uma avaliação baseada apenas nos fundamentos financeiros apontaria para um preço mais próximo da faixa entre US$ 120 e US$ 140. A diferença entre o valor de mercado e o que seria sustentado pelos resultados da companhia mostra, segundo o analista, o quanto os investidores continuam tratando a Coinbase como uma aposta indireta na trajetória do Bitcoin. Quanto mais o mercado acredita numa nova valorização da criptomoeda, maior tende a ser o entusiasmo com as ações da corretora. O problema é que o movimento funciona também na direção oposta quando o sentimento muda. Cenário mais negativo ainda não foi descartado A 10x Research trabalha com a hipótese de que o Bitcoin possa continuar recuando antes de encontrar um fundo mais consistente no ciclo atual. A projeção da casa aponta para uma possível queda da criptomoeda até a região de US$ 46.500 entre agosto e setembro. Caso esse cenário se concretize, Thielen acredita que as ações da Coinbase poderiam voltar justamente para a faixa de US$ 120 a US$ 140, nível considerado mais adequado para quem pensa em manter posição por vários anos. Na visão do analista, é abaixo desse intervalo que o papel começaria a oferecer uma relação entre risco e retorno mais favorável. Investidores divididos entre crescimento e cautela A Coinbase continua sendo uma das principais portas de entrada para investidores institucionais e de varejo no mercado de criptomoedas dos Estados Unidos. O crescimento do setor, a expansão dos ETFs de Bitcoin e a maior integração entre finanças tradicionais e ativos digitais mantêm a empresa no centro das atenções. Ainda assim, o alerta da 10x Research reforça uma preocupação crescente entre participantes do mercado: até que ponto o valor da Coinbase depende realmente da sua capacidade operacional e quanto está simplesmente atrelado à próxima grande movimentação do Bitcoin. Essa diferença pode ser decisiva para investidores que procuram separar entusiasmo com criptomoedas de análise de fundamentos empresariais. O que está em jogo agora Enquanto o Bitcoin tenta encontrar estabilidade após semanas de volatilidade, a Coinbase permanece numa posição delicada. Se a criptomoeda voltar a ganhar força, as ações podem reagir rapidamente. Mas, se o mercado entrar em uma nova fase de correção, o papel ainda pode enfrentar quedas adicionais antes de atingir o nível que alguns analistas consideram verdadeiramente atrativo. Para quem acompanha o setor, a mensagem da 10x Research é clara: a recente queda da Coinbase ainda não significa, necessariamente, uma barganha pronta para ser aproveitada.
EUA ataca Irã após tensão no Estreito de Ormuz causando queda de Bitcoin
Operação americana mira instalações militares iranianas após ataques contra navios comerciais; negociações de paz continuam em meio à crise A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a subir nesta terça-feira (7), depois que forças norte-americanas realizaram uma série de ataques contra alvos iranianos, segundo informações do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom). A operação ocorreu após incidentes envolvendo três navios comerciais no estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de energia. Segundo o Centcom, a ação militar teve como objetivo responder aos ataques contra embarcações civis e aumentar a pressão sobre Teerã. As autoridades americanas afirmaram que a operação buscou impor “custos elevados” ao Irã por ações contra navios tripulados por civis em uma região considerada fundamental para o comércio internacional. Uma fonte norte-americana citada pela Reuters informou que os ataques tiveram como alvo estruturas militares iranianas, incluindo sistemas de defesa aérea e equipamentos utilizados para lançamento de drones e mísseis. Explosões são registradas no sul do Irã Após a ofensiva, a televisão estatal iraniana informou que diversas explosões foram ouvidas na cidade portuária de Sirik, localizada no sul do país, próxima ao Estreito de Ormuz. Até o momento da atualização das informações, não havia confirmação sobre a origem das explosões nem detalhes sobre possíveis vítimas ou danos causados. O governo iraniano reagiu afirmando que os ataques representam uma violação do cessar-fogo firmado anteriormente com os Estados Unidos. O chanceler do país declarou que Teerã adotará medidas consideradas “decisivas” diante da nova ofensiva. Navios comerciais foram atingidos antes da resposta americana A nova crise começou após a agência britânica de segurança marítima UKMTO informar que três navios foram atingidos por projéteis enquanto navegavam pelo Estreito de Ormuz. Apesar do impacto, não houve registro de feridos. O governo do Catar afirmou que uma das embarcações atingidas foi o petroleiro Al Rekayyat e responsabilizou o Irã pelo ataque. Segundo informações divulgadas pela Reuters, autoridades americanas também apontaram Teerã como responsável pelos incidentes. O episódio ocorreu mesmo após um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, estabelecido depois do conflito iniciado no final de fevereiro. Negociações continuam apesar da escalada militar Mesmo diante da nova troca de acusações e dos ataques recentes, canais diplomáticos permanecem ativos. Um funcionário do governo dos Estados Unidos afirmou à Reuters que representantes dos dois países continuam envolvidos em conversas e seguem trabalhando “de boa-fé” na tentativa de alcançar um acordo de paz definitivo. Um dos principais pontos de tensão nas negociações envolve justamente a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, passagem marítima por onde circula uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo. Estreito de Ormuz volta ao centro da disputa internacional O novo confronto coloca novamente o Estreito de Ormuz no centro das preocupações globais. Qualquer instabilidade nessa região pode afetar mercados de energia, cadeias de abastecimento e a confiança dos investidores internacionais. Enquanto Estados Unidos e Irã mantêm posições opostas sobre os recentes acontecimentos, a comunidade internacional acompanha com atenção os próximos movimentos, numa tentativa de evitar que a crise avance para um conflito ainda maior. #USLaunchesNewStrikesAgainstIran
Fim do cessar-fogo entre EUA e Irã provoca cautela nos mercados e bolsa brasileira
Bolsa brasileira acompanha movimento global de cautela enquanto mercado monitora cenário internacional, eleições e decisões do Banco Central americano O mercado financeiro brasileiro iniciou a sessão desta quarta-feira sob pressão, acompanhando o aumento da cautela nos mercados internacionais após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A declaração do presidente norte-americano Donald Trump sobre o fim do cessar-fogo temporário entre os dois países voltou a colocar o risco geopolítico no centro das preocupações dos investidores. O impacto chegou rapidamente à bolsa brasileira. O Ibovespa (IBOV), principal índice acionário do país, abriu o pregão em território negativo, refletindo o movimento global de redução da exposição a ativos considerados mais arriscados. Por volta das 10h10, no horário de Brasília, o índice registrava queda de 0,51%, aos 171.135,10 pontos. Tensão internacional aumenta preocupação dos investidores A nova fase de instabilidade envolvendo Estados Unidos e Irã elevou a busca por segurança nos mercados globais. Investidores passaram a avaliar possíveis impactos sobre o petróleo, inflação e crescimento económico caso o conflito no Oriente Médio avance. O cenário externo tornou-se um dos principais fatores de influência sobre os ativos nesta sessão, com bolsas internacionais também reagindo ao aumento das incertezas. Eleições e Fed dividem atenção do mercado brasileiro Além da crise geopolítica, investidores brasileiros acompanham outros dois temas importantes. As pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de outubro estão entre os fatores observados pelo mercado, devido ao possível impacto das disputas políticas sobre expectativas económicas e decisões de investimento. Ao mesmo tempo, a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, também permanece no radar dos investidores. O documento poderá oferecer novos sinais sobre o caminho dos juros americanos e influenciar mercados globais, incluindo moedas, ações e ativos de risco. Dólar recua no Brasil apesar de força no exterior No mercado cambial, o dólar apresentou movimento diferente do observado internacionalmente. Enquanto a moeda norte-americana avançava frente a outras divisas importantes, o dólar à vista operava em queda contra o real. Por volta do mesmo horário, a cotação recuava 0,24%, para R$ 5,1403. Já o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, registrava alta de 0,19%, aos 101,213 pontos. Com investidores atentos ao cenário internacional e aos próximos sinais económicos, o mercado brasileiro segue dividido entre fatores externos, como a tensão no Oriente Médio, e acontecimentos internos que podem definir o rumo dos ativos nas próximas semanas.
OpenAI anuncia nova IA e provoca reação inesperada nas criptomoedas
Nova geração de inteligência artificial chega ao público após testes restritos, enquanto escolha dos nomes provoca reações inesperadas no mercado de criptomoedas A OpenAI prepara um novo capítulo na disputa global pela liderança em inteligência artificial. A empresa anunciou que disponibilizará publicamente a sua família de modelos GPT-5.6, encerrando semanas de acesso limitado e colocando uma nova geração de sistemas avançados de IA nas mãos de utilizadores de todo o mundo. O lançamento amplia a competição tecnológica que já movimenta bilhões de dólares em investimentos, pressionando empresas de semicondutores, centros de dados e até mercados financeiros ligados ao avanço da inteligência artificial. A nova família será composta por três modelos batizados de Sol, Terra e Luna, nomes inspirados nas palavras latinas associadas ao sol, à terra e à lua. Segundo a proposta da empresa, as denominações representam diferentes níveis de capacidade dos modelos, e não uma sequência de versões independentes. No entanto, a escolha de dois desses nomes chamou rapidamente a atenção fora do universo da inteligência artificial. Terra e Luna despertam memória dolorosa no mercado cripto Enquanto a comunidade de tecnologia recebeu o anúncio com expectativa, investidores de criptomoedas reagiram com surpresa e ironia nas redes sociais. O motivo está ligado aos nomes Terra e Luna, que ficaram marcados na história do setor cripto após um dos maiores colapsos financeiros do mercado digital. Em maio de 2022, o ecossistema Terra entrou em crise depois que a stablecoin TerraUSD perdeu a sua paridade com o dólar. O colapso provocou uma queda extrema do token LUNA, destruindo bilhões de dólares em valor de mercado e causando enormes prejuízos para investidores. O episódio, estimado em cerca de US$ 40 bilhões em perdas, desencadeou uma sequência de problemas que afetou outras empresas importantes do setor, incluindo a Three Arrows Capital, Celsius e posteriormente a FTX. Desde então, os nomes Terra e Luna passaram a carregar uma forte associação com um dos períodos mais turbulentos da história das criptomoedas. Novo modelo chega após período de testes restritos Antes da disponibilização global, o GPT-5.6 passou por uma fase de testes limitada durante aproximadamente duas semanas. O acesso inicial foi reservado a cerca de 20 parceiros aprovados pelo governo, em um processo que, segundo a OpenAI, envolveu coordenação com autoridades norte-americanas para avaliar especialmente as capacidades relacionadas à cibersegurança. A fase restrita teve como objetivo analisar o desempenho dos modelos antes de uma abertura mais ampla ao público. IA impulsiona nova corrida tecnológica O lançamento do GPT-5.6 acontece em meio a uma corrida acelerada pelo desenvolvimento de inteligência artificial avançada. A expansão desses sistemas tem aumentado a procura por infraestrutura tecnológica, incluindo chips especializados, capacidade computacional e serviços de armazenamento de dados. Esse movimento também tem influenciado os mercados financeiros, com empresas ligadas à inteligência artificial, semicondutores e tecnologia registando forte atenção dos investidores. Ao mesmo tempo, o crescimento da IA continua a aproximar diferentes setores, incluindo o mercado de criptomoedas, onde empresas e investidores acompanham de perto o impacto que novas tecnologias podem causar na economia digital. Entre inovação e lembranças do passado A chegada do GPT-5.6 representa mais um passo na evolução da inteligência artificial, mas a escolha dos nomes Terra e Luna mostrou como certas marcas e palavras podem carregar significados inesperados em diferentes comunidades. Para o setor de tecnologia, os nomes representam elementos naturais associados a diferentes níveis de capacidade. Para muitos investidores cripto, porém, eles continuam ligados a uma das maiores crises já vistas no mercado de ativos digitais. O lançamento de uma nova era da inteligência artificial acabou, assim, encontrando uma lembrança do passado recente de outro setor que também viveu uma transformação radical: o mundo das criptomoedas.
Bitcoin cai após Trump declarar fim do cessar-fogo com Irã
Os mercados financeiros voltaram a sentir o impacto da tensão geopolítica nesta quarta-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o frágil cessar-fogo recentemente estabelecido com o Irã chegou ao fim. A declaração reacendeu preocupações entre investidores, que passaram a avaliar novamente os riscos de uma escalada militar no Oriente Médio e os possíveis efeitos sobre a economia global. Durante um encontro ao lado do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, na cúpula da aliança em Ancara, Trump afirmou que o entendimento entre os dois países deixou de existir após novos ataques aéreos. Segundo o presidente norte-americano, o memorando de entendimento e o acordo de cessar-fogo com o Irã “acabaram”, aumentando a incerteza sobre os próximos passos do conflito. Petróleo dispara enquanto Bitcoin perde força A reação dos mercados foi imediata. Os contratos futuros do petróleo bruto WTI avançaram cerca de 5%, ultrapassando a marca de US$ 74 por barril, refletindo o receio de possíveis impactos sobre a oferta global de energia caso as tensões aumentem. No mercado de criptomoedas, o movimento foi oposto. O Bitcoin (BTC) voltou a sofrer pressão vendedora e recuou para aproximadamente US$ 62 mil, acumulando uma queda de cerca de 2% desde o início do dia. Outros ativos ligados ao apetite por risco também foram afetados. Os contratos futuros associados ao índice Nasdaq caíam cerca de 1,2%, negociados próximos dos 29 mil pontos. Investidores voltam a procurar segurança A nova onda de incerteza levou participantes do mercado a reduzir exposição a ativos mais voláteis e acompanhar de perto a evolução dos acontecimentos no Oriente Médio. O petróleo voltou ao centro das atenções devido ao papel estratégico da região na produção e transporte de energia, enquanto o Bitcoin, apesar de ser considerado por alguns investidores como uma alternativa financeira global, continua sensível aos movimentos de aversão ao risco nos mercados tradicionais. Com a situação diplomática entre Estados Unidos e Irã novamente sob pressão, investidores permanecem atentos a novos acontecimentos que possam definir o rumo dos mercados nas próximas sessões.
Bitcoin reage após Trump anunciar fim do cessar-fogo com Irã
Ataques entre os dois países elevam a aversão ao risco, impulsionam o petróleo e pressionam o mercado global de criptomoedas O mercado de criptomoedas voltou a enfrentar um dia de forte cautela depois que o conflito entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo. A troca de ataques aéreos entre os dois países e as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o fim do cessar-fogo aumentaram a tensão internacional e provocaram uma rápida reação dos investidores. Com o ambiente de incerteza a crescer, ativos considerados mais arriscados perderam força, enquanto o petróleo voltou a subir e o dólar manteve-se fortalecido. O Bitcoin, principal criptomoeda do mercado, acompanhou esse movimento e registou queda durante o pregão asiático. A moeda chegou a ser negociada perto de US$ 62.657, acumulando recuo de quase 1% em relação ao início do dia, segundo dados da CoinDesk. O movimento negativo também atingiu outras criptomoedas de grande capitalização. Ethereum, XRP e Solana registaram perdas entre 1% e 2,3%, refletindo um sentimento de maior prudência por parte dos investidores. Declarações de Trump ampliam incertezas A pressão sobre os mercados aumentou depois que Donald Trump afirmou que o acordo de entendimento e o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã deixaram de existir. Ao comentar a situação, o presidente declarou que, na sua avaliação, o cessar-fogo havia chegado ao fim e fez duras críticas à liderança iraniana, classificando-a como pouco confiável e afirmando que negociar com o país representava perda de tempo. As declarações ocorreram após uma nova troca de ataques entre as duas nações. Segundo informações divulgadas pelos Estados Unidos, forças norte-americanas realizaram ataques considerados de grande intensidade contra alvos iranianos depois de incidentes envolvendo três embarcações no Estreito de Ormuz, incluindo petroleiros ligados ao Catar e à Arábia Saudita. Em resposta, o Irã afirmou ter lançado ataques contra 85 instalações militares norte-americanas, apresentando a operação como retaliação aos bombardeamentos realizados nas províncias iranianas de Hormozgan e Mahshahr. Petróleo sobe e mercado procura proteção A deterioração do cenário geopolítico voltou a impulsionar os preços da energia. Os contratos futuros do petróleo WTI avançaram mais de 2%, alcançando cerca de US$ 72,27 por barril, enquanto o índice do dólar permaneceu acima dos 101 pontos, preservando os ganhos registados anteriormente. A valorização simultânea do petróleo e do dólar reforçou o movimento de procura por ativos considerados mais seguros em momentos de tensão internacional. Conflito alimenta receios sobre inflação e juros O atual cenário também reacende preocupações relacionadas à inflação global. Desde o início da guerra envolvendo o Irã, no final de fevereiro, os mercados acompanham com atenção o impacto da instabilidade sobre o preço da energia. Em determinado momento, o petróleo chegou a ultrapassar os US$ 100 por barril, aumentando os receios de novas pressões inflacionárias em diversas economias. Embora os preços tenham recuado posteriormente para níveis inferiores a US$ 60, as expectativas de inflação entre consumidores continuam elevadas, mantendo o mercado atento à possibilidade de novas decisões de política monetária por parte dos principais bancos centrais. Taxas de juros mais elevadas costumam reduzir o interesse por ativos de maior risco, como as criptomoedas, já que investidores tendem a direcionar recursos para aplicações consideradas mais seguras, como títulos públicos. Enquanto o cenário geopolítico permanece instável, o mercado de ativos digitais continua sensível às notícias vindas do Oriente Médio, acompanhando de perto qualquer acontecimento que possa alterar o equilíbrio dos mercados financeiros globais.
Bitcoin perde valor após nova escalada no Estreito de Ormuz
Escalada no Estreito de Ormuz impulsiona o petróleo, pressiona Wall Street e interrompe recuperação dos ativos de risco A tentativa de recuperação dos mercados financeiros perdeu força nesta terça-feira após um novo aumento das tensões no Oriente Médio. O clima de maior cautela entre os investidores ganhou intensidade depois de relatos sobre ataques a três navios no Estreito de Ormuz, atribuídos ao Irã, e da decisão do governo dos Estados Unidos de revogar uma isenção que permitia a venda de petróleo iraniano. Os acontecimentos mudaram rapidamente o humor dos mercados. O que parecia ser uma sessão de recuperação transformou-se em um movimento de busca por proteção, levando investidores a reduzir exposição a ativos considerados mais arriscados. Petróleo dispara com temor sobre oferta global O impacto mais imediato foi observado no mercado de energia. O petróleo WTI avançou mais de 5% e atingiu US$ 72,11 por barril, refletindo a preocupação de que novas restrições ao petróleo iraniano e a instabilidade no Estreito de Ormuz possam afetar o fornecimento mundial da commodity. O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte de petróleo, e qualquer sinal de instabilidade na região costuma provocar fortes reações nos preços internacionais da energia. Wall Street devolve ganhos Nos Estados Unidos, as bolsas inverteram a trajetória positiva observada durante parte da tarde. Os principais índices voltaram a operar próximos das mínimas do dia, com destaque para o Nasdaq, que recuava cerca de 1,3%, refletindo o aumento da aversão ao risco entre os investidores. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano também avançaram, indicando um movimento de reposicionamento do mercado diante do novo cenário geopolítico. Bitcoin acompanha movimento de cautela O mercado de criptomoedas também foi afetado pela mudança no sentimento dos investidores. O Bitcoin, que negociava próximo de US$ 64.100, perdeu força ao longo da sessão e recuou para cerca de US$ 63.600, acompanhando o aumento da volatilidade observado nos mercados globais. Embora a queda tenha sido relativamente moderada, o movimento reforça que, em momentos de elevada incerteza geopolítica, os ativos digitais também podem sofrer pressão à medida que investidores reduzem posições em ativos de maior risco. Mercado volta a acompanhar cenário internacional Com a escalada das tensões envolvendo o Irã e as novas medidas adotadas pelos Estados Unidos, as atenções dos investidores voltam a concentrar-se no cenário geopolítico. A evolução dos acontecimentos no Oriente Médio deverá continuar influenciando o comportamento do petróleo, das bolsas internacionais e do mercado de criptomoedas, mantendo elevados os níveis de cautela enquanto persistirem as incertezas sobre a estabilidade da região.
Gigante das Criptomoedas Investe no Mercado Brasileiro de Bitcoin
O Brasil acaba de receber um dos maiores sinais de confiança do setor global de criptomoedas. A Tether, empresa responsável pela emissão da stablecoin USDT e considerada uma das maiores companhias do mercado de ativos digitais, anunciou um investimento inicial de R$ 100 milhões no Mercado Bitcoin (MB), fortalecendo a posição do país como um dos principais polos da economia digital na América Latina. O aporte representa mais do que uma injeção de recursos. Ele evidencia o crescente interesse de grandes empresas internacionais em um mercado que combina elevado número de utilizadores, ambiente regulatório em evolução e rápida adoção de tecnologias baseadas em blockchain. Os recursos serão direcionados para ampliar a infraestrutura tecnológica do Mercado Bitcoin, com foco na expansão de soluções de pagamentos ligados a criptoativos, no fortalecimento das operações de crédito e empréstimos e no desenvolvimento de mercados de capitais on-chain, estrutura que utiliza tecnologia blockchain para negociar e administrar ativos financeiros. Além disso, o investimento deverá contribuir para acelerar os planos de expansão internacional da empresa brasileira. Estratégia acompanha transformação dos serviços financeiros Segundo o Mercado Bitcoin, o investimento está alinhado à estratégia global da Tether de apoiar projetos que utilizem a tecnologia blockchain em aplicações financeiras do mundo real. Nesse cenário, o USDT, stablecoin emitida pela empresa e lastreada no dólar norte-americano, ocupa posição de destaque. A criptomoeda tornou-se amplamente utilizada em operações internacionais de câmbio e pagamentos devido à estabilidade do seu valor e à rapidez nas transferências. Enquanto uma transação em Bitcoin pode exigir vários minutos para confirmação, operações com USDT costumam ser liquidadas em poucos segundos, característica que impulsionou a sua utilização em diferentes mercados. Desde 2021, o USDT tornou-se a criptomoeda mais utilizada no Brasil, respondendo por aproximadamente dois terços das operações declaradas à Receita Federal. Mercado Bitcoin amplia protagonismo no setor A empresa brasileira chega a esta nova fase acumulando números expressivos. Atualmente, o Mercado Bitcoin reúne cerca de 4,5 milhões de utilizadores, opera como instituição de pagamento e corretora de títulos e valores mobiliários sob supervisão do Banco Central e possui mais de dez licenças regulatórias distribuídas entre Brasil e Europa. Segundo informações divulgadas pela companhia, já foram movimentados mais de R$ 155 bilhões em operações com criptomoedas na plataforma. A nova rodada de investimentos ainda não teve o valor total divulgado e contará também com a participação do SoftBank, grupo japonês que liderou uma captação de US$ 200 milhões realizada em 2021. Na ocasião, o Mercado Bitcoin tornou-se o primeiro unicórnio do setor de criptoativos da América Latina, alcançando uma avaliação de aproximadamente US$ 2,15 bilhões. Empresas apostam na próxima geração do sistema financeiro Ao anunciar o investimento, a Tether afirmou que procura apoiar plataformas capazes de reunir escala, tecnologia e conformidade regulatória para acelerar a adoção de stablecoins, tokenização de ativos e serviços financeiros baseados em blockchain. O diretor-executivo da empresa, Paolo Ardoino, destacou que o Mercado Bitcoin desenvolveu uma plataforma regulada e integrada voltada para serviços financeiros on-chain, capaz de atender milhões de utilizadores num dos mercados financeiros mais dinâmicos do mundo. Na mesma linha, o CEO do Mercado Bitcoin, Roberto Dagnoni, afirmou que a migração dos serviços financeiros para infraestruturas baseadas em blockchain já está em andamento. Segundo ele, o desafio passa agora pela construção de sistemas capazes de suportar pagamentos digitais, stablecoins, tokenização e mercados de capitais em larga escala. Brasil fortalece posição como líder regional O anúncio ocorre num momento em que o Brasil consolida a sua posição como o maior mercado de criptomoedas da América Latina. De acordo com levantamento da Chainalysis, entre julho de 2024 e junho de 2025 o país movimentou cerca de US$ 318 bilhões em operações envolvendo ativos digitais, volume equivalente a aproximadamente um terço de todas as transações registadas na região. O estudo aponta que fatores como uma população numerosa, o crescimento do setor de fintechs, a ampliação do acesso aos serviços financeiros e a elevada procura por stablecoins ligadas ao dólar ajudam a explicar o protagonismo brasileiro. O relatório também destaca os avanços regulatórios conduzidos pelo Banco Central desde 2025, embora a implementação completa das novas regras ainda esteja em desenvolvimento. Enquanto isso, a concorrência continua a crescer. A Circle, principal rival da Tether no segmento de stablecoins, também amplia a sua presença no mercado brasileiro e ultrapassou, no último ano, a marca de 10% de adoção. Com a chegada de novos investimentos e o fortalecimento da infraestrutura financeira baseada em blockchain, o Brasil reforça o seu papel como um dos mercados mais estratégicos para a expansão global dos ativos digitais, tornando-se cada vez mais relevante na transformação dos serviços financeiros digitais.
Milhares de investidores acreditaram no projeto empresarial ligado ao presidente dos EUA. Anos depois, muitos acumulam perdas devastadoras e sentem-se abandonados por quem ajudaram a apoiar. Quando Vadim Fistikan viu o anúncio de uma nova empresa associada a Donald Trump, acreditou estar diante de uma oportunidade única. Aos 29 anos, o caminhoneiro do estado de Washington já tinha alcançado algo raro para alguém da sua idade: uma poupança superior a 100 mil dólares, construída após anos de trabalho intenso desde a adolescência. Naquele momento, os planos eram outros. Fistikan e a família analisavam a compra de uma casa na Flórida, próxima dos parentes, com piscina e acesso a um canal que desembocava no oceano. O imóvel parecia representar a concretização de anos de esforço e disciplina financeira. Mas tudo mudou quando Trump anunciou, em 2021, a criação da empresa responsável pela rede social Truth Social. O lançamento foi recebido com entusiasmo por muitos apoiadores do então ex-presidente. A proposta prometia uma plataforma alternativa às grandes redes sociais e rapidamente atraiu investidores interessados em participar do novo empreendimento através de uma SPAC, estrutura frequentemente utilizada para levar empresas à bolsa de valores. Nos primeiros dias, o mercado reagiu de forma explosiva. As ações dispararam mais de 1.600%, transformando o projeto num dos assuntos mais comentados do mercado financeiro. Embora uma forte correção tenha ocorrido logo em seguida, muitos investidores viram a queda não como um alerta, mas como uma oportunidade. Foi exatamente assim que Fistikan interpretou o movimento. Convencido de que estava comprando um ativo promissor por um preço mais atrativo, ele aumentou gradualmente a sua exposição até investir cerca de 205 mil dólares — valor que ultrapassava largamente as suas economias iniciais. Anos depois, a realidade mostrou-se muito diferente da expectativa. Segundo o próprio investidor, a sua posição passou a valer aproximadamente 30 mil dólares, representando uma perda superior a 80% do capital investido. A frustração transformou-se em desabafo público. No ano passado, Fistikan recorreu à própria Truth Social para expressar a sua indignação. O investidor afirma que passou a questionar a legitimidade do projeto e a denunciar aquilo que considera uma enorme desilusão financeira. As suas críticas, porém, encontraram resistência de utilizadores que interpretaram as reclamações como um ataque político. Segundo ele, a situação era exatamente o contrário: continuava a considerar-se um apoiador de Trump, mas sentia-se devastado pelas perdas acumuladas. De defensores a críticos O caso de Fistikan não é isolado. Entre os investidores que inicialmente acreditaram no projeto surgem agora vozes cada vez mais críticas. Algumas dessas pessoas chegaram a ocupar posições próximas da empresa ou a defender publicamente o empreendimento durante os seus primeiros anos. Katherine Chiles, que trabalhou como diretora financeira da SPAC envolvida na operação, tornou-se uma das figuras que passaram a manifestar descontentamento. Atualmente utiliza as redes sociais para divulgar conteúdos críticos ao presidente norte-americano. Outro exemplo é Chad Nedohin, líder religioso que se destacou entre os pequenos investidores ao atuar informalmente como uma espécie de representante dos acionistas de retalho ligados ao projeto. Hoje, a sua visão é completamente diferente. Nedohin afirma que muitos investidores comuns acreditaram estar a participar numa iniciativa que valorizaria os seus interesses, mas acabaram convencidos de que os principais beneficiários foram figuras ligadas à liderança da empresa. O preço da confiança A trajetória desses investidores expõe uma realidade cada vez mais frequente nos mercados modernos: a mistura entre política, celebridade e investimentos financeiros. Para muitos apoiadores, investir na empresa não foi apenas uma decisão económica. Foi também uma demonstração de confiança num líder político com quem partilhavam valores e convicções. Quando os resultados financeiros não corresponderam às expectativas, o impacto ultrapassou a esfera monetária. Para alguns, a perda significou o adiamento de projetos pessoais, a redução de património acumulado ao longo de anos e um profundo sentimento de desilusão. Enquanto a Truth Social continua a operar e a empresa mantém a sua presença nos mercados financeiros, histórias como a de Vadim Fistikan revelam o outro lado da euforia que acompanhou o lançamento do projeto: o de investidores que apostaram as suas economias numa promessa de crescimento e hoje tentam reconstruir o que perderam pelo caminho. #TRUMP #BTC
Fundos negociados em bolsa nos Estados Unidos receberam milhões de dólares após semanas de saídas, sinalizando possível mudança no sentimento do mercado Depois de um longo período de pressão vendedora, os ETFs spot de Bitcoin negociados nos Estados Unidos voltaram a chamar a atenção dos investidores. Na segunda-feira, os fundos registaram uma entrada líquida de US$ 265,69 milhões, o maior volume diário positivo em mais de um mês, indicando uma recuperação gradual da procura pelo principal ativo digital do mercado. Os dados divulgados pela SoSoValue mostram que este foi o segundo dia com entradas positivas em apenas três sessões, após o dia 2 de julho ter interrompido uma sequência prolongada de retiradas de capital dos produtos financeiros ligados ao Bitcoin. O movimento acontece num momento em que o mercado cripto tenta recuperar confiança após semanas marcadas por saídas constantes de investidores institucionais e maior cautela devido às incertezas económicas globais. BlackRock lidera nova onda de entradas nos fundos de Bitcoin Entre os principais responsáveis pela recuperação esteve o ETF de Bitcoin da BlackRock, conhecido como IBIT, que recebeu aproximadamente US$ 209,40 milhões em novos investimentos durante a sessão. Outros fundos também registaram desempenho positivo. O ARKB recebeu cerca de US$ 32,98 milhões, enquanto o fundo mini Bitcoin da Grayscale Investments captou aproximadamente US$ 42,25 milhões. Na direção oposta, o GBTC da Grayscale foi o único produto entre os principais ETFs de Bitcoin a apresentar saída líquida, com uma retirada estimada em US$ 44,45 milhões. ETFs de Ethereum também atraem capital O movimento positivo não ficou limitado ao Bitcoin. Os ETFs spot de Ethereum registaram entradas de US$ 20,66 milhões no mesmo dia. O destaque ficou novamente com a BlackRock, cujo ETF de Ethereum, ETHA, recebeu aproximadamente US$ 23,29 milhões, reforçando o interesse institucional por ativos digitais além do Bitcoin. Recuperação ainda não apaga semanas de perdas Apesar do resultado positivo diário, os números acumulados continuam a mostrar um cenário desafiador para os ETFs de Bitcoin. Durante a semana reduzida pelo feriado nos Estados Unidos, os fundos registaram uma saída líquida de aproximadamente US$ 526,6 milhões, marcando a oitava semana consecutiva de perdas. Os ETFs de Ethereum também enfrentaram dificuldades no período, acumulando uma saída semanal de cerca de US$ 13,7 milhões. O dado mostra que, embora os investidores tenham voltado parcialmente ao mercado, a recuperação da confiança ainda está em andamento. Valor total dos ETFs de Bitcoin volta a crescer Com a recuperação recente do preço do Bitcoin e o retorno das compras institucionais, o valor total dos ativos administrados pelos ETFs spot de Bitcoin subiu novamente para cerca de US$ 77,32 bilhões. Esse número representa uma recuperação em relação ao mínimo recente de US$ 70,95 bilhões, registado em 30 de junho. No momento da divulgação dos dados, o Bitcoin era negociado próximo dos US$ 63.200, acompanhando um movimento de estabilização depois de um período de forte volatilidade. Investidores observam se entrada de capital representa nova tendência O retorno dos fluxos positivos para os ETFs pode representar um sinal de renovação do interesse institucional, mas analistas continuam atentos para verificar se o movimento terá continuidade nas próximas semanas. Após meses em que os investidores reduziram exposição ao mercado cripto, a retomada das compras sugere que parte do capital começa novamente a procurar oportunidades no setor. O desafio agora será transformar um único dia de recuperação em uma tendência consistente capaz de fortalecer novamente a confiança no mercado de ativos digitais.
Binance revela nova estratégia para gerar rendimento com Bitcoin parado
Novo produto usa opções de compra para tentar transformar BTC armazenado em uma fonte de rendimento semanal A Binance apresentou uma nova ferramenta voltada para investidores que mantêm Bitcoin parado nas suas carteiras e procuram uma forma de obter rendimento adicional sem vender os seus ativos. A estratégia, chamada BTC Yield, utiliza um mecanismo conhecido no mercado financeiro como venda coberta de opções, uma técnica tradicional que agora chega a um público mais amplo dentro do universo das criptomoedas. O funcionamento é baseado em uma operação relativamente comum entre investidores profissionais: os bitcoins depositados como garantia são utilizados para vender opções de compra de BTC. Em troca, a Binance recebe prémios pagos pelos compradores dessas opções e distribui parte desses valores aos participantes da estratégia. Na prática, o investidor continua exposto ao Bitcoin, mas permite que a plataforma utilize esses ativos dentro de uma estrutura financeira que busca gerar receitas adicionais. Uma estratégia profissional simplificada para investidores comuns A venda coberta de opções é uma operação bastante conhecida nos mercados tradicionais, mas normalmente exige conhecimento técnico sobre derivativos, gestão de risco e funcionamento de contratos financeiros. Com o novo produto, a Binance procura automatizar esse processo, retirando grande parte da complexidade operacional. O utilizador não precisa negociar opções diretamente, já que a gestão da estratégia acontece nos bastidores da plataforma. Segundo a empresa, o objetivo é oferecer aos detentores de Bitcoin uma alternativa para procurar rendimento enquanto mantêm exposição ao ativo digital. Como funciona o retorno do BTC Yield A estratégia apresenta duas possíveis formas de retorno para os participantes. A primeira vem dos prémios obtidos com a venda das opções. Uma parte desses valores é convertida em Bitcoin e enviada para as contas spot dos utilizadores semanalmente, geralmente às sextas-feiras, funcionando como um possível pagamento periódico. A segunda forma de ganho acontece através da acumulação dos prémios que permanecem dentro da própria estratégia. Esses valores aumentam gradualmente a quantidade de Bitcoin representada por cada unidade do produto, permitindo que o resgate futuro possa corresponder a uma quantidade maior do ativo. Dessa forma, o rendimento não depende apenas de pagamentos semanais, mas também da valorização interna da quantidade de BTC associada ao investimento. “Estratégias de venda coberta são utilizadas há muito tempo nas finanças tradicionais, mas podem ser complexas para utilizadores comuns acessarem diretamente”, afirmou Shunyet Jan, responsável pela área de câmbio e negociação da Binance, segundo comunicado divulgado pela empresa. Movimento acompanha tendência das grandes instituições financeiras O lançamento acontece num momento em que grandes empresas do mercado financeiro tradicional também exploram estratégias semelhantes envolvendo Bitcoin. A gestora de ativos BlackRock avançou recentemente com produtos ligados a rendimento em Bitcoin que utilizam mecanismos de opções de compra para tentar gerar retornos adicionais aos investidores. Esse movimento mostra uma aproximação crescente entre o mercado tradicional e o setor cripto, com instituições procurando novas formas de rentabilizar ativos digitais além da simples valorização do preço. Riscos e limitações do novo produto Apesar da possibilidade de rendimento, o BTC Yield não elimina os riscos associados às operações com opções. A Binance informa que retém uma parcela de 15% dos prémios brutos obtidos antes do cálculo do rendimento destinado aos utilizadores. Além disso, podem existir taxas em operações de resgate. Outro ponto importante é que os retornos semanais não são garantidos. Em determinados períodos, os pagamentos podem ser reduzidos ou até inexistentes, dependendo das condições do mercado. A estratégia também pode limitar ganhos durante fortes movimentos de alta do Bitcoin. Caso o preço do ativo suba significativamente, as opções vendidas podem ser exercidas, fazendo com que parte do potencial de valorização seja sacrificada. Em cenários de grande valorização do Bitcoin, manter o ativo diretamente na carteira pode apresentar um desempenho superior em comparação com estratégias baseadas em opções. Uma nova forma de rentabilizar Bitcoin, mas com escolhas envolvidas O BTC Yield representa mais uma tentativa de transformar Bitcoin de um ativo simplesmente armazenado em uma ferramenta capaz de gerar rendimento. Para investidores de longo prazo que procuram uma alternativa ao Bitcoin parado, o produto pode oferecer uma nova possibilidade. No entanto, a estratégia exige compreensão das suas limitações, já que o rendimento adicional vem acompanhado de custos e de uma possível redução dos ganhos em momentos de forte alta. No mercado cripto, onde oportunidades e riscos caminham lado a lado, a nova ferramenta da Binance reforça uma tendência crescente: transformar ativos digitais em instrumentos financeiros cada vez mais sofisticados.
Relatório financeiro entregue ao Gabinete de Ética Governamental revela ganhos milionários com ativos cripto, imóveis, campos de golfe e produtos da marca Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou cerca de US$ 1,2 mil milhões (aproximadamente €1,05 mil milhões) em receitas provenientes de negócios relacionados com criptomoedas no último ano, segundo informações apresentadas no seu relatório financeiro oficial entregue ao Gabinete de Ética Governamental dos Estados Unidos. A divulgação do documento reacendeu o debate sobre a crescente ligação entre a política norte-americana e o setor dos ativos digitais, especialmente devido ao papel que as empresas associadas à família Trump passaram a desempenhar no mercado de criptomoedas. De acordo com a legislação norte-americana aprovada em 1978, o presidente e o vice-presidente são obrigados a apresentar declarações financeiras detalhadas, incluindo rendimentos, investimentos e património sob sua responsabilidade. Criptomoedas representam uma das maiores fontes de receita declaradas No documento de 927 páginas, Trump informou ter obtido cerca de US$ 635 milhões em receitas relacionadas ao token $TRUMP, uma criptomoeda lançada pouco antes de assumir novamente o cargo presidencial. Apesar do forte interesse inicial no ativo, o valor do token registou uma queda significativa após o lançamento. Além disso, o presidente declarou mais de US$ 500 milhões em rendimentos associados à World Liberty Financial, uma empresa do setor de criptomoedas ligada aos seus filhos e aos filhos do enviado especial norte-americano Steve Witkoff. Os valores apresentados representam um salto expressivo em comparação com a declaração financeira anterior, referente a 2024, quando Trump havia informado receitas superiores a US$ 600 milhões. Negócios tradicionais continuam a gerar milhões Embora o setor cripto tenha sido responsável por uma parcela significativa dos rendimentos declarados, os negócios tradicionais ligados à marca Trump também continuam a representar uma importante fonte de receita. Entre os principais destaques estão os ganhos provenientes das propriedades imobiliárias e empreendimentos de lazer. O resort de Mar-a-Lago, na Florida, teria gerado aproximadamente US$ 77 milhões, enquanto o clube de golfe localizado em Doral, também na Florida, teria contribuído com cerca de US$ 122 milhões. Outros clubes de golfe associados à marca Trump, localizados em Bedminster, Nova Jérsia; Jupiter, Florida; e Turnberry, na Escócia, também registaram receitas superiores a dezenas de milhões de dólares cada. A marca pessoal do presidente continuou igualmente a gerar retorno financeiro através de produtos licenciados, incluindo artigos como relógios, bíblias, ténis, perfumes e guitarras. Segundo a declaração, esses negócios renderam cerca de US$ 4,7 milhões em direitos de autor. Casa Branca nega que presidente esteja a lucrar com o cargo A divulgação dos números acontece após a Casa Branca ter negado anteriormente que Trump esteja a utilizar a presidência para obter benefícios financeiros pessoais. Questionado sobre os valores revelados no relatório, Trump afirmou que não participa diretamente na gestão das suas finanças e que os seus investimentos são administrados por fundos próprios. “Não me envolvo... temos fundos que gerem o meu dinheiro”, afirmou o presidente aos jornalistas na Base Aérea de Andrews, antes de viajar para Dakota do Norte. Trump também atribuiu parte dos seus ganhos ao desempenho positivo dos mercados financeiros, argumentando que a valorização das bolsas beneficia investidores em geral. “Sabem porque é que estou a lucrar? Porque o mercado bolsista está a subir, toda a gente está a lucrar”, declarou. Fortuna presidencial volta ao centro das atenções A dimensão dos rendimentos apresentados coloca novamente em evidência a relação entre Donald Trump, os negócios familiares e o universo das criptomoedas, um setor que ganhou maior protagonismo durante o seu atual mandato. Enquanto apoiadores defendem que os negócios refletem o sucesso empresarial do presidente, críticos levantam questões sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo uma das figuras políticas mais influentes do mundo. O relatório financeiro, além de revelar números bilionários, expõe como as novas fronteiras da economia digital passaram a ocupar um espaço central na construção da riqueza de uma das personalidades políticas mais conhecidas do planeta.
Bitcoin dispara na recuperação do mercado cripto e volta a mirar os US$ 64 mil
Dados mais fracos da economia americana e queda do petróleo reduzem pressão sobre os juros, favorecendo ativos de risco e impulsionando a recuperação do mercado digital O mercado de criptomoedas começou a semana em clima de recuperação, com os principais ativos digitais ampliando os ganhos registrados nos últimos dias e renovando o sentimento de confiança entre investidores. O movimento ocorre em meio a uma mudança no cenário macroeconómico global, depois que novos indicadores económicos dos Estados Unidos trouxeram sinais de desaceleração e reduziram parte das preocupações sobre uma política monetária mais restritiva. A divulgação dos números do mercado de trabalho norte-americano, que apontaram a criação de apenas 57 mil empregos em junho, foi interpretada pelos mercados como um sinal de arrefecimento da economia. O resultado trouxe alívio aos investidores, que vinham acompanhando de perto os próximos passos do Federal Reserve diante da possibilidade de manutenção de juros elevados por mais tempo. Com a percepção de menor pressão inflacionária e a expectativa de uma postura menos agressiva por parte do banco central americano, ativos considerados mais sensíveis à liquidez, como as criptomoedas, passaram a atrair novamente compradores. Outro fator que contribuiu para o ambiente positivo foi a queda do preço do petróleo, que voltou a negociar abaixo dos US$ 70 por barril. A redução nos custos energéticos ajudou a diminuir receios relacionados à inflação global e reforçou a procura por investimentos de maior risco. Bitcoin recupera terreno e se aproxima de uma importante barreira técnica O Bitcoin foi um dos principais protagonistas dessa retomada. Mesmo diante de incertezas envolvendo o cenário corporativo e movimentos de realização de lucros em diferentes mercados, a maior criptomoeda do mundo manteve a trajetória de recuperação e voltou a desafiar níveis importantes de resistência. Segundo dados consolidados da Binance, por volta das 15h25 (horário de Brasília), o Bitcoin apresentava alta de 1,57%, negociado a aproximadamente US$ 63.808. Durante o fim de semana, o ativo chegou perto da marca psicológica dos US$ 64 mil, uma região observada atentamente por analistas devido ao seu peso técnico e psicológico para os participantes do mercado. A recuperação ocorre após um período marcado por forte volatilidade, com liquidações expressivas de posições alavancadas e redução da exposição de investidores que buscavam proteção diante das incertezas económicas. O movimento atual indica uma tentativa do mercado de reconstruir confiança, embora investidores continuem atentos aos próximos dados económicos e às decisões das principais instituições financeiras globais. Ethereum acompanha recuperação e mercado digital ultrapassa US$ 2,2 trilhões Além do Bitcoin, o Ethereum também apresentou desempenho positivo nesta segunda-feira. O segundo maior ativo digital em valor de mercado avançava 0,63%, sendo negociado próximo dos US$ 1.792,60. A recuperação dos principais ativos ajudou a elevar novamente o tamanho da economia das criptomoedas. A capitalização do Bitcoin alcançou cerca de US$ 1,27 trilhão, enquanto o valor total do mercado cripto voltou a superar a marca dos US$ 2,2 trilhões. O avanço representa uma recuperação importante depois de meses de pressão vendedora, nos quais investidores enfrentaram um ambiente marcado por incertezas económicas, menor liquidez e ajustes de posições. Mercado busca estabilidade após período de fortes oscilações Apesar do cenário mais positivo, especialistas do setor continuam acompanhando os próximos movimentos do mercado, especialmente a evolução da economia americana, o comportamento do dólar e as decisões futuras sobre os juros. A relação entre liquidez global e ativos digitais permanece como um dos principais fatores capazes de influenciar a direção das criptomoedas nos próximos meses. Um ambiente de maior flexibilidade monetária tende a favorecer investimentos alternativos, enquanto uma eventual retomada da pressão inflacionária pode voltar a provocar cautela. Neste início de semana, porém, o sentimento predominante entre os participantes do mercado é de recuperação e tentativa de retomada do equilíbrio. O Bitcoin volta a ocupar o centro das atenções, enquanto investidores avaliam se o atual movimento representa apenas uma recuperação temporária ou o início de uma nova fase de valorização no mercado cripto. #BTC
E se eu lhe dissesse que a próxima grande oportunidade do mercado já pode estar à vista... mas quase ninguém está a falar dela? Todos procuram a "moeda que fará 100x", mas a história mostra que os maiores lucros normalmente acontecem antes de o projeto se tornar popular. A verdadeira pergunta não é: "Qual moeda vai subir?" A pergunta é: "O que os grandes investidores estão a observar neste momento que a maioria ainda não percebeu?" Quem aprende a identificar esses sinais costuma chegar antes da multidão. #BTC
Muitas pessoas entram no mercado de criptomoedas esperando enriquecer rapidamente. No entanto, quem obtém resultados consistentes costuma seguir uma estratégia, e não apenas as emoções. #BTC #Binance #criptomoeda